Fina Estampa, Novelas, Televisão
Gente, há pessoas que não se sentem bem sendo escaladas para lugares de destaque, ser a primeira da fila. Eu jamais seria chefe, preciso de alguém que assuma a liderança. Sou ótima do segundo lugar em diante! Essa conversinha de cerca Lourenço é para dizer que assim vejo Lília Cabral em Fina Estampa. Já vi trabalhos excepcionais dessa magnífica atriz, mas não era ela quem encabeçava o elenco.
Aliás, uma pergunta: por que Lília Cabral encabeça o elenco, se quem toma conta da novela é Christiane Torloni, com aquela personagem desconstruída, até rainha de não sei quanto ou da chatice que já deu no meu saquinho!?
Fica clara a preferência do autor pela referida atriz, que reafirmo, nunca foi dona da minha simpatia. Nunca essa senhora interpretou um personagem que ficasse na minha memória.
Mas, voltando à talentosíssima Lília Cabral, ela já começou a novela com dúvida. Não senti a firmeza de sempre. Ela assumiu o macacão e as botas com reservas. Quando ficou rica, também vacilou – e o texto da novela é que lhe compete isso. É vazio. Sem a força que o personagem merece! Dá a impressão que o autor não está interessado em uma mulher simples, lutadora. Parece-me que é mais do seu agrado a fútil, chata, mau-caráter da Tereza Cristina. Porque, através dela, o autor pode dar vazão àquilo que para ele parece ter mais valor, que é o caráter dela. Ou seja, joias, pratarias, cristais, últimos lançamentos de Paris e um criado gay tratado como escravo. Continuo encantada com o talento de Lília Cabral, mas nessa novela Fina Estampa… Não sei…
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Fina Estampa
Em “Fina Estampa”, personagem rica revela que, na verdade, tem origem pobre. Ai, que sono…
Gente, estou indignada e não sei se vou conseguir transmitir minha revolta. Sentimos quanto o preconceito é odioso quando ele bate à nossa porta. Explico: quando começou “Fina Estampa”, escrevi sobre a minha não simpatia por Aguinaldo Silva. Não gosto do texto dele. Vou levar cacetada, mas lá vai: acho que ele tem uma cabeça velha!
Não é questão de idade. Manoel Carlos, por exemplo, tem 80 anos e suas novelas têm o frescor da juventude! E a gota d’água da minha revolta foi o ridículo capítulo que revela o grande segredo da chatíssima, malcriadíssima Tereza Cristina (Christiane Torloni), que deixou de ser Buarque Siqueira por ser filha adotiva!!! Esta é a hora que um palavrão iria muito bem! O senhor Aguinaldo Silva alimenta preconceitos! Curioso, pois ele deveria lutar contra. Por ser gay assumido, ele sabe o quanto dói a rejeição pela ignorância.
A sociedade hipócrita que incentiva a adoção é a mesma que depois rejeita o adotado como sendo cidadão de segunda. E não bastasse, uma novela de grande audiência mostra um personagem desequilibrado, voltado para o mal porque foi adotado e não tem nome tradicional!
A choradeira que se instalou foi tão ridícula que senti vergonha de ver o espetáculo de quinta. Não há dúvida: a Rede Globo está fazendo muita concessão para essa nova “classe média”. E assim, temos um gay massacrado por uma mulher detestável; uma negra na cozinha; e uma adotada que tem vergonha de ser filha de uma mulher que foi empregada doméstica. E estamos na época do politicamente correto! Valha-me Deus!!!
Fina Estampa
Na novela “Fina Estampa”, mãe biológica quer entrar na justiça para obter a guarda da filha
Gente, esse admirável mundo novo cada vez mais solicita da gente uma postura nunca antes imaginada. A evolução científica, então, é assustadora! Já há algum tempo temos mãe de aluguel. Paga-se a “estadia” do bebê no útero de outra mulher e a mãe biológica assiste a gestação do lado de fora! Uma vez e outra o caldo entorna e temos um barraco jurídico.
É o que acontece na novela “Fina Estampa”. No caso de Esther (Julia Lemmertz), o filho não é dela. Biologicamente é de quem fez a doação do esperma e do óvulo. Esther é somente uma barriga de aluguel, só que em proveito próprio. Claro, assume o bebê como seu filho.
