18 set

Bem-estar, Saúde

Exercícios X prevenção de doenças crônicas na terceira idade

Por Karla Precioso postado em 18/09/2011 às 16h00

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Foto reprodução

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Na semana que sucede o 41º Fórum Econômico Mundial, realizado em Davos, na Suíça, repercutem em todo o mundo as inquietantes declarações do Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon. A estimativa da Organização das Nações Unidas é que as doenças crônicas aumentem em pelo menos 50%, em países da África, do Oriente Médio e do Sudeste da Ásia, até o ano de 2030. Atualmente, as doenças crônicas são responsáveis por seis a cada 10 mortes no mundo, o que representa 35 milhões de óbitos por ano. Em seu depoimento, Ban Ki-moon foi contundente, alegando que os países desenvolvidos já dispõem de soluções para reverter estes dados. Segundo o Secretário Geral, por exemplo, 60% das doenças não-transmissíveis podem ser evitadas através da redução dos fatores de risco.

Em Santa Catarina, há três anos a TopMed fez da prevenção de doenças o seu principal negócio. Com um trabalho diferenciado, a empresa disponibiliza aos beneficiários uma série de programas e serviços, a fim de que desenvolvam uma maior autonomia em relação à sua condição de saúde. “Nossa proposta é estimular os usuários a cuidarem da saúde de forma regular e disciplinada, e não apenas ao perceber algum sintoma de doença”, observa a Diretora Médica da empresa, dra. Renata Zobaran. Entre os programas com resultados mais efetivos, por exemplo, está o Saúde em Dia, que monitora a condição clínica de cerca de 80 mil beneficiários, a fim de evitar a manifestação de doenças, a evolução negativa de problemas já diagnosticados e, consequentemente, internações e afastamentos do trabalho.

Dentro do programa Saúde em Dia, a TopMed desenvolveu o Programa de Atenção ao Idoso, em que uma equipe multidisciplinar avalia o Nível de Fragilidade e a Necessidade de Atenção de beneficiários com idade superior a 60 anos.  A classificação pontual do risco, permitida graças à complexidade de um software de última geração, leva em conta fatores como a falta de acompanhamento médico, episódios de internação ou consultas de Emergência, uso incorreto de medicações, a presença de doenças degenerativas como Parkinson e Alzheimer, dificuldade na realização de tarefas simples ligadas à alimentação e higiene, histórico de quedas e sedentarismo e a presença ou não de um cuidador.

“Os resultados, ainda que preliminares, já confirmam que cada R$ 1,00 gasto em prevenção gera uma economia de R$ 2,50, a médio e longo prazo. “Além da vantagem financeira, é preciso contabilizar outros benefícios, como a melhora na qualidade de vida de uma pessoa que se cuida, o conforto para todos os envolvidos, quando um familiar idoso mantém a sua autonomia, e a redução nas chances de internações decorrentes de fraturas”, destaca dra. Renata. “Por isso a prática de exercícios na terceira idade é um dos fatores que merece grande atenção no âmbito dos nossos programas”, completa.

De acordo com o Estudo Brasileiro sobre Osteoporose (Brazos), a perda de musculatura, associada à osteoporose, compromete o equilíbrio nesta fase da vida. A atividade física, por fortalecer músculos e ossos, facilita a manutenção da “marcha” e ajuda a reduzir o risco de tombos, que respondem por 61% das entradas de pessoas com mais de 60 anos nas Emergências. O estudo Brazos mostra ainda que 16% das quedas causam fraturas, e a cada quatro idosos internados para cirurgia no fêmur, um morre no prazo de um ano, em decorrência de problemas advindos da internação, como úlceras de pressão (escaras), embolia pulmonar e infecção.

Publicado na revista Gerontololy, um estudo realizado com 20 mulheres idosas, que faziam alongamento na região do quadril três vezes por semana, mostrou que a atividade física já trazia benefícios no período de quatro semanas. As senhoras que participaram da pesquisa apresentaram melhora na velocidade e no tamanho da passada, e passaram a fazer menos esforço para levantar os pés. A família, claro, tem participação decisiva neste processo, e quase sempre é a “célula” responsável por estimular o idoso a praticar exercícios e por manter o ambiente doméstico em condições que preservem a integridade física de quem tem mais dificuldade para locomoção. Em Santa Catarina, de 2005 a 2010, o aumento no número de acidentes do gênero foi de 60%, sendo que 120 idosos foram a óbito, apenas em 2009, em decorrência de danos provocados por tombos. Muitos poderiam ter sido evitados, como alerta o médico Dr. Raul Wittmann, que relaciona algumas medidas preventivas:

 - Evitar deixar tapetes ou carpetes soltos em superfícies lisas;

- Usar calçados com salto baixo;

- Manter a casa bem iluminada e com os móveis bem distribuídos;

- Reforçar o cuidado ao subir e descer em ônibus;

- Solicitar auxílio ao perceber dificuldade para realizar atividades do dia-a-dia, como alimentação, higiene pessoal e limpeza da casa;

- Anotar a dose e o horário de cada medicação prescrita;

- Dar preferência aos alimentos saudáveis;

- Praticar atividades físicas.

Karla Precioso

Karla Precioso é jornalista e amiga das leitoras de AnaMaria e Viva! Mais, com quem conversa todos os dias. Adora o contato com a natureza, onde geralmente se inspira para escrever mensagens em busca de uma vida mais feliz.

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Comentários (2) em "Exercícios X prevenção de doenças crônicas na terceira idade"

  1. Lúcio disse:

    Ótimo! Grande exemplo dessa empresa.
    Apenas o título do artigo está incorreto. Não poderia ser “Exercícios X Prevenção…” O ‘X’ significa versus, contra, fazendo oposição.
    O correto pelo conteúdo do texto é “Exercícios e prevenção de doenças…”