Zíbia e você
Resolva pendências de outras vidas
Por Redação Viva!Mais postado em 03/05/2010 às 15h19
“Tenho 36 anos e seis irmãos. Meu pai se dá bem com todos, menos comigo. Ele me evita, não gosta que eu vá à sua casa, fala mal de mim para os outros. Alertou meu companheiro para tomar cuidado comigo, pois ‘não sou mulher de um homem só’. Tento melhorar nosso relacionamento, mas ele não aceita. Você pode me ajudar a entender?”
Jussara, por carta
Você já tem conhecimento da vida espiritual e sabe que o seu nascimento nessa família teve um objetivo. Porém, pela sua carta, notei que ainda não percebeu que a causa do antagonismo entre você e seu pai teve origem em algum acontecimento traumático ocorrido em outra encarnação. Tal fato foi temporariamente esquecido nesta vida, mas ele ainda não foi resolvido de forma satisfatória – e permanece no inconsciente dos dois, promovendo desentendimento.
A vida trabalha em favor da evolução do espírito. À medida que amadurece, ele vai conquistando mais sabedoria, aprendendo a respeitar as diferenças e a conviver melhor com os demais. Para alcançar esse objetivo, a vida age no sentido de que todos os assuntos mal resolvidos entre as pessoas possam ser esclarecidos.
A maioria dos desentendimentos é fruto da ignorância (não saber lidar) a respeito das diferenças. Quando os envolvidos já têm condições de entender um pouco mais, são reunidos no astral para rever os fatos que ocasionaram o desentendimento e, assim, se reconciliarem. Na maioria dos casos, eles se perdoam. Mas para eliminar traumas e mágoas, cujas energias permanecem, terão de demonstrar que perdoaram de fato.
A reencarnação facilita a eliminação dessas energias, que permanecem coladas ao corpo astral – e só somem no entendimento verdadeiro. Em um acordo no astral, com as pessoas aconchegadas por espíritos amigos, é mais fácil entender os próprios enganos e os pontos fracos alheios. Mas aqui, com o passado temporariamente esquecido, o mergulho na matéria faz o espírito se entregar ao dia a dia e ter atitudes mais condizentes com o que realmente é.
Dependendo do nível de cada um, do quanto a pessoa se magoou e da revolta que mantém, ao defrontar-se com seu antagonista de outros tempos, a repulsa aparece forte. É o momento em que cada um revela o tanto que assimilou das decisões tomadas no astral.
Você, Jussara, está mais interessada do que seu pai em resolver o problema. Ele parece manter ainda a mesma atitude. Mas você não pode desanimar. Continue a procurar o caminho para o coração dele. Vocês dois estão unidos como pai e filha. Aproveite a oportunidade para resolver o assunto de uma vez. Quando ele a critica, pode não estar sendo injusto. O que ocorre é que o passado ainda está mais vivo nele. Seja lá o que você lhe tenha feito, não se culpe. Pense que agiu da maneira que sabia naquele tempo.
Olhe-o com bondade, não dramatize os fatos. Se a vida os juntou, foi porque chegou a hora de resolver o caso. Jogue fora os ressentimentos. Esforce-se em conhecer melhor seu pai. Perceba suas qualidades. Procure pontos de afinidade entre vocês dois e tente mostrar-lhe o que possui de bom.
Estou certa de que ficará surpresa ao descobrir outros lados da questão. Insista. A vida não joga para perder. Ela os uniu para que vocês possam descobrir um novo caminho de entendimento e de harmonia. Eu gostaria que todas as pessoas que estão vivendo uma situação como esta pudessem refletir a partir do que expliquei aqui, mudando, assim, sua forma de ver e construir uma vida melhor.
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Zíbia e você
Como lidar com a influência espiritual
Por Redação Viva!Mais postado em 06/10/2009 às 14h51
Muitas pessoas que enfrentam problemas de relacionamento na família, no trabalho ou na vida social me escrevem dizendo que isso acontece por causa da interferência dos espíritos desencarnados.
Elas se colocam na posição de vítimas. Atribuem seus problemas à perseguição de quem que se utiliza de médiuns ignorantes e espíritos perversos para fazer macumba. Também culpam os problemas de vidas passadas.
