28 mai

time dos casados, time dos solteiros

Cinema do macho: filmes que explicam os homens

Por Alex Xavier postado em 28/05/2012 às 18h24

Comentários (3)

casal cinema

Foto: Thinkstock

 

Se você costuma ler este  blog, sabe que curto incluir referências do cinema de vez em quando. Pois tirei da paixão pela Sétima Arte uma forma quase didática de mostrar a vocês como funciona a cabeça dos homens (é para isso que estou aqui, não?). Alguns filmes nos seguem por toda a vida e moldam o nosso caráter. Nada de comédias românticas, que falam mais sobre mulheres. Também não me refiro somente a tiros, pancadaria, explosões e outros elementos cinematográficos indiretamente relacionados à produção de testosterona. Mas de títulos que, mesmo nas entrelinhas e fora de contexto, remetem a características masculinas típicas. Assista e aprenda:

FILME: O Poderoso Chefão (The Godfather, 1972, de Francis Ford Coppola)

ANÁLISE: é um verdadeiro guia do comportamento masculino. Mas se há algo que todo homem assimila durante o filme (e suas duas continuações) é que algumas mentiras são aceitáveis. Depois que se mete nos negócios da família, Michael Corleone (Al Pacino) conta uma lorota atrás da outra, seja para enganar seus inimigos como para proteger as pessoas mais próximas.

CENA-CHAVE: quase no fim, Michael é confrontado pela amada Kay (Diane Keaton) sobre seu envolvimento na morte do cunhado. E o Don segue o manual à risca. Primeiro, indigna-se com a cobrança, fazendo com que ela se culpe pela desconfiança. Depois, mostra-se compreensível. Para fechar, mente, descaradamente.

O QUE APRENDEMOS: por mais óbvio que a verdade seja, negue sempre.

 FILME: Clube da Luta (Fight Club, 1999, de David Fincher)

ANÁLISE: homens precisam fazer coisas de homens para se sentirem mais homens. Soa estúpido? Tudo bem. Nós também não entendemos como vocês conseguem passar tanto tempo no salão de beleza. Então deixem que fiquemos em um porão sujo esmurrando uns aos outros… Ok, era para isso ser só uma metáfora. Que seja, por exemplo, ver um jogo de futebol tomando cerveja com outros caras e urrando palavrões para a televisão como se fôssemos vikings.

CENA-CHAVE: do lado de fora de um bar, o narrador (Edward Norton) é incentivado por seu novo amigo Tyler Durden (Brad Pitt) a lhe dar um soco. A experiência é libertadora. Tanto que outros desavisados se animam a juntar-se à rodinha de briga. De repente, todos descobrem algo que podem fazer só para esbravejar sem dar satisfação a ninguém.

O QUE APRENDEMOS: de vez em quando, liberte seu eu interior.

FILME: Os Irmãos Cara de Pau(The Blues Brothers, 1980, de John Landis)

ANÁLISE: vocês sabem, homens são inconseqüentes e fazem tudo sem pensar no estrago que irão causar. Na verdade, gostamos de nos ver como um caminhão sem freio em uma ladeira. Ou como os irmãos Jake (John Belushi) e Elwood (Dan Aykoyd) nesta comédia musical. Eles se agarram à missão de salvar seu velho orfanato e não se importam com o rastro que deixarão “a serviço do Senhor”, como gostam de justificar seus atos.

CENA-CHAVE: “São 106 milhas até Chicago, o tanque está cheio, temos meio maço de cigarros, é de madrugada e estamos de óculos escuros”, constata Elwood antes de acelerar, com policiais, nazistas e uma ex-namorada psicopata no encalço deles em uma das mais longas e absurdas perseguições de carro do cinema.

O QUE APRENDEMOS: como discípulos de Nicolau Maquiavel, os fins justificam os meios.

FILME: O Grande Lebowski(The Big Lebowski, 1998, de Joel e Ethan Coen)

ANÁLISE: Jeffrey Lebowski (Jeff Bridges), o “Dude”, é feliz se puder usar roupas largas, jogar boliche e bebericar o drinque White Russian (mesmo se for no café-da-manhã). Sei que, às vezes, é difícil compreender nossa devoção às coisas mais medíocres, mas todo cara gosta de pensar que segue sua própria filosofia de vida.

CENA-CHAVE: qualquer uma com Bridges, Steve Buscemi, John Turturro e John Goodman jogando boliche como se suas vidas dependessem daquilo.

O QUE APRENDEMOS: aprecie as coisas simples.

