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Meu segredo - Conto de Amor e Sexo
Um mês após a separação, Maria reencontra a felicidade nos braços de Elias, mas mantém o romance em segredo
Publicado em 23/09/2011
Carminha Nunes
Foto: Getty Images
"Aguenta mais um pouquinho", eu dizia, enquanto dirigia. Tentava ser bem discreta ao entrar em minha cidade, um lugar tranquilo do interior de São Paulo. Vez ou outra ouvia um barulhinho, sinal de que estava tudo bem. "Só mais um pouco, amor...", insistia, tomando cuidado nas lombadas.
De repente, no semáforo, o motorista ao lado me reconheceu. "Boa-noite, Maria, tudo bem?". Era Gigio, o dono da funilaria perto de casa. Sorri, tentando controlar o nervosismo. "Estou ótima...", respondi. Ele continuou olhando, como se desconfiasse de algo: "Tem uma batidinha no porta-malas. Passe na oficina e vejo isso para você!", disse, simpático.
O farol parecia estar contra mim. Tinha a sensação de que não abriria nunca mais. "Pode deixar, Gigio. Assim que tiver uma folga, vou lá!", respondi. Só respirei aliviada quanto o sinal verde surgiu.
Minutos depois, parei no mercadinho para comprar o jantar. "Vou demorar só uns minutinhos!", exclamei, olhando pelo retrovisor para o banco vazio atrás de mim. Claro, encontrei muita gente conhecida. "Menina, fiquei sabendo da sua separação. Que triste...", comentou Etelvina, uma amiga de longa data de minha mãe. Fiz cara de luto e continuei. "Maria, seu pai está em casa hoje? Preciso conversar com ele...", perguntou o dono do mercadinho, Chiquinho. Fiz sinal positivo.
"Desculpe a demora", falei, ao entrar de novo no carro. Acelerei, com a mesma cautela de sempre e, finalmente, cheguei em casa. Como já esperava, meus pais estavam na varanda. Suando, guardei o carro e fui até eles. "O carteiro deixou essas cartas para você!", contou meu pai.
Enquanto tentava disfarçar minha preocupação, abri um dos envelopes. Era do meu ex-marido: "Volte para mim. Eu nunca quis trair você!", escreveu com os garranchos costumeiros. "É dele, não é?", perguntou minha mãe. Fingi tristeza. Por dentro, queria que ele desaparecesse.
"Bem, gente, vou fazer o jantar...", revelei voltando ao carro. "Pronto, amor!", murmurei ao me aproximar. Encostei junto à porta, onde ninguém poderia vê-lo. Abri o porta-malas: "Ufa, já estava sem ar...", falou Elias, o homem que eu estava escondendo de todos. "Um dia, eles precisarão saber que você tem outro", murmurou aquele mulato lindo, do alto de seus 1,90 m. Batemos a porta para que ninguém flagrasse o beijo daquele casal extremamente apaixonado... e proibido!
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Comentários
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deia - nossa que historia emocionante que bom que no final deu tudo certo a minha historia ¿ quase igual mas o final nao foi assim pra mim meus pais nunca aceitaram o meu e unico grande amor eu viajei muito nessa historia por que o meu amor tbm era moreno e muito lindo era tudo o que eu tinha sonhado mas um sonho que virou pesadelo por resto de minha vida vai uma dica se vc ama nao decista em frente tudo nao seje fraca como eu fui um dia ate um dia !!!!!!!!!!!!!!! - 14/03/2012 15:39:36
Ninha - Gostei, A Historia é um pouco parecida com a minha. Espero que o meu final seja tb de muiiiiita felicidade. Estamos juntos no momento e nos amando muito. - 08/02/2012 16:58:21
flor - Amei a historia, pois tem parte dela que revela a minha vida hj. Mas ainda vou ser feliz!!! - 27/01/2012 11:44:34
RAFAELA - AMEI ...MUITO LINDO - 30/11/2011 21:20:30
ketiilyn - É isso ai!!!! sua história é linda o que importa é ser feliz .Parabéns pra vcs três . - 27/11/2011 12:44:15
Branca - ADOREEI!Me emocionou essa historia!Felicidade tem sempre que ser primordial! ;) - 10/11/2011 16:08:38



































