10 dúvidas comuns sobre protetor solar

Conheça as respostas às dúvidas mais comuns sobre protetor solar e, de quebra, confira as dicas que realmente interessam para garantir aquele bronze. Claro, sem prejudicar sua pele!

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Redação M de Mulher

Atualizado em 21/02/2013 em

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10 dúvidas comuns sobre protetor solar
Reportagem: Maria Clara Póvia - Edição: MdeMulher

Conquiste um bronzeado saudável
Foto: Getty Images

Tire suas dúvidas sobre protetor solar e prepare-se para desfilar um bronzeado lindo e saudável!
    
1. Quanto mais alto o FPS, maior a proteção?

Sim, mas a diferença é muito pequena entre produtos com altos índices de proteção. O que vale, na verdade, é a aplicação correta para ter eficácia. "Usar o filtro em quantidade suficiente e reaplicar nos períodos certos faz com que um fotoprotetor com FPS 60 funcione do mesmo jeito que um de FPS 90", afirma o dermatologista David Azulay, do Rio de Janeiro. "Costumo indicar os mais altos só para as peles muito sensíveis", afirma o dermatologista Adilson Costa, de São Paulo.

2. Como aplicar o protetor corretamente?

O produto deve ser espalhado de maneira uniforme por toda a pele de 15 a 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada duas horas (e depois de cada mergulho ou suor excessivo) para obter a proteção adequada . De acordo com estudos da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o recomendado é usar 2 mg/cm2, ou seja: 1 colher de chá para o rosto e pescoço, 1 colher de sopa para a parte da frente do tronco e outra para a parte de trás, 1 colher de sopa para ambos os braços e a mesma medida para proteger as pernas e os pés. "Os protetores em spray são mais difíceis de dosar, por isso a regra é borrifá-los sobre a pele até que o corpo fique inteiramente coberto com o líquido", ensina Adilson.

3. O mesmo filtro do corpo serve para o rosto?

"De modo geral, sim. Mas os produtos para o corpo costumam ser mais densos e podem causar acne nas peles oleosas", destaca Adilson. Para o rosto, escolha fórmulas com textura em gel, sérum, loções e cremes com toque seco, que também controlam o excesso de oleosidade. "Em casos de exposição prolongada e prática de esportes, prefira os cremosos, pois os fluidos não têm tanta resistência à água e ao vento", avisa Sergio Palma.

4. É preciso usar protetor mesmo se ficar na sombra?

Não dá para dispensá-lo nem mesmo sob o guarda-sol, pois a areia também reflete os raios UV. "O protetor solar é necessário em qualquer época do ano, inclusive em dias nublados, já que 80% da radiação ultrapassa as nuvens", afirma Sergio.

5. Além dos raios UVA e UVB, é preciso se proteger também contra os infravermelhos?

Há pouco tempo, descobriu-se que essa radiação representa mais da metade dos raios que atingem a pele e, assim como a UVA, age na degradação do colágeno. A maneira mais correta de se proteger contra os infravermelhos é usar produtos com antioxidantes combinados a um filtro solar. "Alguns fotoprotetores já vêm com esses ingredientes, mas os únicos comprovadamente eficazes são os compostos de orsitina e GP4G, dois extratos que aumentam a sobrevida das células e, portanto, conseguem minimizar os danos da radiação", explica Adilson.

6. A pele negra é mais resistente ao sol?

Sim, porque possui maior quantidade de melanina. Mas os cuidados devem ser os mesmos que se tem com a pele clara, com a diferença de que o FPS 15, nesses casos, é suficiente.

7. Excesso de filtro prejudica a produção de vitamina D?

“Alguns estudos apontam a redução variável dos níveis de vitamina D nas pessoas que usam protetor solar regularmente, mas não o suficiente para causar sua deficiência”, conta Sergio. Para produzir a substância – fundamental para o fortalecimento dos dentes e dos ossos –, o organismo necessita de uma quantidade muito pequena de radiação: bastam dez minutos de sol nos braços ou nas pernas a cada dois dias para garantir o efeito necessário. “Em casos mais complexos, é preciso que a pessoa recorra também a um suplemento oral”, diz o médico.

8. Existem dois tipos de filtro, físicos e químicos. Quais as principais diferenças entre eles?

A maioria dos fotoprotetores é formulada com um mix dos dois. Os agentes físicos (óxido de zinco e dióxido de titânio) fazem uma barreira na pele e são ótimos para quem é muito sensível ao sol ou tem tendência a manchas. “Antes, os fotoprotetores físicos tinham texturas muito pesadas. Hoje estão mais fluidos”, defne Adilson. Já os químicos refletem a radiação e impedem sua penetração na pele. “A única ressalva é que, na praia, eles precisam ser reaplicados mais vezes do que os físicos e possuem menor eficácia contra o surgimento de manchas e sardas”, destaca o expert.

9. Uma pessoa muito branca consegue se bronzear?

"É preciso respeitar sua própria genética e entender seus limites", avisa David. Pessoas com pele muito clara precisam se proteger com produtos de, no mínimo, FPS 30, óculos escuros, chapéu e evitar ao máximo a exposição ao sol nos horários de pico (das 10 às 15 horas). "Adotando essas medidas, é possível, sim, que uma pessoa de pele bem clara garanta um bronzeado saudável", diz o dermatologista Sérgio Palma.

10. Se aplicarmos um filtro solar com FPS muito alto, a chance de bronzear é menor?

Na verdade, o que diminui é a chance de se queimar, deixando a pele vermelha e algumas vezes até com bolhas. Com o filtro, o bronzeado acontece aos poucos e de maneira saudável. "É preciso entender apenas que o mais importante é a proteção e o fotoprotetor não é um passaporte para essa exposição. Ele é apenas uma das medidas para que as pessoas possam aproveitar o sol sem comprometer sua saúde", ressalta David.

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