Pênis: manual da usuária

Nem todos os homens são iguais. Mostramos que há mais surpresas dentro de uma cueca do que você poderia imaginar. Abra a embalagem e divirta-se

Escrito por

Redação M de Mulher

Atualizado em 20/08/2012 em

Women's Health

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Pênis: manual da usuária
Fabrício Brasiliense - Edição: MdeMulher

Foto: Tom Schierlitz

Antes de entrar em ação, você precisa aprender os mecanismos do equipamento que vai operar: bem-vinda ao manual de uso do pênis! Escalamos para essa missão quem mais entende do assunto: um homem. Ele mapeou o dito-cujo tintim por tintim e, de quebra, ensinou técnicas para você enlouquecer seu parceiro na cama (no chuveiro, no sofá, no carro...) hoje mesmo.

Eu pensei que escrever sobre o meu amigão aqui embaixo seria uma tarefa simples. Afinal, convivo com ele — com alguns poucos sobressaltos — há exatos 33 anos. Mas bastou uma conversa com um urologista para eu descobrir: “Há diferença entre orgasmo e ejaculação”, me disse Fernando Korkes, titular da Sociedade Brasileira de Urologia e professor da Faculdade de Medicina do ABC (Grande São Paulo). E mais coisas de que eu já desconfiava, como a falácia de que a prova de que a transa foi boa é o homem ter gozado. A seguir, um guia com fatos e curiosidades sobre o nosso bem mais valioso, o pênis, junto com algumas dicas as quais a gente torce, torce, mas torce muito para que vocês ponham em prática.


O GRANDE COMPANHEIRO

O pênis é um órgão bem mais complexo que o simples salsichão de churrasco que ele parece. No topo de tudo fica a parte mais cheia de nervos e sensível do conjunto, a glande. A borda que contorna toda a glande é chamada de coroa. Agora imagine-o ereto, você olhando de frente e, logo abaixo, ligado à coroa, vem um pedaço de pele chamado de frênulo. Quando o pênis está flácido, toda essa pele que antes estava esticada passa a encobrir a glande e recebe o nome de prepúcio (circuncidados não têm). Um pouco mais abaixo, fica a parte maior e mais volumosa, formada pelo corpo cavernoso, que são duas colunas de tecido esponjoso que se enchem de sangue na ereção. Um tecido semelhante, o corpo esponjoso, envolve a uretra, um fino canal que transporta a urina e o esperma de seus respectivos compartimentos para fora do pênis. E de onde sai o esperma?


A FANTÁSTICA FÁBRICA

Os testículos funcionam como uma verdadeira fábrica de testosterona e esperma. Em se tratando de tamanho e performance, existe uma única evidência científica digna de nota: “Quanto maiores os testículos, maiores são os níveis de testosterona e maior é a quantidade de esperma produzido”, explica Harry Fisch, diretor do centro de reprodução masculina do Hospital Presbiteriano/Centro Médico da Universidade Columbia, em Nova York, e autor do livro The Male Biological Clock (O relógio biológico masculino). Mas tanto faz se são grandes ou pequenos, o trabalho que eles executam é exatamente o mesmo. Um alerta que você pode dar ao seu parceiro para garantir o futuro da progênie é que ele evite cuecas muito apertadas e banhos de banheira muito quentes e demorados. Se você sentir vontade de dar um trato todo especial ao conjunto, saiba que isso é muito bem-vindo. Comece acariciando de leve, como se fosse um gato. Se ele abrir um sorriso bobo, passe livre. A próxima etapa é você deitar de barriga pra cima e pedir que ele se ajoelhe sobre você, na altura da sua boca. Aí é só ele abaixar para você controlar a intensidade da sucção.

Dos testículos para trás o caminho é mais polêmico. O períneo, região que vai dali até a entrada do ânus, popularmente conhecido como terra de ninguém, é uma parte do corpo repleta de terminações nervosas. Experimente estender o cafuné que você vinha fazendo no item acima e veja se o sorriso bobo continua. Continua? Adiante, mas com uma ressalva. Há mulheres que nem cogitam seguir porque não têm vontade e muitos homens agradecem. Entretanto, algumas, mais curiosas, fazem questão de cruzar a fronteira e há homens que não se opõem. Vejamos por quê.


