Tudo para acabar com as estrias

Como evitar, combater e sumir até com as estrias mais antigas

Escrito por

Redação M de Mulher

Atualizado em 25/10/2012 em

Lola

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Tudo para acabar com as estrias
Reportagem: Luísa Dalcin - Edição: MdeMulher

Tudo para combater e acabar com as estrias

Primeiro aparece um risquinho avermelhado, que você nem dá bola, pensando que é um simples arranhão. Com o tempo, ele vai ficando mais largo, mais profundo… até que clareia e fica similar a uma cicatriz. Está constatado: é a temível estria.

Este “arranhão” que acontece no nosso corpo é o rompimento das fibras elásticas que sustentam a pele da barriga, dos seios, das coxas… A verdade é que, com justificativas biológicas ou não, não tem nada que a gente deteste mais no nosso corpo do que essas malditas listrinhas.

Hidratação
Para evitar, não tem outra: abusar do creme hidratante. É a melhor forma de prevenção. E na gravidez, o cuidado deve ser ainda maior. “É importante ter uma dieta equilibrada, para não engordar muito. Também não coçar ou machucar a pele e usar o hidratante duas vezes ao dia”, recomenda a Dra Denise Steiner, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
A dermatologista da SBD Tatiana Jerez também dá dicas para potencializar o efeito dos hidratantes: “o melhor horário para hidratar o corpo é imediatamente após o banho, não importando se ele acontece pela manhã ou à noite. Nos cinco minutos que se seguem ao banho, nossa pele absorve melhor os hidratantes”.

E a ideia é usar a torto e a direito mesmo, independente do tipo de pele. Nada de evitar o hidratante por que tem pele oleosa, por exemplo. “Para pacientes que tem pele oleosa, existem hidratantes livres de óleo, mas no geral, as estrias não estão localizadas em locais onde o paciente tem grande oleosidade”, explica a Dra. Tatiana.

Como combater
Você hidratou, massageou, cuidou e, mesmo assim, viu esses rabiscos rompendo na pele. Tudo bem, acontece. Agora é a hora de ir atrás de um consultório médico e ver como você pode resolver. “Os produtos mais indicados são aqueles com ácido retinóico e com outros ativos que estimulem a produção de colágeno”, indica a Dra. Denise. O que varia é a potência do produto, representada pela concentração do ácido – mas eles são considerados medicamentos e devem ser comprados com receita.

Tratamento de choque: apele para o laser
O hidratante não evitou e o ácido retinóico não resolveu. O próximo passo é mais agressivo e por isso, garantia de mais efeito. “Os tratamentos mais eficazes são os com laser fracionado não ablativo, ablativo e radiofrequência fracionada. Todos, através de calor e energia, estimulam o colágeno e melhoram a qualidade da pele”, explica a diretora da SBD. (saiba mais sobre eles aqui) Os aparelhos de laser emitem luz, promovem calor e estimulam o colágeno. Assim, eles atingem não só as estrias mais recentes (as vermelhinhas), mas também aquelas mais antigas, que são esbranquiçadas.
Todos os tipos de pele podem fazer estes tratamentos a laser, sem restrições. “Mas nas peles mais morenas, eles devem ser usados com cautela”, avisa a Dra. Tatiana Jerez. “No geral, nestes pacientes, as sessões de laser devem ser mais brandas e por isso o tratamento pode requerer mais sessões”. No nosso corpo, a parte que responde melhor ao tratamento são as mamas.

“Quando bem aplicados, os tratamentos trazem bons resultados. Porém, eles podem gerar queimaduras, escoriações e deixar manchas quando realizados de forma equivocada”, alerta a Dra. Tatiana. Portanto, nada de sair fazendo tratamentos em casa ou marcando infinitas sessões de laser sem a avaliação de um médico especializado. “Somente um dermatologista poderá avaliar da maneira correta cada caso, cada tipo de pele e então definir qual o melhor tratamento, e em que dose usar os ácidos ou que potência usar os lasers”.

Ah, é bom lembrar: não desanime se as estrias demorarem a deixar você em paz. O máximo que acontece nas semanas seguintes ao tratamento a laser é uma leve clareada na tonalidade das lesões. Os resultados efetivos do tratamento só começa a aparecer mesmo após três meses da primeira sessão, que é quando ocorre a produção de colágeno, estimulada pelo laser.

Os produtos certos
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