Cartas da Lana
Sempre que tiver de voltar à estaca zero
Por Redação Viva!Mais postado em 11/01/2011 às 11h07
… só lhe restarão duas possibilidades: lamentar-se por precisar fazer tudo de novo ou desafiar-se a descobrir formas diferentes – e mais eficientes – de trilhar um mesmo caminho.
Para marcar o X nesta última, e obviamente mais rica opção, a dica é perceber que um passo para trás não precisa significar retrocesso. Mas, sim, uma segunda chance. E quanta gente não daria tudo por uma, hein? Por isso, alegre-se pelas oportunidades de refazer – as opções, as relações, as decisões…
Desconfio seriamente que o recado da vida, nesses casos, não tem nada a ver com ”você fez tudo errado e não aprendeu nada, sua bobinha”. Mas, sim, com ”você tem capacidade de assimilar ainda mais, então, experimente outras vivências, compare, amplie o repertório, sua sortuda!”. Bonito assim.
Beijos enormes…
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Cartas da Lana
Janeiro é o mês das promessas. E das mais variadas – parar de fumar, fazer aquele curso, entrar na calça 38, reconquistar fulano e por aí vai! Todas com um aspecto em comum: o benefício próprio.
Ocorreu-me, então, uma proposta. Que tal incluirmos – entre as determinações de início de ano – a decisão de fazer a diferença na vida de alguém em 2011? Mas não vale pai, mãe, irmãos, filhos ou pessoas a quem nos dedicamos por óbvio amor.
A ideia é identificar uma criatura qualquer que mereça ajuda e, no decorrer do ano, apoiá-la de forma marcante. Não, isso não requer grana, mas três artigos ainda mais luxuosos: tempo, atenção e paciência. A boa notícia é que eles serão necessários em doses muito menores do que você imagina. “Bora” tentar? Afinal, assim como nas promessas tradicionais, o benefício será nosso.
Beijos enormes…
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Zíbia e você
Recebo muitas cartas e e-mails das leitoras. Embora algumas compartilhem conquistas, a maioria pede ajuda para os problemas que não conseguem solucionar. Esperam que eu possa, de alguma forma, auxiliá-las na análise das causas do que lhes acontece, dando-lhes dicas de como resolvê-las. Na expectativa de contribuir, relato minhas experiências.
Faço isso de coração, mas sei que, seja qual for o impasse ou situação, as coisas só mudarão se o indivíduo, lá no fundo do seu ser, de fato quiser. Quase sempre as pessoas colecionam receitas de comportamento. Sabem exatamente o que precisariam fazer para enfrentar os desafios que as afligem. São capazes, inclusive, de dar sábios conselhos aos outros! Porém, continuam apenas analisando, procurando soluções indefinidamente, sem tomar iniciativas efetivas. Agem assim na tentativa de aliviar a própria consciência da culpa que sentem, por não assumirem uma atitude definitiva. Justificam que, ao buscar mais conhecimento – lendo livros, fazendo cursos – estão se preparando, se fortalecendo para cumprir a parte que lhes cabe no processo. Não percebem que mais conhecimento traz mais responsabilidade diante da vida.
Ao escrever, tenho receio de ser repetitiva. Por mais que me esforce em ser original, os problemas são sempre os mesmos – e eu sou forçada a dizer as mesmas coisas! Pois a verdade é o que é e não dá para ignorar as leis universais que nos regem. Escolheu mal, ignorou o bem, desrespeitou o direito dos outros, não deu o seu melhor, não quis aceitar a realidade, preferiu viver na ilusão, não fez sua parte na conquista de uma vida melhor, não usou em seu benefício a inteligência que Deus lhe deu? Vai sofrer muito e ninguém poderá ajudá-la. Nem Deus!
Não adianta rezar, pedir proteção a todos os santos, procurar ajuda psicológica, espiritual, médica e até engajar-se em trabalhos assistenciais. A caridade e a ajuda ao próximo certamente lhe trarão o apoio de muitos amigos, mas não acrescentarão nada à evolução do seu espírito.
