Curti! / Não Curti!
Curti (Muito)!: O filme O Artista. Não Curti: Passividade de Griselda em Fina Estampa
Por Jorge Brasil postado em 09/02/2012 às 2h54
CURTI!

Cenas de O Artista: Jean Dujardin com Berenice Bejó (foto maior), o ator com o sensacional cão Uggy, num momento dramático do filme e o sempre ótimo John Goodman
De tempos e tempos somos surpreendidos por uma obra cinematográfica que nos arrebata logo nos primeiros fotogramas. O Artista é assim. Sempre que começa algum oba-oba em relação a um filme, fico com o pé atrás. E foi assim que sentei para assistir a um longa-metragem francês mudo e em preto e branco. Mas não demorou muito para que eu estivesse completamente extasiado com aquelas imagens belíssimas e pela história simples e sem grandes firulas, mas profundamente humana e emocionante. Ainda não sei se amei mais a fotografia incrível, a trilha sonora linda, a reconstituição de época perfeita, as atuações impecáveis ou o cãozinho mais fofo que o cinema já viu: o expressivo Uggy, que devia ter sido indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante (risos). A conclusão que eu chego é que o fascínio que senti pelo filme nasceu da soma de todos esses fatores . O Artista se passa na Hollywood de 1927 e narra a descida ao inferno do astro de cinema George Valentin (Jean Dujardin) e a subida ao estrelado da novata Peppy Miller (Bérénice Bejo), na transição do cinema mudo para o falado. Enquanto George se recusa a aceitar a nova tecnologia, Peppy aproveita a chance para protagonizar um sucesso atrás do outro. Sempre acompanhado por seu cãozinho (Uggy), George ainda perde toda sua fortuna com o crack da bolsa de 1929 e entra numa depressão profunda, da qual só a amizade, o amor e a magia do cinema poderá livrá-lo. O Artista tem cenas de cortar o coração, como a devoção quase canina do motorista de George Valentin, vivido com sensibilidade por James Cromwell, e as duas tentativas desesperadas do cão salvar a vida de seu dono. Dujardin e Bejo têm atuações extraordinárias e formam um lindo casal. Mesmo sem nenhum beijinho em cena, é impossível ficar imune à química dos dois. Já li gente reclamando que O Artista é uma mistura de Cantando na Chuva (1952) com Nasce uma Estrela (1954), mas e daí? Pode existir uma mistura melhor? Desgraceira seria cruzar o chatíssimo Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas com os péssimos A Reconquista e Dupla Explosiva. Eca! Outros malas sem alça, questionam o motivo de se fazer um filme mudo. Mas por que não? Se o cinema é a arte mais democrática que existe, qual é o problema de curtirmos todos os estilos possíveis e imagináveis? O longa, escrito e dirigido pelo francês Michel Hazanavicius, é uma das mais singelas, belas e emocionantes homenagens ao cinema. E quem ama a sétima arte de verdade, dificilmente deixará de torcer para O Artista – que estreia amanhã em nossa telas – levar todos os prêmios a que foi indicado na cerimônia de entrega do Oscar, que acontece no domingo 26, em Los Angeles (EUA).
*****
NÃO CURTI!
Nada me deixa mais furioso do que subestimarem minha inteligência. E Fina Estampa tem feito isso. Em que planeta, uma mulher teria uma filha vítima de um acidente de carro gravíssimo, um filho dopado e jogado na piscina para se afogar e o caçula sequestrado sem nunca chamar a polícia? Mas Griselda (Lilia Cabral) não confia mesmo nos homens da lei, aliás, não faz absolutamente nada, mesmo sabendo que Tereza Cristina (Christiane Torloni) está por trás de todos esses atentados. Nada não, claro… Pereirão já disse mil desaforos para a rival, deu um banho de mangueira nela e, recentemente, a amarrou e exigiu que ela gritasse ser uma vira-lata. Oh! Que super mulher! No caso de Amália (Sophie Charlotte), realmente seria difícil (mais não impossível) provar que uma cobra causou a capotagem da moça. Mas, na tentativa de assassinado de Quinzé (Malvino Salvador), qualquer perícia meia-tigela teria como coletar impressões digitais e chegar até Ferdinand (Carlos Machado) ou na loura safadona (Fiorella Matheis). No sequestro de Antenor (Caio Castro), então, a denúncia à polícia seria fundamental. Até para saber como lidar com um possível pedido de resgate… Mas Griselda prefere chorar, gritar, rezar e bater-boca com a vizinha má do que fazer um dossiê e entregar para as autoridades competentes. De repente com uma atitude séria e consciente, a Jacaroa do Nilo até desistisse de exterminar a família da ex-bigoduda. Irritante demais!
