Fina Estampa, Insensato Coração, Novelas
Gente, realmente anda faltando imaginação para nossos novelistas. Vejamos: terminou Insensato Coração, novela das 21h da Rede Globo, que tinha como personagem um gay engraçadíssimo, vivido por Leonardo Miggiorin, o Roney. E o que vamos encontrar em Fina Estampa? Um gay que tenta ser engraçadíssimo, mas não é.
Marcelo Serrado, o Crodoaldo, é um ator de primeira categoria. Fiquei contente quando soube que ele retornaria à Globo, mas não estou gostando do Crô. Tecnicamente perfeito, como tudo o que Marcelo Serrado interpreta. Mas esse personagem, que tinha tudo para ganhar o público, não tem alma. E aquela covardia diante da histérica e mal-educada Tereza Cristina não condiz com o temperamento gay.
Mudando de novela, a das 18h, A Vida da Gente, também não deixou barato e tascou uma periguete. A comparação com Natalie Lamour de Deborah Secco é inevitável, uma vez que a situação é a mesma. Jovem, dando golpe do baú em um coroa. A bola da vez é Regiane Alves, Cris, e também não está lá essas coisas. Muito caras e bocas, muito cabelo jogado. Curioso, porque essa jovem é uma atriz muito talentosa e parece que desaprendeu. O personagem engraçado, tipo comédia, não é para qualquer atriz.
E, para completar os mesmos dramas em novelas diferentes, em Fina Estampa, Paulo (Dan Stulbach) é estéril. Já em A Vida da Gente, Jonas (Paulo Betti) é estéril cirúrgico, fez vasectomia. Isso sem falar nas duas mães coragem, Pereirão (Lília Cabral) e Dulce (Cássia Kiss). E viva nóis!!!
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Gente, durante oito meses, nós noveleiros, ficamos atentos aos personagens que se tornam íntimos para nós. Esquecemos por vezes que eles não existem, que são ficção. Vejo por mim, que me pego conversando com a minha neta sobre algum personagem, como se ele fosse meu vizinho.
Pois, acredita, cara leitora, que fiquei meio deprimida com o final da novela Insensato Coração? Fui dormir de crista baixa, arrastando chinelo, já com saudade da Carol, do André, do Raul, mas dando graças por me livrar do casal Carisma Zero!
Insensato Coração foi uma das melhores novelas a que assisti. Um elenco afinado, todos levando seus personagens com muita competência. Mas… acabou! E, daqui, quero dar boas-vindas a Fina Estampa – e já declaro que Aguinaldo Silva não é meu autor preferido. Ele viaja muito na maionese. Tá certo que é só uma novela, mas ele exagera na ficção. Gosto, não!!!
Mas quero saudar aquela que se aproxima já com brilho de grande sucesso. Sua excelência, Lília Cabral, a Pereirão. Que posso dizer dessa extraordinária atriz sem cair no lugar-comum? Sinto na mídia escrita um certo pudor ao elogiar Lília Cabral, é sempre com economia que escrevem a respeito dessa grandiosa atriz, que ao meu ver, está par e par com Fernanda Montenegro.
Me parece que Lília Cabral não participa de “panelinhas”, nem faz o modelo de participação política para angariar simpatia de grupinhos. Me parece uma mulher livre de “bandeiras”. Pois que venha a Pereirão, fazendo barulho e causando. Nós, os noveleiros, estamos aguardando.
Insensato Coração
Gente, diversas vezes nesta coluna tive a oportunidade de abordar o tema relacionado à preferência feminina por homem cafajeste.
Vou repetir minha convicção adquirida por minha vivência e pela de muitas mulheres com quem convivi e observei.
Tendo ela dois homens interessados: um, ótimo sujeito, educado, bom emprego, bom caráter; o outro, sorriso e choro fácil, trabalho mais ou menos, sem referência familiar, com caráter torto. Pois é este que ela vai escolher!
Não sei se por complexo de culpa atávico, parece que toda mulher tem uma Eva em seu DNA. Escolhe o pior para pagar a “culpa” do pecado original. Sim, porque um ogro desses é infelicidade na certa.
