Cartas da Lana
Quer “prender” alguém a você? Dê-lhe liberdade! Que a criatura – seja o amado, a filha, a amiga… – veja o mundo; que crie repertório para comparar o que tem ao seu lado. Pois se vocês partilham de um encontro genuíno, ela se reconhecerá mais no aqui do que no acolá.
Acredite: afetos verdadeiros NUNCA são fruto de relações baseadas em posse ou qualquer controle que o valha. Amor vem da identificação e da admiração, sentimentos que não se pode forjar nem forçar.
Deixe de lado esse medo de perder, menina! Só se perde aquilo que se tem e você só saberá que é “gente sua de verdade” aqueles que foram e voltaram, que vão e vêm pelas próprias pernas, pelas próprias saudades, pelos próprios desejos. E não pelas suas ordens ou cobranças. Coragem, vale a pena!
Beijos enormes…
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Cartas da Lana
Adepta nata do bom humor como política de vida, dou meu braço a torcer: às vezes, a irritabilidade ataca num grau incontrolável. Não há exercício de respiração, jogo do contente ou saldo bancário positivo que dê jeito. E aí, colega… se não pode vencê-lo, junte-se a ele. Até porque resistir só acarretaria um desgaste a mais. Portanto, entregue-se!
Nada ao ponto de sair por aí em surtos de grosseria, mas permita-se ficar na sua. Fale e ouça o menos possível. Cumpra apenas os compromissos inadiáveis. Não se culpe pela rabugice – é termporária!
Aceite-se, respeite-se. Será um baita treino de autoestima às avessas. Afinal, é preciso estar muito certa do próprio valor para não se preocupar em maquiar, um dia, as chatices à mostra. Beijos enormes…
Cartas da Lana
Dia desses, uma amiga se queixava que o ex/atual/ sei-lá-o-quê estava irado: vira uma troca de e-mails profissionais entre ela e outro ex. Indignada, minha “cumadi” bradava contra a “cobrança descabida”. Até que perguntei: “E se fosse o contrário?!”
Após duas ou três gaguejadas, ela se rendeu, entre sem graça e contrariada: “Pois é… Eu faria o mesmo!”. Falta muito isso, sabe? Nas relações a dois e no mundo: falta criar o hábito de se pôr no lugar do outro. Não a ponto de tolerar sem limites, mas de dar o devido desconto, de ser compreensiva com pertinência. Aí, sacaríamos tanto as maravilhas quanto os horrores do outro, sem por isso deixar de amá-lo, admirá-lo e respeitá-lo.
Diminuiriam as camas repartidas, os muros erguidos, as guerras declaradas! “Bora” tentar?
Beijos enormes…
Cartas da Lana
Tudo o que é bom muda – e vice-versa!
Por Redação Viva!Mais postado em 24/05/2010 às 14h16
Meio comodismo, meio medo do novo – que soa sempre algo ameaçador. Por isso, com certo frio na barriga, anuncio a repaginação de algumas seções da VIVA!. Sim, porque o que é bom pode e DEVE ser melhorado! Mas iremos aos poucos, pois, como diz o texto Filtro Solar, “a direção é mais importante do que a velocidade”.
Nesta edição, portanto, você já nota a diferença na página de abertura, que ganhou o nome de Papo & Diversão, e na Tudo de Bom… e Barato!. Leia, delicie-se e, sobretudo, diga o que achou! Critique, sugira! Pois as melhores transformações acontecem quando feitas a muitas mãos. Daí contarmos tanto com as suas! Beijos enormes…
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Cartas da Lana
“Muitas vezes, nossa compreensão gera hábitos que nos punem depois.” A frase do meu irmão Douglas define com exatidão uma grande ironia da vida. Afinal, ser tolerante – ato nobre, do bem – nos afeta negativamente quando alimenta, naqueles que nos rodeiam, comportamentos que sabemos prejudiciais (a eles mesmos, a nós, a terceiros…).
E, ainda assim, mantemo-nos benevolentes, à espera de que a criatura faça bom uso da nossa paciência. Ou seja, que valha-se dela apenas pelo tempo suficiente para amadurecer e deixar de lado as posturas que nos exigem compreensivas.
Aí vem a má notícia, colega: seja por caráter, incapacidade ou por você não dar limites, poucos têm essa consideração/gratidão.