Algumas me pedem que eu lhes indique um centro espírita de confiança a fim de resolver essa situação. Se eu quisesse indicar um lugar para alguém, primeiro, eu teria de pesquisar e conhecer o trabalho de tais cidadãos. Isso para mim é impossível porque assumi compromissos com os espíritos que tomam todo o meu tempo.
Eu acredito que cada pessoa tem seu próprio processo de evolução e, por isso, precisa encontrar um grupo cujas energias possam atender às suas necessidades espirituais. É a própria pessoa quem deve fazer essa busca, pois só ela pode sentir se encontrou o melhor lugar para si.
Cada grupo de trabalho espiritual tem características próprias. Embora estejam a serviço do bem maior, individualmente produzem energias que dão melhor resultado quando alguém
precisa especificamente delas. Quando isso acontece, ela persiste e melhora.
É confortável jogar a culpa de todos os seus problemas nos outros, mas essa é uma ilusão muito perigosa, pois coloca a pessoa em um círculo vicioso: após uma fase boa, tudo volta a ser como antes. Para uma melhora real você precisa fazer a sua parte.
Analise seu mundo interior, reveja suas crenças e jogue fora os papéis sociais. É o momento de se tornar uma pessoa verdadeira, que se posiciona no mundo de maneira adequada.
Muitos desentendimentos acontecem quando as pessoas estão se obrigando a viver dentro dos papéis sociais que as colocam fora da realidade. Elas não ouvem como deveriam. Quando conversam, não prestam a devida atenção, apressando-se a imaginar uma resposta que lhes garanta manter o que julgam ser o seu papel.
A vontade de provar aos outros que está certa torna-se mais importante do que compreender o outro. Ao se julgar com menor intensidade, a pessoa teme não ser aceita e entra no papel da “boazinha” com direito a megalomania.
Ela se desgasta ao tentar resolver todos os problemas dos outros ao assumir as aflições e os sofrimentos que são deles. Ainda se esquece de si mesma e julga-se uma heroína. Embora negue, espera reconhecimento. Como ele não chega, se sente vítima e deprimida.
Suas energias tornam-se insuportáveis. Então, os outros se afastam e ela pode se revoltar, revelando seu pior lado. Já aquele que é mimado acredita que os olhares de todos o julgam. Não suporta crítica, nada o satisfaz e, ainda, não sente prazer em coisa alguma.
A necessidade de autoafirmação, a vaidade e a manipulação também podem prejudicar os relacionamentos. Toda a interferência dos desencarnados ocorre por afinidade.
Há espíritos que permanecem na crosta terrestre, interferindo na vida das pessoas, atraídos por seus vícios e pensamentos negativos. Mas só conseguem influenciá-las por causa das fraquezas que ainda conservam.
Os casos de obsessão por espíritos vingativos de outras vidas é raro. O normal é eles reencarnarem na mesma família ou no mesmo círculo de amizade para que tenham oportunidade de resolver suas diferenças.
A vida é perfeita e cuida do progresso de todos de maneira certa, respeitando o ritmo de cada um.
Cartas da Lana
Acontece nas melhores convivências: você erra a mão na intenção de brincar com o amigo ou colega, a piada sai pela culatra e o que visava inspirar risadas mútuas acaba gerando mágoa e constrangimento. Mas, calma, o dano não precisa ser irreparável! Duas regrinhas básicas de bom-senso podem desanuviar um bocado o cenário. Primeira: um pedido de desculpas – imediato, claro e sincero – por parte do autor do “gracejo”. Nada de desculpas esfarrapadas pelo acontecido, pois elas, sim, tornam o erro imperdoável. Segunda: boa vontade por parte da criatura ofendida, no sentido de confiar que o outro errou sem intenção. Isso significa resistir à fortíssima – e compreensível – tentação de revidar a ofensa. Requer entender que o mal-estar por ter errado já é punição suficiente. Fácil? Nem um pouco! Mas vale o esforço, pois ele preservará a intimidade para futuras brincadeiras. E essas, sim, regadas a boas gargalhadas. Beijos enormes…
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Cartas da Lana
Quarta-feira (8), 17 h. Via messenger, mato saudades do meu doce amigo Zé Diniz. Ele conta das sessões de quimioterapia – aos 31 anos, recebeu, há três semanas, o diagnóstico de câncer – e me faz… rir! “Ontem levei doces para a sessão. Distribuí em troca de beijos e abraços. Hoje, pus música no celular, dancei e outros dois doentes me acompanharam”. Emocionada, digo que a alma dele irá curar seu corpo e, de quebra, aliviar a dor dos que o cercam. Ele lamenta a ausência disso no mundo: aproximação, sorriso, gestos que celebrem o estar vivo… e junto! Lembro-me, então, da “cumadi” Jana dizendo que todos que passam pela nossa vida levam algo de nós e deixam algo de si, tenham estado conosco por 30 minutos ou 30 anos. Tratemos, então, de compartilhar o nosso melhor – sobretudo nas situações extremas. Vamos curar mutuamente nossa carne, mente e coração. Nós temos esse poder. Né, Zé? Beijos enormes!
