Padre Juarez de Castro
Todo rio nasce de uma fonte pequenina e sem muita expressão. Um olho d’água, como se diz. Fraquinho, tímido e aparentemente sem força, aquele córrego nascente guarda dentro de si um grande desejo: ser um rio caudaloso e gigante e, quem sabe, tornar-se mar. Quem vê não imagina que ele possa crescer tanto. Mas esse rio guarda dentro de si a vontade, a determinação e a certeza de que nada o impedirá de se tornar um rio volumoso. E assim ele se une a outros veios de água, empresta sua força e usa a generosidade dos outros. Aos poucos, cresce até se tornar um rio propriamente dito.
Esse rio até poderia se acomodar e ficar quietinho em seu leito. Mas rio que é rio não se contenta em ser somente rio. Rio que se preza quer ser mar e não se acomoda, corre veloz em busca de mais águas e forças para se tornar grande. E quanto maior fica, mais aumenta seu desejo de ser mar e corre em direção ao seu objetivo. Passa por planícies, escava pedras dos caminhos, passa por entre montes que tentam desviar seu rumo, invade a várzea que tenta limitar seu curso. Afinal, rio quer ser mar e não vai se contentar em ser somente rio. Depois de percorrer caminhos longos e ultrapassar barreiras e desafios, o rio contempla o mar pois foi para isso que nasceu. Ao alcançá-lo, o rio se reinventa e se torna mar com o mar. Deixou de ser rio, deixou de ser aquele olhinho d’água para se tornar mar sem fim.
Houve pedras no caminho e ele passou por cima. Surgiram obstáculos, até fizeram uma barragem para ser gerada energia elétrica tentando conter o rio e seu desejo de ser mar, mas ele foi mais forte e ultrapassou também essa barreira. Houve quem tentasse desviar seu curso, mas ele não aceitou – afinal, queria ser mar. Tanto quis que venceu e se tornou mar. Venceu porque não permitiu que ninguém impedisse seu sonho. Venceu porque olhou o mar e desejou-o. E, com essa meta, teve forças para se colocar acima dos problemas que surgiram. E você? Também não quer ser mar?
Você não nasceu para ser riozinho, você nasceu para mais, você deve ser mar! Não aceite que destruam seus sonhos. Muito menos que desviem você de seu projeto. Olhe lá na frente o que você deseja e busque com determinação. Você irá encontrar desafios, obstáculos e, assim como o rio, tentarão fazer uma barreira para conter seus sonhos. Vão lhe chamar de maluco e dirão que você sonha demais. Mas foi isso que pensaram do rio que queria ser mar. Não fique triste. Não se contente com pouco e nem com migalhas. Deus criou você para a abundância e para o melhor. Querer ficar com pouco é matar seu sonho de ser mar. Não dê ouvidos às pessoas que querem desanimá-lo nem escute conselhos que façam você recuar. Sonhe! Sonhe com o mar que há de ser. Busque vencer as dificuldades e os problemas do dia a dia com a certeza que você conseguirá, pois como dizia Jesus: “Só quem persevera é que alcança a vitória”.
Padre Juarez de Castro
O filho chega da escola com muitos exercícios de matemática para resolver. O pai entra em casa com inúmeras atribulações que trouxe do trabalho. A mãe, com tantos outros conflitos, passou a tarde inteira com um montão de tarefas para cumprir.
Mais tarde, o filho sabe que deve estudar e fazer todas as lições de casa. Então, após quebrar a cabeça sozinho, pede ao pai que o ajude resolver um problema. O pai olha e nota que se trata de uma operação simples, mas também sabe que ensinar a resolver a questão levará muito tempo. Então, vai pelo caminho mais curto. “Me dê o seu caderno e eu faço para você”, pede ao pequeno. E, achando que está ajudando, resolve todos os problemas. Assim, volta mais rapidamente à sua confortável poltrona diante da televisão. O filho, por sua vez, se dá por satisfeito com a comodidade de ter alguém para fazer sua tarefa escolar. O que ele não sabe: a vida não é feita de questões matemáticas, mas de dilemas reais que precisam de nossa audácia e força de vontade para superá-los.
Definitivamente, esse não é um pai exemplar. Pois bom mesmo não é quem soluciona nossos problemas, mas quem fica ao nosso lado para que nós mesmos possamos resolvê-los. Esse pai não permite que o filho cresça e amadureça para a vida, pois o mantém infantil e até incapaz de desenvolver a coragem de caminhar com as próprias pernas.