A vida age em favor da sua evolução espiritual, mas só trabalha por mérito. Deu-lhe um espírito eterno que precisa se desenvolver e um corpo com inteligência universal para excursionar por este planeta, aprender a lidar com os elementos da natureza e conhecer os valores éticos necessários para contribuir com as forças positivas do universo. Mas para conquistar os benefícios do progresso, cada um tem de fazer sua parte.
A vida vai apertando o cerco para quem está nesse círculo vicioso e se recusa a enfrentá-lo. Quanto mais resistência, mais sofrimento. Ao chegar no fundo do poço, o espírito reage, coloca sua energia no querer de fato mudar.
Você vai esperar que isso lhe aconteça, para assumir sua força, tomar as atitudes que lhe competem, resolver os problemas que se arrastam em sua vida? Vai encarar a verdade como ela é? Vai se colocar em primeiro lugar diante de si mesma e só fazer o que lhe faz bem? Vai acreditar na própria capacidade? Vai olhar a vida com otimismo? Vai olhar tudo com os olhos do seu espírito? Você sabe o que precisa fazer.
Espero ter respondido a muitas leitoras. Estou sendo sincera. Não se iludam. Ao cultivar a verdade, vocês acabarão descobrindo que ela é o caminho que leva à conquista da felicidade, do progresso e da luz.
Zíbia e você
Como não se deixar afetar pela inveja
Por Redação Viva!Mais postado em 28/09/2010 às 11h04
“Tenho meu próprio negócio e procuro ser o mais simples possível na relação com meus empregados. Pago um preço muito alto por isso: sinto que eles sempre querem se dar bem à minha custa, tentam explorar minha vontade de ajudar o próximo. Dão a entender que o fato de ser bem-sucedido me obriga a ajudá-los. E, mesmo quando o faço, têm inveja de mim, desejam meu mal. Toda a minha vida tem sido assim. Isso me sufoca, rouba meu sono, me deixa de mau humor. Como tirar essas coisas ruins da minha vida?”
Francisco, por e-mail
Ao ler sua carta, fiquei surpresa em perceber como um homem inteligente, capaz de ser independente e de manter um negócio próprio, continua vulnerável à maldade alheia. Você tem a ilusão de que, cedendo ao outro, será aceito e amado. Obriga-se a ajudar as pessoas e espera que lhe retribuam com a mesma atitude. Ao não ter tais expectativas correspondidas, fica com raiva, sente-se usado. A questão é que está agindo por obrigação, para ser visto como bondoso… Ora, o resultado só poderia ser esse: você não é tão bom como tenta parecer, a ajuda não pode ser obrigação. E digo mais: para funcionar, ela precisa ser inteligente.
Se prestar atenção ao que sente, notará que, pelas pessoas, nutre um sentimento particular. Esse sentimento precisa ser analisado e seguido. É ele que determinará quem deve auxiliar ou não. Para tornar essa análise ainda mais eficiente, não dê importância ao negativo. A inveja é admiração invertida. Olhe as pessoas sabendo que, tanto quanto você, possuem qualidades e pontos fracos.
Outra dica: em seus relacionamentos, procure ir mais fundo e perceber o que há por trás das aparências. Uma atitude agressiva de alguém pode ser uma tentativa de encobrir uma situação de risco, uma sensação de fracasso ou até uma forma de chamar atenção. Já um elogio pode disfarçar uma vontade de manipular, de conseguir alguma vantagem, de controlar. Olhe a pessoa e procure sentir as energias que ela exala. Experimente: seu espírito tem como sentir essa realidade. A intuição funciona e nunca se engana.
