Livre-se do complexo de inferioridade

Lute contra seu complexo de inferioridade e passe a ter mais orgulho de si mesma

Atualizado em 09/08/2011

Eugenio Mussak

Está na hora de você ter mais orgulho de si mesma
Foto: Dreamstime

Quem criou a expressão complexo de inferioridade foi o psicólogo austríaco Alfred Adler, que durante algum tempo trabalhou com Freud. Adler criou uma linha terapêutica própria, chamada psicologia do desenvolvimento individual. Sua teoria é que as pessoas têm preocupação permanente em alcançar objetivos para obter afirmação social. O poder, a fama, a notoriedade e o reconhecimento público são os extremos dessa aceitação. O oposto é a inferioridade, a rejeição.


Trata-se de uma situação idealizada, mas que tem reflexos na construção da personalidade e no comportamento humano. O mundo pode ser muito cruel e tem a triste mania de dividir a pessoas em vencedoras e perdedoras, a depender da distância a que elas se encontram dos padrões artificiais de sucesso. E o insucesso social é interpretado por nosso inconsciente da mesma maneira como interpretamos a morte, o maior de todos os nossos medos.

A psicologia adleriana considera que nós podemos ter outras mortes que não apenas a física. Podemos, por exemplo, sofrer, adoecer e até morrer emocionalmente. Sofremos especialmente quando não atendemos às expectativas daqueles que amamos. E é aí que mora o perigo, pois na maioria das vezes essa expectativa é idealizada por nós mesmos.

A grande barreira

O complexo de inferioridade pode se manifestar de algumas formas. Uma delas é a anulação da personalidade. A outra é o impulso de agressão, em que surge uma atitude hostil e desdenhosa do resto do mundo. Adler criou o conceito do protesto masculino, que não é uma exclusividade dos homens, apenas recebeu esse nome porque o exercício do poder foi, historicamente, reservado a estes. O protesto masculino é uma luta interior para combater a dependência emocional, construir autonomia e obter a superioridade.

Trata-se, portanto, de uma energia positiva, que, se bem canalizada, leva a pessoa a transpor sua grande barreira. O único problema é que às vezes faltam objetivos claros e pensamento estruturado para essa transposição. A luta pela superioridade pode provocar a construção de uma realidade alternativa, fantasias de heroísmo, atitudes agressivas, arrogância compensatória. E aí está na hora da terapia, acredite.

A quem está acometido pelo complexo de inferioridade é recomendada, sim, a terapia. Mas é importante perguntar: O que significa mesmo a palavra sucesso para você? Não seria, por acaso, aquele sentimento gostoso de viver em paz com sua própria identidade, jogando no lixo os estereótipos criados pelo glamour fictício das celebridades? Que tal rever sua escala de valores?

*Eugenio Mussak é educador e escritor
Acesse: www.sapiensapiens.com.br

Comentários

Os comentários são pessoais e não refletem a opinião do MdeMulher.

Comente

Li e concordo com os termos de uso do site.