Possivelmente, muitos de nós se relaciona com Deus como essa criança. Afinal, acreditamos que Ele deva acabar com todos os nossos conflitos. Assim, lavamos as mãos e, diante de situações difíceis, nos pomos a rezar por verdadeiros milagres. Esquecemos-nos, porém, que o milagre não é uma via de mão única. Ou seja, não vem apenas do alto. Para que ele aconteça é necessário fazer nossa parte também. Assim, Deus fará a dele. Péssima notícia para quem, sem mover uma palha, espera que seus problemas sejam resolvidos: Deus ajuda quem se ajuda. E sabe porque Ele não soluciona nossos dramas? Oras, se o fizesse, estaria agindo como o tal pai de nossa historinha, privando-nos do crescimento e do amadurecimento.
O bom chefe de família não entrega nada de mão beijada para o filho, mas fica ao seu lado para que busque as respostas. O nosso Deus é este Pai bondoso que não nos desampara, mas que também não fará por nós nada que a gente precise fazer por conta própria para evoluir. Afinal, ele bem sabe que se resolver todos os nossos problemas nos acomodaremos e seremos eternas crianças mimadas que não se contentam com nada. Ele permanece ao nosso lado nos momentos de penúria e dor. Nos vales sombrios, caminha conosco e nos faz fortes para carregar qualquer cruz.
Certa vez, Jesus chegou diante da sogra de Pedro que ardia em febre. Então, aproximou-se dela, estendeu sua mão e a ajudou a levantar. Guarde em seu coração estes três gestos: aproxime-se (deixe Jesus chegar perto de você), estenda as mãos (as mãos Dele estão em sua direção, apresse-se em tocá-la) e, finalmente, levante-se (Jesus não ergue aquela mulher, mas ajudou-a a subir). Enfim, a presença de Deus e seu toque auxiliam quem necessita se levantar. Mas lembre-se: Ele quer ajudar você a se reerguer. Então, faça a sua parte e ponha-se de pé! Acredite, a parte Dele será cumprida com certeza.
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Aline Barros
“Às vezes, sinto vontade de sumir. Tenho depressão e síndrome do pânico. Não consigo manter um emprego ou parar de fumar. Por medo de me decepcionar de novo, evito me aproximar das pessoas. E, por mais que deseje servir a Deus, o desânimo não deixa. Tudo isso me faz lembrar de uma vez em que caminhava pela rua e decidi entrar em uma igreja. O pastor veio diretamente ao meu encontro e disse-me que, quando eu estava no ventre de minha mãe, um inimigo rogou uma praga de que nada daria certo em minha vida e nunca seria feliz. Antes de ser evangélica, também consultei uma cartomante, que repetiu o mesmo. Aline, será realmente possível Deus se esquecer de alguém?” Adélia
Amada Adélia, quero lhe contar a história de José, filho de Jacó. Ele era um homem escolhido por Deus. Passou por situações tão difíceis que poderiam tê-lo feito desistir de todos os desejos, abandonar a família, desacreditar da vida e até pensar que o Senhor não estava preocupado ou sequer atento a ele. José, porém, fez diferente. Apesar de ter sido traído pelos irmãos, dado como morto para os pais, vendido como escravo e ser prisioneiro do rei, permaneceu crendo que seus sonhos vinham de Deus e que se concretizariam. Mesmo em lutas, seguiu fiel a Deus e, por isso, foi duplamente honrado – pelos homens e pelo próprio Senhor, tornando-se o governador de um grande reino, com sabedoria e autoridade.
A vida de José deve nos lembrar: Deus nunca se esquece de nós, que somos seus filhos e fiéis a Ele em tudo. Nosso referencial maior sempre deve ser Jesus, que nunca desiste de ninguém, mesmo as pessoas sendo tão complicadas com os pensamentos a respeito de si mesmas. A cada dia, nossa mente nos força a acreditar mais no natural e no humano. Muitas vezes acabamos traindo o Senhor por algo insignificante e passageiro e até deixamos de valorizar Jesus por tudo que o Ele fez e faz para nós.