Ao sentir que alguém tem uma energia ruim, não entre no julgamento para não absorvê-la. É melhor trazer à tona algo positivo e, assim, fazer com que ela se sinta melhor. Nem sempre quem ESTÁ mal É mau. A criatura pode estar deprimida, angustiada, triste… Qualquer pensamento negativo atrai energias doentias. Entretanto, você tem, claro, todo direito de se proteger, de preservar sua integridade e de manter relações de amizade só com quem tem afinidade.
Quanto aos demais, respeite as diferenças, mas mantenha apenas o convívio social. Pois você está onde se põe – eis uma lei da vida. Quem não se valoriza, não é valorizado. Mude isso, ponha-se em primeiro lugar para si mesmo. Valorize suas qualidades. Seja sincero. Sua alma deseja progredir, aparecer, sobressair, ter sucesso em todas as áreas de sua vida. Essa é a verdade que todo ser humano guarda dentro de si.
Fomos criados para evoluir. Dentro de você estão todas as coisas necessárias para progredir. Comece a estudar seu mundo interior, sinta o que vai em seu coração, descubra vocações, sonhos. Não se limite, pense alto. Coloque seu positivismo em ação. Acredite que merece tudo de bom. Acredite que a vida está trabalhando em seu favor. Falta apenas você fazer a parte que lhe cabe para que as coisas comecem a dar certo.
Zíbia e você
Para você construir uma vida nova
Por Redação Viva!Mais postado em 10/08/2010 às 13h24
“Sou casada há nove anos, sete dos quais vivendo uma vida infeliz, sufocada. Sobretudo quando meu marido me procura. Não suporto que me toque, meus nervos ficam à flor da pele, como se estivesse sendo violentada por um estranho. Após o ato sinto ódio dele, vontade de me matar. Não consigo controlar, chego a rasgar minhas camisolas de raiva, parece que vou explodir. Sinto enorme tristeza, choro por nada, estou desempregada e sem ânimo de procurar emprego. Estou doente ou é algo que posso resolver? Por favor, me ajude!”
Foristina, por carta
Você não precisa manter uma situação que a infelicita a ponto de fazê-la querer acabar com a própria vida. Como fugir do problema só irá torná-lo maior, vale analisar o cenário e encará-lo de frente. Na carta, você menciona que seu marido “usa palavras que a magoam e o amor entre vocês acabou”. Um antigo ditado diz: quem dá vinagre à sua mulher, jamais beberá o mel de seus lábios.
Por que não tenta uma conversa sincera com seu marido, dizendo-lhe o quanto as palavras dele ferem você? Não sei se ele, de fato, tem passado dos limites, sendo maldoso e leviano, ou se você é muito suscetível e está exagerando… Quando a procura, seu marido já deve ter percebido sua rejeição. Será que ao dizer-lhe ofensas não estará expressando também sua raiva? Fora isso, é comum a mulher criar muitas expectativas sobre o parceiro, imaginando como gostaria que ele agisse. Porém, ela “se esquece” disso, esperando que o outro adivinhe. Daí se ressentir quando ele age de forma diferente. Será esse o seu caso? Tudo isso só você poderá descobrir.
O que nos remete, de novo, ao ponto: somente ao expor seus sentimentos poderá obter uma visão mais clara do problema. Fora isso, fique atenta, observe os fatos. Não dramatize como está fazendo. Analise seus sentimentos íntimos e sinta o que lhe traz bem-estar. Firme o propósito de cuidar de você e da sua felicidade em primeiro lugar. Mas não confunda essa responsabilidade com egoísmo. Assumir o controle da própria vida, construir a própria felicidade é o sagrado objetivo que viemos buscar neste mundo.
Seu espírito quer brilhar, realizar os projetos que veio para fazer. Só assim você será feliz. Portanto, reaja com coragem. Pense que, se for o caso, você pode acabar com esse casamento quando quiser e construir uma vida completamente nova. Você é dona de sua vida. Mas para tomar a melhor decisão, precisa estar convicta do que deseja. Saia da ociosidade. Você fica o tempo todo remoendo seus temores, colecionando problemas, alimentando sua raiva e sua depressão.
