Novelas, Televisão
Gente, a TV nos oferece cenas tão bem representadas por profissionais competentes que ficam para sempre na memória. Hoje destaquei para essa coluna três momentos memoráveis da teledramaturgia brasileira.
Jamais vou me esquecer, e acredito que minha leitora mais madura também se lembra, da morte do personagem Carlão, da novela de Janete Clair, Pecado Capital.
Francisco Cuoco nunca mais conseguiu se livrar dos trejeitos do personagem. Cada telespectador sentiu como se tivesse morrido alguém da família. Ficou um grito no ar: “Carlão morreu!”. E o telespectador vestiu o luto.
O segundo momento que guardo é também uma morte: Zé Leôncio, vivido por Claudio Marzo, na novela de Benedito Rui Barbosa, Pantanal, levada ao ar pela extinta TV Manchete e que abalou a liderança da Globo. Aquele enterro foi de uma dignidade…
O corpo de Zé Leôncio dentro de um tipo de esteira feita de troncos e cipó, coberto de flores e carregado por seus quatro filhos. Eles colocaram a esteira no grande rio, entregando o corpo do pai para os espíritos das águas.
Finalizando, o mais denso capítulo de Os Maias, série levada ao ar pela rede Globo em 2001, e um dos mais belos trabalhos da emissora: a morte de dom Afonso de Maia (Walmor Chagas)!
A solenidade, aqueles homens de preto com total respeito, a dor quase que materializada. Uma postura que não existe mais. Banalizamos tanto a vida que ela não tem mais valor. No último velório que compareci quase afastaram o defunto para assistir ao futebol!
Se não respeitamos a vida, não respeitamos a morte e vice-versa. Escolhi três mortes vividas na TV com solenidade. Pena que a vida não está imitando a arte.
Televisão
Gente, está em vigor uma lei que proíbe programas de humor de colocar os candidatos a cargos públicos em situações vexatórias.
Muita gente está considerando a lei como censura. Não vejo dessa forma, e ninguém é mais contra a censura do que eu, pois fui muito perseguida por ela durante a ditadura.
Acredito no ditado que diz: meu direito termina quando começa o do próximo. E os chamados programas de “humor moderno” desconhecem qualquer limite de respeito e educação.
O casseta Hélio de la Peña declarou indignado no jornal Folha de S. Paulo que “eles” estão sofrendo bullying.
Como a leitora sabe, essa palavrinha inglesa quer dizer mais ou menos humilhação, escárnio. É o que os adolescentes fazem contra os colegas na escola. Pois eu acho que programas como Pânico, CQC e Casseta e Planeta (esse último não tanto) fazem sim o tal bullying. E sabem que estão tendo um comportamento cruel próprio de adolescente. Por isso a audiência desses programas é de maioria nesse segmento da sociedade.
O humor é cruel, sempre rimos do que traz infelicidade para os outros. A diferença é que em um programa como, por exemplo, o Zorra Total, são atores trabalhando personagens. Já nos “modernos”, são repórteres que usam do escárnio travestido de humor.
O CQC começou bem, mas desandou, assim como o Pânico. Casseta e Planeta já capengava antes da morte de Bussunda; agora é um grupo de senhores nos últimos suspiros do humor. Já geriátricos e ainda brincando de adolescentes. Para encerrar, quase nenhum político hoje merece meu respeito ou desrespeito, mas está tudo tão avacalhado que um pouco de ordem não faz mal a ninguém.
Tags:
Variedades
Gente, lembro que Fábio Jr. era um príncipe! Era um sedutor irresistível,dono de um charme malandro e um olhar às vezes de homem e às vezes de menino pidão, que deixava as mulheres enlouquecidas. E, aliás, continuam enlouquecidas até hoje. Talvez tenha passado despercebido, mas ele é dono do mais lindo perfil entre os famosos: suas admiradoras são fiéis e o acompanham com devoção!
Pois é, além do talento e do enorme charme, não é que o danado faz filhos lindos e talentosos! Tá aí a Cleo Pires que não me deixa mentir. E recentemente foi lançado na praça o mais novo rebento de autoria de Fábio Jr.: Fiuk, que é o clone do pai.
Quando jovem como seu filho, a aparência de Fábio Jr. era de um príncipe: a pele era mais clara e os cabelos castanhos, mais claros também. Uma aparência mais suave. Mas só aparência!
Fiuk é parecidíssimo com o pai, e faz por ser mais parecido ainda. Tenho a impressão de que o jovem tem uma fixação paterna e que seu pai é seu ídolo. Até que ponto isso pode prejudicá-lo?
