08 jun

Zíbia e você

Não tome para si as dores alheias

Por Redação Viva!Mais postado em 08/06/2010 às 16h06

Comentários (2)

“Dei o livro Tudo Tem Seu Preço, de sua autoria, para minha mãe. Ela estava lendo no quintal quando uma vizinha começou a insultá-la. Mamãe perdeu a paciência e a agrediu. A mulher chamou o filho, um homem de 1,80 m de altura, que deu um tapa e chutou minha mãe. Resultado: ela quebrou a clavícula. Tive medo de perdê-la, fiquei com muita raiva e até pensei em me vingar, contratando alguém para surrar o tal homem. Aí, me lembrei da mensagem do livro: quando uma violência é retribuída com violência, fica cada vez pior; não termina nesta nem na outra vida. Desisti da ideia, mas agora me sinto medrosa, com raiva de mim mesma. O que fazer?!”

Lílian, por carta

Acreditar que violência resolve é uma ilusão que custa caro. Sua mãe partiu para a agressão e demonstrou que, pelo senso de justiça dela, violência é a solução para a violência. E, pelos seus sentimentos – raiva de si mesma -, você parece concordar com isso.

Na carta, chama a vizinha de encrenqueira. Tudo bem, pode ser verdade. Mas sua mãe complicou ainda mais a situação, transformando uma pequena implicância num desentendimento grave. Ora, segundo a lei da atração, agressão atrai agressão. Quando isso acontece, fatalmente acaba mal!

Só tem paz quem investe e acredita na paz. Quem pensa como guerreira, sempre atrai inimigo. Será que as forças espirituais que cuidam da sua evolução lhe deram como mãe uma guerreira para que você avaliasse como a guerra é negativa e escolher um rumo melhor para si mesma?

Você fala sobre sentir-se medrosa. Cuidado, o orgulho é mau conselheiro. Sua mãe poderia simplesmente não ter dado ouvidos à vizinha e continuado a ler. Sem resposta, a outra teria ido embora e tudo terminaria ali. Não era momento de tentar dialogar com uma pessoa que estava fora de si. Mais tarde, quando sentisse oportunidade, seria o caso de procurar um entendimento. Só que, para isso, sua mãe precisaria ter a coragem de ser humilde! Por isso sua mãe está colhendo o que plantou.

O triste desfecho da agressão e da fratura são produto de maneiras equivocadas de pensar e de agir. Diante disso tudo, seria melhor você não assumir responsabilidade pela situação sobre a qual ela é a responsável. Saiba ficar na sua, não tome para si dores e consequências alheias. Pois a realidade o que as pessoas vivem hoje é resultado de suas crenças passadas, não têm a ver apenas com o presente.

Muito mais inteligente é você aprender com a lição do que se passa à sua volta para melhorar sua própria vida. Pois, mesmo quando os outros fazem más escolhas, há como tirar boas lições das opções deles. Pense, portanto, qual tipo de trajetória deseja ter. Quer acabar na situação da sua mãe ou prefere ter muitos amigos, estar cercada de pessoas que deem o melhor delas e verdadeiramente a respeite? Então, comece a investir em padrões que atrairão isso.

A vida trabalha nos favorecendo o tempo todo. Mesmo quando achamos que não, ela está criando situações de aprendizagem e desenvolvimento. Nada acontece de graça, embora precisemos nos esforçar para aprender. Tudo tem seu preço! Você é saudável, inteligente e culta. Assuma seu lugar neste mundo. Diga o que sente e não faça nada que não queira. Perceba o lado bom que já possui em sua personalidade. Faça contato com seu eu interior, ilumine-se e viva muito melhor.

Aline Barros

A pastora lançou 29 CDs, 6 DVDs e o livro Fé e Paixão (ed. Thomas Nelson Brasil).

Padre Juarez de Castro

Apresenta programas de TV e rádio, já lançou quatro discos e é autor do livro As Chaves da Perseverança (Ed. Lua de papel/Leya).

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Comentários (2) em "Não tome para si as dores alheias"

  1. Raquel de Sousa disse:

    Zibia soa sua fã,adoro o jeito como encara a vida amo seus livros já li quaze todos,acredito no espiritismo, mais depois que conheci a sua existência me ajudou muito nas minhas duvidas e aumentou a minha fé,obrigado.Gostaria muito de exclarecer uma historia que aconteceu comigo a 12 anos atrás,fui criada por minha avó,que foi a referência de mãe que eu tive eramos muito ligadas,mais aconteceram varias coixas na nossa familia e tenho certeza que minha avó se foi mais rápido por desgosto e tristeza,fiquei muito triste e inconformada pois achei que minha mãe e minha tia filhas delas não sentiram sua ausencia tanto quanto eu, eu a amava e a amo até hoje.Fiquei com a certidão de óbito dela guardada comigo e a outra ficou com minha mãe,nós não moravamos na mesma casa eu guardava meus documentos numa caixa de sapato dentro do armario,e algumas semanas depois de sua morte precisei pegar um documento e encontrei a certidão molhada so na parte que estava com escrita,achei estranho pois não tinha como molhar dentro do armário,principalmente só um papal,coloquei em cima da comoda para secar e guardei novamente,quando fui olhar a caixa em outra ocasião lá estava a certidão molhada novamente comecei a achar estranho ,falei com meu marido,e com as pessoas da casa pois na epoca morava com meus sogros e cunhados todos ficaram assustados coloquei para secar,secou,mais no dia seguinte amanheceu molhada conclusão procurei ajuda em igreja pois nessa epoca não frenquentava centro espirita ainda me aconcelharam a rezar uma missa ,pois me diseram que ela por ser muito ligada a mim talvez estivesse pedindo ajuda,teve a missa mas não adiantou fiquei desesperada e a certidão já estava se disfazendo de tanto molhar e secar até que resolvi plastificar na papelaria com medo de desfazer foi então que nunca mais molhou,e atéhoje não sei o real motivo.Com sua experiencia ajude-me a entender o que pode ter acontecido. espero retorno fique com Deus.

  2. Manuela Alencar disse:

    gostaria muito de escrever para a ziabia como faço? por favor me mandem o endereço.
    Grata