Veja também:
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Curti! e Frase do dia: O filme Homens de Bem. Não Curti!: Tereza Cristiana ameaçando os cães em Fina Estampa
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Curti!: O filme A Chave de Sarah. Não Curti!: Transa de Enzo e Danielle, em Fina Estampa
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Curti!: O filme Amanhecer – Parte 1. Não Curti!: Mau exemplo em Fina Estampa!
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Curti!: Vera Mancini em Morde & Assopra. Não Curti!: Marcela, a jornalista do mal de Fina Estampa
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Antenor, Bérénice Bejo, Caio Castro, Cantando na Chuva, Carlos Machado, Christiane Torloni, Cinema, Ferdinand, Fina Estampa, George Valentin, Globo, Griselda, Jacaroa do Nilo, Jean Dujardin, Lilia Cabral, Malvino Salvador, Nasce uma Estrela, O Artista, Oscar, Peppy Miller, Quinzé, sequestro, Sophie Charlotte, Tereza Cristina, Uggy
Curti! / Não Curti!
Curti o filme Água Para Elefantes. Não Curti implicância de Carol por Raul em Insensato Coração
Por Jorge Brasil postado em 03/05/2011 às 0h23
CURTI!

Robert está ainda mais lindo do que em Crepúsculo, mas a elefanta Rosie rouba a cena dele e de Reese
Água Para Elefantes pode não ser o filme do ano. Não vai ganhar Oscar ou entrará para a história do cinema moderno. Só sei que eu acabei de ver o novo longa de Francis Lawrence (diretor de Constantine e Eu Sou a Lenda) e curti muito. Para quem gosta de cachorro, elefante, leão… Animais em geral… Prepare os lenços porque vai chorar muito. No final, abri um berreiro de dar vexame. Não exatamente de tristeza, que fique bem claro. Além da produção de época impecável, revi o veteranissimo Hal Holbrook (ator de Na Natureza Selvagem, Wall Street e Todos os Homens do Presidente), que está maravilhoso. O filme tem ainda o galã do momento, Robert Pattinson, Reese Whiterspoon e Christof Waltz, repetindo um pouco seu papel de Bastardos Inglórios, mas excelente assim mesmo. E a elefanta Rosie realmente é a coisa mais fofa do mundo. Não li o livro – de Sara Gruen – no qual o longa foi baseado, mas o farei em breve. Não perca!
Indico ainda: O Amor Chega Tarde (que achei a cara dos filmes de Woody Allen), Lixo Extraordinário (realmente extraordinário), Homens e Deuses (denso, lento, difícil, mas deslumbrante) e Em Um Mundo Melhor (um filmaço que ganhou o Oscar de filme estrangeiro, apesar de eu ainda preferir Incêndios…)
NÃO CURTI!
Histórias de amor que começam no estilo “gata e rato” são mais antigas do que Dona Canô. Bem mais, aliás… E já virou até tema de uma novela, Chega Mais, exibida em 1980 com Sonia Braga e Tony Ramos. Mas estou detestando esse implicância entre Carol (Camila Pitanga) e Raul (Antonio Fagundes), em Insensato Coração. Ela está ridícula agindo dessa forma e se revela uma péssima profissional. E ainda vai piorar porque Carol mesmo depois de descobrir que o sujeito é pai de Pedro (Eriberto Leão), ela continuará espizinhando o coroa. E… Bem! Raul já passou da idade de entrar nesse climinha idiota. Uó!