Temos de recordar sempre que, até Sua volta para buscar a igreja fiel, seremos aperfeiçoados por Ele. Seu infinito amor é maior que todos os nossos problemas. Muitas vezes somos nós quem nos afastamos Dele e pensamos absurdos. Mas Ele continua de braços abertos para nos receber e dar todo o carinho, força e amor que precisamos para romper com nossa história e, então, construir com Cristo uma muito melhor.
Depois de tudo o que José passou, ele aprendeu a valorizar muitas coisas e certamente amadureceu.
Adélia, você também pode aprender a tirar grandes lições do que viveu até hoje. Não deixe que sua mente fique voltada apenas para o explicável, tentando encontrar respostas racionais. Deus nos ensina que a obediência é especial e poderosa. Ele opera quando nos colocamos na posição de filhos que sabem que o pai terá orientações perfeitas para nossa vida. Não questione, não duvide, não deixe que a falta de fé e o desânimo por conta de tudo o que enfrentou tomem lugar em seu coração. Apenas obedeça a voz d’Aquele que a conhece desde o ventre da sua mãe, que a formou de maneira extraordinária. Não se esqueça: é única e herdeira do maior amor que existe, o de Deus. Que Ele a abençoe.
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Cartas da Lana
A arte de escolher bem as batalhas
Por Redação Viva!Mais postado em 18/10/2011 às 12h20
Minha amiga Inês não aceita situações que lhe pareçam injustas. Incansável, argumenta caminhos para mudar regras/hábitos/ comportamentos.
Porém, fiquei surpresa quando me contou que, num cartório, uma norma sem sentido emperrou um processo fácil de ser resolvido.
Diante da indignação do namorado, ela pediu calma (!) e disse: “Estou aprendendo a escolher as batalhas, pois não posso vencer todas; então, que ao menos vençamos as principais”. Palmas!
Afinal, todo dia, vivemos situações com as quais não concordamos. No entanto, é impossível ter energia e paciência para reverter todas elas.
Assim, que tal se dedicar às que podem mudar sua vida? Não se trata de abrir mão de nada, mas de mantê-la livre para agarrar (e não largar mais!) o que importa.
Beijos enormes…
Zíbia e você
“Como devo lidar com o dinheiro para alcançar prosperidade? Até que ponto ele realmente colabora para a nossa felicidade?”
Débora, por carta
É preconceituoso considerar o dinheiro um mal – ou colocar sob suspeita, sem distinção, todos os ricos. Isso seria confundi-lo com quem usa meios ilícitos para enriquecer, sem se importar em prejudicar os outros.
Ora, quando bem usado, o dinheiro cria progresso, dá dignidade, contribui para a ciência e as artes. Mas nem por isso é responsável pela alegria de ninguém. Pois a felicidade resulta da sabedoria do espírito que cuida do próprio bem-estar, tem bom senso, controla as emoções, enxerga as coisas como elas são e confia na vida.
Uma conquista que cada um precisa fazer por merecer. Achar que ser rico substitui essas qualidades espirituais é uma ilusão. Pois o dinheiro só é positivo quando utilizado para facilitar o bem de todos. Quando um empresário cria empregos, valoriza o trabalho. Ou quando gestores de grandes fortunas destinam recursos para o progresso da saúde, da educação, do meio ambiente, do conhecimento humano.
Nosso espírito ama tudo que é bom, belo, prazeroso, agradável. Não é errado querermos essas coisas, mas obtê-las exige fazermos nossa parte, pois são condicionadas ao nosso progresso espiritual.
Algumas leis da prosperidade: 1) Acreditar que dinheiro é um bem; 2) Crer que merece ser rica; 3) Ficar feliz com o sucesso alheio; 4) Dar graças a qualquer valor que receba; 5) Mentalizar a fartura em sua vida; 6) Ser generosa; 7) Valorizar tudo o que já tem; 8 ) Fazer seu melhor sempre.
Se você quer saber mais, leia o livro Leis Dinâmicas da Prosperidade, de Catherine Ponder, que mudou meus conceitos sobre vários assuntos e abriu minha mente para a prosperidade.
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Zíbia e você
O caminho da cura das doenças graves
Por Redação Viva!Mais postado em 02/11/2010 às 9h59
“Uma pessoa que descobre um câncer terminal traz isso de vidas passadas? É uma escolha feita na hora de reencarnar? Se fizer regressão, o doente pode melhorar e viver mais? Meu ex está com câncer no estômago. Quero ajudá-lo a se curar, pois ele e nossa filha não estão prontos para algo tão grave.”