Você não está doente, está viciada em atitudes negativas. Criou um automatismo que a faz olhar tudo pelo lado pior. Mude o enfoque. Enriqueça seu conhecimento, faça um curso, abra novos caminhos, procure ocupar-se, preparar-se para ter um emprego satisfatório. Há muitas vagas disponíveis, mas elas são para pessoas bem qualificadas e, sobretudo, emocionalmente equilibradas. Ao se apresentar, essas figuras têm boas energias e são aceitas. A troca energética revela o que cada um pensa e é. Quem não estiver bem será rejeitada.
Você tem o poder de enfrentar os problemas e vencê-los. Mas precisa descobrir o que precisa mudar e aprender como obter o que quer. Terá que querer de fato, ser paciente, insistir no melhor, persistir em jogar fora os pensamentos depressivos, plantar escolhas mais positivas. Ser melhor para obter o melhor. Experimente e verá!
Zíbia e você
Você deve vir em primeiro lugar
Por Redação Viva!Mais postado em 24/05/2010 às 14h41
“Por que será que tudo na minha vida é sempre tão complicado? Tenho 74 anos e meu primeiro marido morreu novo. O segundo desapareceu após 22 anos de convivência. Perdi um filho de enfarte aos 35 anos e os netos do meu caçula me tratam mal. Ando doente e deprimida. Preciso de um conselho seu.”
Rosalinda da Silva, Minas Gerais
Você chegou aos 74 anos de idade de uma vida de muita dedicação à família e esperou que eles retribuíssem, tratando-a com respeito e consideração. Mas isso não aconteceu. Agora, se sente injustiçada e ferida em seus sentimentos.
Ao analisar os desafios que a vida lhe trouxe, dá para perceber que, como tantas mulheres, ao se dedicar aos parentes, esqueceu-se de si mesma. Você entrou no papel da mãe que tem obrigação de fazer todos os filhos felizes e se sacrificou para conseguir isso. Essa é uma ilusão que custa muito caro.
Por mais que nos sacrifiquemos, não temos o poder de mudar a programação que a vida traçou para cada um de nós. Entrar no papel de mãe e – projetar nos filhos suas ilusões – distorce a realidade. Você não sabe como eles são: apenas os vê como gostaria que fossem. Dessa forma, não consegue entrar na intimidade de cada um e construir um vínculo verdadeiro de amor e cumplicidade.
Como mãe, o que funciona é não colocar muitas expectativas no desempenho deles. É melhor deixar a imaginação de lado e tentar descobrir a verdade. Outra dica: observe as tendências – boas ou não! – de cada um e tente orientá-los no bem, passando seus valores éticos e espirituais. É o que pode fazer e o que a vida espera de você agora.
Só conquista tais objetivos quem assume a responsabilidade de cuidar primeiro de si e de melhorar seus conhecimentos. Essas atitudes só ajudam a controlar nossos pontos fracos.
Lembre-se: para dar é preciso ter, por isso, a conquista do bem-estar interior deve vir sempre em primeiro lugar. Como você não se deu o devido valor, os outros não a valorizaram. Seu companheiro foi embora depois de 22 anos de convivência porque se cansou de viver com uma pessoa deprimida e triste. Os filhos e os netos não a respeitam porque você também não se respeita e só faz o que os outros querem.
Amiga, você sempre foi passiva, nunca mostrou opinião própria que a posicionasse diante dos problemas de acordo com seus sentimentos. Não a estou criticando, mas apenas quero que perceba a verdade e que mude suas atitudes. Você pode!
Tente olhar a vida de uma forma mais alegre. Comece a cultivar as coisas simples e pequenas, como apreciar uma boa música, uma comida gostosa, um livro. Melhore sua aparência e lembre-se dos bons momentos da sua juventude. Mude as atitudes.