PONTO G

A manipulação anal que leva até a próstata, o popular fio terra, pode causar sensações que dependem muito mais de aspectos emocionais do que físicos do homem. Alguns sentem prazer, outros dor, e há os que não sentem absolutamente nada. Alguns especialistas defendem que próstata é o ponto G do homem. A regra é uma só: a vontade de chegar até ali tem que ser do casal. E sem essa de que experimentar tudo deve ser uma obrigação. Algumas mulheres nutrem uma estranha obsessão de querer dar uma... perdão por ser tão direto... dar uma dedada no parceiro; já outras nem querem ouvir falar, com medo de que o cara goste e vire gay. Bobagem. A orientação sexual é o que direciona o desejo de uma pessoa por outra, que pode ser por uma mulher, um homem ou ambos. Gostar de fio terra não é indício algum de que o homem seja gay. Desde que ele goste que seja feito por uma mulher.


HOMEM FINGE?

Para entender bem o que se passa nessa cabeça, que ora pode funcionar, ora não — como você bem sabe —, é preciso literalmente se debruçar sobre ele. Mas, antes, um pouco sobre os fatos que envolvem o ser acoplado ao pênis: o homem. Ao contrário do que a maioria pensa, o orgasmo masculino nem sempre é igual. Se por muito tempo acreditou-se que a ejaculação era uma prova incontestável de êxtase, hoje se sabe que uma transa pode ser avaliada de ótima a ruim — exatamente como no caso das mulheres. E mais, com o advento da camisinha, nós já podemos ter nosso momento mulher: fingir para acabar com aquele rala-e-rola se não estivermos curtindo. É isso, olho por olho. Não, não estamos querendo nos vingar pelas décadas de insegurança, mas agora você sabe que precisa rebolar — no bom sentido — para saber que está realmente agradando.


>> GUIA DO SEXO MANUAL
Mapeamos tintim por tintim o nosso bom e velho pênis. Use sem moderação.

1. A MASTURBAÇÃO
Pegue bem firme no pênis como se estivesse segurando o guidão de uma bicicleta (nem muito em cima, nem muito embaixo: na metade) e vá fazendo o vai-e-vem. Os segredos são dois: pressão (segure com vontade) e velocidade (ritmada e bem rápida). E não hesite em perguntar se ele prefere mais forte ou mais fraco, vai sempre do gosto do freguês. Ou então seja intuitiva: conforme você faz a pegada, fique atenta para a cara que ele faz e controle o ritmo.

2. O SEXO ORAL
“Enquanto a parte de baixo do pênis responde à pressão, o topo, que é onde fica a glande, responde à fricção”, esclarece o terapeuta sexual Ian Kerner, autor de He Comes Next (algo como Ele goza depois). Portanto, o alerta mais importante a ser tomado é: evite os dentes. Receber uma mordida só não é pior do que um chute no saco. Com uma das mãos você pode formar um anel com o indicador e o dedão e segurar firme na base — eu disse bem firme! —, fazendo com que a ereção fique mais consistente, o que também ajuda a retardar o orgasmo. A receita é combinar a língua e os lábios, controlando a pressão para cima e para baixo, tirando o pênis da boca e lambendo nas laterais. O upgrade na modalidade acontece quando você usa o anel que formou com os dedos para subir até a glande e descer junto com a boca.

3. O ARREMATE
Aproveitando que o pênis já está bem molhado pela prática 2 (dar uns goles num copo d’água facilita), prepare o gran finale que deixa qualquer cara doido. Com uma das mãos segure na base enquanto com a outra, levemente espalmada, escorregue de baixo para cima, chegue à glande, dê uma polida, desça até embaixo e depois suba tudo outra vez. De novo, tanto a pressão quanto o tempo despendido em cada etapa do processo vão depender de quanto seu parceiro faz aquela cara de “não para, não paaara...” Agora, basta unir as três técnicas e partir para o abraço. Calma lá, não precisa ser as três ao mesmo tempo. Faça um pouco de cada uma; cansou da 1, parta para a 2, depois a 3, a 1 de novo, 2, 3...


