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Qual a origem do xamanismo?
Os primeiros indícios do xamanismo foram encontrados entre os povos nativos da Sibéria, que desenvolveram uma série de rituais mágico-religiosos para estabelecer contato entre o mundo humano e o sobrenatural. Depois, o xamanismo se espalhou pela Ásia e América. “É uma cultura tradicional ligada aos povos primitivos vermelhos: indígenas, mongóis e aborígenes”, afirma o engenheiro Sérgio Frug, praticante do xamanismo em São Paulo. A palavra xamã significa ‘o especialista’ e tem origem no dialeto dos tungues, povo mongol que se disseminou na Sibéria. Segundo José Guilherme Magnani, professor de antropologia da Universidade de São Paulo, o xamã também é conhecido no Brasil como curandeiro, feiticeiro, sacerdote e pajé. A tribo lhe atribui vocação para usar forças sobrenaturais e realizar curas, adivinhações e encantamentos que permitam o desenvolvimento da sociedade. A interação com a natureza é a base do xamanismo, por isso os praticantes acreditam no poder da fauna. “Um dos fundamentos da prática é o contato imaginário com os animais, por meio de rituais tribais, como o toque do tambor e visões”, afirma Frug. Os elementos terra, água, fogo e ar também têm importância para a experiência xamânica, que varia de acordo com a cultura de cada povo.































