Morde & Assopra, Televisão, Variedades
Gente, assistindo ao programa do Faustão, vi uma entrevista maravilhosa com a não menos maravilhosa Cássia Kiss, a Dulce da novela “Morde & Assopra”. Ela foi tão verdadeira, contundente e generosa na sua visão de como educamos errado nossos filhos e as consequências da nossa fraqueza por não colocarmos limites e nos deixarmos dominar pelos pequenos…
E acredite, ela conseguiu um milagre: Fausto Silva ficou calado! Juro! Não abriu a boca nem por um segundo. Ele também tem filhos e, com certeza, mimados. Sentiu na pele tudo o que Cássia dizia. Isso serviu inclusive pra mim, que às vezes me desanimo das minhas funções de ajudar a educar minha neta.
Mas é verdade que a gente tem que ter mãos de ferro com luvas de pelica. Educar é difícil, é dizer mais “não” do que “sim” (e ter que explicar por que não), é tolerar com paciência toda a carga de raiva que volta, é ser o antipático, aquele que tudo critica.
Sou mestra severa, não acredito nas coisas fáceis. Mestres fáceis são trapaceiros, não estão preocupados com o aprendiz. É preciso impor limites às crianças e adolescentes. Ensinar respeito por eles mesmos e pelo próximo.
Mesmo numa família moderna é preciso respeitar a hierarquia. Há que ter respeito pelos pais. Vejo crianças agindo como minidelinquentes. Elas batem na cara da mãe, dão pontapés, jogam tudo no chão, batem porta, se recusam a tomar banho, escovar os dentes, e os pais, apatetados, dizem: “não faça isso filhinho!”. Que serão essas crianças quando crescerem? Irão queimar índios, matar homossexuais, ou estarão velhos aos 18 anos?
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Insensato Coração
Gente, diversas vezes nesta coluna tive a oportunidade de abordar o tema relacionado à preferência feminina por homem cafajeste.
Vou repetir minha convicção adquirida por minha vivência e pela de muitas mulheres com quem convivi e observei.
Tendo ela dois homens interessados: um, ótimo sujeito, educado, bom emprego, bom caráter; o outro, sorriso e choro fácil, trabalho mais ou menos, sem referência familiar, com caráter torto. Pois é este que ela vai escolher!
Não sei se por complexo de culpa atávico, parece que toda mulher tem uma Eva em seu DNA. Escolhe o pior para pagar a “culpa” do pecado original. Sim, porque um ogro desses é infelicidade na certa.
Uma amiga me disse outro dia que mulher escolhe sempre o pior homem porque a vida com ele seria mais excitante, e com o bonzinho seria muito chata! Será? De qualquer maneira, taí a Norma (Gloria Pires), uma chata que não me deixa mentir!
Léo (Gabriel Braga Nunes) é um mau-caráter para ninguém botar defeito, um ogro de primeira. E não é que a outra pegou cana brava, sofreu as penas do purgatório, clamando vingança, consegue dar a volta por cima, prende o meliante em sua casa, dá uma surra de verdade e humilhações, e o que acontece depois? Ela manda ele ficar ajoelhado no milho? Manda-o arriar as calças e sentar num formigueiro? O obriga a assistir as gravações do programa do Faustão? Nada disso! A chatíssima e sussurrante Norma confessa que nunca deixou de amá-lo! Me diga se eu tenho ou não razão. Enquanto isso, Léo ataca de novo.
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Variedades
Gente, as pessoas valorizam demais a fama e o dinheiro. Ficam idealizando como suas vidas seriam com fotos estampadas no jornal e uma conta bancária gorda. Eu não vou bancar a “iluminada” e ignorar que dinheiro ajuda nas questões materiais. Tudo fica mais fácil, sim.
Mas grana demais dá tédio. Como é bom conseguir as coisas com um pouco de sacrifício, contando os centavos. Elas têm mais valor assim. Encerrada a questão financeira, agora vem o mais pesado: a fama.
Fama é um verdadeiro carma. Eu estou escrevendo esta coluna no dia em que Amy Winehouse faleceu. Cantora inglesa de sucesso internacional, ela foi encontrada morta, aos 27 anos, certamente por overdose, porque não aguentou o peso da fama. Assim como Michael Jackson, Elvis Presley, Elis Regina, Marilyn Monroe, Janis Joplin e Jimi Hendrix. Artistas que o mundo aplaudia de pé.
