Meu fetiche é ser amarrada na hora da transa
Eu e meu namorado somos praticantes do bondage, uma brincadeira em que ele controla meus movimentos e sentidos. Mas tudo é feito com respeito e amor!
Publicado em 26/03/2009
Dona da história: Clarissa da Costa, 21 anos, estudante, São Paulo, SP
Reportagem: Milena Emilião

A amarração acontece naturalmente.
Podemos estar nos beijando na sala,
namorando, e acontece!
Foto: Marcelo Kura
Sexo é bom. Mas, quando descobrimos um jeito especial de fazê-lo - com quem a gente ama -, a coisa pode ficar incrível!
Eu conhecia o trabalho do artista plástico Von Victor desde meus 15 anos. Achava lindos os desenhos eróticos que ele fazia. Quatro anos depois, terminei um namoro longo e tomei coragem para ir atrás do Von Victor. Encontrei-o no Orkut, ele me passou o MSN dele, conversamos uns dias e marcamos um encontro. Na terceira vez que nos vimos, ele passou a ser o meu Alessandro - o nome de verdade dele.
Não foi na primeira transa que ele me amarrou. Não me lembro bem quando foi, porque aconteceu sem planejarmos. Eu sabia que gostava disso porque meu primeiro namorado já tinha me vendado os olhos e curti muito!
O nome dessa brincadeira é bondage
Ter os braços ou as pernas amarrados, usar venda, mordaça ou outra coisa que limite movimentos ou sentidos durante o sexo: tudo isso é o que chamam de bondage. E eu curto esse fetiche!
Dou liberdade para o meu parceiro me prender como quiser. Às vezes, o Alessandro venda meus olhos e põe um som bem alto, a ponto de eu não conseguir ouvi-lo. Eu fico sem saber o que ele está aprontando e penso: ''Será que o toque que senti foi da mão dele ou é um brinquedinho que ele arrumou?''.
Falamos abertamente sobre o que gostamos na cama. Eu sou passiva: gosto de servi-lo, de realizar os desejos dele... É o Alessandro quem traz as novidades. Sei que ele nunca fará nada de que eu não goste. Então, aceito feliz!
A amarração acontece naturalmente. Podemos estar nos beijando na sala, namorando tranquilamente... Quando dá vontade de ir mais fundo, ele diz ''Espere aí'' e sai. Eu espero. Adoro imaginar o que ele vai fazer comigo...
Gosto quando ele fecha meus olhos e fico sem saber o que está fazendo! Posso esperar uma hora vendada até ele voltar! Isso me excita, e não sinto medo. Nós nos amamos muito. Ele nunca faria algo que não fosse para o meu bem. Pra ficar disponível assim, só com muita confiança e amor!
Se não tiver corda, serve cinto, mesmo
Para as brincadeiras, não é preciso ter nada elaborado. Nós usamos cordas dessas que se vendem em casas de ferragens. Se não tiver corda, os braços podem ser amarrados com um cinto. Ou o Alessandro tampa a minha boca com uma camisa, por exemplo.
Mas dá pra ser imobilizada sem nenhum apetrecho. A brincadeira pode entrar no sexo convencional mesmo. Se o cara pegar você de jeito, um puxão no cabelo ou uma segurada firme nos braços já servem para saber se você gosta de ficar submissa. Na verdade, tudo começa com palavras. Se ele der uma ordem e você gostar de obedecer, está experimentando um pouco de bondage.
Meu prazer não está na dor, mas na superação. Quando uso a máscara que não me deixa falar e respirar direito, preciso ter forças pra controlar a ansiedade. Se eu ficar nervosa, não aproveito!
A relação que tenho com a minha sexualidade está presente em toda a minha vida. Estou terminando a faculdade de Design de Produto e, para o trabalho final, desenvolvi um massageador para a região íntima. Ou seja: consegui aliar o meu interesse pelo sexo criativo com um trabalho acadêmico.
Falamos sobre sexo sem nenhuma amarra
Nossos trabalhos nos dão liberdade para falar sobre sexo com os outros numa boa. Se estou com uma marca no braço e me perguntam o que é, não invento desculpas: digo que fiquei três horas amarrada na cama e pronto!
O que fazemos é bom para os dois, pois acontece com respeito e muito amor. Pra que ter vergonha? Descobrimos o que nos dá prazer e vamos fundo! Tudo sempre depende da ligação que você tem com o seu parceiro e de quanto vocês se conhecem. Estamos felizes há mais de dois anos e experimentamos juntos as várias possibilidades do nosso prazer.
Nesta matéria
- Meu fetiche é ser amarrada na hora da transa
- A versão dele
- Da redação: a tara só deve se realizar com respeito
Comentários
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renato - gostaria de fazer amizades com mulheres q curtam o fetiche d serem amarradas... meu email bondageh@hotmail.combjos - 26/05/2013 20:48:06
renato - parabens...bela mulher pernas e bracos perfeitos pras cordas...hogtie eh perfeito p tibjos - 26/05/2013 20:45:25
selma apareciada - Estou cheia de tes¿o.O meu namorado gosta de divers¿o.por¿m,eu acho qua est¿ tudo errado.Mas,eu n¿o impe¿o a sua fantasia,e, acabo gostando.Por¿mele sempre fala em me amarrar e eu fico cheia de tes¿o.Fico com muita vergonha apesar de querer e ter medo que ele me sensure.Mas, eu vou me aventurar e depois conto pra vcs.o meu namorado adora estas coisas e eu tb,Acho que s¿ descobri agora.vou experimentar.kkkkkkkkkkkkkkkkk - 03/05/2013 16:15:42
pedro coelho - Site de webcams Português brevemente em funcionamento pretende recrutar strippers virtuais, nomeadamente que gostem de bondage de modo a marcarmos futuramente a diferença dos outros sites. Os ganhos poderão ir até 1500 euros/mês. Procura-se mulheres, homens, casais ou transexuais que estejam dispostos a ganhar dinheiro fazendo strip virtual. Se tiver interesse ou conhecer alguém interessado como modelo ou potencial cliente, envie e.mail para gulosas.virtuais@gmail.com - 16/01/2013 09:41:55
antonio marcos - Parabens,adorei seu depoimento, pena que essa sorte é para poucos, gostaria de encontrar uma parceira como voce, sou amante do bondage, adoro ver imagens de mulheres amordaçadas e amarradas, principalmente se estiver de saia justa e sentada em uma cadeira, queria encontrar pessoas de mente aberta para compartilhar minha paixao, mas nesse mundo de hipocrisia, nao se pode confiar em ninguem nao é, espero um dia ter a mesma sorte de seu parceiro e poder vivenciar sem culpa nem vergonha o maravilhoso mundo de prazer absoluto que o bondage proporciona. beijos e sejam felizes. - 02/12/2010 10:24:42
antonio navarro - poucas pessoas sabem que nesse tipo de sensações existe um profundo mistério que pode ajudar te levar a um nível superior de consciência. Importantes civilizações andinas guardam segredos de ritos espirituais muito profundos que envolvem a prática de amarrar o corpo com fins evolutivos. O fetiche muitas vezes é uma resposta thantrámica inconsciente a lembranças de vidas passadas. Existe literatura a respeito.Um abraço fraterno. - 18/10/2010 14:02:59





































