time dos solteiros
Cinco hobbies que todo homem deveria ter para se dar bem com as mulheres
Por Alex Xavier postado em 15/02/2012 às 16h06

Foto: ThinkStock
Quando espero uma mesa vagar no meu bar favorito, não resisto a observar as pessoas ao redor e ouvir conversas alheias. Fico especialmente curioso com casais em um primeiro encontro e tento adivinhar se o cara terá sorte. Uma vez, vi um sujeito fazer tudo certo, até ficar sem assunto e remendar com um truque de mágica. Enquanto ele picotava um guardanapo, vi o nível de interesse dela despencar. Mas me solidarizo. O coitado estava apenas agindo conforme um dos mandamentos do macho na paquera: explore suas habilidades.
Todo homem, mesmo sem saber, investe em um talento que possa ajudá-lo a parecer interessante (algo mais funcional que destruir um guardanapo, claro). Não que eles pretendam se tornar mestres no assunto ou trabalhar profissionalmente com aquilo. Apenas para aumentar nossas chances com vocês. Para entender de onde vem nossa motivação para alguns hobbies, conheça as cinco áreas do conhecimento que homens maduros buscam com o único intuito de se dar bem.
1- Culinária: há algo em um homem de avental que deixa vocês arrepiadas, não? Cientes disso, os mais espertos de nós colocam as mãos na massa. Um detalhe interessante é que o cara não precisa ser um Alex Atala. Basta ter um carro-chefe, aquele prato que ele chama por aí de sua especialidade (ainda que seja a única receita que acerte). Só para poder dizer “Você tem que experimentar o meu risoto” e te fisgar. Quando era moleque, aprendi a fazer omelete e, por um bom tempo, me orgulhei dele. Mas omeletes não fazem nenhuma mulher se jogar em seus braços. Então apostei em molhos para massas. Não tem muito segredo, mas funcionou bem por anos.
2- Massagem terapêutica: aos vinte e poucos anos, saía com uma massagista. Não preciso dizer que eu era bem injusto quanto à divisão do tempo em que cada um de nós apertava os nervos do outro. Se, na época, eu fosse mais esperto, teria prestado mais atenção à técnica da moça. Assim, hoje saberia o que estou fazendo. Engano bem, mas queria ter mãos de ouro. Afinal, achar aquele nozinho chato nas costas de uma mulher é quase tão digno de aplauso quanto encontrar o ponto G dela.
3- Música: não me refiro a músicos profissionais, que compõem partituras e tocam em bares. Falo daquele sujeito que, no meio de um luau na praia, saca um violão e manda algum hit do passado que todo mundo reconhece. Esse cara nunca sonhou em ter uma banda ou gravar um disco. Ele queria as mulheres que seus ídolos levavam para o camarim. Um tempo atrás, um amigo começou a aprender saxofone. Sério, um trintão que nunca tocou nada comprar um sax e fazer aulas quer o quê? Estudar as raízes da música negra americana e ser um grande bluesman de nome Fat Dog Johnson? Não, ele quer ter um instrumento sexy decorando sua sala de estar.
4- Astrologia: sim, falar sobre conjunção astral está entre as cantadas mais batidas da história do cortejo, um patamar acima de perguntar o telefone do cachorrinho. Mas é impressionante como ainda rende uma conversa. Já testemunhei várias vezes um amigo usando a tática de quem combina com quem. É apenas uma forma de fazer contato. Não precisa ser uma Susan Miller. Basta saber por alto quais são os mais encrenqueiros do zodíaco e decorar todas as características positivas referentes ao seu próprio signo. Principalmente, aquelas relativas a sexo.
5- Dança: só há duas razões para um homem fazer aulas de dança de salão. Ou ele é comprometido e foi convencido pela amada a fazer uma atividade a dois. Ou é solteiro e acha que soltar a cintura vai aproximá-lo das garotas. Uma vez, em um bar de samba-rock, chamou minha atenção um zarolho baixinho e gorducho que mandava muito bem nas pistas. Acho que ele dançou com as mulheres mais lindas da casa. E foi o sujeito mais invejado da noite.