Diz um ditado: “imitar é suicidar-se” porque, claro, você mata aquilo que é para se transformar no outro. Isso não me parece o problema de Fiuk. Pra mim, é uma homenagem ao pai, querendo dar sequência à sua imagem quando ele se ausentar dos palcos.
Fiuk é um Fábio Jr. com jeito de cigano, um olhar forte, cabelos negros e anelados e corpo de adolescente. Obstinado, não veio ao mundo a passeio e está só no começo de sua jornada.
Fábio Jr. se atirou na vida sem pára-quedas. Seu filho me parece mais comedido: vai se atirar sim, mas com segurança. Um encantou minha vida. Seu filho, agora, encanta a vida da minha neta…
Escrito nas Estrelas, Variedades
Gente, acho que deixei clara minha opinião a respeito de espancamento de crianças, mas repito: tenho horror a qualquer atitude que possa ferir um ser humano, criança ou adulto. Mas… Sou favorável ao chamado chá de chinelo com amor.
Explico: a palmada não deve ser tão leve que deixe a criança com receio de não ser punida, o que é péssimo, nem tão forte que deixe marcas vermelhas. Como isso é possível? Se você, cara leitora, tem senso de justiça, sabe que é possível.
Crianças tiram a gente do sério. Parece que vieram ao mundo programadas para nos ensinar a virtude da paciência. Tenho uma neta que está com 8 anos de idade, mas tem cabeça de 14. Veja você a confusão: às vezes menininha, às vezes adolescente. E eu, que já estou com o meu prazo de validade vencendo, subo às vezes nas tamancas. Quando todos os argumentos não resolvem, não entra em cena a Supernanny, mas sim a superpalmada! Bem dosada, é um santo remédio!
Para pais de bom-senso, é desnecessária a lei proibindo palmadas. Eles sabem como conduzir a educação de seus filhos. E até adolescentes devem levar umas palmadas para aceitar limites. Aquela menina, Vanessa (Marina Rui Barbosa), de Escrito nas Estrelas (êta novela boa!): já passou da hora de a mãe tomar as rédeas da situação! É inadmissível a falta de respeito dela. Um péssimo exemplo.
Mas, voltando à lei, esses políticos não têm mais o que fazer? Tanta coisa sem rumo nesse país e eles se metem no que diz respeito aos pais? E a criançada já está ameaçando denunciar! Eu apanhei muito, de menina e de adulta. Tinha 48 anos quando levei o último sacode da minha mãe. E todos eles eu mereci…
Você também poderá gostar de:
Variedades
Oi, gentem! Começo esta coluna tomando emprestada a forma de Cissa Guimarães para se comunicar com o público, pois essa coluna pertence a ela.
Naquele dia fatídico, só liguei a televisão à noite, então não sabia da tragédia que havia se abatido sobre você, querida. Quando peguei o jornal da manhã e li que seu filho havia ficado encantado (assim é melhor) me arrepiei da cabeça aos pés e não consegui articular nenhuma palavra ou movimento.
O que dizer para uma mãe que perde para Deus um lindo filho com nome de anjo, Rafael? Que palavra de consolo ou amparo ajuda?
Nada adianta. Então, o melhor mesmo é dizer: estou aqui para chorar com você. Nada nem ninguém vai confortar você, querida. É uma dor sem limites, e, para mim, é contra as leis do amor um filho partir antesdos pais.
Sei que o que vou escrever aqui agora não vai adiantar nada, mas, acredite, o tempo, essa grande dádiva de Deus, ajudará a fazer doer menos.
Querida, não vou dizer que ele está bem numa outra vida, pois nem sei se existe uma outra vida e isso não vai amenizar sua dor. Hoje você não acredita que um dia voltará a viver como antes, e não voltará mesmo. Será outra mulher, que voltará a sorrir, a trabalhar, a olhar para os outros filhos que estão ao seu lado.
Nesses tempos de luto e de dor parece impossível que um dia você torne a sentir com prazer o sol iluminando seu rosto, o vento em seus cabelos ou uma doce música ao longe enquanto caminha pela praia. Mas, sem perceber, um pequeno sorriso começará a se formar, e então você perceberá que a vida continua. Sentirá um calor pelo corpo, mais forte na barriga bendita, que um dia deu um fruto chamado anjo Rafael.
Escrito nas Estrelas
Gente, dificilmente uma separação entre marido e mulher acontece de comum acordo. Sempre uma das partes não aceita e faz da vida do outro um inferno. Quando há filhos pequenos, as crianças são usadas de maneira vergonhosa por ambos os cônjuges (êta palavrinha!). Uso aqui como exemplo a personagem ma-ra-vi-lho-sa-mente defendida por Carolina Kasting, a Judite da novela da Globo Escrito nas Estrelas.