Por acaso a fama faz alguém feliz? Trata-se de um transtorno eterno, uma tatuagem na alma, uma provação até o fim da vida. E, dependendo do jeito que o famoso a encara, ela se torna ainda mais perigosa. Beira de precipício. Eu ando observando com muita apreensão uma celebridade recém-surgida, cuja fama já atravessa fronteiras.
Seu cofrinho está estufado de tanto dinheiro, e ele tem apenas 19 anos. Refiro-me ao jovem jogador de futebol Neymar. Com cabelo crista de galo e saído de uma favela, ele foi transformado em príncipe encantado, sem a menor maturidade para saber lidar com essas questões. É assustador…
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Televisão
Gente, minha neta me perguntou por que o Faustão diz: “Voltamos depois do reclame do plimplim”. Eu fiquei parada, olhando para ela. Como explicar que não se tratava apenas de um som que dividia os blocos dos programas. Que era uma coisa política e odiada por muitos, pois marcava a Globo como uma emissora de direita.
No mesmo instante, minha filha entra no papo e solta: “Vou assistir ‘O Astro’ todinha. Eu era muito menina quando passou. Quero ver com olhos de agora”. Curioso. Minha filha e minha neta, que vivem em um mundo tão diferente e avançado, querendo saber essas coisas.
Comecei, então, a pensar o que eu estava fazendo nos anos 70. Onde essa cigana velha estava armando sua tenda, quem eu estava amando, que sonhos e esperanças eu tinha. O que me veio à mente foi a ditadura brava, as perseguições sofridas e a grande alegria: a chegada dessa jovem mulher, que agora senta tão educadamente para assistir à novela “O Astro”.
Eu não gosto de remake: vejo e vou ficando melancólica. Aquela moça da primeira exibição não existe mais. Hoje, quem senta no sofá é uma velha de 75 anos, com uma longa jornada e que não consegue deixar de fazer comparações.
Carolina Ferraz (Amanda) está bem, mas… que saudade de Dina Sfat! Rodrigo Lombardi (Herculano) encarnou o estilo over que o personagem exige, só que sem o carisma de Francisco Cuoco. Daniel Filho (Salomão Hayalla) e Regina Duarte (Clô Hayalla) fazem muitas caras e bocas para nada. Dionísio Azevedo, grande ator falecido, e Tereza Raquel é que eram sensacionais. Perdoem, mas, na comparação, essa nova versão sai perdendo.
Insensato Coração, Novelas, Televisão
Gente, dizem que nada, absolutamente nada, abala o amor que uma mãe sente por um filho. Que ela sempre vai arrumar uma desculpa para todos os erros cometidos, quaisquer que sejam eles, mesmo os mais graves. Exemplo desse comportamento nos é mostrado por Wanda (Natália do Vale), na novela Insensato Coração. Mas (sempre há um “mas” no meio do caminho) eu tenho para mim que não é bem assim.
Colocar as mães em um pedestal de santidade me irrita muito. Pior: é uma atitude hipócrita, que impossibilita a mulher de viver a plenitude de sua vida. Endeusá-la a impede de sentir-se pessoa, com virtudes, defeitos, bondades, maldades, desejos, enfim, um ser intenso.
Parece que existe um pacto silencioso, porém atuante, para que, em nome da maternidade, se anule a mulher. De corpo e alma. E filhos também são humanos, podendo magoar profundamente (não necessariamente sendo delinquentes). No cotidiano, nós às vezes somos tão destratadas que o coração até aperta!
Um olhar de descaso quando você está tão necessitada de carinho, o egoísmo do “venha a nós o vosso reino”, a palavra dura, uma cobrança injusta, a desvalorização do seu trabalho. O não perceber que você faz tudo com amor para eles, cuidando da casa, preparando uma comida gostosa, deixando a cama cheirosa. Eles detonam tudo, sem o mínimo afeto ou agradecimento.
Você, que trabalha fora, faz um sacrifício danado para parcelar o computador para um filho ou pagar a faculdade do outro. E, de repente, percebe que está agindo por obrigação. De tanto dar sem receber, ficou vazia de afeto. E descobre-se gostando menos.
