time dos solteiros
Perdidos na tradução: os sinais que confundem os homens
Por Alex Xavier postado em 08/02/2012 às 22h28

Foto: Tamara Schlesinger
Eu me divirto com essas matérias que explicam como a interpretação correta da linguagem corporal pode ajudar na paquera. Não que eu duvide da seriedade delas. Tenho certeza de que os especialistas ouvidos estudaram bastante o gestual da galera. Mas, por mais que eu decore cada item, nunca me senti seguro colocando as dicas em prática.
Você lê e sai para a balada reparando quanto tempo dura o contato visual, qual o ângulo de inclinação dela em sua direção, para onde ela quer chamar sua atenção quando toca o próprio rosto… Chega a ser extenuante. Minha preferida: olhar para a boca do sujeito revela vontade de beijá-lo. Posso ter isso em mente o tempo todo, mas vou sempre pensar: “será que tem algo nos meus dentes”.
A verdade é que homens são analfabetos quando se trata de ler os sinais femininos. Veja aqui alguns exemplos:
- O que ela fez?
Tocou nele durante a conversa
- O que ele interpretou?
“Você é meu, bonitão”
Culpem os especialistas. Foram eles que nos convenceram a ler nas entrelinhas quando uma mulher coloca a mão na gente durante a conversa. Agora, qualquer resvalão nos enche de esperança. Mas isso deve funcionar melhor entre os povos anglo-saxões, que não tocam uns nos outros por qualquer coisa. Nós, latinos, damos tapinhas até em quem acabamos de conhecer. Então esse contato físico precisa ser bem mais incisivo para significar alguma coisa por aqui.
- O que ela fez?
Mexeu no cabelo
- O que ele interpretou?
“Tudo isso é seu”
Outro mito clássico: mulher mexe no cabelo quando quer alguma coisa. Seguindo tal lógica, vocês estariam sempre de olho em algum cara, não é? Afinal, não deixam os cachos em paz. Se fizessem ideia do poder que este movimento exerce sobre nós, talvez até utilizassem melhor esta ferramenta. Madeixas requerem responsabilidade. Sempre digo às amigas com um pretendente na manga: faça um rabo-de-cavalo e, no meio do papo, solte-o, despretensiosamente. Nunca falha. Na verdade, mostrar a nuca ao prender o cabelo surte o mesmo efeito.
- O que ela fez?
Ronronou
- O que ele interpretou?
“Pode me lamber inteirinha”
Sim, ronronar. Algumas mulheres se acostumaram a soltar gemidinhos sensuais ao falar com um cara. Mesmo aqueles por quem não nutrem o menor interesse. Provavelmente, é assim que agiam no colégio, para convencer aquele nerd bonachão a ajudá-la na prova de Física. Agora, usam o recurso em qualquer contexto, beirando o ridículo. Até para pedir um simples lápis emprestado elas evocam a Marilyn Monroe saindo do bolo e cantando “Happy Birthday, Mr. President”.
- O que ela fez?
Convidou o cara para um programa a dois
- O que ele interpretou?
“É hoje!”
Tenho amigas de anos que já me convidaram para um cineminha ou um jantar em casa sem que eu achasse que iria rolar alguma coisa. Mas mexe com nossas fantasias uma garota de fora desta seleta zona da amizade fazer o mesmo. O homem é um eterno otimista. E sempre verá convites assim com o melhor cenário possível. Não estranhe, portanto, se chamar o “amigo” para viajar com você e, em algum momento, levar uma cantada dele.
***
Vocês deveriam ser melhores do que nós em decifrar o nosso interesse. Sinceramente, homens não são nenhum hieróglifo egípcio. Olhou para você de longe mais de uma vez em cinco minutos? Puxou papo do nada? Prestou atenção exagerada a tudo que você disse – mesmo se estiver declamando uma lista de compra do supermercado? Sinal verde!
Alex Xavier
Devo ter cara de bom moço. A maioria das mulheres que não quiseram nada comigo e até algumas que um dia quiseram não vêem problema em falar comigo sobre outros caras. E como tenho mais amigas do que recomendam os médicos, ouço muitas histórias. Só posso oferecer a minha visão prática masculina. Ou seja, se a ideia é apenas ter alguém que escute seu desabafo, bata no seu ombro e diga "eu entendo", procure uma mulher. Sou homem e dou minha opinião mesmo quando não solicitado.
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