Uma amiga me disse outro dia que mulher escolhe sempre o pior homem porque a vida com ele seria mais excitante, e com o bonzinho seria muito chata! Será? De qualquer maneira, taí a Norma (Gloria Pires), uma chata que não me deixa mentir!
Léo (Gabriel Braga Nunes) é um mau-caráter para ninguém botar defeito, um ogro de primeira. E não é que a outra pegou cana brava, sofreu as penas do purgatório, clamando vingança, consegue dar a volta por cima, prende o meliante em sua casa, dá uma surra de verdade e humilhações, e o que acontece depois? Ela manda ele ficar ajoelhado no milho? Manda-o arriar as calças e sentar num formigueiro? O obriga a assistir as gravações do programa do Faustão? Nada disso! A chatíssima e sussurrante Norma confessa que nunca deixou de amá-lo! Me diga se eu tenho ou não razão. Enquanto isso, Léo ataca de novo.
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Gente, dizem que nada, absolutamente nada, abala o amor que uma mãe sente por um filho. Que ela sempre vai arrumar uma desculpa para todos os erros cometidos, quaisquer que sejam eles, mesmo os mais graves. Exemplo desse comportamento nos é mostrado por Wanda (Natália do Vale), na novela Insensato Coração. Mas (sempre há um “mas” no meio do caminho) eu tenho para mim que não é bem assim.
Colocar as mães em um pedestal de santidade me irrita muito. Pior: é uma atitude hipócrita, que impossibilita a mulher de viver a plenitude de sua vida. Endeusá-la a impede de sentir-se pessoa, com virtudes, defeitos, bondades, maldades, desejos, enfim, um ser intenso.
Parece que existe um pacto silencioso, porém atuante, para que, em nome da maternidade, se anule a mulher. De corpo e alma. E filhos também são humanos, podendo magoar profundamente (não necessariamente sendo delinquentes). No cotidiano, nós às vezes somos tão destratadas que o coração até aperta!
Um olhar de descaso quando você está tão necessitada de carinho, o egoísmo do “venha a nós o vosso reino”, a palavra dura, uma cobrança injusta, a desvalorização do seu trabalho. O não perceber que você faz tudo com amor para eles, cuidando da casa, preparando uma comida gostosa, deixando a cama cheirosa. Eles detonam tudo, sem o mínimo afeto ou agradecimento.
Você, que trabalha fora, faz um sacrifício danado para parcelar o computador para um filho ou pagar a faculdade do outro. E, de repente, percebe que está agindo por obrigação. De tanto dar sem receber, ficou vazia de afeto. E descobre-se gostando menos.
Insensato Coração
Gente, sou preguiçosa com relação a sentimentos negativos. Eles dão muito trabalho. Ódio, desprezo, vingança? Tô fora! E não é por bondade, é por pura leseira. Veja lá se vou ocupar meus neurônios bolando uma vingança – que, aliás, está em alta por conta da novela Insensato Coração. Colega, estou achando uma vingancinha tão chinfrim essa a da Norma (Gloria Pires)…
Agora, vou bancar a advogada do diabo: Norma não tem do que se queixar. Ela tinha uma vidinha de quinta, quase escrava daquele velho mau e ranzinza. Pois aparece Léo (Gabriel Braga Nunes), assim de repente, lindão, olho azul, cheio de amor para dar. E a pretensiosa Norma, rainha da falta de graça, acreditou! Danou-se! Ou não?
Colega, se Léo não tivesse aparecido na vida dela, ela teria chegado aonde chegou? E a moça também tem seus pecados: matou uma presidiária e colaborou em 70% para a morte de Teodoro (Tarcísio Meira). E agora está viúva, rica e classuda.
O que estou dizendo com tantos rodeios é que Léo foi um bem na vida de Norma. É preciso passar por escolas esotéricas sérias para compreender que o que chamamos de mal pode ser um bem. E, às vezes, o que tanto queremos se transforma em um mal. Portanto, cuidado com o que pedir a Deus: ele pode te atender.
Enquanto Léo e Norma se debatem na vingança, eu não quero saber desse prato nem frio, nem quente. Acredito piamente na lei de causa e efeito: quem faz mal ao próximo faz mal a si mesmo, porque tudo o que vai, volta. É só ficar esperando. Não falha nunca. Deus quando tarda é porque está a caminho.
