24 mai

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Canais, bicicletas e tulipas: um passeio por Amsterdam

Por Naíma Saleh postado em 24/05/2012 às 17h37

Comentários (1)

Sejam bem-vindas à Amsterdam! (Foto: Acervo pessoal)

Sejam bem-vindas à Amsterdam! (Foto: Acervo pessoal)

Olhando de longe (e bem de cima!), Amsterdam tem o formato de um arco-íris: os canais, dispostos em semicírculos concêntricos, vão desenhando a cidade. Olhando de perto, as construções parecem feitas de chocolate: casas estreitas, compridas e escuras, nas quais predominam os tons de marrom. O contraste entre essas cores fortes e sombrias das casas e o azul, in-cri-vel-men-te azul, do céu é lindo – ainda mais quando refletido nas águas dos canais.

Bicicleta e tulipas na janela (Foto: Acervo pessoal)

Bicicleta e tulipas na janela (Foto: Acervo pessoal)

Ao chegar à capital holandesa, o que choca logo de cara é o graaaaande número de bicicletas. Pessoas pedalando por todos os lados e fileiras intermináveis de magrelas estacionadas por todos os lugares: pontes, postes, cercas de quintal. São muitas e de todos os tipos: algumas decoradas com flores, outras com miçangas, cestinhos, tudo ao gosto do ciclista. O mais engraçado, é que eles estão tão acostumados a esse meio de transporte, que acabam adquirindo os mesmos vícios de quem se desloca em automóvel – eles falam ao celular, mandam mensagem, passam maquiagem… tudo isso sob duas rodas! Infelizmente, tão alto quanto o número de bicicletas em Amsterdam (600.000) é o número de furtos delas: 150.000 por ano. Uma verdadeira máfia.

Alugar uma magrela é uma boa opção para percorrer a cidade, mas também é bem tranquilo fazer quase tudo à pé! Em todo caso, para ir visitar os pontos mais distantes, quase todos os ônibus saem da Estação Central, então, não tem muito como se perder por lá. Então, comecemos…
Nossa primeira parada: o Blooming Market, um mercado flutuante de flores que começou a funcionar em 1862. O que não pode faltar na sua lista de compras? Os bulbos de tulipa (são mais de 2.700 variedades), que você pode carregar na mala e depois enfeitar o seu jardim no Brasil. Ah! Vale dizer que foi aqui que eu encontrei os melhores preços de lembrancinhas. Não sei vocês, mas eu amo feiras e mercados no geral, e com todo o colorido das flores, esse foi um dos mais bonitos que eu já vi! O Blooming Market funciona de segunda a sábado, das 9h30 às 17 horas.

Sacolinhas cheias de bulbos de tulipa! (Foto: Acervo pessoal)

Sacolinhas cheias de bulbos de tulipa! (Foto: Acervo pessoal)

Os passeios de barco pelos canais são imperdíveis. Acho que não tem uma maneira melhor de contemplar as charmosas “casinhas de chocolate” da cidade, do que navegar passando sob as sombras das árvores e observando o movimento dos pedestres e ciclistas nas margens. Pela Canal Bus , existem três opções de roteiro e você pode comprar o bilhete que vale para o dia todo ou apenas por uma hora.

Dá para ver o azul do céu e as construções charmosas no reflexo das águas de Amsterdam (Foto: Acervo pessoal)

Dá para ver o azul do céu e as construções charmosas no reflexo das águas de Amsterdam (Foto: Acervo pessoal)

Como não poderia faltar, passei pelo Red Light District , que é sem dúvida ainda um dos principais atrativos (sem trocadilhos) de Amsterdam. Principalmente para os curiosos de plantão! Por lá não faltam Coffee shops, sex shops, garotas nas vitrines e, claro, as luzes vermelhas que dão nome ao bairro, onde a protituição é legalizada. Originalmente,o lugar era frequentado pelos marinheiros, que pisavam em terra firme depois de meses de viagem em alto mar – o que, claro, explica o surgimento dos prostíbulos.. O curioso é que as “casas de perdição” começaram a ser construídas justamente ao redor da igreja: a ideia é que os marinheiros pudessem se confessar depois de pecar.

Casa Rosso: uma das mais tradicionais do Red Light District (Foto: Acervo pessoal)

Casa Rosso: uma das mais tradicionais do Red Light District (Foto: Acervo pessoal)

Ainda falando naquilo… fui visitar também o Museu do Sexo . Localizado em uma das ruas mais movimentadas da cidade, a Damrak, ele fica a cinco minutos da Estação Central e oferece um acervo variadíssimo. MESMO. A ideia é mostrar a história do sexo – ou o sexo na história, como vocês preferirem! – através de fotos, pinturas, ilustrações e objetos eróticos. A entrada custa 4 € e o museu funciona das 9h30 às 23h30.
Depois de passar por todos esses lugares… que canseira, hein? Hora de relaxar um pouquinho. Então pegue um ônibus que sai da estação central  evai até o Molen de Goyer – um moinho construído no século XVIII! Dá para de fazer fotos lindas – ouvi dizer que não vale muito a pena entrar no moinho, porque dentro não tem nada demais – e bem ao lado dele fica um bar com uma cerveja artesanal incrível, o Brouwerïjt It. Nada melhor para curtir o verão europeu!

Um moinho... dentro da cidade! (Foto: Acervo pessoal)

Um moinho... dentro da cidade! (Foto: Acervo pessoal)

No próximo post, faremos um circuito mais cultural, passando pelos incríveis museus que Amsterdam abriga. Aguardem!
Beijo, meninas!

Naíma Saleh

Virginiana, romântica assumida e meio controladora (mas só às vezes!). Ama ler, desenhar, falar sozinha e... viajar! Já morou na Espanha, nos Estados Unidos e agora está passando uma temporada na França. Mas não se engane: ela ainda tem mais uns 1000 planos de viagens guardados!

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Comentários (1) em "Canais, bicicletas e tulipas: um passeio por Amsterdam"

  1. Ana Portela disse:

    Já fui a Amsterdam duas vezes. Faltou dizer que ‘pilotar’ uma bicicleta em Amsterdam é só para os fortes!!! Eles agem como nós brasileiros no trânsito, direção agressiva e perigosa. ha ha