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Cartas da Lana
Ah, a polêmica que esta carta renderá na minha família… Tias, tios, primos, primas e cia. gastarão hoooras imaginando: “Aposto que ela escreveu isso por causa daquilo”, dirá um. “Que nada, ela está se referindo a fulana”, retrucará outro. E, juntos, conseguirão ler entrelinhas (inexistentes!) com criatividade digna de Walt Disney. Bobagem! Este texto tem por único objetivo render sincera devoção, admiração e respeito à família. Mais do que isso: externar meu orgulho de dever a ela o que trago de mais sólido e valoroso em mim. Porém, aprendi que vivenciar essa relação de forma saudável exige certa distância. Estar por perto para fazer parte, mas sem se impregnar. Valorizar os risos em comum e relevar os dramas – tão comuns! Fazer ouvidos moucos quando o papo do almoço de domingo descamba para a fofoca. Descomplicar, sabe? Pois é com essa galera que a gente conta PRA VALER quando o bicho pega! Beijos enormes…
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Zíbia e você
“O que acontece com os espíritos malvados – assassinos e por aí vai – quando desencarnam?”
Andradina Rodrigues, São Paulo, SP
Não é preciso desencarnar para lidar com as consequências. Em novembro passado, recebi carta de um presidiário. Ele dizia literalmente: ‘Matei algumas pessoas por que elas estavam me enchendo o saco. Agora, estão à minha volta, me atormentando. Ora eu as vejo como vultos escuros, ora claramente, me dizendo que vão acabar comigo. E não me deixam dormir, não tenho paz. Não aguento mais! Um colega me emprestou um livro da senhora. Sei que entende dessas coisas e peço que me ajude. Afaste esses espíritos!’
Na carta, ele não se mostrou nem um pouco arrependido do que fez. Só desejava afastar os desafetos e ficar bem. O que eu ou alguém poderia fazer para ajudar? Ele tentou ‘se libertar’ de quem o incomodava, apelando para a violência, sem saber que a vida continua e assim, eles, depois da morte do corpo, poderiam continuar a atormentá-lo ainda mais.
Claro que esses Espíritos, ao se entregarem à vingança, escolheram o pior caminho – dessa forma, poderão prolongar essa situação que ambos estão alimentando por muitos anos. Enquanto uma das partes não entender que a violência não resolve nenhum problema, poderão passar várias encarnações se digladiando. Até que um desista da vingança, abra-se ao entendimento, enxergue os próprios erros e deseje melhorar.
O ideal seria ambas as partes terem essa abertura. Pois, quando apenas um lado melhora, essa pessoa progride. Já aquele que segue com a violência como lema, continuará sendo ‘justiçado’ – não mais pelo antigo desafeto, mas pela maldade de outros sob a mesma crença.
Vale entender que a violência não está apenas na agressão física. A maldade pode ser muito cruel e infelicitar não só os que a praticam e ficam sujeitos a suportar o peso da maldade do mundo, mas também aqueles que, embora não queiram ser maldosos, dão grande importância à maldade alheia, magoando-se, tornando-se vulneráveis diante das energias ruins. Quem agride a natureza, destruindo pessoas, animais, depredando os bens que por direito natural pertencem a todos, está agindo contra a vida, sendo maldoso e, certamente, pagará caro por isso.
Por isso, esforce-se para ser alguém que atua em favor da vida. Respeite o bem-estar geral; não invada o espaço alheio; aceite as diferenças, participe do progresso coletivo tornando-se útil; procure fazer o seu melhor, alimentando os verdadeiros valores espírituais. Isso tudo lhe trará, além dos benefícios da inclusão social, a proteção divina, a conquista da paz interior. Pois gostar ou não de uma pessoa pode ser resultado de como você a olha. Não se deixe impressionar pelo que os outros lhe disseram sobre ela.