Ana, por e-mail
O surgimento de uma doença grave sempre é provocado pela necessidade da pessoa rever atitudes e visões de vida. Afinal, diante da possibilidade da morte, valores até então prioritários tornam-se secundários.
Ao nascer na Terra, o espírito traz uma programação divina, baseada no desempenho de outras vidas e nas escolhas do espírito (livre-arbítrio). A colheita dos resultados dessas escolhas é obrigatória e não significa um castigo, mas uma forma de aprender a não seguir determinados caminhos. Embora o espírito já traga desafios dolorosos, a nova vida lhe dará um tempo (uma chance) de fazer isso pela inteligência, anulando parte ou todo sofrimento já programado.
Seu ex pode, sim, vencer a doença e viver muitos anos. Mas terá de dominar o medo e confiar na vida, mesmo quando tudo parece ruim. Este é o caminho da cura: a crença no futuro, a coragem para vencer, a certeza de que o espírito é eterno e a vida continua após a morte. É uma busca que seu marido pode fazer estudando espiritualidade e inspirando-se no exemplo de quem venceu o câncer (são sempre criaturas que aceitaram o tratamento médico sem perder o otimismo e a certeza da cura).
É hora de você, dele e de sua filha se perguntarem o que a vida quer lhes ensinar; hora de mudar conceitos e se apoiar mutuamente. Esquecer as diferenças e buscar o aconchego. É momento do encontro de almas, de estabelecer os laços eternos da amizade e, assim, conquistar uma vida melhor.
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Zíbia e você
Tentar manipular o outro nunca dá certo
Por Redação Viva!Mais postado em 26/10/2010 às 9h30
“Nada na minha vida anda bem. Perdi mamãe há um ano e tenho brigado muito com papai, pois tenho ciúme dele e não quero vê-lo com ninguém. Também perdi um namorado com quem me relacionava há 16 anos – talvez por eu ser ignorante, geniosa… Quem é meu guia espiritual? Posso fazer algo para abrir meus caminhos?”
Ceiviani, por e-mail
Se deseja abrir seus caminhos, sinta o que seu espírito precisa para ser feliz. Você está focada nos problemas, seus pontos fracos e isso traz sofrimento e limita sua vida, impedindo-a de enxergar as coisas boas que possui.
A morte é irreversível, não tem remédio. Se o seu pai desejar refazer a vida afetiva, não há como impedir. O amor entre vocês independe de outras relações que cada um tenha. Ou quando estava namorando você parou de amá-lo?
Deixe cada um seguir seu caminho. Você não sabe qual é o plano divino que o outro tem a cumprir. Manipular as pessoas é competir com as leis da vida e nunca dará certo.
Num lugar sossegado, ligue-se ao seu guia espiritual – sem se preocupar com quem ele é. Peça inspiração para sentir as coisas como elas são. Para abrir seus caminhos, escreva uma lista de suas qualidades e firme o propósito de desenvolvê-las ainda mais. Depois, faça outra lista com seus pontos fracos e olhe-os sem culpa nem medo. Estude-os e procure ir melhorando naturalmente, sem pressa mas com persistência.
Aprenda a controlar suas emoções, a não dramatizar. Não faça nada de que não goste nem exija que os outros façam o que você quer. Cultive o respeito mútuo. Seja agradável, espirituosa, alegre e se tornará a filha que seu pai sempre quis, fortalecendo os laços de amor que os une. Então, estará pronta para atrair o companheiro certo, que a fará muito feliz. Experimente e verá!
Zíbia e você
Como livrar-se dos espíritos doentes
Por Redação Viva!Mais postado em 19/10/2010 às 10h01
“Há alguns anos tenho pesadelos todas as noites. Como eles começaram a atrapalhar minha vida, procurei um neurologista, que me receitou um remédio contra a ansiedade. Agora, pego no sono mais facilmente, mas os pesadelos só ficaram mais longos… O que posso fazer para resolver esse problema?”
Danilo, por e-mail
Seu relato me fez lembrar de fatos que aconteceram comigo quando iniciei a desenvolver a mediunidade. Aos 22 anos, era casada e com dois filhos pequenos. De repente, comecei a sofrer para dormir: tinha pesadelos, acordava de madrugada sem ar, ficava gelada e pálida, com manchas roxas espalhadas pelo corpo. Meu marido insistia que era espiritual, mas eu não acreditava.
