10 dúvidas comuns sobre protetor solar
Reportagem: Maria Clara Póvia - Edição: MdeMulher

Foto: Getty Images

 

Tire suas dúvidas sobre protetor solar e prepare-se para desfilar um bronzeado lindo e saudável!
    
1. Quanto mais alto o FPS, maior a proteção?

Sim, mas a diferença é muito pequena entre produtos com altos índices de proteção. O que vale, na verdade, é a aplicação correta para ter eficácia. "Usar o filtro em quantidade suficiente e reaplicar nos períodos certos faz com que um fotoprotetor com FPS 60 funcione do mesmo jeito que um de FPS 90", afirma o dermatologista David Azulay, do Rio de Janeiro. "Costumo indicar os mais altos só para as peles muito sensíveis", afirma o dermatologista Adilson Costa, de São Paulo.

2. Como aplicar o protetor corretamente?

O produto deve ser espalhado de maneira uniforme por toda a pele de 15 a 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada duas horas (e depois de cada mergulho ou suor excessivo) para obter a proteção adequada . De acordo com estudos da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o recomendado é usar 2 mg/cm2, ou seja: 1 colher de chá para o rosto e pescoço, 1 colher de sopa para a parte da frente do tronco e outra para a parte de trás, 1 colher de sopa para ambos os braços e a mesma medida para proteger as pernas e os pés. "Os protetores em spray são mais difíceis de dosar, por isso a regra é borrifá-los sobre a pele até que o corpo fique inteiramente coberto com o líquido", ensina Adilson.

3. O mesmo filtro do corpo serve para o rosto?

"De modo geral, sim. Mas os produtos para o corpo costumam ser mais densos e podem causar acne nas peles oleosas", destaca Adilson. Para o rosto, escolha fórmulas com textura em gel, sérum, loções e cremes com toque seco, que também controlam o excesso de oleosidade. "Em casos de exposição prolongada e prática de esportes, prefira os cremosos, pois os fluidos não têm tanta resistência à água e ao vento", avisa Sergio Palma.

4. É preciso usar protetor mesmo se ficar na sombra?

Não dá para dispensá-lo nem mesmo sob o guarda-sol, pois a areia também reflete os raios UV. "O protetor solar é necessário em qualquer época do ano, inclusive em dias nublados, já que 80% da radiação ultrapassa as nuvens", afirma Sergio.

5. Além dos raios UVA e UVB, é preciso se proteger também contra os infravermelhos?

Há pouco tempo, descobriu-se que essa radiação representa mais da metade dos raios que atingem a pele e, assim como a UVA, age na degradação do colágeno. A maneira mais correta de se proteger contra os infravermelhos é usar produtos com antioxidantes combinados a um filtro solar. "Alguns fotoprotetores já vêm com esses ingredientes, mas os únicos comprovadamente eficazes são os compostos de orsitina e GP4G, dois extratos que aumentam a sobrevida das células e, portanto, conseguem minimizar os danos da radiação", explica Adilson.

6. A pele negra é mais resistente ao sol?

Sim, porque possui maior quantidade de melanina. Mas os cuidados devem ser os mesmos que se tem com a pele clara, com a diferença de que o FPS 15, nesses casos, é suficiente.

7. Excesso de filtro prejudica a produção de vitamina D?

“Alguns estudos apontam a redução variável dos níveis de vitamina D nas pessoas que usam protetor solar regularmente, mas não o suficiente para causar sua deficiência”, conta Sergio. Para produzir a substância – fundamental para o fortalecimento dos dentes e dos ossos –, o organismo necessita de uma quantidade muito pequena de radiação: bastam dez minutos de sol nos braços ou nas pernas a cada dois dias para garantir o efeito necessário. “Em casos mais complexos, é preciso que a pessoa recorra também a um suplemento oral”, diz o médico.

8. Existem dois tipos de filtro, físicos e químicos. Quais as principais diferenças entre eles?

A maioria dos fotoprotetores é formulada com um mix dos dois. Os agentes físicos (óxido de zinco e dióxido de titânio) fazem uma barreira na pele e são ótimos para quem é muito sensível ao sol ou tem tendência a manchas. “Antes, os fotoprotetores físicos tinham texturas muito pesadas. Hoje estão mais fluidos”, defne Adilson. Já os químicos refletem a radiação e impedem sua penetração na pele. “A única ressalva é que, na praia, eles precisam ser reaplicados mais vezes do que os físicos e possuem menor eficácia contra o surgimento de manchas e sardas”, destaca o expert.

9. Uma pessoa muito branca consegue se bronzear?

"É preciso respeitar sua própria genética e entender seus limites", avisa David. Pessoas com pele muito clara precisam se proteger com produtos de, no mínimo, FPS 30, óculos escuros, chapéu e evitar ao máximo a exposição ao sol nos horários de pico (das 10 às 15 horas). "Adotando essas medidas, é possível, sim, que uma pessoa de pele bem clara garanta um bronzeado saudável", diz o dermatologista Sérgio Palma.

10. Se aplicarmos um filtro solar com FPS muito alto, a chance de bronzear é menor?

Na verdade, o que diminui é a chance de se queimar, deixando a pele vermelha e algumas vezes até com bolhas. Com o filtro, o bronzeado acontece aos poucos e de maneira saudável. "É preciso entender apenas que o mais importante é a proteção e o fotoprotetor não é um passaporte para essa exposição. Ele é apenas uma das medidas para que as pessoas possam aproveitar o sol sem comprometer sua saúde", ressalta David.

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