Tenho cá pra mim que esse tipo de mulher não é tão apaixonada pelo marido como quer convencer as pessoas. Pra mim, são mulheres que não sabem perder. Imaturas, continuam alimentando o egoísmo próprio das crianças, o que num adulto é ridículo.
Crianças não têm noção de valores, do bem e do mal; criança não sabe dividir e nem perder. E agora muita gente vai ficar horrorizada: não sei de onde saiu a ideia generalizada de que toda criança é boa. Não é não, elas às vezes são até cruéis. É mais fácil negociar com terrorista do que com elas!
A cara leitora deve estar se perguntando por que desandei a falar de criança. Ora, porque é exatamente assim o comportamento de Judite. Com uma diferença: ela é adulta, só no corpo. Uma mulher adulta e centrada, se ainda ama o marido, vai sofrer e muito com a separação. Mas saberá sair de cena com dignidade, também para resguardar a saúde emocional dos filhos, se os tiver.
A postura egoísta de Judite só afasta mais ainda o marido, que sai dessa relação sem a menor possibilidade de ser amigo da mãe de seus filhos. O que é uma pena, porque não existem ex-filhos, eles são para sempre. Vão precisar de pai e mãe, e é ótimo que se respeitem mesmo separados. Já para Carolina Kasting, o nosso aplauso: ela tá bombando!
Você também poderá gostar de:
Variedades
Gente, me sinto constrangida em abordar nesta coluna temas pesados, que infelizmente enfeiam a vida. Mas não dá para falar só de flores. Quando penso que um ser humano não tem mais nada de monstruoso e cruel para derrubar nossas esperanças de um mundo melhor, alguém se apresenta e pratica um horror maior.
Não sou uma pessoa mórbida, que acompanha o noticiário policial da televisão, mas existem fatos que não dá para desconhecer e, enojada e revoltada, comentar.
Estou me referindo ao crime que abalou o Brasil envolvendo o goleiro Bruno e a moça Elisa. Enquanto escrevo esta coluna, ele e os suspeitos estão presos – e que da cadeia não saiam jamais! Já estou neste planeta há décadas e jamais vi monstruosidade igual.
Não repetirei o que foi feito com o corpo da jovem, em respeito a minha cara leitora. Mas quando vi nos jornais regurgitei o café da manhã. E olha que tenho um estômago forte.
De que parte do inferno veio essa gente? E, por favor, não me falem da pobreza ou de infância sofrida, desculpas para justificar a maldade no mais alto grau! É gente de alma pesada, ruim, má. E tudo envolvendo o maldito dinheiro.
Ela queria se ajeitar com o golpe da barriga; ele, de miserável ficou rico e não queria soltar um real. Os dois, ele e ela, donos de uma vida mixa, sem orgulho ou honra, valores que o dinheiro não compra.
Conheço gente muito pobre com todos esses valores. O que eles ganharam? Ela, barbaramente assassinada. Ele, que teria um grande futuro, passará a vida na cadeia. Que essa história de tristeza e horror sirva de exemplo para cabeças ocas.
Variedades
Gente, escrevo esta coluna um dia após a derrota do Brasil na Copa do Mundo. Estou muito deprimida. É só um jogo de futebol, mas e daí? Estou deprimida porque me parece que, a nós, latino-americanos, só nos resta perder! Para o resto do mundo “civilizado” somos de quinta categoria! Que raiva!
Acompanhei com a maior atenção o comportamento de dois homens, dois técnicos com histórico de vida completamente diferentes, temperamentos diferentes, mas ambos com a marca latina. O que significa sentir-se inferior diante de gente “de olhos azuis”, como disse nosso presidente referindo-se a um outro assunto que não é futebol, mas tomo emprestada sua expressão. Dunga e Maradona.
O primeiro é contido, tímido, conservador. Esconde a afetividade porque acredita que ternura não é coisa para homem. Maradona (que eu amo) é um tango em movimento! Chora, ri, fica furioso, abraça e beija os seus meninos.
Dunga é segunda-feira, dia de trabalho e responsabilidade. Maradona é sexta-feira, dia de farra, da esbórnia. Dunga gritou com seus comandados com se fossem soldados. Maradona gritou como se grita com meninos que se distraem. Os dois perderam, mas, de uma forma que só Deus sabe, reforçaram a segurança dos morenos de olhos pretos com relação à turma de olhos azuis e de genética favorecida, com boa alimentação, saúde e educação, respeito…
Disse o cidadão alemão que latino-americano não sabe perder, faz cara emburrada. O moço não conhece a gente, povo desses tristes trópicos. Só o que fazemos na vida é perder. Que raiva! Dunga e Maradona, duas derrotas sofridas. Não foram apenas jogos. Que raaaaaaaaaaiva!