Insensato Coração, Variedades
Gente, um dia eu estava descendo a ladeira da rua onde moro e parei, encantada com uma cena. Subindo a tal ladeira, vinha o zelador do meu prédio de mãos dadas com o filho, um menininho de 7 anos.
Os dois, pai e filho, conversavam de forma tão fraterna e, nas mãos juntas, havia uma ternura sem fim. O olhar do pequeno para o adulto brilhava como se ele fosse um herói, aquele em quem se confia plenamente. Ficava evidente a integração amorosa entre pai e filho e o quanto ambos estavam extremamente felizes juntos!
Eu sou muito próxima do meu zelador. Ele é meu amigo por 20 anos, quase um filho. Se o coloco neste espaço como exemplo de pai é porque ele efetivamente o é. Motivada também pela participação, mais uma vez, cruel de Gregório (Milton Gonçalves), pai de André (Lázaro Ramos), em Insensato Coração, resolvi tocar o coração dos homens para que nunca abandonem seus filhos.
Se a presença materna mostra-se fundamental durante a criação de uma criança, não menos importante é a presença paterna. A gente precisa saber que pode contar com o pai, mesmo que ele não seja o cara mais corajoso ou inteligente do mundo. Basta que seja honrado.
Eu fui criada só pela mãe e sei quanta falta faz um pai. Sempre tem um momento na vida em que é para ele que a gente quer correr, pedir socorro. E, quando ele não está, fica um vazio enorme. Eu usei como exemplo de pai um homem simples, meu amigo, zelador do prédio onde eu moro. E aquele menininho lá no começo hoje faz faculdade. E continua olhando o pai como um herói.
Insensato Coração
Gente, entrei na sala comendo um iogurte batido toda satisfeita. Ia pôr a colher na boca quando surgiu Pedro (Eriberto Leão) com aquela cara assustada, dizendo para o pai: “O Léo pegava as camisinhas que eu usava com a Marina e dava para a Irene colocar com os dedos, com uma seringa, sei lá”.
A colher com iogurte ficou parada no ar. E, o que estava na boca, corri para cuspir, dada a semelhança do iogurte com o determinado fluido masculino. Eca!!! Que nojo!!!
Será que preciso entrar em detalhes? Todas as pessoas com quem conversei sentiram-se agredidas. Sei que agora é moda expor as intimidades. Quanto mais íntimo, mais moderno. Tudo é escancarado, por isso que a vida ficou sem graça.
Uma voltinha no passado: antigamente, quando um homem precisava comprar camisinha era um perrengue! O pobre infeliz ficava rondando a farmácia por horas até criar coragem e entrar. E, depois, bem escondidinho, pedir ao farmacêutico a camisinha. Não era para usar com a namorada (tá louca se você pensou isso!). Era para usar com as prostitutas. Havia uma separação bem marcada: mulher santa e prostituta.
Agora a televisão berra na minha sala que alguém pegou camisinha usada (eca!) e deu pra não sei mais quem fazer filho com dedos ou seringas! Vou bancar o profeta louco: é o fim dos tempos. Ai, meu Jesus Cristinho!!!
Uma coisa eu garanto: não como mais iogurte batido. Quando moça, nunca fui chegada a agradar o parceiro com o que me desagradava. Sempre passei longe do tal fluido. Eca milhões de vezes!!!
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Gente, assim como as 30 moedas que Judas recebeu para trair Jesus, Caim e Abel continuam soltos mundo afora. Somos mais descendentes de Caim, pois Abel morreu cedo pela inveja do irmão – a inveja mais perigosa! E por essa descendência, o mal é mais forte entre nós.
Dizem as pessoas que acreditam em reencarnação que os maiores inimigos em vidas passadas reencarnarão na mesma família. Dizem mais: ninguém nasce em pátrias ou famílias erradas. Sim, cara leitora, o lugar onde nascemos faz parte do carma.
Voltando a Caim e Abel, Léo (Gabriel Braga Nunes) é o Caim da novela Insensato Coração e Pedro (Eriberto Leão) é Abel. Na vida já tive a oportunidade de acompanhar irmãos na mesma situação. Normalmente é o mais velho que destila todo o seu rancor contra o mais novo. Chama-se processo de destronamento. Ou seja, ele era o grande rei, chegou um intruso e roubou-lhe o trono.