OBSERVAÇÃO: o homem talvez queira impressionar apenas uma mulher, aquela que já está dividindo uma vida com ele e que merece ser reconquistada sempre. E para isso, também pode usar as aptidões acima citadas. Com exceção da astrologia, claro.
time dos solteiros
Perdidos na tradução: os sinais que confundem os homens
Por Alex Xavier postado em 08/02/2012 às 22h28
Foto: Tamara Schlesinger
Eu me divirto com essas matérias que explicam como a interpretação correta da linguagem corporal pode ajudar na paquera. Não que eu duvide da seriedade delas. Tenho certeza de que os especialistas ouvidos estudaram bastante o gestual da galera. Mas, por mais que eu decore cada item, nunca me senti seguro colocando as dicas em prática.
Você lê e sai para a balada reparando quanto tempo dura o contato visual, qual o ângulo de inclinação dela em sua direção, para onde ela quer chamar sua atenção quando toca o próprio rosto… Chega a ser extenuante. Minha preferida: olhar para a boca do sujeito revela vontade de beijá-lo. Posso ter isso em mente o tempo todo, mas vou sempre pensar: “será que tem algo nos meus dentes”.
A verdade é que homens são analfabetos quando se trata de ler os sinais femininos. Veja aqui alguns exemplos:
- O que ela fez?
Tocou nele durante a conversa
- O que ele interpretou?
“Você é meu, bonitão”
Culpem os especialistas. Foram eles que nos convenceram a ler nas entrelinhas quando uma mulher coloca a mão na gente durante a conversa. Agora, qualquer resvalão nos enche de esperança. Mas isso deve funcionar melhor entre os povos anglo-saxões, que não tocam uns nos outros por qualquer coisa. Nós, latinos, damos tapinhas até em quem acabamos de conhecer. Então esse contato físico precisa ser bem mais incisivo para significar alguma coisa por aqui.
- O que ela fez?
Mexeu no cabelo
- O que ele interpretou?
“Tudo isso é seu”
Outro mito clássico: mulher mexe no cabelo quando quer alguma coisa. Seguindo tal lógica, vocês estariam sempre de olho em algum cara, não é? Afinal, não deixam os cachos em paz. Se fizessem ideia do poder que este movimento exerce sobre nós, talvez até utilizassem melhor esta ferramenta. Madeixas requerem responsabilidade. Sempre digo às amigas com um pretendente na manga: faça um rabo-de-cavalo e, no meio do papo, solte-o, despretensiosamente. Nunca falha. Na verdade, mostrar a nuca ao prender o cabelo surte o mesmo efeito.
- O que ela fez?
Ronronou
- O que ele interpretou?
“Pode me lamber inteirinha”
Sim, ronronar. Algumas mulheres se acostumaram a soltar gemidinhos sensuais ao falar com um cara. Mesmo aqueles por quem não nutrem o menor interesse. Provavelmente, é assim que agiam no colégio, para convencer aquele nerd bonachão a ajudá-la na prova de Física. Agora, usam o recurso em qualquer contexto, beirando o ridículo. Até para pedir um simples lápis emprestado elas evocam a Marilyn Monroe saindo do bolo e cantando “Happy Birthday, Mr. President”.
- O que ela fez?
Convidou o cara para um programa a dois
- O que ele interpretou?
“É hoje!”
Tenho amigas de anos que já me convidaram para um cineminha ou um jantar em casa sem que eu achasse que iria rolar alguma coisa. Mas mexe com nossas fantasias uma garota de fora desta seleta zona da amizade fazer o mesmo. O homem é um eterno otimista. E sempre verá convites assim com o melhor cenário possível. Não estranhe, portanto, se chamar o “amigo” para viajar com você e, em algum momento, levar uma cantada dele.
***
Vocês deveriam ser melhores do que nós em decifrar o nosso interesse. Sinceramente, homens não são nenhum hieróglifo egípcio. Olhou para você de longe mais de uma vez em cinco minutos? Puxou papo do nada? Prestou atenção exagerada a tudo que você disse – mesmo se estiver declamando uma lista de compra do supermercado? Sinal verde!
