Televisão
Apesar do grande avanço tecnológico e científico, a sociedade parece retroceder
Gente, sei que o velho mundo acabou ou está nos últimos suspiros. Sem ser saudosista, o passado é minha história e não posso jogar fora. Não estou gostando desse tal mundo novo e me assusta esse povo que chega e toma controle! É tudo surreal!
Um grande avanço da ciência e toda a tecnologia, e um retrocesso no comportamento humano! Nunca vi o mundo emburrecer assim! Estou com a boca cheia de teia de aranha por não achar quem fale minha linguagem, que queira trocar dores e alegrias.
Hoje, neste mundo idiotizado, é proibido sofrer, tem que rir, curtir, estar numa boa, beber, aplaudir “celebridades” vazias. Veja você, minha cara
leitora, o exemplo da jovem Luiza que viveu seus 15 minutos de fama por uma tolice que nem vale repetir! Meu Deus!!! Vejo companheiros de profissão se rendendo à mediocridade. Quando não à mediocridade, correndo atrás do dinheiro como se o mundo fosse acabar!
A dimensão que alcançou o tal “estupro” foi inconcebível!!! Todos os jornais e revistas, todos os noticiários de TV e até o Jornal Nacional deram um destaqueabsurdo para um fato que nem existiu e, me perdoem as feministas de plantão, se é que ainda existem, mas não tenho respeito nenhum por mulher vulgar, que desmaia de tanto beber!
Não tenho simpatia por mulheres que rebaixam o feminino. E Pedro Bial que me perdoe, mas ele entrou na idade do lobo e está bem inconveniente. Qual é essade chamar a turma de “heróis” e as minas de “rainhas”? Vamos combinar, tá na hora de dar nome aos bois: bagaceiras!!!
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Fina Estampa, Variedades
É difícil ver o fim do preconceito
Por Redação AnaMaria postado em 25/01/2012 às 16h52
Gente, tá tudo muito bom, tá tudo muito bonito, porque agora todo mundo é politicamente correto, ninguém é preconceituoso, negros e gays são recebidos socialmente com flores e beijos! Mas vamos combinar que tudo isso é uma grande farsa, que todo mundo acha o Crô (Marcelo Serrado), de Fina Estampa, uma gracinha, mas ninguém o quer como parente. Na vida real as máscaras caem.
Você acha que não? O jogador de futebol Richarlyson estava para ser contratado pelo Palmeiras. Pois bem, a torcida se recusa a aceitá-lo porque corre à boca pequena, muito provável calúnia, que ele seria gay. A torcida promete que, se ele for contratado, gritará no jogo: “Bicha, bicha, bicha!”.
Outra história “edificante” de extinção de preconceito: pedi a um amigo (daqueles que a gente chama de irmão) que me levasse a um shopping. Lá fomos, conversando e, distraídos, não prestamos atenção em qual andar paramos o carro.
Fizemos uma pequena confusão, não conseguimos encontrá-lo e ficamos procurando pelo estacionamento. Até que um segurança, com desconfiança e certa dureza, nos abordou “perguntando” se podia nos ajudar em alguma coisa. Estranhei porque frequento esse shopping há anos.
Amigos de minha filha já tiveram objetos roubados no carro e nunca apareceu nenhum segurança querendo ajudar. Mas, de repente, eu fiquei tão envergonhada que precisei segurar as lágrimas. Esse meu amigo é negro. Felizmente, ele não percebeu ou já está tão acostumado que não dói mais! Mas, tá tudo muito bom, tá tudo muito bonito…
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A Vida da Gente
Gente, infelizmente os seres humanos alimentam a ilusão. Temos horror em lidar com a realidade.
Ilusão é o que os hindus chamam de maia. Ou seja, não existe, é da nossa mente. Quando se diz “retirar os véus do maia” quer dizer que estamos evoluindo a caminho da realidade, nos livrando da paixão e começando a sentir o verdadeiro amor. Estamos longe desse amadurecimento espiritual. Vejamos: leio em revistas de TV que o telespectador torce para que Ana (Fernanda Vasconcellos) fique com Rodrigo (Rafael Cardoso) na novela A Vida da Gente.
