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14 dez

Bem-estar, Saúde

Dor crônica – o que pode desencadear esse mal

Por Karla Precioso postado em 14/12/2011 às 14h00

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As dores crônicas atingem cerca de 30% da população mundial - foto reprodução

As dores crônicas atingem cerca de 30% da população mundial - foto reprodução

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), a dor crônica afeta 30% da população do mundo. Somente nos Estados Unidos, esse problema acarreta um prejuízo anual de 550 milhões de dias de trabalho perdidos. O número alarmante fez com que as autoridades de saúde daquele país considerassem esta como sendo a década da dor.

 Ainda nos Estados Unidos são investidos US$ 150 bilhões/ano com tratamentos para curar a dor crônica. Os valores alarmantes são resultado das horas de trabalho perdidas e do custo dos medicamentos utilizados párea o tratamento, bem como do despreparo dos pacientes, que não sabem definir os sintomas que sentem.

 “Sabe-se até o momento que a dor crônica é causada por múltiplos fatores e que seus sintomas afetam a qualidade de vida das pessoas, prejudicando suas atividades diárias e impedindo-a de executar as tarefas mais simples”, explica João Batista Garcia, presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED). A dor crônica também altera o humor, o apetite e o sono do paciente, provoca queda no sistema imunológico, levando ao estresse físico e psicológico. No Brasil também há pouca informação a respeito desse problema, o que prejudica sua identificação e embora não existam pesquisas amplas sobre o tema, sabe-se que a dor crônica acomete milhões de pessoas.

 Por isso, a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) desenvolve campanhas para divulgar o problema junto a médicos e pacientes. O objetivo é auxiliar o profissional de saúde com recursos técnicos sobre a dor crônica que possibilitem explicar ao paciente  a doença e as diversas opções de tratamento.

 Para alcançar esse objetivo, a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor encaminhou ao Ministério de Saúde o projeto de uma campanha nacional, conhecida como Brasil sem Dor, para o esclarecimento de todos. “O objetivo é que o tema dor crônica comece a ser discutido nas escolas de medicina, com a modificação do currículo, e se estenda em cursos e programas desenvolvidos nas comunidades para ajudar o médico a identificar a doença e a tratá-la”, diz o presidente da SBED. “Com isso, faremos também com que o paciente se familiarize com a dor crônica e possa falar mais abertamente sobre o que sente”, explica.

 fonte:  Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED) 

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