Sem categoria
Foto: Beth Studenberg
Uma vez, em um segundo encontro, uma garota quis saber porque eu tinha me interessado por ela. Nem tive a chance de responder, pois ela já tinha uma resposta engasgada. Disse que os machos vão atrás de qualquer bonitinha que aparece. As mulheres, por outro lado, não se importariam muito com isso. “Minhas amigas são lindas e elas estão casadas com homens bem feios que são muito bacanas”, completou em tom de desabafo.
Vamos ver se entendi direito. Ou sou um crápula por ter me sentido atraído pela beleza da moça ou não sou feio o suficiente para ela. É isso? Fez algum sentido? Até hoje não sei ao certo o que ela queria me dizer, mas ainda somos bons amigos. Ok, nós homens somos superficiais.
De tal forma que nem encaramos isso como ofensa, acreditem. Por mais absurdo que pareça, mulheres bonitas mexem com a gente – culpado, seu juiz! Há, porém, dois atenuantes que podem ajudar a diminuir nossa pena, quem sabe até passar para uma prisão domiciliar com prestação de serviços à comunidade.
Primeiro, não nos prendemos a padrões de beleza. Vocês conseguem ser bonitas de diversas maneiras. Reparamos na capa do livro sim, mas ele pode ser tanto um pocket book quanto uma enciclopédia. Claro que sempre teremos olhos para a mulher de longos cabelos esvoaçantes e vestido decotado estampando a edição da NOVA. No entanto, olhamos também para aquela garota de cabelo curtinho escondida atrás de grandes óculos de grau e coturno.
E a beleza chama a atenção, mas não a monopoliza. Pessoalmente, adoro quando uma mulher me prende só na segunda olhada, quando percebo um detalhe que a deixa especialmente bonita. As sardinhas na maçã do rosto, a tatuagem na nuca, o modo como ela prende o cabelo, o sorriso moleque, o piercing no umbigo, as pernas longas, o simples à vontade dela dançando de olhos fechados na pista.
Até agora estou falando apenas de atração física. A personalidade a gente costuma deixar para conhecer depois. Porque não há como adivinhar se a garota do outro lado do bar é legal só pela risada engraçadinha que ela solta ao fofocar com as amigas. Talvez este seja o erro de muitas solteiras na balada: tentam julgar o caráter do sujeito logo de cara. As que avaliam a embalagem antes, sem medo de parecerem superficiais, devem ser mais felizes. Afinal, até maridos feios e bacanas de mulheres lindas deviam ter algo no início que os fez bonitos aos olhos delas.
time dos casados
No que ele está pensando quando convida você para jantar
Por Alex Xavier postado em 16/05/2011 às 19h14
Você ficou com um cara, já tiveram até um segundo encontro e agora ele te convida para conhecer a casa dele. O que acha que o sujeito tem em mente?
Foto: Karine Basilio
A) “Só sei fazer a receita para dois do risoto”;
B) “Finalmente, alguém com quem jogar Guitar Hero”;
C) “Precisava mesmo de ajuda para mudar a TV de lugar”;
D) “Hoje essa casa verá um pouco de ação.”
Sim, ele pensa em fazer sexo. Na verdade, ele tem certeza de que vai transar. A única dúvida dele, portanto, é se te leva para o quarto ou deixa rolar no sofá da sala mesmo. E imagina que vocês estão na mesma sintonia. Só não esperava receber um balde de água fria na cabeça.
Uma amiga topou o convite de um paquera. Jantarzinho, talvez ver um DVD, ficar os dois de bobeira no apartamento dele. Ou seja, sexo, sexo e mais sexo. “Ele vai cair do cavalo, porque estou menstruada”, ela comentou comigo. Crime premeditado, meritíssimo! Ela já sabe de antemão que nada vai acontecer e prefere deixar o coitado pensando o contrário até o último momento. Quando ele achar que vai saltar no garrafão e enterrar a bola na cesta… toco!