>> OUTROS FATOS ACERCA DO PÊNIS

“Existem três tipos de ereção”, explica Karen Boyle, diretora de medicina reprodutiva do Brady Urological Institute do hospital Johns Hopkins, em Baltimore (EUA). A do tipo reflexiva é aquela que acontece em resposta à estimulação direta do pênis. A psicogênica surge de fantasias, quando o cara pensa que está transando, assiste a um filme pornô ou ouve safadezas ao pé do ouvido. A do tipo noturna acontece durante o sono. Essa última, segundo Fernando Korkes, tem uma função fisiológica. Sabe quando piscamos porque o olho está seco? Mesma coisa, é involuntário. No caso do pênis, é para manter o equipamento bem oxigenado e garantir o bom funcionamento do sistema. Significa que pode acontecer ao lado da maior gostosa do mundo ou da minha avó.

O pênis dos brasileiros tem em média 14 centímetros quando ereto. A sexóloga americana Amy Levine indica duas posições para aquelas que algum dia precisarem lidar com tamanhos extremos: se for um pênis menos avantajado, vá de papai-e-mamãe e mantenha as pernas fechadas, elevando-as até encostar no peito dele. Isso faz com que estreite um pouco o canal vaginal. Se for um salsichão, o melhor é você por cima para controlar melhor a profundidade e o ritmo da penetração.

 

>> CARDÁPIO ESPECIAL

ERA DO GELO
O barato - Chupe uma pedra de gelo e caia de boca. O frio do gelo e o calor da boca dão uma sensação legal. Só a língua gelada e acrobática já faz um efeito e tanto. Junte os mamilos nessa.
O cuidado - Não exagere. O problema aqui é ficar duro... de frio e se recusar a entrar em ação.

ALÍVIO REFRESCANTE
O barato - A bala Halls tem outra função além de garantir um hálito fresco. Ela também proporciona um prazer inusitado se consumida antes do sexo oral.
O cuidado - Pode grudar e deixar tudo meio melecado. Tome um gole de água depois da bala.

MICHAEL JORDAN
O barato - Você abocanha o pênis inteiro de uma só vez, consecutivamente. Êxtase visual.
O cuidado - Se o cara for bem-dotado e bater fundo na garganta, pode dar vontade de chamar o Hugo.

REVEZAMENTO
O barato - Você reveza o pênis e os testículos no sexo oral e manual. Não há limites para a língua.
O cuidado - Nunca, jamais use os dentes em nenhum dos dois.

VELOCIDADE MÁXIMA
O barato - Sexo oral enquanto ele dirige é tiro e queda para sair da mesmice. Prazer, adrenalina e emoção de ter que prestar atenção na estrada.
O cuidado - Se a estrada for esburacada, você pode bater com a cabeça na direção.

CHUÁ, CHUÁ
O barato - Você de joelhos no chuveiro, fazendo sexo oral. Água, os vidros embaçados. Tesão!
O cuidado - Não cair de testa no azulejo nem engasgar.

SOBREMESA
O barato - Um plus em tempos de sexo politicamente correto. A ideia é colocar a camisinha aromatizada desenrolando com ajuda da boca. O aroma adocicado no ar dá um clima de perversão.
O cuidado - Use em doses homeopáticas para não enjoar.

COMBO
O barato - Para iniciadas. Tudo entra na brincadeira: virilha, períneo, pênis, saco. É como fazer barba, cabelo e bigode ao mesmo tempo. Prazer multiplicado
O cuidado - O cara não se controlar e você acabar com a (sua) festa aqui mesmo.

LUSTRA-MÓVEIS
O barato - Para atiçar antes da hora D, roçar a língua suavemente na glande. Quanto mais devagar, melhor.
O cuidado - Não se alongue demais, o excitamento vira relaxamento e, aí, beijinho, beijinho, tchau, tchau.


O QUE EU FAÇO COM ISSO AGORA?
Se alguma vez você se viu sem saber o que fazer depois que ele gozou na sua boca, não se desespere. Não existem regras. É uma questão, literalmente, de gosto. Acima de tudo, você tem que curtir. Há mulheres que são craques e somem com tudo rapidinho nos deixando com a maior pulga: para onde foi!? Só não vale engolir para agradar e depois fazer cara de nojo. E se engolir e quiser beijar na boca depois, please, tome uns goles de água. Sair para cuspir no banheiro pode, mas faça discretamente, com olhar de malícia, sem sair correndo como se estivesse fugindo de um incêndio.

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