Procure ser imparcial e observar seus sentimentos a respeito. Dê valor à sua intuição – ela sempre sabe o que é melhor. Registre o que sente. Se for um aperto no peito, cuidado. Fique alerta e observe melhor. Mas se sentir um a sensação gostosa, de prazer, alegria e bem-estar, então saiba que esse ser possui mais lados positivos do que ruins.
Trate de entender que cada um é como é e dá o que tem. Assim, o melhor é ficar na real e não alimentar expectativas muito grandes a respeito do comportamento dos outros, principalmente quando se trata de pessoa da qual você gosta. Não esqueça de que o ser humano – incluindo você! –, por melhor se seja, tem lados positivos e pontos fracos.
Cartas da Lana
Frases iniciadas com as palavras-título deste texto costumam nos vir à boca - ou ouvidos - quando constatado um mal-entendido (bem como as quase sempre desastrosas conseqüências dele). Tipo o churrasco de fim de ano, que por pouco não acaba em salada, pois ninguém levou acendedor de carvão para o sítio que, claro, fica no meio do nada! Haja ‘mas eu pensei que fulano iria trazer…’ No caso da churrascada, nada tão grave.
Mas e um mal-entendido numa questão de trabalho ou saúde, por exemplo? Baita risco de danos, às vezes, irreversíveis! Culpa da correria diária, que nos rouba até das conversas imprescindíveis. Mas também culpa nossa, que, ora por preguiça, ora por presunção, adoramos pressupor que o outro levará o acendedor, que o chefe lembrará daquela consulta que você marcou há dois meses, que a amiga entendeu bem o ponto de encontro combinado. Cansada de bater a cabeça e de ver gente querida fazer o mesmo, proponho que sejamos mais ‘perguntadoras’. Não precisamos virar chatas que querem tudo nos mínimos detalhes. Mas nos detalhes que fazem a diferença, sim!
Beijos enormes…
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Cartas da Lana
Conviver - em qualquer grau! - demanda negociar. Repense o seu dia e perceberá as dezenas de pequenos tratos cotidianos que firma com quem a cerca. Desde o simples – eu lavo a louça e você enxuga - até o complexo - aqui começa a sua liberdade e termina a minha – . E para acordos razoáveis não há escapatória, colega: todos os envolvidos precisam estar dispostos a, em algum ponto, ceder pelo outro. Opa, mas ceder implica em aceitar não fazer as coisas do seu jeito, certo? Pronto, chegamos ao ponto no qual a raça humana empaca e apela para a comodista mania de definir como personalidade aquilo que é comportamento. Aí, haja gente alegando que se recusa a lavar a louça por não CONSEGUIR fazê-lo quando, na verdade, não GOSTA da tarefa. Ou seja, escondem-se atrás do “eu sou assim, fazer o quê?” por saber que personalidade não muda. Daí ser “pertinente” esperarmos que os outros se esforcem em aprender a lidar com a nossa. Já o comportamento pode ser alterado. Mas exige esforço e nem todos estão dispostos, mesmo sendo em prol de ser uma pessoa melhor. Para a gente ler, pensar e MUDAR. Beijos enormes…
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Zíbia e você
Informação, sim, pessimismo, não!
Por Redação Viva!Mais postado em 04/11/2008 às 16h17
Diante de tantas notícias ruins que circulam por toda parte, muitas delas repetidas à exaustão pela mídia, o pessimismo toma conta da maioria das pessoas. Elas se impressionam com o sensacionalismo daqueles que, a pretexto de informar, esmiuçam detalhes dos fatos, explorando-os ao máximo.
A liberdade de informação é válida, mas o exagero de parte dos informantes não se justifica. Espalhar energias negativas veicula o mal e não beneficia ninguém.
Dia desses, uma senhora ligou no meu programa na rádio Mundial para me pedir ajuda. Seu filho, de mais de 20 anos de idade, acompanhou o infeliz seqüestro da menina Eloá e suas trágicas conseqüências. Ele se fixou no caso, leu todos os jornais, assistiu a todos os programas de TV e só falava nesse assunto, como se sua própria vida se resumisse apenas a esse fato.