Cara leitora, que confusão!!! E mais: Bia (Monique Alfradique), a doadora dos óvulos, descobre que a doutora Danielle (Renata Sorrah) inseminou Esther com o óvulo retirado dela e o sêmen de seu namorado já morto. Parece apelação de novela mexicana, mas são os tempos modernos. E é interessante o autor levantar a possibilidade de o doador descobrir a origem do receptor.
Agora pergunto, cara leitora: quem é a mãe? Esther, que carregou no ventre não legítimo pela genética? Ou Bia, que é a mãe biológica? Bia vai recorrer à justiça pedindo a guarda de sua filha… Filha? A minha cabeça dá um nó!
É difícil tomar uma posição a favor de uma das mães. Se não me falha a memória, e, cá entre nós, vem falhando muito, nos Estados Unidos já houve uma batalha jurídica igual e parece que o juiz decidiu pela mãe natural. Quer saber, colega? Vou dar uma de antiga: estou com saudade do tempo em que o homem não brincava de ser Deus!
Televisão
Apesar do grande avanço tecnológico e científico, a sociedade parece retroceder
Gente, sei que o velho mundo acabou ou está nos últimos suspiros. Sem ser saudosista, o passado é minha história e não posso jogar fora. Não estou gostando desse tal mundo novo e me assusta esse povo que chega e toma controle! É tudo surreal!
Um grande avanço da ciência e toda a tecnologia, e um retrocesso no comportamento humano! Nunca vi o mundo emburrecer assim! Estou com a boca cheia de teia de aranha por não achar quem fale minha linguagem, que queira trocar dores e alegrias.
Hoje, neste mundo idiotizado, é proibido sofrer, tem que rir, curtir, estar numa boa, beber, aplaudir “celebridades” vazias. Veja você, minha cara
leitora, o exemplo da jovem Luiza que viveu seus 15 minutos de fama por uma tolice que nem vale repetir! Meu Deus!!! Vejo companheiros de profissão se rendendo à mediocridade. Quando não à mediocridade, correndo atrás do dinheiro como se o mundo fosse acabar!
A dimensão que alcançou o tal “estupro” foi inconcebível!!! Todos os jornais e revistas, todos os noticiários de TV e até o Jornal Nacional deram um destaqueabsurdo para um fato que nem existiu e, me perdoem as feministas de plantão, se é que ainda existem, mas não tenho respeito nenhum por mulher vulgar, que desmaia de tanto beber!
Não tenho simpatia por mulheres que rebaixam o feminino. E Pedro Bial que me perdoe, mas ele entrou na idade do lobo e está bem inconveniente. Qual é essade chamar a turma de “heróis” e as minas de “rainhas”? Vamos combinar, tá na hora de dar nome aos bois: bagaceiras!!!
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Fina Estampa, Variedades
É difícil ver o fim do preconceito
Por Redação AnaMaria postado em 25/01/2012 às 16h52
Gente, tá tudo muito bom, tá tudo muito bonito, porque agora todo mundo é politicamente correto, ninguém é preconceituoso, negros e gays são recebidos socialmente com flores e beijos! Mas vamos combinar que tudo isso é uma grande farsa, que todo mundo acha o Crô (Marcelo Serrado), de Fina Estampa, uma gracinha, mas ninguém o quer como parente. Na vida real as máscaras caem.
Você acha que não? O jogador de futebol Richarlyson estava para ser contratado pelo Palmeiras. Pois bem, a torcida se recusa a aceitá-lo porque corre à boca pequena, muito provável calúnia, que ele seria gay. A torcida promete que, se ele for contratado, gritará no jogo: “Bicha, bicha, bicha!”.
Outra história “edificante” de extinção de preconceito: pedi a um amigo (daqueles que a gente chama de irmão) que me levasse a um shopping. Lá fomos, conversando e, distraídos, não prestamos atenção em qual andar paramos o carro.
Fizemos uma pequena confusão, não conseguimos encontrá-lo e ficamos procurando pelo estacionamento. Até que um segurança, com desconfiança e certa dureza, nos abordou “perguntando” se podia nos ajudar em alguma coisa. Estranhei porque frequento esse shopping há anos.