Veja também:
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Curti: Tapas e Beijos e Divã. Não Curti: Leila se humilhar para André em Insensato Coração
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Lázaro Ramos e Camila Pitanga são André e Carol em Insensato Coração
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Leia em MINHA NOVELA: André manda Carol fazer um aborto em Insensato Coração
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Curti: Ana Beatriz Nogueira em Insensato Coração. Não Curti: Luana Piovani no Superbonita
Tags:
Água Para Elefantes, Antônio Fagundes, Bastardos Inglórios, cachorro, Camila Pitanga, Chega Mais, Christof Waltz, Cinema, Constantine, Crepúsculo, elefante, Em Um Mundo Melhor, Eriberto Leão, Eu Sou a Lenda, Francis Lawrence, Hal Holbrook, Homens e Deuses, Incêndios, Insensato Coração, Lixo Extraordinário, Na Natureza Selvagem, O Amor Chega Tarde, Oscar, Reese Whiterspoon, Robert Pattinson, Rosie, Sara Gruen, Sonia Braga, Tony Ramos, Vik Muniz, Wall Street e Todos os Homens do Presidente, Woody Allen
Críticas, Não perca!
Não me Abandone Jamais é um filme tristíssimo… E necessário!
Por Jorge Brasil postado em 26/03/2011 às 14h44
Esta semana assisti a um filme que me deixou chapado. Chama-se Não Me Abandone Jamais. A sinopse explicava que trava-se de mais uma abordagem do tema clonagem humana, que até me agrada, mas que nunca fez muito parte do meu show. Como no elenco estavam três jovens atores que adoro, Carey Mulligan, Keira Knightley e Andrew Garfield, além das veteranas Charlotte Rampling e Sally Hawkins, decidi me aventurar nessa ficção científica. E, para a minha surpresa, o diretor Mark Romanek teve a sábia decisão de fugir de todos os recursos fáceis e mega modernos que uma ficção científica pode oferecer. O longa é totalmente naturalista e atual, o que torna sua história ainda mais dramática e contudente. Há muito tempo que eu não passava por uma experiência cinematográfica que me causasse tanto sofrimento (no bom sentido). Não Me Abandone Jamais tem angústia, tristeza e dor do começo ao fim, mas tudo muito bem dosado, sem firulas ou recursos apelativos que façam o público chorar a toda hora. Baseado no romance de Kazuo Ishiguro, o filme narra o dia-a-dia de crianças num colégio interno no interior da Inglaterra. Eles convivem com uma disciplina muito rígida, em que boa alimentação e exercícios físicos são fundamentais, já que precisam crescer saudáveis a qualquer custo. Eles são tristonhos e parecem ser órfãos, só que, na verdade, são clones, criados em cativeiro para, quando adultos, doarem seus órgaõs a quem estiver doente. Essa realidade é jogada na cara desses meninos e meninas, de forma fria por uma professora inconformada com a situação. E eles crescem sabendo que sua existência será curta. Não há futuro para essa gente e nada o que fazer para impedir isso. Assim é a vida para eles: são peças de reposição descartáveis para órgãos que não funcionam. Isso é de uma crueldade assombrosa e, pela primeira vez, o tema clonagem provocou em mim uma reflexão “tsunâmica”. Mudou tudo em mim, até mesmo a total certeza de que eu era favorável à clonagem, humana ou não. Apesar de eu ter gostado bastante da maneira como Glória Perez abordou o assunto em O Clone (2002), coincidentemente sendo reprisada agora no Vale à Pena Ver de Novo, da Globo, foi Não Me Abandone Jamais que levantou o tema de forma mais contundente. Mesmo em meio a esse cenário desolador, o amor desabrocha, comp uma flor que brota no meio do deserto. O problema que é o sofrimento é realmente a principal companheira desses personagens… Kathy (Carey) ama Tommy (Andrew) desde criança, mas sua melhor amiga, Ruth (Keira), contaminada pelo veneno da inveja, rouba-lhe o garoto e Kathy tem que crescer como mera observadora desse relacionamento. O trio de protagonistas está muito bem, mas é Carey quem mais brilha, com uma atuação arrebatadora. Ela está muito melhor aqui do que em Educação (2009), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Aviso logo que o final é mega dramático e quem ficar esperando por explicações técnicas sobre a criação dos clones e tudo mais, nem saia de casa. Não Me Abandone Jamais fala de sentimento e não de ciência. E provoca, ao fim de sua projeção, uma reflexão muito forte sobre o sentido da vida, sobre a morte e o papel que cada ser humano tem a desempenhar na socidade. É filme contundente, deslumbrante, necessário.