Quando o mãe o advertia que, agindo assim, poderia captar energias negativas,ele alegava que, como não acreditava em nada nem em Deus , não corria perigo! Só que chegou um momento em que ele começou a passar mal. Dizia que sentia odor de morte e que parecia que havia chegado a hora dele. Ela me perguntou o que poderia fazer para ajudá-lo.
Essa foi uma pergunta difícil. O rapaz, descrente, deve ter se impressionado com os fatos. Por conta disso, passou a fazer críticas, dar opiniões de como o caso deveria ser resolvido etc. Assim como ele, outras pessoas devem ter criado formas de pensamento negativo, de agitação e de lembranças de outros acontecimentos trágicos. Isso atraiu muitos espíritos justiceiros. Integrantes de uma falange astral nada disposta a esperar que a vida responda aos fatos, eles desejam fazer justiça com as próprias mãos.
Felizmente, só conseguem envolver quem entra no negativismo, facilitando o assédio. O rapaz cuja mãe me procurou ligou-se voluntariamente a tudo isso, captando energias ruins que desequilibraram seu corpo físico e causaram mal-estar. Dele se aproximaram espíritos vingativos que, ao reviver as tragédias de suas vidas, fizeram o rapaz sentir a proximidade da morte e do mal.
Quando há um espírito ligado ao nosso psiquismo, nós sentimos o que ele sente como se fosse nosso próprio espírito. Apenas quem conhece bem a mediunidade pode diferenciar essas interferências e libertar-se delas. Em tais circunstâncias, só pude responder à minha ouvinte que não adiantaria ela explicar todos esses fato e pedir que ele buscasse ajuda especializada num centro espírita. Ele não aceitaria! Essas ações poderiam até mesmo deixá-lo pior, pois os espíritos que o assediaram não aprovariam sua busca por ajuda. Afinal de contas, isso o afastaria deles, o que eles não querem, pois estão aproveitando as energias do rapaz para alcançar seus objetivos.
O que pode funcionar nesse caso é a mãe elevar seu espírito na ligação com Deus. Quando ela sentir que está recebendo energias boas, deve mentalizar o filho com amor, mandando-lhe pensamentos de alegria e luz.
Não estou dizendo que devemos ignorar os fatos ruins que acontecem. Podemos tomar conhecimento, acompanhar os fatos, mas sem entrar na perturbação. A vida tem razões que desconhecemos e, se Deus permite certos acontecimentos, é porque eles vão contribuir para o amadurecimento dos envolvidos. Nós não temos elementos para julgar nada nem ninguém.
Só enxergamos o mundo aparente e ignoramos os fatos que dão origem a esses acontecimentos. Diante de um mal que não podemos evitar, vamos procurar manter o equilíbrio confiando na sabedoria da vida.
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Cartas da Lana
Vivemos a era do tudo ao mesmo tempo e do todo mundo agora. Que atire a primeira pedra quem nunca trabalhou no computador enquanto falava com a amiga no messenger e atendia o pai no telefone… Ou quem jamais marcou um cinema com amigos de turmas distintas só para matar duas saudades numa sessão só. E nada de errado nisso: ora, de que outro jeito daríamos conta dos compromissos e pessoas que espremem cada vez mais nossos horários? Porém, prudência nessa otimização de tempo, pois em certos momentos somar pode significar subtrair. Sobretudo, na vida a dois. O nome, aliás, já diz tudo… Claaaro, levar ao pé da letra seria um radicalismo que empobreceria a convivência do casal. Mas é preciso delimitar um espaço cotidiano sagrado ao qual só você e o seu par tenham acesso. Um instante ou situação no qual nutram-se um do outro, sem interferência. Tanto faz se narrando fatos banais, dilemas profundos ou num silêncio cúmplice: o importante é exercitarem, sem interferência de terceiros, a conexão que transforma dois em um só. Para assim, inteiros, poderem voltar a se dividir com os outros. Beijos enormes…
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Padre Juarez de Castro
Apresenta programas de TV e rádio, já lançou quatro discos e é autor do livro As Chaves da Perseverança (Ed. Lua de papel/Leya).
Zíbia Gasparetto
Autora de livros psicografados que se tornaram best-sellers e colunista da Viva! Mais, é uma das escritoras mais lidas no País.
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