Dizem que é lindo o “amor” e eu pergunto: se não tivesse acontecido o acidente, se Ana não tivesse ficado em coma por quatro anos, grávida e adolescente, os dois sem nenhuma condição financeira, tempos depois, com uma criança nos braços, será que o “amor” aguentaria? Diz o ditado: casa que não tem pão, todos gritam sem razão! E Ana ainda cogitou doar o bebê.
O que Ana e Rodrigo sentiram ou sentem um pelo outro é paixão, uma doença. Apaixonados são como viciados em droga! O amor nesse triângulo tem nome, Manuela (Marjorie Estiano).
Eu reconheço o amoroso por sua generosidade, por compartilhar tudo com o amado, por aplainar as arestas com suavidade, sugerir delicadamente todas as possibilidades. Manuela, com ética absoluta, não atropelou ninguém, não traiu, não roubou nada de ninguém. Só deixou brotar um sentimento sem cobranças, espontâneo, que mudou a vida do tonto do Rodrigo. Ana é paixão, Manuela é amor. Quem o insípido Rodrigo escolherá?
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Televisão
Gente, li recentemente uma entrevista que William Bonner, editor chefe e apresentador do Jornal Nacional, concedeu a uma revista, em que ele dizia que a idade é uma merda!
Reclamando dos cabelos brancos, das dores no corpo, o desabafo do Bonner me levou a escrever esta coluna, passando para minha cara leitora o peso que os jornalistas que trabalham na TV carregam. Principalmente no caso de Bonner, que acumula dupla função. Você não tem ideia do estresse que é preparar um telejornal. É impossível passar para o papel a loucura que é fechar uma edição todos os dias e levar ao ar sem o mínimo deslize. E, de sua boca, saírem notícias terríveis.
Fátima Bernardes deixou o Jornal Nacional após 14 anos de bancada. Quatorze anos que, se fossem pesquisados, foram 95% de notícias ruins. Seja na mídia escrita ou na televisão, a mentalidade é que o pior vende mais e dá maior audiência. A culpa é do público que dá prioridade para desgraça, mas, é mais ou menos como quem nasceu primeiro, a galinha ou o ovo. O povo reclama da notícia e o jornalista, do público. O emocional do apresentador fica destroçado!
Se você pensa, cara leitora, que dia após dia, vomitar a sujeira do mundo não atinge o jornalista, tá enganada! Eu sinto o cansaço de William, quando, sem perceber, ele curva os ombros. Eu não queria estar na pele dele. Me lembro dele quando era meu colega, ambos trabalhávamos na Globo SP, nos encontrávamos na maquiagem, sempre lindo, jovem, alegre, feliz, que não podia nem pensar que um dia diria: “A idade é uma merda”.
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Aquele Beijo, Novelas, Televisão
Eu não caio na história adolescente que a camisinha estourou. Eles sabem o que fazem!
Gente, assistindo à novela Aquele Beijo, de Miguel Falabella, ouvi a seguinte frase de Camila (Fernanda Souza): “Se ouvir esse bebê chorar outra vez, me atiro da janela”. O bebê é o filho dela, recém-nascido. Casou grávida, queria “ser mãe”, afinal, as amigas já estão com bebê no colo. E gravidez é moda!
Mas quando nasce o bebê, que é gente, e não boneca, quando esgoela à noite, tem dor de barriga por meses, o bico do seio fica rachado e dói quando o bebê suga e quando a realidade traz uma porção de coisas difíceis, então ela não quer mais brincar de casinha. De preferência, terceiriza para a mãe… dela.
Não sou de passar a mão na cabeça de adolescente que engravida “porque a camisinha estourou”. Ou então, o clássico, “ele pediu uma prova de amor, transamos sem camisinha”. Sinto se você não concorda, mas não acho que engravidem por falta de orientação. A maioria sabe o que está fazendo.
Iniciei minha vida sexual com 15 anos, há 61 anos, e sabia o que estava fazendo. É bom que se diga que naquela época não tínhamos um meio de comunicação que nos orientasse (a não ser o rádio). E para o parceiro comprar camisinha era uma aventura, o farmacêutico olhava com um olhar desaprovador.
Não passo a mão na cabeça porque a juventude precisa aprender a assumir a responsabilidade. E ter um filho é uma das maiores responsabilidades de um ser humano. Criança não é moda descartável, que se joga fora como dias atrás uma adolescente jogou os gêmeos pela janela do quarto andar porque queria ir pra balada.
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Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
@revistaanamariaCategorias
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