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PUBLICADO EM

29/10/2014

ATUALIZADO EM

29/10/2014

Loucas por sexo anal

A gente até estranha quando alguma voz se levanta para defender o sexo anal. Mas estas garotas têm bons argumentos a favor da prática. Veja!
Loucas por sexo anal
Reportagem: Neusa Falcão - Edição: MdeMulher

Bons argumentos em defesa do sexo anal
Foto: Getty Images

"Acho que nasci com talento pra coisa. Foi minha primeira experiência. Era virgem de tudo e de repente pintou um clima irresistível. Na época, ainda não se falava em AIDS: o grande medo era engravidar. Como eu não tomava pílula e meu namorado não tinha camisinha, fizemos  o que, então, era o sexo mais seguro do mundo. Estávamos tão excitados e sintonizados um com o outro que não perguntei o que ele pretendia nem ele me perguntou se podia: simplesmente aconteceu e foi fantástico. Não senti um pingo de dor e os orgasmos que tive mais tarde, com penetração vaginal, nunca chegaram perto daquele. Pra mim, relação completa é com sexo anal. Só tem um porém: preciso estar apaixonada. Senão, nem pensar. É íntimo demais para fazer por simples empolgação e tesão".

Marta estava doida para contar essa história. Na única outra vez que tentou, a amiga que a ouvia interrompeu com cara de "Deus me livre!". Marta ficou injuriadíssima. Aos 45 anos, publicitária com alguns prêmios no currículo, um de seus maiores orgulhos é esse talento especial na cama. Por isso, animou-se toda para dar depoimento.

Aos 17 anos, Kátia já não era mulher de fazer ou deixar de fazer alguma coisa por medo do que os outros iriam pensar: "Eu não estava nem aí para hímen e fiz questão de perder a virgindade ‘normal’. Mas na mesma semana estreamos o ‘outro lado’. Apesar da nossa inexperiência, com ele foi melhor do que com todos os parceiros que tive depois. Porque, como nós dois éramos virgens, não usávamos camisinha; então, dava para sentir o calor do esperma jorrando. Fico toda, todinha arrepiada só de lembrar...".

Por outro lado, a maioria admitiu que o grande barato do sexo anal é a sensação de estar fazendo uma coisa que tanta gente acha errada, feia, suja. No fundo, a gente curte demais a ideia de ser um tanto depravada. Olhando para Maria Carolina, toda séria em seu comportadíssimo terninho de secretária executiva, ninguém diz que está sempre pronta para o que der e vier. "Olha, não sou nenhuma deusa, mas tenho um traseiro que deixa os homens loucos. Seria uma anta se não tirasse partido disso. Desde adolescente, percebi que essa era a vantagem que eu levava sobre a concorrência. Quando ia à praia, com o biquíni bem enfiado atrás, os caras não me davam sossego um minuto. Adoro ser desejada. Por isso, aprendi a fazer na cama o que as outras têm vergonha ou medo de fazer. Aprendi mesmo: li tudo a respeito, pratiquei sozinha, usando primeiro os dedos, depois pênis artificiais cada vez maiores. Tenho uma amiga que fica horrorizada quando conto minhas noitadas, mas bem que gosta de ouvir, a hipócrita. Sei que ela acha que é coisa de vagabunda, mas também sei que daria a vida para ter coragem de fazer igual. Para a maioria, ficar de quatro é humilhante, é a entrega total, coisa que não se deve permitir a qualquer um. Mas quem disse que tem de ficar de quatro? Já experimentei essa posição, mas a minha preferida é ele deitado de costas e eu por cima, dominadora, assumindo o controle. Às vezes, até amarro os braços dele na cabeceira da cama. Pode ser mais poderoso? Tudo é uma questão de ponto de vista".

E vem cá, e a história da dor? Isso não é conversa fiada: muita mulher tenta com a maior das boas vontades e não há jeito. Uma amiga confessou que ela e o marido usam toneladas de vaselina, compraram carregamentos de lubrificantes anais dos mais variados sabores e consistências nas sex shops, ela até se previne passando uma pomada à base de xilocaína, e mesmo assim a dor não permite que o pênis entre mais do que 1 ou 2 centímetros. Para esse caso, Maria Carolina só vê uma explicação: incompetência do homem. Ou da mulher. Ou dos dois. Porque parte de um princípio que é de uma lógica cristalina: um lugar sensível à dor também é sensível ao prazer.

"Não tenha dúvida de que, mesmo quando você está muito a fim, na primeira vez pode doer um pouco. É por isso - e só por isso - que acho que a gente deve se iniciar com um namorado apaixonado. Ele vai ser carinhoso, se preocupar com as preliminares, usar a boca e a língua pra te excitar e te deixar mais confiante. Mesmo assim, podem ocorrer alguns problemas. Eu, por exemplo, gozava depressa demais, e aí fica difícil continuar porque incomoda. Precisava me masturbar para ficar perto do orgasmo novamente e dar tempo ao meu parceiro para também chegar lá", diz Fernanda de 28 anos. Já com um namorado de quem gostava muito, acontecia o contrário: ele gozava rápido e eu ficava na mão. Coitado, morria de culpa: dizia que era difícil se segurar porque o ânus é bem mais apertado do que a vagina. "Com o tempo e a experiência, arranja-se jeito pra tudo".