Quando não puder elogiar, fique calada. Nunca mais se lamente. Pelo contrário: observe as coisas boas e agradeça. Arranje amigas e saia com elas. Há muitas senhoras da sua idade que vão dançar, namorar e fazer tudo que têm direito.Você está viva! Aproveite e procure ser feliz.
Guarde em sua memória apenas os momentos bons das pessoas com as quais conviveu. Deixe a dor do passado ir embora e, finalmente, jogue fora suas mágoas. As pessoas começarão a mudar a maneira de tratá-la, passarão a respeitá-la e sentirão prazer em sua companhia. Estou torcendo para que você reaja!
Experimente mudar, expressar o que sente e acreditar que, apesar do que passou, ainda pode e merece ser feliz. Gostaria que me escrevesse para contar o que conseguiu após tudo o que lhe disse. Boa sorte!
Zíbia e você
Receita infalível para dores de amor
Por Redação Viva!Mais postado em 26/04/2010 às 15h32
“Tenho um bebê de 3 meses e meu marido me deixou. Disse não me amar mais. Não consigo aceitar o fim. Eu o amo demais, pedi para voltar, ele não quer. Não me matei por causa do meu filho. Gostaria de esquecer esse amor, resolver minha vida e voltar a ser feliz. Você pode me ajudar?”
Bruna Flor, Recife (PE)
Ao ler sua carta, senti que você se recusa a abandonar o seu “sonho de amor”. Como muitas moças, imaginou seu parceiro ideal. Pôs nele qualidades especiais… Mas esqueceu-se de enxergá-lo como ele é. Por esse motivo não houve entre você e seu marido uma ligação de alma, verdadeira, capaz de criar laços e uni-los para sempre. Ao conhecê-la é possível que ele também tenha esperado encontrar em você a companheira perfeita, de seus sonhos. Por isso, quando pede para voltar e ele responde que o relacionamento não daria mais certo, demonstra ter se desiludido. Porém, ao querer ser seu amigo, ampará-la e ao filho, o rapaz prova estar ciente da responsabilidade assumida. Busca ser um homem de bem e ter maturidade.
Você diz que já fez de tudo: rezou, pediu, apelou para macumba e nada resolveu. Alega que a cada dia fica pior. Claro: não adianta insistir numa ligação que nunca chegou a ser verdadeira. A desilusão é a visita da verdade. Dói, mas passa. Aceite a separação, não se machuque mais. Pare de se acreditar incapaz de ter outro alguém e construir com ele algo verdadeiro. Você pode até pedir ajuda psicológica ou espiritual em um centro espírita, mas só vai conseguir bom resultado quando tomar em seu coração a decisão de mudar sua forma de se posicionar diante dessa dura experiência.
Reaja, ajude-se! Vá para o quarto disposta a acabar com a tristeza. Ponha o despertador para tocar depois de meia hora. Enquanto o tempo passa, sente-se, pense em tudo o que aconteceu em seu casamento e chore. Chore mesmo, do fundo da alma! Quando o relógio despertar, enxugue o rosto e prometa-se nunca mais chorar por esse motivo. Em seguida, comece a se cuidar muito. Arrume-se com capricho, mude o penteado, melhore a aparência. Enfeite sua casa com flores. Lembre-se dos momentos felizes. Ouça música, cante, dance. Seu filho tem o direito de viver em um lar onde haja vibrações de alegria. Pense no bem-estar dele.
Com o tempo, perceberá que acabar essa relação foi a melhor coisa que lhe aconteceu. Poderá, inclusive, ser amiga do ex-marido com sinceridade. Quando chegar a esse ponto, estará pronta para pensar em outro relacionamento. Desta vez, porém, evite jogar suas expectativas sobre o parceiro. Seja verdadeira, diga sempre o que sente. Analise as atitudes dele e, ao notar algo que a desagrade, não tente enganar-se pensando que depois do casamento ele vai mudar. Tal ilusão tem custado caro a muitas pessoas.