Os médicos que procurei diziam que era problema do sistema nervoso e receitavam calmantes. Foram dois anos de sofrimento. Quando aceitei que somos vulneráveis a energias negativas, decidi estudar sobre a vida espiritual e venci a questão. Não quero dizer que seu caso seja igual, mas ou é problema psicológico ou espiritual. A questão psicológica pode resultar de situações mal resolvidas de vidas passadas ou ocorrências atuais que não foram aceitas. Para elas, você deverá ter coragem de analisar e aprender. A ajuda de um psicólogo poderá, sim, ser útil.
Entretanto, se você estiver sofrendo o assédio de um espírito perturbador, nada disso terá efeito. O melhor, portanto, é procurar ajuda espiritual em um centro espírita, fazer uma consulta para descobrir por que ele o está envolvendo – se deseja sugar suas energias, usufruir de sensações físicas ou puni-lo por alguma divergência.
Não se impressione com as sensações dos sonhos. Reze, peça ajuda espiritual, concentre-se. Seu guia espiritual está ao seu lado, mas só poderá agir se você lhe der força. Sozinho, você não tem como resolver todos os seus problemas, mas com Deus você pode tudo e muito mais. Acredite e liberte-se.
Zíbia e você
Como não se deixar afetar pela inveja
Por Redação Viva!Mais postado em 28/09/2010 às 11h04
“Tenho meu próprio negócio e procuro ser o mais simples possível na relação com meus empregados. Pago um preço muito alto por isso: sinto que eles sempre querem se dar bem à minha custa, tentam explorar minha vontade de ajudar o próximo. Dão a entender que o fato de ser bem-sucedido me obriga a ajudá-los. E, mesmo quando o faço, têm inveja de mim, desejam meu mal. Toda a minha vida tem sido assim. Isso me sufoca, rouba meu sono, me deixa de mau humor. Como tirar essas coisas ruins da minha vida?”
Francisco, por e-mail
Ao ler sua carta, fiquei surpresa em perceber como um homem inteligente, capaz de ser independente e de manter um negócio próprio, continua vulnerável à maldade alheia. Você tem a ilusão de que, cedendo ao outro, será aceito e amado. Obriga-se a ajudar as pessoas e espera que lhe retribuam com a mesma atitude. Ao não ter tais expectativas correspondidas, fica com raiva, sente-se usado. A questão é que está agindo por obrigação, para ser visto como bondoso… Ora, o resultado só poderia ser esse: você não é tão bom como tenta parecer, a ajuda não pode ser obrigação. E digo mais: para funcionar, ela precisa ser inteligente.
Se prestar atenção ao que sente, notará que, pelas pessoas, nutre um sentimento particular. Esse sentimento precisa ser analisado e seguido. É ele que determinará quem deve auxiliar ou não. Para tornar essa análise ainda mais eficiente, não dê importância ao negativo. A inveja é admiração invertida. Olhe as pessoas sabendo que, tanto quanto você, possuem qualidades e pontos fracos.
Outra dica: em seus relacionamentos, procure ir mais fundo e perceber o que há por trás das aparências. Uma atitude agressiva de alguém pode ser uma tentativa de encobrir uma situação de risco, uma sensação de fracasso ou até uma forma de chamar atenção. Já um elogio pode disfarçar uma vontade de manipular, de conseguir alguma vantagem, de controlar. Olhe a pessoa e procure sentir as energias que ela exala. Experimente: seu espírito tem como sentir essa realidade. A intuição funciona e nunca se engana.
Ao sentir que alguém tem uma energia ruim, não entre no julgamento para não absorvê-la. É melhor trazer à tona algo positivo e, assim, fazer com que ela se sinta melhor. Nem sempre quem ESTÁ mal É mau. A criatura pode estar deprimida, angustiada, triste… Qualquer pensamento negativo atrai energias doentias. Entretanto, você tem, claro, todo direito de se proteger, de preservar sua integridade e de manter relações de amizade só com quem tem afinidade.
Quanto aos demais, respeite as diferenças, mas mantenha apenas o convívio social. Pois você está onde se põe – eis uma lei da vida. Quem não se valoriza, não é valorizado. Mude isso, ponha-se em primeiro lugar para si mesmo. Valorize suas qualidades. Seja sincero. Sua alma deseja progredir, aparecer, sobressair, ter sucesso em todas as áreas de sua vida. Essa é a verdade que todo ser humano guarda dentro de si.