Televisão
Gente, não sou diferente de muitas pessoas que acham Galvão Bueno um chato de galocha, um mala, ou melhor, um contêiner! Mas tenho a coragem de afirmar que: jogo sem Galvão Bueno não tem graça. Quem vai me levar à loucura? E quem é que eu vou xingar além do juiz? Por esse motivo, não cala a boca Galvão!
Ele é tão tresloucado que narra em desespero uma jogada sem importância. Eu aqui assistindo, vendo a jogada, tenho quase um infarto! Não se pode negar que Galvão antes de tudo é um ator, que interpreta todas as nuances, do galã ao vilão.
O movimento Cala Boca Galvão, que começou na internet e ganhou o mundo, surgiu em defesa do técnico da Seleção Brasileira, Dunga, que entrou em rota de colisão com a Globo, cortando toda a sua exclusividade. Em represália, a emissora começou a retaliar o Dunga, esquecendo que hoje o povo tem uma tribuna livre chamada internet, tão poderosa que foi fundamental para a eleição de Barack Obama. E, claro, o povo escolheu como estrela maior do futebol o Galvão.
É preciso repensar o poder da Globo. As coisas já não são como eram décadas atrás. O mundo mudou, aliás o velho mundo quase acabou. A era de Aquarius está no comando. A visão dos novos habitantes da Terra é totalmente diferente, e a internet é seu canal de comunicação. A televisão me parece superada. Em dez anos, teremos o planeta conectado à rede e a televisão será coisa do passado.
Galvão quase ficou desmoralizado. Quase. Em tempo alguém percebeu que já não manda tanto. A Globo terá de conviver com a democracia, conquistada a duras penas pelo país, e com a verdadeira democracia das comunicações, a internet.
Novelas, Passione
Gente, por que será que os jovens se recusam a ouvir o que falam os mais velhos, que já viveram o que eles experimentam agora? Não falo em conselhos, mas prestar atenção naquilo que é dito com amor para evitar dores maiores.
Fiquei tensa e deprimida com o desespero da jovem Fátima (Bianca Bin), da novela Passione. Grávida, sem intimidade com a mãe-avó e sem saber que na verdade é filha da irmã (êta nóis na fita!).
É bem provável que a leitora conheça o desespero dessa situação. Sozinha, porque quase sempre o pai da criança cai fora. Não esquecer que quem carrega a vida na barriga é a mulher. As adolescentes se esquecem e não acreditam que isso possa acontecer com elas. Mas acontece, e muito!
Sem ter a quem pedir ajuda, com medo do diálogo com os familiares, resta aguentar o tranco. Ou recorrer à aborteiras, em locais que são verdadeiros açougues. O aborto é um trauma sem fim para uma mulher adulta, imagine numa menina recém-saída da infância. Algo feito sem a mínima assistência de higiene ou respeito pela sua dor física e moral…
É uma situação sem final feliz. Se nascer o bebê, a vida da adolescente fica truncada: filho é compromisso para a vida toda, é prisão perpétua. Se assume a responsabilidade, perde a adolescência, que, convenhamos, não é idade para ser mãe. Se não assume, terceiriza a responsabilidade para a mãe, já cansada de criar os próprios filhos. Ou então, parte para o abominável aborto e suas consequências funestas.
Comecei a coluna apelando para os jovens ouvirem mais os mais velhos. Eles podem não acreditar, mas se ouvissem se livrariam de muitos de seus males. E não é caretice, não.
Você também poderá gostar de:
Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
@revistaanamariaCategorias
Tags
Adriana Esteves ambição Amor Antonio Fagundes ator Avenida Brasil BBB casamento Christiane Torloni Cleyde Yáconis comportamento crianças deborah secco Dilma Débora Falabella emoção Eriberto Leão Escrito nas Estrelas família Faustão Fernanda Montenegro filho filhos fina estampa Gabriel Braga Nunes gay Globo gravidez Hebe Camargo Insensato Coração Jornal Nacional Lula Lázaro Ramos Lília Cabral mulher mulheres mãe novela Novelas Passione relacionamento Roberto Carlos sexo tragédia tv




