Seja honesta. Proteja seu bem-estar. Se notar que ele tem atitudes que desaprova, não hesite em acabar com a relação. Para amar é preciso admirar. Quem ama deseja o bem do ser amado, respeita sua individualidade, não invade nem se deixa invadir. Eis o segredo de uma união onde a cumplicidade alimenta o espírito, traz paz e alegria.
Se você, leitora, está passando por uma situação parecida com a de Bruna, pense em tudo que escrevi. Não seja dramática. Não sofra mais do que o necessário. Mas lembre-se que o sofrimento está respondendo às suas atitudes. Mude o enfoque para melhor e tudo também mudará.
Zíbia e você
Uma canção para recuperar a alegria
Por Redação Viva!Mais postado em 06/04/2010 às 15h54
Às vezes, quando estou fazendo trabalhos domésticos, ouço algumas canções muito bonitas vindas do astral. Foi num dia em que me sentia muito triste que ouvi uma linda música. Uma orquestra maravilhosa tocava e repetia a letra para que eu a decorasse. Foi uma emoção muito forte. E, confesso: após essa experiência, sempre que algo me aborrece eu entoo a canção e recupero a alegria.
Hoje eu me lembrei dela e me dei conta de como suas palavras calham bem com o momento que as pessoas vivem. Não tenho como mostrar-lhes a melodia, mas aí vai a letra:
Olha, como é bela a manhã,
Com o Sol no horizonte a brilhar…
Sente o perfume das flores
Evolando suave, no ar…
Sente a beleza da noite,
Estendendo seu manto estelar
E a Lua, tão silente e pura,
Do alto tangendo as ondar do mar…
Olha a beleza da chuva
Arrancando da Terra semente da vida,
Veja esses brotos tão verdes
Onde havia somente
Raiz ressequida.
Sente a grandeza de ser
De viver e de poder amar…
E apaga esse inverno cinzento
Do fundo do olhar!
Do olhar!
Essa foi a forma delicada, expressiva e muito eficiente que meus amigos espirituais encontraram de chamar minha atenção para a grandeza da vida e sua perfeição. Pois nós nos envolvemos com facilidade nos problemas do dia a dia – seja por ainda não termos maturidade para examinarmos os fatos como eles são ou por eles serem diferentes do que planejamos. Resultado? Mergulhamos na queixa, na mágoa, e nos deprimimos.
A depressão tira o prazer de viver; tudo perde o encanto, a cor – e se torna inexpressivo. É como se o tempo parasse e nada mais tivesse importância ou motivação. A vida se torna um fardo pesado, difícil de carregar, e a desesperança acaba abrindo as portas para doenças, traz sofrimento e dor. Muitas pessoas vivem nesse patamar!
Não permita que isso aconteça a você! Não se envolva com as tristezas ao seu redor como se fossem suas. Não assuma a dor alheia. Você não precisa disso! Porém, se não há nada a fazer, jogue fora as energias negativas que poderão se alojar em sua aura, tornando-se um elemento nocivo. Elas criarão em seu subconsciente uma crença de que o mundo é cruel e que a dor é a única realidade.
Isso não é verdade. Acredite, há uma força superior, amorosa e perfeita comandando o Universo. Nós somos seus filhos amados e estamos aqui para aprender a viver melhor.
Temos dentro de nós todos os elementos necessários para vencer nessa trajetória e regressarmos, mais experientes e felizes, à vida espiritual. Entretanto, a conquista da felicidade tem um preço que teremos de pagar. A evolução se processa por mérito. É preciso aprender a lidar com as forças da vida e posicionar-se de forma adequada.
Enquanto não conquistarmos essa sabedoria, sofreremos as consequências da nossa ignorância. Pense nisso e reaja. Eu gostaria muito que você pudesse ouvir a canção do astral que eu ouvi.
Não tenho como conseguir isso, mas você pode pedir que seus amigos espirituais a mostrem a você. E então, como eu, você talvez possa entrar em sintonia com a grandeza da vida e sair de vez da tristeza, sentindo o prazer da alegria no coração. É o que lhe desejo com carinho.