Amigos de minha filha já tiveram objetos roubados no carro e nunca apareceu nenhum segurança querendo ajudar. Mas, de repente, eu fiquei tão envergonhada que precisei segurar as lágrimas. Esse meu amigo é negro. Felizmente, ele não percebeu ou já está tão acostumado que não dói mais! Mas, tá tudo muito bom, tá tudo muito bonito…
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A Vida da Gente
Gente, infelizmente os seres humanos alimentam a ilusão. Temos horror em lidar com a realidade.
Ilusão é o que os hindus chamam de maia. Ou seja, não existe, é da nossa mente. Quando se diz “retirar os véus do maia” quer dizer que estamos evoluindo a caminho da realidade, nos livrando da paixão e começando a sentir o verdadeiro amor. Estamos longe desse amadurecimento espiritual. Vejamos: leio em revistas de TV que o telespectador torce para que Ana (Fernanda Vasconcellos) fique com Rodrigo (Rafael Cardoso) na novela A Vida da Gente.
Dizem que é lindo o “amor” e eu pergunto: se não tivesse acontecido o acidente, se Ana não tivesse ficado em coma por quatro anos, grávida e adolescente, os dois sem nenhuma condição financeira, tempos depois, com uma criança nos braços, será que o “amor” aguentaria? Diz o ditado: casa que não tem pão, todos gritam sem razão! E Ana ainda cogitou doar o bebê.
O que Ana e Rodrigo sentiram ou sentem um pelo outro é paixão, uma doença. Apaixonados são como viciados em droga! O amor nesse triângulo tem nome, Manuela (Marjorie Estiano).
Eu reconheço o amoroso por sua generosidade, por compartilhar tudo com o amado, por aplainar as arestas com suavidade, sugerir delicadamente todas as possibilidades. Manuela, com ética absoluta, não atropelou ninguém, não traiu, não roubou nada de ninguém. Só deixou brotar um sentimento sem cobranças, espontâneo, que mudou a vida do tonto do Rodrigo. Ana é paixão, Manuela é amor. Quem o insípido Rodrigo escolherá?
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Televisão
Gente, li recentemente uma entrevista que William Bonner, editor chefe e apresentador do Jornal Nacional, concedeu a uma revista, em que ele dizia que a idade é uma merda!
Reclamando dos cabelos brancos, das dores no corpo, o desabafo do Bonner me levou a escrever esta coluna, passando para minha cara leitora o peso que os jornalistas que trabalham na TV carregam. Principalmente no caso de Bonner, que acumula dupla função. Você não tem ideia do estresse que é preparar um telejornal. É impossível passar para o papel a loucura que é fechar uma edição todos os dias e levar ao ar sem o mínimo deslize. E, de sua boca, saírem notícias terríveis.
Fátima Bernardes deixou o Jornal Nacional após 14 anos de bancada. Quatorze anos que, se fossem pesquisados, foram 95% de notícias ruins. Seja na mídia escrita ou na televisão, a mentalidade é que o pior vende mais e dá maior audiência. A culpa é do público que dá prioridade para desgraça, mas, é mais ou menos como quem nasceu primeiro, a galinha ou o ovo. O povo reclama da notícia e o jornalista, do público. O emocional do apresentador fica destroçado!
Se você pensa, cara leitora, que dia após dia, vomitar a sujeira do mundo não atinge o jornalista, tá enganada! Eu sinto o cansaço de William, quando, sem perceber, ele curva os ombros. Eu não queria estar na pele dele. Me lembro dele quando era meu colega, ambos trabalhávamos na Globo SP, nos encontrávamos na maquiagem, sempre lindo, jovem, alegre, feliz, que não podia nem pensar que um dia diria: “A idade é uma merda”.
Aquele Beijo, Novelas, Televisão
Eu não caio na história adolescente que a camisinha estourou. Eles sabem o que fazem!
Gente, assistindo à novela Aquele Beijo, de Miguel Falabella, ouvi a seguinte frase de Camila (Fernanda Souza): “Se ouvir esse bebê chorar outra vez, me atiro da janela”. O bebê é o filho dela, recém-nascido. Casou grávida, queria “ser mãe”, afinal, as amigas já estão com bebê no colo. E gravidez é moda!
Mas quando nasce o bebê, que é gente, e não boneca, quando esgoela à noite, tem dor de barriga por meses, o bico do seio fica rachado e dói quando o bebê suga e quando a realidade traz uma porção de coisas difíceis, então ela não quer mais brincar de casinha. De preferência, terceiriza para a mãe… dela.
