Críticas, Não perca!
Não me Abandone Jamais é um filme tristíssimo… E necessário!
Por Jorge Brasil postado em 26/03/2011 às 14h44
Esta semana assisti a um filme que me deixou chapado. Chama-se Não Me Abandone Jamais. A sinopse explicava que trava-se de mais uma abordagem do tema clonagem humana, que até me agrada, mas que nunca fez muito parte do meu show. Como no elenco estavam três jovens atores que adoro, Carey Mulligan, Keira Knightley e Andrew Garfield, além das veteranas Charlotte Rampling e Sally Hawkins, decidi me aventurar nessa ficção científica. E, para a minha surpresa, o diretor Mark Romanek teve a sábia decisão de fugir de todos os recursos fáceis e mega modernos que uma ficção científica pode oferecer. O longa é totalmente naturalista e atual, o que torna sua história ainda mais dramática e contudente. Há muito tempo que eu não passava por uma experiência cinematográfica que me causasse tanto sofrimento (no bom sentido). Não Me Abandone Jamais tem angústia, tristeza e dor do começo ao fim, mas tudo muito bem dosado, sem firulas ou recursos apelativos que façam o público chorar a toda hora. Baseado no romance de Kazuo Ishiguro, o filme narra o dia-a-dia de crianças num colégio interno no interior da Inglaterra. Eles convivem com uma disciplina muito rígida, em que boa alimentação e exercícios físicos são fundamentais, já que precisam crescer saudáveis a qualquer custo. Eles são tristonhos e parecem ser órfãos, só que, na verdade, são clones, criados em cativeiro para, quando adultos, doarem seus órgaõs a quem estiver doente. Essa realidade é jogada na cara desses meninos e meninas, de forma fria por uma professora inconformada com a situação. E eles crescem sabendo que sua existência será curta. Não há futuro para essa gente e nada o que fazer para impedir isso. Assim é a vida para eles: são peças de reposição descartáveis para órgãos que não funcionam. Isso é de uma crueldade assombrosa e, pela primeira vez, o tema clonagem provocou em mim uma reflexão “tsunâmica”. Mudou tudo em mim, até mesmo a total certeza de que eu era favorável à clonagem, humana ou não. Apesar de eu ter gostado bastante da maneira como Glória Perez abordou o assunto em O Clone (2002), coincidentemente sendo reprisada agora no Vale à Pena Ver de Novo, da Globo, foi Não Me Abandone Jamais que levantou o tema de forma mais contundente. Mesmo em meio a esse cenário desolador, o amor desabrocha, comp uma flor que brota no meio do deserto. O problema que é o sofrimento é realmente a principal companheira desses personagens… Kathy (Carey) ama Tommy (Andrew) desde criança, mas sua melhor amiga, Ruth (Keira), contaminada pelo veneno da inveja, rouba-lhe o garoto e Kathy tem que crescer como mera observadora desse relacionamento. O trio de protagonistas está muito bem, mas é Carey quem mais brilha, com uma atuação arrebatadora. Ela está muito melhor aqui do que em Educação (2009), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Aviso logo que o final é mega dramático e quem ficar esperando por explicações técnicas sobre a criação dos clones e tudo mais, nem saia de casa. Não Me Abandone Jamais fala de sentimento e não de ciência. E provoca, ao fim de sua projeção, uma reflexão muito forte sobre o sentido da vida, sobre a morte e o papel que cada ser humano tem a desempenhar na socidade. É filme contundente, deslumbrante, necessário.







































Esse mesmo tema ja foi abordado no filme ” A ilha”, comScarlett Johansson em 2005.
Sim, é verdade.
Esse tema não é novo, inédito, mas o incrível nesse filme é a forma mais humanista como a clonagem foi abordada.
Quando eu comecei a ver esse filme não li a sinopse e pelo título achava que se tratava apenas de um romance e fiquei surpresa com o desenrolar da trama. É muito triste, os personagens tentam encontrar alegria nas pequenas coisas como os objetos velhos que são doados pela escola e esperança de viver um amor enquanto esperam por um inevitável e triste destino.
fiquei muito curiosa pra assistir,e parece emocionante msm,mas ta passando nos cinemas ou esta em dvd?
Oi, Alícia
Aqui no Rio está nos cinemas.
beijos
oi jorge gosto muito das suas criticas, mas nao sei se vc sabe mas o tema desse filme ja foi abordado em a ilha so que a diferença e que e um filme de ação e nao de drama mas e tambem muito bom.bjosss
Fique super afim de assistir…adoroooooooo cinema e tenho certeza que meu namorado vai adorar,irei assistir e volto no seu blog pra dar a minha crítica. Bjos Jorge e obrigada pela indicação.
Lindo filme, vale a pena. Assisti pela internet mesmo, nada que Sr Google não resolva hahaha
Fiquei curiosa…
Gostei da dica, mas está nos cinemas ou em dvd?
Tive essa sensação de angústia e sufocamento ao assistir Cisne Negro. Gosto, apesar de parecer masoquismo.
esse filme e muito legal ele é um pouco triste