Zíbia e você
Não deixe que tirem a sua energia
Por Redação Viva!Mais postado em 22/03/2010 às 16h17
Todos sabemos da preferência da mídia em priorizar os fatos dramáticos, repetindo detalhes desnecessários. Já reclamei algumas vezes desse sensacionalismo, mas hoje quero falar do outro lado dos jornalistas.
Quero falar dos comunicadores que têm como objetivo distribuir conhecimento, entrevistando especialistas credenciados, que abrem nosso entendimento e nos ajudam a ter uma vida melhor.
Pode-se aprender muito lendo uma revista como esta. Mas é necessário experimentar o que ela ensina para saber se funciona. E o leitor só põe em prática o que lê quando acredita. Quantas coisas você deixou de aproveitar simplesmente por não experimentar?
Tenho falado aqui sobre o sexto sentido e relatado minhas experiências no trato com as energias que nos rodeiam e as leis cósmicas que regem a vida. Quando a sensibilidade abre, fica difícil manter o próprio equilíbrio.
Muitos procuram “fechar o corpo” utilizando-se de rituais e magias. Mas o que funciona mesmo é o controle dos pensamentos habituais que são frutos de nossas crenças. Eles nos sintonizam com as energias em volta de nós.
Além de jogar fora as falsas crenças nas quais acreditamos e sermos verdadeiros em nossas atitudes, é preciso ter um cuidado especial: proteger-nos dos vampiros energéticos, que querem sugar nossa energia.
São aquelas pessoas com as quais convivemos no dia a dia, sempre carentes, queixosas, infelizes, reclamando de tudo, olhando a vida de forma negativa. Elas desfiam as tragédias e colecionam problemas sem solução. Ao despejar sobre você todo esse negativismo, sentem-se aliviadas. Claro: ao fazerem isso, dividem com você o peso que carregavam – e sugam suas energias vitais. Resultado: enquanto elas se vão aliviadas, você fica um lixo.
Foi-nos ensinado que os outros estão em primeiro lugar e que todos nós precisamos ajudar o próximo. Esse princípio é realmente lindo, mas, na prática, pode nos prejudicar, porque parte de uma premissa equivocada.
Diante das leis da vida, a primeira responsabilidade que temos é cuidar do nosso equilíbrio (físico, mental e espiritual). Afinal, estamos no mundo para evoluir – e todas as forças que nos rodeiam atuam nesse sentido. Quando nos omitimos, agimos contra a natureza, destruímos nossa vitalidade, o que acaba criando um campo energético favorável às doenças e às situações de fracasso.
A segunda responsabilidade é ser útil, contribuir para a evolução da sociedade e das pessoas. Mas só conseguimos bons resultados nesse assunto quando estamos bem. E, para isso, necessitamos preservar nosso equilíbrio.
No nível emocional e espiritual que estamos, não é fácil chegar a essa conquista, uma vez que cultivamos pontos fracos que facilitam a sintonia com o mal. No entanto, sempre será melhor insistir no bem – ainda que com eventuais recaídas – do que estar sempre se sentindo mal.
A ligação com os espíritos de luz, a prece, o esforço para manter pensamentos otimistas – esse é o caminho. Quando alguém com energia ruim se aproximar de você querendo desabafar (e despejar um monte de queixas), em vez de encorajá-la e bancar o bom ouvinte, procure inverter o tom da conversa. Conte algo otimista, elogie uma qualidade dela.
Se essa pessoa for da família, mesmo antes de ela começar a falar, ignore a cara triste e faça um elogio, conte uma piada, tente algo positivo. Assim, estará dando a ela a chance de melhorar e conservar o próprio equilíbrio.
Lembre-se: para dar é preciso ter. Para ter é preciso conquistar. E só conquista quem conhece o caminho e sabe como fazer para ter. Não se omita. Experimente!