Algumas mulheres curtem deixar o homem, literalmente, com dor nas bolas. Claro que ela dá para quem quiser e na hora que bem entender. Mas veja como funciona o corpo masculino. A partir do momento em que o cérebro registra a informação de que está na hora de entrar no sambódromo, toda a escola começa a sambar. Os testículos são como uma fábrica. A ordem de cima é produzir, pois a demanda dos consumidores cresceu. Os operários dão um duro danado para cumprir prazos e, de repente, bate uma crise no mercado e todos os produtos ficam encalhados.
No lugar do casinho da minha amiga, eu ficaria bem frustrado. E, ao contrário do que alguns românticos tentam nos impingir, dormir abraçadinho, definitivamente, não é tão bom quanto uma noite sacanagem. “Meu paquera é diferente de você”, ela argumentou. Verdade: ele disfarça e diz que está tudo bem enquanto se remói por dentro. No caso de algum impedimento ou, simplesmente, não estar com vontade, abra logo o jogo. O cara vai entender, até ficar mais relaxado, curtindo dividir o risoto e o DVD com você. Com a cabeça, claro, na próxima vez, quando ele espera que a casa veja um pouco mais de ação.
Sem categoria
Vamos imaginar como era a rotina na Idade Média. O cavaleiro conhecia a donzela em um baile de máscaras, conduzia a dama em uma folclórica dança de roda, comparava-a à Lua e às mais belas flores, beijava sua mão e partia para uma cruzada. E, no dia seguinte, provavelmente, ela reclamaria para uma amiga da corte que ele não mandou nenhum arauto ao palácio com notícias sobre suas bravatas. “Provavelmente, o canalha já deve estar nos braços de alguma aldeã”.
Pois, em pleno terceiro milênio, os lamentos não mudaram muito. A diferença é que hoje há cada vez menos desculpas para o sujeito não ter mantido contato. Por um bom tempo, o telefone reinou sozinho nesta área, principalmente quando o celular passou a nos seguir por todo canto. Mas agora existe e-mail, instant messengers, redes sociais, tudo acessível a um simples toque na tela do smartphone. Como é que o safado ainda se atreve a não te ligar?
Foto: John Howard
Uma amiga minha será voluntária para o primeiro iPhone conectado diretamente ao cérebro de uma pessoa, se um dia algo assim existir. Nem lembro a cor de seus olhos, pois quase sempre ela está olhando para baixo, trocando mensagens de texto com algum paquera. Acho até que seu polegar direito é maior que o esquerdo. Há umas semanas, ela gamou em um cara tão vidrado em tecnologia quanto ela. Trocou todos os contatos possíveis e, no dia seguinte, sofria: ele estava online, mas não escrevia nada para ela. E já havia passado toda uma manhã! Argumentei que, talvez, ele precisasse trabalhar.
As mulheres dizem que nós somos apressadinhos. Quando é para nos julgar, porém, vocês acionam a velocidade da luz. Já pararam para pensar que a ligação do dia seguinte é algo tenso para a gente também? Verdade! Eu já fui recebido a coice no dia seguinte, como se a garota tivesse dupla personalidade. E, recentemente, amigas me vieram com uma máxima paradoxal: “se você gostou dela, não devia ligar já no dia seguinte”. Desculpe, eu não fazia ideia de que vocês curtiam ficar na espera.
A propósito, o rolinho da minha amiga não deu mais sinal. Não estava muito ocupado, nem tentando fazer suspense e, muito menos, havia saído em uma cruzada. Apenas perdeu o interesse, o que, na maioria dos casos, é mesmo o motivo do sumiço. Foi mal, também me engano. Não era mesmo para rolar mais do que aquela noite. Se discorda, por que não liga você para ele, só para variar?
Alex Xavier
Devo ter cara de bom moço. A maioria das mulheres que não quiseram nada comigo e até algumas que um dia quiseram não vêem problema em falar comigo sobre outros caras. E como tenho mais amigas do que recomendam os médicos, ouço muitas histórias. Só posso oferecer a minha visão prática masculina. Ou seja, se a ideia é apenas ter alguém que escute seu desabafo, bata no seu ombro e diga "eu entendo", procure uma mulher. Sou homem e dou minha opinião mesmo quando não solicitado.
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