Olho-vivo nos presenteados com sua indulgência; que ela seja concedida na medida – e numa via de mão dupla. Senão, cultivará em quem ama hábitos que esgotarão sua tolerância e, por tabela, sua paz. Beijos enormes…
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Cartas da Lana
Quando o "homem" da casa usa saia
Por Redação Viva!Mais postado em 28/09/2009 às 16h06
Vida a dois é coisa delicada de se manter em equilíbrio… Ainda mais nos nossos tempos, quando rígidos tratos sociais de outrora vivem à mercê de inversões antes impensáveis. Uma tem me chamado especial atenção: casais nos quais a mulher exerce papel de mantenedora. Vem dela a maior parte da grana – senão, toda! – que sustenta o lar. Bobagem tentar analisar/julgar as inúmeras possibilidades que levam a isso. O que interessa, aqui, é a parte que nos cabe no rico exercício de manutenção de certos papéis. Sim, pois não é por bancar as contas que você abrirá mão dos seus imprescindíveis momentos de fragilidade e de ser cuidada pelo seu homem! Ora, por que negar a ele o prazer instintivo de lhe proteger? Só que, para isso, há que baixar a guarda, expor-se, pedir colo. Você tem feito isso? Senão, repense já – depois pode ser tarde demais para cobrar! Beijos enormes…
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Cartas da Lana
Acontece nas melhores convivências: você erra a mão na intenção de brincar com o amigo ou colega, a piada sai pela culatra e o que visava inspirar risadas mútuas acaba gerando mágoa e constrangimento. Mas, calma, o dano não precisa ser irreparável! Duas regrinhas básicas de bom-senso podem desanuviar um bocado o cenário. Primeira: um pedido de desculpas – imediato, claro e sincero – por parte do autor do “gracejo”. Nada de desculpas esfarrapadas pelo acontecido, pois elas, sim, tornam o erro imperdoável. Segunda: boa vontade por parte da criatura ofendida, no sentido de confiar que o outro errou sem intenção. Isso significa resistir à fortíssima – e compreensível – tentação de revidar a ofensa. Requer entender que o mal-estar por ter errado já é punição suficiente. Fácil? Nem um pouco! Mas vale o esforço, pois ele preservará a intimidade para futuras brincadeiras. E essas, sim, regadas a boas gargalhadas. Beijos enormes…
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Cartas da Lana
Verdades para a gente viver melhor
Por Redação Viva!Mais postado em 10/08/2009 às 17h17
- O maior erro do ser humano é tentar tirar da cabeça o que não sai do coração
- Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas
- O que assusta não é o brulho das pessoas más, mas o silêncio das pessoas boas
- O prazer de voar começa com o medo de cair
- Para ser feliz por um minuto, vingue-se; para ser feliz toda a vida, perdoe
- Pequenos atos que se executam são melhores que os grandes que apenas se planejam
- Há quem passe pelo bosque e só veja lenha para a fogueira
- Um homem só tem direito de olhar um outro de cima para baixo se for para ajudá-lo a se levantar
- Nunca prometa em uma tarde de sol, o que você não poderá cumprir em uma noite de tempestade
- Não estarei destruindo meus inimigos quando os transformo em amigos?
Beijos enormes…
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Cartas da Lana
Pare de adiá-las, pois elas não admitem ser indefinidamente postergadas e forçar a barra nesse sentido NUNCA as tornará mais fáceis. Pelo contrário, o ato de adiá-las tende a fermentar a capacidade das danadas de nos assombrar. Aí, entra em cena uma cruel proporcionalidade inversa: quanto mais evitamos encará-las, menos nos sentimos capazes de fazê-lo. E haja desperdício de energia ao tentarmos calcular, com 100% de certeza, os desdobramentos de ir por aqui ou por ali… Ora, há mais variáveis entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia. Então, ouça A SUA intuição. Na maioria das vezes, o dilema mal surge e nós já sabemos, instintivamente, o que fazer. Se congelamos não é pela dúvida, mas pelo medo de enfrentar o que é preciso – em vão, pois a vida sempre dá jeito de nos botar no rumo necessário. Ou vamos carregadas ou com nossas próprias pernas. Melhor a segunda opção! Beijos enormes…
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Cartas da Lana
Tirar férias é um tesão! Mas nada que se compare a retomar o batente e confirmar: faço o que amo, com quem adoro e para quem admiro. Em celebração a isso, divido um dos momentos mais marcantes que vivi nos meus dias de descanso. Noite de bate-papo entre amigos. Chega um senhor que alguém da turma conhecia. Reparo na enorme e recente cicatriz que toma o lado esquerdo da sua cabeça. Perguntam como está “depois de tudo o que viveu” . Resposta: “Viveria tudo novo!” Foi a deixa para travarmos uma conversa emocionante. Ele contou do câncer cerebral que o deixou em coma por três dias e da experiência de lembrar de TUDO o que aconteceu ao seu redor. Relatou que, desde que acordou na UTI, seus sentidos (exceto visão) estão potencializados, tanto que seu caso está sendo estudado por uma junta médica! Descobriu novos cheiros, paladares, tatos e – impressionante! – NÃO CONSEGUE MAIS TER RAIVA. Como se fosse pouco, completou: “E quer saber? Eu poderia ter vivido assim a vida toda. Aliás, todos podemos. E, eu garanto, não precisamos de um coma para isso”. Beijos enormes…
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Padre Juarez de Castro
Apresenta programas de TV e rádio, já lançou quatro discos e é autor do livro As Chaves da Perseverança (Ed. Lua de papel/Leya).
Zíbia Gasparetto
Autora de livros psicografados que se tornaram best-sellers e colunista da Viva! Mais, é uma das escritoras mais lidas no País.
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