Íntimo e pessoal
Enquanto espero as indicações ao Oscar… Heis minha lista com os melhores filmes exibidos no Brasil em 2010
Por Jorge Brasil postado em 25/01/2011 às 1h05

No sentido horário, quatro dos meus prediletos do ano que passou: Tropa de Elite 2, O Pequeno Nicolau, A Ilha do Medo e A Fita Branca
Os indicados ao Oscar saem hoje às 8h30 nos Estados Unidos (às 11h30, horário de Brasília). A barbada é A Rede Social, mas depois que O Discurso do Rei ganhou o prêmio do Sindicato dos Produtores Americanos, pode ser que o longa de David Fincher leve uma bela rasteira na festa do dia 27 de fevereiro. Mas que ele será um dos 10 indicados a Melhor Filme, disso não tenho a menor dúvida. Nessa lista devem estar também: O Discurso do Rei, O Vencedor, A Origem, Toy Story 3, Bravura Indômita, Minhas Mães e Meu Pai, 127 Horas, Cisne Negro e Inverno da Alma. Atração Perigosa, elogiado longa de Ben Aflleck corre por fora. Nas categorias atuação, aposto em:
Ator:
Melhor Ator – Drama:
Jesse Eisenberg (A Rede Social)
Colin Firth (O Discurso do Rei)
James Franco (127 Horas)
Javier Bardem (Biutiful)
Mark Whalberg (O Vencedor)
Melhor Atriz:
Annette Bening (Minhas Mães e Meu Pai)
Anne Hathaway (Amor e Outras Drogas)
Jennifer Lawrence (Inverno da Alma)
Natalie Portman (Cisne Negro)
Nicole Kidman (Reencontrando a Felicidade)
Mas, calma, daqui a pouco saberemos quem está no páreo. Você pode acompanhar as indicações pelo site www.oscar.com. Listo a seguir os melhores filmes que vi em 2010. Essa relação não traz os filmes produzidos no ano passada e sim os exibidos no Brasil, por isso tem longas de 2009 também. Para fazer a seleção das melhores fitas realizadas preciso assistir ainda Bravura Indômita, Cisne Negro e O Vencedor, entre outros. Por isso, deixo para mais perto da cerimônia do Oscar.
1 – O Pequeno Nicolau
2 – Tropa de Elite 2
3 – A Ilha do Medo
4 – A Origem
5 – A Fita Branca
6 – Mother – A Busca Pela Verdade
7 – Kick-Ass – Quebrando Tudo
8 – O Segredo dos Seus Olhos
9 – A Rede Social
10 – Onde Vivem os Monstros
11 – Vício Frenético
12 – O Mensageiro
13 – Brilho de Uma Paixão
14 – A Jovem Rainha Vitória
15 – Preciosa – Uma História de Esperança
Críticas
Xuxa consegue manter Amor Estranho Amor proibido de ser comercializado. É o fim da picada!