Não sou de passar a mão na cabeça de adolescente que engravida “porque a camisinha estourou”. Ou então, o clássico, “ele pediu uma prova de amor, transamos sem camisinha”. Sinto se você não concorda, mas não acho que engravidem por falta de orientação. A maioria sabe o que está fazendo.
Iniciei minha vida sexual com 15 anos, há 61 anos, e sabia o que estava fazendo. É bom que se diga que naquela época não tínhamos um meio de comunicação que nos orientasse (a não ser o rádio). E para o parceiro comprar camisinha era uma aventura, o farmacêutico olhava com um olhar desaprovador.
Não passo a mão na cabeça porque a juventude precisa aprender a assumir a responsabilidade. E ter um filho é uma das maiores responsabilidades de um ser humano. Criança não é moda descartável, que se joga fora como dias atrás uma adolescente jogou os gêmeos pela janela do quarto andar porque queria ir pra balada.
Variedades
Esse Réveillon está bem agitado!
Por Redação AnaMaria postado em 26/12/2011 às 9h37
Gente, estou escrevendo esta coluna a poucos dias do Ano-Novo e parece que o mundo vai acabar!
Nunca vi tanta agitação com a chegada de um novo ano. Na rua, as pessoas gritam com alegria umas com as outras até altas horas da noite. O prédio onde moro parece que está balançando. Interfones não param de tocar, avisando que mais uma compra de mercado chegou. Empregadas falam umas com as outras em ritmo de festa. Estou sentido cheiros de comida, como carne assada, camarão e cebola frita. Comidas que já estão sendo preparadas e que serão congeladas para facilitar a ceia. No boteco da esquina, a batucada corre solta. E no buffet que fica do lado direito do meu prédio, homens cantam músicas natalinas em ritmo de pagode e com vozes moles, aquelas já calibradas por cervejas.
Sempre houve correria no fim de cada ano, mas nunca senti essa corrente de energia no ar. Uma sensação de “vamos aproveitar antes que acabe”! Ave Maria, sai dessa cabeça, pensamento ruim, que ela não te pertence!
Como tenho prédios colados ao meu, sinto a mesma correria. Da janela da minha sala, assisto no vizinho Roberto Carlos cantando mensagens de boas festas da Globo – que ele transformou em uma música triste e deprimida. Às vezes, tenho a impressão de que ele alimenta a tristeza.
A turma da batucada continua firme, assim como pessoas falando em todos os tons. E como não acredito mais em tempo (uma invenção do ser humano), não tenho nada para festejar, mas quero que tudo de bom aconteça com você, leitora. Seja feliz até que Deus envelheça!
Variedades
Não existe data para ser feliz!
Por Redação AnaMaria postado em 20/12/2011 às 11h06
Gente, eu já estou suficientemente paranoica para acreditar na teoria da conspiração. Ou seja, que uma organização secreta vem manipulando o planeta Terra com a intenção de se apoderar dele! Tô brincando, não!
Dá pra acreditar que já estamos no Natal? Outro dia os famigerados Papais Noéis estavam enchendo meu saquinho com o seu Ho-Ho-Ho na televisão. Não só eles, mas aquela enxurrada de comerciais fazendo uma lavagem cerebral na cabeça do telespectador. E os de cabeça fraca, mal informados, se desesperam, se atolam em dívidas, porque a mídia insinua que ser feliz é igual a comprar!
Detesto esse período de festas de fim de ano. Se me permite, cara leitora, um depoimento pessoal: não estou numa fase de vida que poderia chamar de feliz. Ao contrário, as coisas estão muito difíceis. E não me sinto constrangida em dizer que estou muito infeliz, num período de mudança interior, que vem me causando sofrimento. Então, eu pergunto: por que eu tenho que me sentir feliz só porque é Natal? Será que não posso transportar a alegria para outra data, quando meus problemas estiverem resolvidos?
Não aceito felicidade com data marcada. Todas as vezes que você arranca o véu do Maia do seu rosto e enxerga a realidade, é um período de sofrimento. Não dá pra mudar porque é Natal. A vida chega sem hora marcada e lhe dá um tranco sofrido, que vai passar quando você aceitar e compreender. Mas, pra você, cara leitora, por quem eu tenho tanta ternura, que o menino Deus abençoe você e sua família. Que seja realmente Natal em seu coração.
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Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
@revistaanamariaCategorias
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