Aprenda a desafiar suas crenças
Será que as ideias nas quais você aposta as suas fichas valem mesmo a pena? Descubra!
Publicado em 23/08/2011
Liane Alves
Experimente desconstruir suas ideias. Será que elas perdem a força facilmente?
Foto: Gustavo Arrais
O ser humano é movido por ideias, ainda mais quando o pensamento se casa com a emoção. O problema é que as ideias são ambíguas: podem ser benditas e geradoras de benefícios para todos ou, então, prejudiciais e perigosas, capazes de fazer mal não só a nós mesmos como também a outras pessoas. E nem sempre estamos conscientes de a que partido elas pertencem. Nem sempre a gente acerta.
A prova disso é que a maioria de nossas ideias não resiste a uma simples análise de lógica. Mesmo assim, costumamos abraçá-las como verdades únicas e absolutas e muitas vezes os defendemos até a morte - ou pelo menos até a próxima discussão de bar. "O ego gosta muito das ideias: se eu penso, logo existo, é o que Descartes costumava dizer. Por isso temos essa necessidade de agarrar nossos conceitos e crenças com unhas e dentes: o ego precisa se assegurar de que existe e de que é extraordinariamente importante", diz com bom humor o mestre budista Chögyam Trungpa.
Fonte de inspiração
Quase sempre o que nos move nos foi proposto por uma ideologia, pelo exemplo de uma pessoa. Por isso, uma das primeiras providências ao abraçar uma ideia é perguntar a si mesmo quem ou o que a inspirou. Essa pessoa é digna de crédito? Há outros exemplos na história da humanidade que propuseram o que ela apresenta? Quais foram os resultados conseguidos? Questionar os modelos que nos inspiram é uma providência de base, portanto. "A inteligência reflexiva precisa andar ao lado das crenças. Não só num primeiro momento, mas sempre", diz a psicóloga Sandra Taiar.
Outro cuidado: saber separar bem as coisas. "Uma frustração com uma doutrina ou líder religioso ou político, por exemplo, não precisa invalidar toda a forma de expressão religiosa ou política. Não é porque um político é corrupto que preciso generalizar e achar que todos os políticos são corruptos, ou que a política não tem razão de existir", diz a psicóloga clínica paulista Fernanda Rodrigues.
Outra boa medida é separar essas grandes figuras dos seus representantes. Nem tudo que parece ser bom, generoso, amoroso é. "É prudente observar comportamentos e se questionar sobre os verdadeiros sentimentos que impulsionam as pessoas. Alguém pode falar muito de amor e compaixão, mas agir guiado pela vaidade ou pelo orgulho", afirma a psicóloga.
Os valores que uma determinada ideologia, filosofia ou doutrina apresenta, como o amor, a paz ou a verdade, referendam aquilo que é proposto. "Questionar quais são os verdadeiros motivos que me levam a me entregar e me colar a uma ideia é essencial", diz a psicóloga Sandra Taiar. E nem sempre eles estão aparentes. "Às vezes é necessário fazer uma terapia breve para conhecer mais profundamente a razão porque uma ideia pode se transformar numa verdadeira obsessão".
Cancelando crenças
Nem sempre as crenças são positivas. As crenças limitantes, que começam com simples ideias de que não sou capaz de fazer alguma coisa, nos cerceiam e impedem nossa vida. Os livros de autoajuda estão repletos de indicações de como acabar com elas, mas um deles incorpora a física quântica para isso. A americana Natalie Reid, autora de A Física do Sucesso, utiliza meditações e visualizações para cancelar crenças limitantes e substituí-las por ideias mais construtivas.
Ela sugere cinco passos, e respectivas meditações, para cancelar uma crença ou criar outra mais benéfica. No primeiro deles, Natalie diz que é preciso assumir a responsabilidade do que acontece, pois a vida apenas reproduz o que nossa mente acredita; no segundo, ela aconselha investigar e eliminar nossa crença limitante; no terceiro, projetar e criar outra crença para substituí-la; no quarto, dar espaço para que ela possa se manifestar concretamente em vida e, por último, dar sentido e significação para a nova ideia.
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Comentários
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Mariana - Olá muito interessante a materia.Tenho um amigo que é consultor em PNL e coaching. E tem alguns artigos interessantes sobre isso, algumas técnicas também. Seria muito legal ver uma matéria com ele. - 25/08/2011 11:39:24




