Por Jorge Brasil postado em 18/06/2010 às 11h02
Li uma nota hoje na coluna Gente Boa, do Jornal O Globo, que me deixou muito mal humorado. O texto diz que “O voto do desengargador Cláudio de Mello Tavares manteve proibidas a comercialização e divulgação de Amor Estranho Amor, com Xuxa. A Cinearte ameaçou lançar o filme porque Xuxa continuava depositando o mesmo valor, considerado defasado, para manter a obra em sigilo, resultado de acordo de 2009″. Fico absolutamente chocado como a Justiça brasileira é capaz de tamanho absurdo. Tudo bem que já deu para perceber que a Cinearte só quer mesmo tirar dinheiro da apresentadora e não está nem aí se o filme será comercializado ou não. Mas me revolto porque, em 2010, continuamos vendo tamanha censura ser permita por causa de uma só pessoa. Que, aliás, se deu muito bem com sua participação no longa do mestre Walter Hugo Khouri, e depois que virou a Rainha dos Baixinhos tenta fazer o mundo esquecer que participou de cenas eróticas ao lado do menor Marcelo Ribeiro. O que mais me surpreende também é como astros consagrados do nível de Tarcísio Meira, Vera Fischer, Íris Bruzzi, Mauro Mendonça, Otávio Augusto e Matilde Mastrangi se calam frente a tamanho absurdo. Até o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, que participa de Amor Estranho Amor como ator, também poderia mobilizar a opinião pública contra isso. O bom é saber que, por mais que tente apagar seu passado, Xuxa Meneghel nunca conseguirá. Graças à internet. Eu tinha uma cópia em VHS, que, infelizmente, se estragou, mas já baixiei o longa duas vezes. Com uma imagem ruim, é verdade, mas dá para assistir numa boa. Amor Estranho Amor é um drama erótico belíssimo. Como quase tudo que o diretor de Eu (1986), Convite ao Prazer (1980), As Deusas (1972) e Noite Vazia (1964) fez em sua longa e bem sucedida carreira. O roteiro, do próprio Khouri, narra as lembranças de Hugo (Walter Forster), quando, ainda menino e vivido por Marcelo Ribeiro, saiu de Santa Catarina, para São Paulo, em 1937, e foi entregue pela avó para sua mãe, Anna (Vera Fisher). Amante de Osmar Passos (Tarcísio Meira), o político mais influente do estado, Anna vive numa mansão com várias outras jovens, comandadas por Laura (Íris Bruzzi) e a serviço das manobras de Osmar. O político usa o lugar e suas moradoras para festas e orgias com o objetivo de agradar possíveis aliados políticos. A chegada do menino coincide com o dia da festa de despedida de Benício Mattos (Mauro Mendonça), poderosísimo político de outro estado. O que deixa Laura bastante irritada, porque não quer que nada saia de errado. Hugo é acomodado num quarto no sótão, mas se perturba no casarão, já que está sempre cercado pelas moças do lugar, que começam a provocá-lo e até a desejá-lo. Xuxa vive Tamara, jovem também recém-chegada de Santa Catarina e que faz o gênero virginal. Ela será dada de “presente” a Benício, que nunca “pulou a cerca” antes, mas Tamara se interessa de verdade por Hugo e o inicia nas artes do sexo. Mas os planos de Laura vão por água abaixo. Logo pela manhã chega a notícia de que medidas ditatoriais foram tomadas pelo governo, mudando a situação política do país. Vera Fischer ganhou dois prêmios de Melhor Atriz importantíssimos por sua atuação, em 1982: no Festival de Cinema Brasília e o Prêmio Air France de Cinema. Muito merecidos, aliás. Amor Estranho Amor tem erotismo? Sim. Mas tem muito mais. Tem drama, política, questionamentos existenciais e narra um ritmo de passagem da infância para a adolescência com muita eficiência. Mas, infelizmente, o grande públido está impedido por Xuxa e pela Justiça brasileira de assistí-lo. Muito triste.
Jorge Brasil
O redator-chefe de Minha Novela é niteroiense, torcedor da Viradouro e do Fluminense, tem 7 cães e é um eterno apaixonado por novelas e filmes.
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