Saiba tudo sobre botox

Se a ideia de aplicar botox já passou pela sua cabeça, é importante saber que, antes de tomar qualquer decisão, você precisa saber todos os detalhes do procedimento. Para começar, BOA FORMA te ajuda esclarecendo algumas das dúvidas mais frequentes.

Atualizado em 24/07/2014

Débora Lublinski

Botox

Foto: Thinkstock

O que é o botox?
Trata-se de um medicamento de origem biológica obtido a partir da bactéria Clostridium botulinum. Botox, como todo mundo fala, é, na verdade, a marca registrada de toxina botulínica tipo A do laboratório Allergan. Mas existem outros produtos no mercado com diferentes nomes, como Dysport, da Galderma, e Prosigne, da Cristália.

O botox pode ser usado em todo tipo de ruga?
Não. Os dermatologistas recorrem a essa técnica para suavizar as rugas dinâmicas – ou seja, aquelas que ficam muito marcadas devido à movimentação dos músculos da face, como as da testa e os pés-de-galinha. Para as linhas evidentes quando o rosto está parado (o bigode chinês, por exemplo), há outros recursos, como o preenchimento à base de ácido hialurônico.

O rosto pode ficar sem expressão?
Não necessariamente. A forma de usar a substância evoluiu muito – há alguns anos, dava, sim, um visual “congelado”. A tendência agora é deixar a aparência bastante natural. Isso vai depender da quantidade do material injetado em cada região e da técnica e senso estético do dermatologista. Por isso, faz toda diferença optar por um especialista que tenha experiência no método e que avalie o seu rosto de forma individual, já que não há uma receita única para a aplicação da substância.

A partir de que idade pode começar a usar?
Os médicos falam que, mais importante do que a faixa etária da paciente, é saber se ela realmente precisa do tratamento. Mulheres jovens (30 anos em média) com tendência genética à formação de rugas podem usufruir da técnica de forma preventiva: ao relaxar determinado músculo, a toxina botulínica previne o aparecimento de um vinco mais profundo daqui a cinco ou dez anos. Mas esse uso ainda é polêmico e, como sempre, vale o bom senso do médico e da paciente.

Existem efeitos colaterais?
São raros. O mais comum de todos é a ptose palpebral, quando a pálpebra superior fica caída temporariamente (a reação costuma durar de quatro a seis semanas). Também podem ocorrer dor de cabeça logo após a aplicação e manchas roxas nos pontos das picadas. Gestantes ou pacientes com problemas neurológicos não devem usar a substância.

Dói muito?
Você vai sentir as picadas da agulha, mas quem fez diz que é suportável. As pacientes mais sensíveis podem recorrer a um creme anestésico para passar sobre a pele antes da injeção.

O resultado é imediato?
Não. O efeito começa a ser observado em três ou quatro dias, mas o resultado final aparece mesmo depois de uma semana. Por isso, entre o sétimo e o décimo quarto dia, o médico deve marcar um retorno para verificar a necessidade de um retoque – pode haver a permanência da ruga entre as sobrancelhas ou assimetria entre elas, por exemplo.

Quanto tempo dura?
Depende da quantidade da substância usada, da forma de aplicação e da resposta individual de cada paciente. Mas as estatísticas apontam para uma média entre quatro e seis meses de durabilidade. De qualquer forma, os médicos não recomendam mais de duas aplicações por ano.

Garante aquele bocão?
De jeito nenhum! Ao contrário do que muita mulher (e homem também) pensa, dar volume e contorno aos lábios não tem nada a ver com toxina botulínica. Nesse caso, utiliza-se outro material próprio para preenchimento – de novo, o ácido hialurônico é o mais usado, mas existem outras substâncias próprias para esse fim.

Em que casos o botox é indicado?
· Suavizar as linhas da testa, o vinco entre as sobrancelhas e os pés-de-galinha.
· Levantar os cantos da boca.
· Arquear as sobrancelhas.
· Melhorar as rugas no colo e no pescoço.
· Arrebitar levemente a ponta do nariz.
· Disfarçar a gengiva aparente ao sorrir.
· Combater o excesso de suor nas axilas, mãos e pés.
· Corrigir o estrabismo.
· Tratar dores de cabeça e distúrbios da articulação da mandíbula (a Anvisa ainda não aprovou o uso para esse fim).

Comente