A necessidade também deixa você espertíssima. Quando teve um caso com um sujeito pra lá de bem-dotado, Fernanda avaliou as possibilidades e percebeu que, sem ajuda, seria impossível. O que resolveu o problema foi um anal enlarger (alargador de ânus), uma espécie de tubo que você introduz e vai alargando a circunferência com uma bomba de pressão — "Melhor ainda é usar os movidos a bateria, que vibram, uma glória". Quando achou que o precioso instrumento tinha reproduzido a contento as dimensões do rapaz sem causar nenhum dano à sua integridade física, ela propôs "uma gostosinha por trás, só para variar". Ele ficou em êxtase e Fernanda tem certeza absoluta de que até hoje, passados três anos do fim do namoro, o ex ainda a considera a mulher mais completa que conheceu.

Meninas é fato: a maioria dos homens, não sem razão, acha que vai precisar passar uma cantada daquelas para conseguir uma coisa que nem será tão satisfatória assim. Quando não precisam, é a glória, embora ao mesmo tempo se preocupem: "com essa aí não posso vacilar". Para Ana Flávia, sexo anal é tão especial que não faz sempre. Sua posição preferida é a que ela e o marido chamam de “coqueirinho”: ele deitado e ela por cima. "Também acho excitante sentar no colo dele de costas. Dos dois jeitos a penetração é bem profunda. Curto muito deitar de bruços com um ou dois travesseiros ajudando a levantar o bumbum: fico com as mãos livres para usar um vibrador no clitóris. Outra deliciosa, mas que tem um nome horroroso é a posição "frango assado": um de frente para o outro, com as minhas pernas apoiadas nos ombros dele. Para quem está iniciando, acho ideal porque a penetração não é tão profunda. Só tem um problema: se o homem não for pelo menos razoavelmente bem-dotado, a coisa complica, não funciona. Agora, se estou a fim de muito carinho, nada como a "colherzinha", os dois deitados de lado, bem agarradinhos, porque ele pode ao mesmo tempo me masturbar e acariciar os seios".

É, mas muita mulher por aí tem engulhos só de pensar no anal por causa do lado sujo da coisa - e não estou me referindo ao aspecto moral. Nenhuma das minhas entrevistadas considerou tal argumento minimamente inteligente. “Isso é a maior besteira”, foi logo se irritando a fogosa Maria Carolina. "Pra começo de conversa, se você sabe que vai fazer, toma suas precauções. Se não tomar, é sinal de que se trata de uma criatura suja em qualquer outra coisa e ponto final. Manter a entrada do reto limpa é mais do que suficiente, até porque tem homem que acha incômodo encontrar algum obstáculo pelo meio do caminho. Eu, por exemplo, sempre coloco antes um supositório de glicerina. E vou te contar um segredo: não é só por limpeza, não. Acontece que deixa o chamado canal do prazer muito mais sensível. Faz você subir pelas paredes. Quem ainda não experimentou não sabe o que está perdendo".

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Políticas Públicas

  • Heloísa Helena de Oliveira
    Heloísa Helena de Oliveira

    Monitora e argumenta com políticos para alterar projetos de lei que não favorecem os jovens do Brasil 

  • Maria Clara de Sena
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    Única transexual no mundo no cargo de Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura, luta pelos direitos LGBTs 

  • Paula Johns
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    Fundadora da Aliança de Controle do Tabagismo + Saúde, batalha para controlar o tabagismo  

Ciências

  • Adriana Melo
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    Especialista em medicina fetal comprovou a relação entre infecções por zika em e as malformações em bebês

  • Eliana Abdelhay
    Eliana Abdelhay

    Desenvolve pesquisas a fim de melhorar os prognósticos de doenças graves e agiliza o diagnóstico de câncer

  • Thelma Krug
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    Restringe o desmatamento nas florestas e emissão de poluentes, responsáveis pelas mudanças climáticas

Negócios

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    Criou o Nubank, cartão de crédito que pode ser administrado pelo celular, dispensa o banco e não tem anuidade

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    Trabalha para impulsionar o desenvolvimento econômico de lugares pobres estimulando o potencial turístico

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    Criou uma rede de consultórios que oferece tratamento odontológico a um custo acessível na periferia

Trabalho Social

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    Criou uma ONG para ensinar corrida para mais de 500 crianças e adultos no bairro mais violento de São Paulo

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    Está à frente de uma ONG que luta para combater a exploração sexual de crianças e jovens em Fortaleza, no Ceará

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Consultora NATURA Inspiradora

  • Juthay Nogueira
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    Promove ações para evitar que os jovens entrem para o tráfico de drogas, em uma comunidade de Belo Horizonte

  • Nilcimar Maria Silvestre dos Santos
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    Fundou uma associação que apoia vítimas de agressão doméstica e estimula o empreendedorismo 

  • Rozimere Santos Oliveira Souto
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    Líder que organiza a produção agrícola e o empreendedorismo entre as mulheres, no Sertão da Paraíba

Cultura

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    Diretora do filme Que Horas Ela Volta?, aqueceu a discussão sobre a exploração do trabalho doméstico no Brasil

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    Realiza oficinas de cinema em aldeias do Xingu e ensina os índios a registrar sua cultura, história e hábitos

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    Imprime sua arte em murais e performances e oferece oficinas para prevenir a violência contra as mulheres 

Revelação

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    Destaca-se por criar projetos de empoderamento e por conseguir apoio internacional para as causas feministas

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    Desenvolveram uma cobertura para ruas e estradas mais resistente, econômica e sustentável que a convencional

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