18 abr

Dicas de viagem, Lugares Im-per-dí-veis

A terra da mostarda

Por Naíma Saleh postado em 18/04/2012 às 17h52

Comentários (1)

Cartaz de propaganda da Mostarda de Dijon, do Musée de la Vie Bourguignonne (Foto: Acervo pessoal)

Cartaz de propaganda da Mostarda de Dijon, do Musée de la Vie Bourguignonne (Foto: Acervo pessoal)

Se você é fã de culinária e vive acompanhando o programa do Jamie Oliver ou o da Nigella para conhecer novas receitas, provavelmente já ouviu falar na mostarda de Dijon. Ela é um pouco mais forte do que nossa e, geralmente, é preparada a base de vinagre, estragão e grãos de mostarda (óbvio).

No domingo de Páscoa, fui visitar a cidade que batizou o condimento. Localizada ao leste da França, na região da Borgonha, Dijon tornou-se célebre por sua produção de mostarda devido a vários fatores, dentre eles, a substituição do verjus (um suco ácido) pelo vinagre na etapa de extração, algumas inovações técnicas nas máquinas que participam do processo e, sobretudo, por abrigar a Amora, uma das marcas mais importantes da célebre mostarda.

Confesso que não dei muita sorte durante a minha estadia em Dijon, meninas. Durante os dois dias em que eu fiquei na cidade estava praticamente tudo fechado – estive lá no domingo de Páscoa e na segunda-feira, que também foi feriado. No entanto, não foi uma catástrofe total porque  os museus e alguns restaurantes continuaram abertos. Assim, eu não tive a sensação de estar em uma cidade-fantasma.

Além de visitar o  Museu de Belas Artes, que tem um belíssimo acervo impressionista com quadros de Manet e Monet, fui também o Musée de la Vie Bourguignonne – parada O-BRI-GA-TÓ-RIA para quem visita Dijon! Como diz o nome, a intenção do museu é mostrar a como era vida cotidiana na Borgonha, entre o final do século XVII e 2ª Guerra Mundial. O bacana é a maneira como isso é feito. Para se ter uma ideia, o primeiro andar do museu é tomando por uma reconstituição de uma das principais ruas de comércio da cidade no começo do século XX. No total são dez lojas, dentre elas: uma farmácia, um cabeleireiro, uma doceria e uma brinquedoteca. É tudo tão perfeito que parece que alguém vai surgir detrás do balcão para nos atender…

Musée de la Vie Bourguignonne, instalado no prédio da uma antigo Monastério dos Bernardinos (Foto: Acervo pessoal

Musée de la Vie Bourguignonne, instalado no prédio da uma antigo Monastério dos Bernardinos (Foto: Acervo pessoal

Reconstituição de uma relojoaria (Foto: Acervo pessoal)

Reconstituição de uma relojoaria (Foto: Acervo pessoal)

Na trilha da Coruja

A coruja mais pop de toda Dijon! (Fotos: Acervo pessoal)

A coruja mais pop de toda Dijon! (Fotos: Acervo pessoal)

No mapa fornecido pelo Office de Tourisme, onde estão sinalizadas as principais atrações da cidade, a sugestão é seguir o Caminho da Coruja. Sim, a cidadã mais célebre de Dijon é uma coruja! Trata-se se uma pequena escultura embutida na parede exterior ao fundo da Catedral de Dijon. Reza a tradição que deve-se tocar a coruja com a mão esquerda fazendo um pedido para atrair boa sorte. Ninguém sabe ao certo o porquê a coruja foi esculpida ali ou como começou essa simpatia, mas já que eu estava por lá, não custou nada aderir, né? E tanta gente faz o mesmo que ela já está bem gasta, pobrezinha…

 

 

 

Não vá embora de Dijon sem visitar:

- Catedral de Notre Dame de Dijon: além de procurar a coruja, repare no montão de gárgulas da fachada principal – 51 no total, representando seres humanos, monstros e animais. Dentro da Igreja, uma tapeçaria de fundo vermelho pendurada logo abaixo do órgão. Ela foi encomendada a pedido de um grupo de dijonenses para agradecer aos milagres atribuídos à  Notre-Dame de Bon-Espoir (Nossa Senhora da Boa Esperança), que também está exposta na Catedral.

Muitas gárgulas na catedral de Dijon (Foto: Acervo pessoal)

Muitas gárgulas na catedral de Dijon (Foto: Acervo pessoal)

- Place de la Libération:  localizada no coração do centro histórico de Dijon, ela se abre em semicírculo em frente à fachada do antigo Palácio dos Duques da Borgonha. Os cafés e brasseries ao redor convidam a gente a se sentar e observar o vai-e-vem na praça… Quem sabe apreciando uns petiscos com a tão famosa mostarda de Dijon?

O antigo Palácio dos Duques na Place de la Libération (Foto: Acervo pessoal)

O antigo Palácio dos Duques na Place de la Libération (Foto: Acervo pessoal)

 

Até a próxima meninas!

Naíma Saleh

Virginiana, romântica assumida e meio controladora (mas só às vezes!). Ama ler, desenhar, falar sozinha e... viajar! Já morou na Espanha, nos Estados Unidos e agora está passando uma temporada na França. Mas não se engane: ela ainda tem mais uns 1000 planos de viagens guardados!

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Comentários (1) em "A terra da mostarda"

  1. Milena F. disse:

    Também adorei Dijon, uma cidade superchamosa! Realmente domingo praticamente tudo fecha (imagino que feriado tb!), mas tivemos a sorte de estar lá no sábado, superanimado!)
    Escrevi 3 posts sobre a mesma no meu blog, se quiser trocar figurinha!!!
    Museus de Dijon: http://viverplenamenteparis.blogspot.fr/2012/02/museus-de-dijon.html
    Arquitetura: http://viverplenamenteparis.blogspot.fr/2012/02/dijon-arquitetura-e-patrimonio.html
    Gastronomia: http://viverplenamenteparis.blogspot.fr/2012/01/especialidades-e-gastronomia-de-dijon.html

    Adoro os seus passeios!
    Abraços!