04 jun

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Casa de Anne Frank, Museu Van Gogh…é muita cultura em Amsterdam!

Por Naíma Saleh postado em 04/06/2012 às 13h24

Comentários (1)

Nem ficando uma semana em Amsterdam seria possível de conhecer direito tudo o que essa cidade tão linda e interessante tem a oferecer: principalmente na parte cultural. Por lá, não faltam museus e atrações interessantes: a Casa do Pintor Rembrandt, o Museu Van Loon e até um Museu de Sacolas e Bolsas. Como seria impossível falar de tudo aqui, selecionei três lugares imperdíveis para qualquer turista interessado em arte e história- espero que vocês gostem!

Casa de Anne Frank

Depois que Hilter invadiu a Holanda em 1940, nenhum judeu estava mais seguro ali. Anne Frank e sua família, que viviam em Amsterdam, decidiram se esconder depois que a irmã, Margot Frank, foi convocada para um campo de concentração. Os Frank se refugiaram em um apartamento anexo ao prédio da empresa do pai, Otto Frank, com a ajuda de seus quatro funcionários. A eles, se juntaram a família Van Pels (o pai, a mãe e o filho Peter) e Fritz Pfeffer, um dentista conhecido das duas famílias – eles ficaram por mais de dois anos no esconderijo. Durante esse período, Anne escreveu seu diário retratando como era a vida no anexo: os conflitos, as dificuldades – como a proibição de fazer qualquer barulho, por menor que fosse, enquanto a empresa estava funcionando – seus pensamentos, impressões e sentimentos. Além disso, ela também registrava alguns contos curtos e frases de autores que a inspiravam. A menina queria publicar a obra mostrando a vida no anexo em forma de novela depois que a guerra acabasse, por isso começou a reescrevê-la, mas não teve tempo de terminá-la. O anexo foi descoberto em 1944, através de uma denúncia anônima cuja autoria não foi identificada. Depois disso, os moradores foram levados para diferentes campos de concentração. Anne e Margot morreram de tifo, no campo de Bergen-Belsen.

Anne Frank (Foto: Google images)

Anne Frank (Foto: Google images)

Após o final da guerra, seu pai, o único sobrevivente do grupo recuperou os diários, que ficaram guardados com uma das funcionárias que encobria o grupo no anexo, Miep Gies. A partir daí, Otto Frank dedicou-se a publicação da obra da filha e trabalhou o resto de sua vida pelos direitos humanos.
O Diário de Anne Frank já foi traduzido para várias línguas e ganhou adaptações para o teatro e para o cinema – como a que você confere aqui embaixo.

Hoje, a casa onde Anne e sua família se refugiaram durante a segunda Guerra Mundial foi transformada em museu e pode ser visitada todos os dias. O anexo onde Anne e mais sete pessoas viveram durante mais de dois anos hoje está vazio a pedido de Otto Frank. Ele quis que todos os móveis e objetos fossem retirados de lá como forma de lembrar o vazio causado por todas as mortes do Holocausto.

 

 

Museu Van Gogh

Auto-retrato com chapéu de feltro, 1888 (Fonte: Google images)

Auto-retrato com chapéu de feltro, 1888 (Fonte: Google images)

Com o maior acervo do mundo de quadros do pintor, o Museu Van Gogh pode ser resumido em uma só palavra: IN-CRÍ-VEL. As obras são dispostas cronologicamente e separadas de acordo com os lugares em que ele viveu – como Paris, Saint-Remy, Arles e Auvers-sur-Oise – , então dá para ver nitidamente a evolução artística e as influências que Van Gogh foi refletindo em suas pinturas . Na primeira parte da exposição, estão alguns quadros de artistas que serviram de referência para Van Gogh. O acervo é tão completo que a gente mergulha por inteiro no universo do artista e, ao final da visita, fica com a impressão de conhecê-lo… Além do mais, ver os quadros desde grande mestre ao vivo, faz toda a diferença: como Van Gogh não economizava nem um pouco na tinta, o relevo formado por suas gordas pinceladas desenha seus quadros de uma maneira incrível, quase como se as figuras tivessem um movimento autônomo. Passeio imperdível – e inesquecível – para quem gosta de arte!

 

Museu Rijks

Museu Rijks (Foto: Acervo pessoal)

Museu Rijks (Foto: Acervo pessoal)

É o maior museu holandês com a maior coleção de arte holandesa – importante, né? Ele reúne algumas das obras-primas de grandes pintores como Rembrandt e Johanes Veeermer . Além da arte, ele comtempla também a história e possui uma grande coleção de peças asiáticas.

Além disso, a praça que entorna os museus, a Museumplein, é uma das mais bonitas de Amsterdam. Com um gramado bem propício a pique-niques durante o verão e um dos alvos mais procurados de todos os turistas: a clássica escultura com o nome da cidade: “I Amsterdam”. (O único problema é tentar tirar  uma foto ali sem ter um zilhão de figurantes no fundo… hehe) Não dá para deixar de conferir!

I Amsterdam - percebam que a concorrência é grande para as fotos (Foto: Acervo pessoal)

I Amsterdam - percebam que a concorrência é grande para as fotos (Foto: Acervo pessoal)

Beijos e até a próxima, meninas!

 

Naíma Saleh

Virginiana, romântica assumida e meio controladora (mas só às vezes!). Ama ler, desenhar, falar sozinha e... viajar! Já morou na Espanha, nos Estados Unidos e agora está passando uma temporada na França. Mas não se engane: ela ainda tem mais uns 1000 planos de viagens guardados!

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Comentários (1) em "Casa de Anne Frank, Museu Van Gogh…é muita cultura em Amsterdam!"

  1. Milena F. disse:

    Adoro o Museu Van Gogh, mas fiquei um pouco decepcionada com o Rijksmuseum, que parece grande por fora, por por dentro a visita é rapida, quando vi já tinha terminado e fiquei com aquela impressão de que faltava alguma coisa! Claro, tem a Leiteira do Veermer e a Ronda Noturna de Rembrandt, mas fora isso, achei muito pouco! Gostei de ver em uma das primeiras salas uma pintura do Brasil de quando os holandeses chegaram ao Brasil!