A volta - Conto Amor e Sexo

No dia em que dá à luz Bento, Nina perde o marido, Jonas, num acidente

Publicado em 30/06/2011

Carminha Nunes

Conteúdo do site VIVA!MAIS
Casal feliz

No dia em que dá à luz, Nina perde o marido num acidente
Foto: Thinkstock

 

"É um meninão!", disse o médico, assim que tirou o bebê de dentro de mim. Apesar de cansada, estava muito feliz. Enquanto isso, Jonas sorria e chorava diante do nosso primeiro filho.

Após dez anos de casamento, finalmente chegou nosso herdeiro. Decidimos ter filho mais tarde para aproveitar ao máximo a vida a dois. Além disso, meu marido estava terminando a faculdade de direito e precisava de tempo para estudar.

O chorinho do bebê foi o hino que celebrou nosso amor. Dizem que a felicidade é algo impossível. Porém, no meu caso, ela era plena: um bebê, um marido maravilhoso e um futuro pela frente com minha família. O que mais poderia querer?

Meses antes do parto, viajamos para Foz do Iguaçu. No quarto do hotel, após uma tarde de amor, decidimos o nome do nenê: Bento, por ser uma bênção em nossas vidas. "Vou amá-lo tanto quanto amo você", sussurrou meu gato em meu ouvido.

Como dizem dos bebês, meu filho tinha, sim, carinha de joelho - mas era um joelhinho lindo! E cabeludo como o pai.

Ainda zonza pelo parto, segurei-o em meus braços e beijei sua cabeça. Jonas fez o mesmo. Era como se, agora, os três fossem um único ser. "Amo vocês demais!", ele disse. Entre lágrimas, repeti a frase e o beijei.

Assim que recolheram o bebê para o berçário, meu marido pegou sua mala. "Vou dar um pulo até o escritório e volto à noite. Descanse, amor", falou, emocionado. Dei-lhe um beijo e o vi sair. E caí num sono profundo.

Quando despertei, já havia anoitecido. Chamei a enfermeira e ela me confirmou: passava das 8 da noite. "Meu marido voltou?", perguntei, tentando me recuperar de tantos remédios. Ela fez sinal negativo. "Bom, deve ter passado na casa dos amigos para dar as boas-novas!", comentei.

Nossos parentes não puderam vir ao hospital. Minha mãe, viúva, estava em Minas Gerais tratando-se de uma doença. Meus sogros moram nos Estados Unidos com uma irmã do Jonas e não vieram. Ou seja, naquele momento, éramos só nós três: eu e meus dois amores.

Uma hora depois, uma moça apreensiva entrou no quarto. "Meu nome é Renata, sou assistente social da maternidade. Esta é Lara, psicóloga que trabalha no hospital", falou. Não entendi nada. Então, se aproximaram da cama. "Nina, recebemos um telefonema. É sobre seu marido... ele acabou de morrer num acidente de carro!".

 

Comentários

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michelle - é maravilhoso ,mesmo com dificuldades ela superou! se amor não ha vida ,não ha destino - 21/03/2012 19:21:00

Vanessa Cristina Boni - OláAdorei esta historia de superação e ainda q sou espirita!Chorei de emoção!E com certeza o ex marido dela estará sempre ao lado dela pra ajudar!Deus sabe o que faz e tem sempre planos pra gente!;):Dvaleuubjoos á tds - 15/02/2012 22:23:53

Miriane - Adorei essa historia tanto quanto gosto das outras,mais essa parece cer tao real que a vontade é de ler a todo instante....... - 13/11/2011 00:48:02

Melina - achei um horror, a dor da perda existe e s¿ Deus para retirar-la, ent¿o este final ¿ terr¿vel. - 01/11/2011 11:10:21

fernandynha - amei a história...um filho é uma benção, estou grávida de sete meses de uma menina: maria helena! e naum vejo a hora dela chegar, eu e meu marido estamos felizes,,,e com esse conto me emocionei muuuito...mas sei q um bebe é uma benção....bjs - 12/09/2011 13:41:31

Cíntia Rosana - Gostei muito desse conto, é bom saber que ainda existe pessoas com intenções sinceras de auxiliar outras. Que bom que a Nina se encontrou e saiu da pertubação. - 14/08/2011 20:39:16

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