É preciso muita psicologia por parte dos pais para que esse sentimento não se transforme em ódio para toda a vida. Raul (Antonio Fagundes) não soube lidar com o fato de ter um “filho-problema” e sempre mostrou mais afinidade com Pedro. Léo, que já demonstrava um grave distúrbio de comportamento só fez piorar e acreditar que o dinheiro e o poder substituiriam o vazio de sentimentos que ele vive.
Uma amiga que era ferozmente perseguida pela irmã, por um ódio não resolvido na fase de destronamento, perguntou desesperada para a mãe: “quando isso vai terminar?”. E a mãe, angustiada, respondeu: “infelizmente, acho que só quando você morrer que ela vai ficar em paz”.
Insensato Coração
Gente, eu gostaria de saber quem escalou Eriberto Leão (Pedro) para ser galã de Insensato Coração. Deus do céu! O moço faz parte da turma Carisma Zero! Tadinho…
É preciso ter uma certa sofisticação para ser ator da novela do horário nobre. Ele não tem. Habituada a ver o ator interpretando um peão de boiadeiro, tenho sempre a impressão de que ele vai laçar Marina (Paola Oliveira). Essa é outra que só pode fazer mocinha adocicada e linda. Foi escalada há algum tempo para fazer a vilã da novela das seis. Colega, isso foi de doer.
Rita Lee, que não deixa passar nada, postou em seu twitter: “não estou gostando do casal principal da novela Insensato Coração, ela parece vendedora de cosméticos e ele, um Sérgio Malandro melhorado”. Bingo!!!
Mestra, Rita Lee acertou na mosca. E, quer saber? Eta casalzinho chato!!! Nada do que fazem ou dizem a gente acredita. Nada passa como verdade (e isso é obrigação de um ator de talento).
Você por um acaso acredita que aquela mocinha “nhê-nhê-nhê”, enjoada que só ela, pode comandar uma empresa e ser uma executiva de sucesso? E quando ela diz com aquela voz de menina mimada: “ele é o homem da minha vida”, e corta a cena para o Pedro. Você acredita mesmo nisso?
Se a Globo vai continuar bancando o pequeno talento de Paola, melhor mandá-la com urgência a uma fonoaudióloga para encorpar um pouco a voz, ferramenta fundamental para uma atriz – que ela ainda não é, mas poderá ser se estudar bastante. Quanto a Eriberto Leão, é um ator burocrático. Em segundo plano não compromete, mas como galã, charmoso e carismático? Esquece…
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Gente, por favor alguém venha a meu socorro porque não estou entendendo mais nada!!! Para o mundo que eu quero descer!!!
O que é errado tá certo e o certo é careta, conservador e velho. Alguém me diga, por favor, que não estou fossilizada, jurássica, mas sim, sou alguém que acredita em valores. Costumes mudam; valores são eternos. Então uma menina de 19 anos primeiro resolve romper a virgindade com qualquer um, porque lhe incomodava ser virgem! Alguém aí já sentiu a virgindade gritar: “quero sair daqui!”?
Então, a virgindade de Leila (Bruna Linzmeyer) a incomodava. Não satisfeita, sai à procura de alguém que a faça sentir um orgasmo. Não quer ter o trabalho de trabalhar a sua sensualidade. Ela quer orgasmo e pronto! Como uma taça de sorvete! Todo mundo tem orgasmo (mentira). É campeonato, quem tem mais.
Leila tem um pai, Júlio (Marcelo Valle), amoroso, conservador, bom, mas assustado com as mudanças do mundo. Despreza André (Lázaro Ramos) que, convenhamos, tem o péssimo hábito, aliás, bem cafajeste, de contar suas transas – e de um modo bem grosseiro.
Eu pergunto: qual o pai amoroso, ouvindo aquelas grossuras, depois de descobrir que era de sua filha que estavam falando, que não reagiria de forma até violenta? Qual o pai que não perderia a compostura diante de uma situação tão grave? Qual o pai que ama a sua filha não se desespera e perde o controle diante de um comportamento tão permissivo? Qual o pai que não haveria de querer morrer ao receber da filha uma bofetada no rosto? Alguém me socorre!!! Para o mundo que eu quero descer!!!
Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
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