Zíbia e você
Está na hora de preservar a Terra
Por Redação Viva!Mais postado em 26/01/2010 às 17h49
Apesar de todas as previsões favoráveis feitas pelos místicos para este ano, ele começou com tragédias provocadas por chuvas impiedosas, que derrubaram pontes e casas, deixando famílias desabrigadas e matando pessoas. Seria isso fatalidade ou descuido nosso?
As constantes agressões humanas contra o ecossistema nos mostram que se trata mesmo de uma reação natural das forças que comandam o equilíbrio do planeta em busca de restauração. Muitos ainda não perceberam que o planeta tem vida e leis naturais que o sustentam e tornam possível nossa sobrevivência aqui. Destruí-las significa derrubar nossa casa, nos deixar impotentes e sem meios para subsistir.
Talvez a recente destruição que assistimos seja um recado, uma premonição. O objetivo? Nos fazer aprender a preservar a casa que nos acolhe, que nos oferece desde o corpo físico – e nos possibilita interagir neste mundo – aos alimentos, o ar que respiramos e suas belezas naturais.
Nosso povo é solidário e sempre ajuda as pessoas atingidas. Já as autoridades prometem interferir para que essas tragédias não aconteçam novamente. Mas eu acredito que só vamos obter êxito com tal questão se a população fizer a sua parte. Infelizmente, é comum vermos muito lixo jogado nas ruas por moradores, que, na sua ignorância, depredam telefones, pontos de ônibus, monumentos, etc. Pense em quanto dinheiro – aliás, o nosso dinheiro – é gasto pelas prefeituras para manter as cidades limpas e todos os serviços públicos funcionando corretamente.
Mas como podemos impedir que pessoas inescrupulosas joguem entulho em várzeas ou que construam casas em lugares impróprios e as vendam, provocando alagamentos? Acho que a maior razão desse problema é a educação. As pessoas agem assim porque ignoram a extensão do mal que fazem. Certa vez, eu e meu filho, Luiz Antonio, estávamos em Paris, numa tarde de verão, caminhando por um bairro residencial, observando a bela arquitetura das casas. Um homem muito elegante andava adiante de nós. Vimos que, de repente, ele parou perto do jardim de uma casa, onde havia uma trepadeira florida, cujo galho se alongava para fora. Achamos que ele iria apanhar as flores. Mas ele segurou delicadamente o galho e o encaixou no arbusto. Depois, continuou andando calmamente. Era bem educado e sabia respeitar a natureza.
Tal comportamento nos faz perceber a boa educação que as pessoas demonstram nos países desenvolvidos, atitude que os ajuda a construir uma vida muito melhor. Estou certa de que só vamos conseguir melhorar nosso padrão social se dermos prioridade aos projetos educacionais. Afinal de contas, a ignorância é a causa de todos os males.
Toda pessoa deseja ser feliz e fazer o melhor. Se escolhe o mal é porque não sabe como conseguir o que quer: a infelicidade é consequência da ignorância. Em compensação, a pessoa informada e esclarecida, que assume a responsabilidade por sua vida, sabe que os equipamentos públicos beneficiam todo mundo se forem preservados.
Educar nosso povo é um longo caminho a percorrer, mas é o único possível para transformar nossa sociedade em algo melhor, tornando-a mais justa e mais feliz. Apesar do sofrimento dos acontecimentos da última passagem de ano, vamos olhar com otimismo para o nosso futuro. Eu convido todos os leitores desta revista para uma cruzada contra a ignorância. Vamos ler, estudar, divulgar boas ideias e passar adiante o que aprendemos. O universo vai agradecer abençoando a todos nós.
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Padre Juarez de Castro
Apresenta programas de TV e rádio, já lançou quatro discos e é autor do livro As Chaves da Perseverança (Ed. Lua de papel/Leya).
Zíbia Gasparetto
Autora de livros psicografados que se tornaram best-sellers e colunista da Viva! Mais, é uma das escritoras mais lidas no País.
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