FILME: O Império Contra-Ataca(Star Wars: Episode V – The Empire Strikes Back, 1980, de Irvin Kershner)

ANÁLISE: a tensão sexual entre Han Solo (Harrison Ford) e a princesa Leia (Carrie Fisher) já estava presente no primeiro filme. Mas é no segundo que ela se acentua. Os dois trocam farpas o tempo todo, o que, pela lógica contraditória do cinema, só pode indicar que vão se apaixonar no final. Baseado nisso, a maioria dos caras também prefere se aproximar da mulher bancando o tipo perigoso.

CENA-CHAVE: Han está prestes a ser congelado em carbonite e levado pelo caçador de recompensas Boba Fett. A princesa Leia não resiste a um beijo de adeus e se declara: “Eu te amo”. E ele reponde: “Eu sei”. Rá, malandrão!

O QUE APRENDEMOS: vocês até dão atenção aos “bonzinhos”, mas têm uma queda pelos provocadores.

 FILME: Três Homens em Conflito(Il Buono, il Brutto e il Cattivo, 1966, de Sergio Leone)

ANÁLISE: geralmente, a mulherada entra em desavença entre si logo de cara. E mesmo quando são amigas, as relações podem se complicar. Homens, por outro lado, ficam companheiros com mais facilidade. Não é que a gente aceite qualquer um. Mas zoar uns com outros só fortalece nossos laços. Como o cavaleiro sem nome vivido Clint Eastwood neste clássico faroeste. Ele vive atormentando seu providencial aliado Tuco (Eli Wallach), mas sabe que deve tomar cuidado mesmo é com o ardiloso Sentenza (Lee Van Cleef).

CENA-CHAVE: o final resume tudo. Depois do duelo triplo, Eastwood abandona Wallach, com a corda no pescoço, no deserto, só para livrar o pescoço do camarada na última hora.

O QUE APRENDEMOS: conheça seus amigos e seus inimigos.

 FILME: Duro de Matar(Die Hard, 1988, de John McTiernan)

ANÁLISE: o que fazer quando um bando de terroristas invade uma festa de Natal em um arranha-céu e você nem tem tempo para calçar os sapatos antes de escapar? Se for o policial John McClane (Bruce Willis), passará pelas maiores provações só para encarar cada um deles e salvar sua ex-mulher. É mais ou menos assim que os homens se sentem. Se estão perdidos em uma estrada, rodam meio mundo, mas nunca param para pedir informação. Se a geladeira quebra, antes de chamar o técnico, aparecem com uma caixa de ferramentas nas mãos. Com a gente, por mais patético que possa parecer, é no “faça você mesmo”.

CENA-CHAVE: do lado de fora, a polícia vira alvo fácil dos criminosos, armados com uma bazuca. Mclane não tem dúvida. Pega uns explosivos que encontrou, amarra a uma cadeira e atira no poço do elevador. BUM! Destrói metade do prédio e problema encerrado.

O QUE APRENDEMOS: somos solucionadores de problemas… mesmo não sendo muito bons nisso.

É bom ressaltar que vários títulos explicam os itens acima. Apenas levei em conta  meu gosto pessoal. E, claro, há milhares de outros filmes que podem esclarecer ainda mais sobre os caras. Ou seja, vá mais ao cinema em busca de outras referências para (tentar) entender melhor os homens.

Alex Xavier

Devo ter cara de bom moço. A maioria das mulheres que não quiseram nada comigo e até algumas que um dia quiseram não vêem problema em falar comigo sobre outros caras. E como tenho mais amigas do que recomendam os médicos, ouço muitas histórias. Só posso oferecer a minha visão prática masculina. Ou seja, se a ideia é apenas ter alguém que escute seu desabafo, bata no seu ombro e diga "eu entendo", procure uma mulher. Sou homem e dou minha opinião mesmo quando não solicitado.

amigomacho.nova@gmail.com

Comente

Li e concordo com os termos de uso do site.

Para ter seu próprio avatar no site é preciso se registrar no gravatar.com

Comentários (3) em "Cinema do macho: filmes que explicam os homens"

  1. Gabriela disse:

    Cara, espero que nem todos os homens sejam tão bobos assim….rssss….brincadeirinha!

  2. Caroline disse:

    Homem é complicado mas é oq tem né
    kkkk

  3. Carolina disse:

    Hahahaha!! Saudades de seus posts filosóficos, meu caro!!! Bem, eu concordo com você… Definitivamente o sexo masculino foi bem-representado pelo seu gosto cinematográfico incrível…