Fomos criados para evoluir. Dentro de você estão todas as coisas necessárias para progredir. Comece a estudar seu mundo interior, sinta o que vai em seu coração, descubra vocações, sonhos. Não se limite, pense alto. Coloque seu positivismo em ação. Acredite que merece tudo de bom. Acredite que a vida está trabalhando em seu favor. Falta apenas você fazer a parte que lhe cabe para que as coisas comecem a dar certo.
Zíbia e você
Faça por prazer, não por obrigação
Por Redação Viva!Mais postado em 21/09/2010 às 9h07
“Trabalho há cinco anos num supermercado, mas de uns tempos para cá não me sinto bem lá. Bate uma vontade enorme de chorar, um peso nas costas… Estou sempre desanimada! Em certos dias, não tenho ânimo nem para levantar da cama. Minha parte sentimental nunca vai para frente e também brigo muito com meu pai. Enfim, não consigo realizar nenhum dos meus objetivos. O que posso fazer para melhorar minha vida?”
Renata, por e-mail
A causa dos seus problemas está na forma como vê a si mesma e a vida. Dá para perceber que sua análise dos fatos está equivocada. Profissionalmente, por exemplo: você trabalha por obrigação, não sente prazer no que faz. Ora, cada pessoa tem uma vocação que precisa ser respeitada. Você vive fora da realidade quando ignora o imenso potencial que há dentro de si e não acredita que mereça da vida o melhor. Só ao fazê-lo conseguirá obter realização na carreira e sentir prazer em trabalhar.
Seu espírito chora quando você se obriga a fazer algo que não gosta. Outro ponto importante é viver competindo com seu pai sem perceber que, intimamente, é muito parecida com ele. Vocês são espelho um do outro. Os pontos fracos dele irritam você por refletirem os seus! A vida os uniu para que percebam isso e possam melhorar o próprio desempenho. Talvez não concorde comigo, mas não custa examinar a situação, como se estivesse do lado de fora. Você se surpreenderá!
De qualquer forma, além de não resolver, o confronto com seu pai só complica sua vida, pois desequilibra seu sistema nervoso e atrai as energias negativas que estão contribuindo para sua infelicidade. Experimente, então, sair do julgamento maldoso e observar as qualidades que ele tem. Tudo tem vários lados e, ao escolher o melhor, estará modificando completamente a situação. Pode ser, inclusive, que ao mudar sua forma de vê-lo, ele também mude. Se isso não acontecer é por ele ainda não estar maduro para a mudança.
Sabendo que é apenas uma questão de tempo, você não levará tão a sério as atitudes dele, aceitando-as com indiferença. O importante será a SUA mudança, que também transformará sua vida. Afinal, sua maior responsabilidade é cuidar de você em primeiro lugar. Vá para um lugar sossegado, ignore seus pensamentos e sinta o que vai em seu coração. É no sentir que seu espírito se manifesta.
Imagine como gostaria que sua vida fosse, em todos os setores. Pense grande, o máximo de tudo, não tenha medo de sonhar. Acredite que seu espírito é uma manifestação divina, que a luz está dentro de você e que você tem o poder de comandar sua vida. Em sua cabeça surgirão pensamentos de negação. Não lhes dê importância. Eles fazem parte de um condicionamento automatizado de falsas crenças aprendidas, das quais você precisa se livrar. São elas que estão distorcendo a realidade, limitando sua vida. Aos poucos, elas deixarão de se manifestar – basta ser firme nas atitudes positivas.
É hora de tomar consciência de quem realmente é, do que veio fazer neste mundo e de como agir em favor do seu progresso. O momento é de reflexão e de esforço – no sentido de perceber e valorizar o seu melhor. Seja persistente. Peça ajuda ao seu guia espiritual e fique atenta, pois ele vai inspirá-la. Que o “não” e o “sim” sejam condicionados ao que sente. Não se obrigue a fazer nada por obrigação. Valorize-se e será valorizada por todos. Abra-se para vida e conquistará a felicidade!
Padre Juarez de Castro
Apresenta programas de TV e rádio, já lançou quatro discos e é autor do livro As Chaves da Perseverança (Ed. Lua de papel/Leya).
Zíbia Gasparetto
Autora de livros psicografados que se tornaram best-sellers e colunista da Viva! Mais, é uma das escritoras mais lidas no País.
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