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Como funciona o horóscopo egípcio?
Cada mês do ano é regido por um deus que, acredita-se, transmite suas principais características às pessoas que nascem sob sua influência. “O deus Rá, por exemplo, representa poder, força e também criatividade”, afirma Antônio Brancaglion, professor de egiptologia do Museu Nacional do Rio de Janeiro. “Os deuses eram associados a planetas e estrelas, como Ísis a Vênus, Rá ao Sol e Sekhmet a Marte.” Outra peculiaridade é que o horóscopo egípcio inicia-se em uma data diferente da que conhecemos no horóscopo ocidental. “O ano astrológico no antigo Egito começava quando a estrela Sírius apontava no horizonte de Mênfis, a cidade dos faraós”, diz a taróloga Miriam Carvalho, estudiosa da cultura egípcia, “o que em nosso calendário cristão corresponde ao dia 16 de julho.” Foi em 2769 a.C. que o sábio Imhotep propôs o calendário de 365 dias, dividido em 12 meses, o que inspiraria outros astrólogos da época a criarem o zodíaco e seus 12 signos. De acordo com relatos históricos, os egípcios eram exímios na arte de interpretar os astros e prever destinos, pois conheciam profundamente os ciclos planetários e sua relação com os deuses. “As datas eram muito importantes, pois os egípcios descobriam se um dia era nefasto ou não sabendo qual deus regia o mês”, diz Antônio.