Insensato Coração
Gente, sou preguiçosa com relação a sentimentos negativos. Eles dão muito trabalho. Ódio, desprezo, vingança? Tô fora! E não é por bondade, é por pura leseira. Veja lá se vou ocupar meus neurônios bolando uma vingança – que, aliás, está em alta por conta da novela Insensato Coração. Colega, estou achando uma vingancinha tão chinfrim essa a da Norma (Gloria Pires)…
Agora, vou bancar a advogada do diabo: Norma não tem do que se queixar. Ela tinha uma vidinha de quinta, quase escrava daquele velho mau e ranzinza. Pois aparece Léo (Gabriel Braga Nunes), assim de repente, lindão, olho azul, cheio de amor para dar. E a pretensiosa Norma, rainha da falta de graça, acreditou! Danou-se! Ou não?
Colega, se Léo não tivesse aparecido na vida dela, ela teria chegado aonde chegou? E a moça também tem seus pecados: matou uma presidiária e colaborou em 70% para a morte de Teodoro (Tarcísio Meira). E agora está viúva, rica e classuda.
O que estou dizendo com tantos rodeios é que Léo foi um bem na vida de Norma. É preciso passar por escolas esotéricas sérias para compreender que o que chamamos de mal pode ser um bem. E, às vezes, o que tanto queremos se transforma em um mal. Portanto, cuidado com o que pedir a Deus: ele pode te atender.
Enquanto Léo e Norma se debatem na vingança, eu não quero saber desse prato nem frio, nem quente. Acredito piamente na lei de causa e efeito: quem faz mal ao próximo faz mal a si mesmo, porque tudo o que vai, volta. É só ficar esperando. Não falha nunca. Deus quando tarda é porque está a caminho.
Morde & Assopra, Variedades
O preconceito precisa acabar, já!
Por Redação AnaMaria postado em 05/07/2011 às 10h12
Gente, sentada aqui na cozinha sinto a vibração que vem da rua festeira. Explico: moro a duas quadras da Avenida Paulista e hoje é a Parada Gay. Sentiu a agitação?
O desfile está indescritível! Não só a minha geração, mas as mais novas jamais sonharam que uma festa dessa podia acontecer. Eu só vi o homossexualismo aos 25 anos. Na época, ninguém comentava sobre isso.
Dizia-se cochichando que fulano era “mariquinha”, mas ninguém sabia o que ele fazia. Hoje, André Gonçalves (Áureo) desfila na novela Morde & Assopra, da Globo, dizendo pra quem quer ouvir: “Sou gay!”. Que belo trabalho desse extraordinário ator. Tudo o que faz é com talento, competência e muita responsabilidade.
Lembro-me dele na novela Próxima Vítima, em que também fazia um homossexual (Sandrinho). Ele chegou até a apanhar na rua devido ao odioso preconceito. Teve, inclusive, sua carreira prejudicada.
Muitos atores se negavam a fazer esses personagens, com medo da repercussão. E não estavam errados, infelizmente, pois o público mistura a ficção com a realidade. A luta para que as diferenças sejam respeitadas me deixa muito feliz, pois, no final da história, todos nós somos humanos, com virtudes e defeitos.
Conviver entendendo o outro me parece um bom começo para melhorar o mundo. Só temo que essa postura tão paternalista com relação aos gays não seja um preconceito ao contrário (antes demônios, agora anjos). Então, comporte-se dentro da gaiola da moral e dos bons costumes, se não, volta pro gueto. Sou desconfiada… Quando a esmola é demais, o santo desconfia…
Insensato Coração, Variedades
Gente, um dia eu estava descendo a ladeira da rua onde moro e parei, encantada com uma cena. Subindo a tal ladeira, vinha o zelador do meu prédio de mãos dadas com o filho, um menininho de 7 anos.
Os dois, pai e filho, conversavam de forma tão fraterna e, nas mãos juntas, havia uma ternura sem fim. O olhar do pequeno para o adulto brilhava como se ele fosse um herói, aquele em quem se confia plenamente. Ficava evidente a integração amorosa entre pai e filho e o quanto ambos estavam extremamente felizes juntos!
Eu sou muito próxima do meu zelador. Ele é meu amigo por 20 anos, quase um filho. Se o coloco neste espaço como exemplo de pai é porque ele efetivamente o é. Motivada também pela participação, mais uma vez, cruel de Gregório (Milton Gonçalves), pai de André (Lázaro Ramos), em Insensato Coração, resolvi tocar o coração dos homens para que nunca abandonem seus filhos.
Se a presença materna mostra-se fundamental durante a criação de uma criança, não menos importante é a presença paterna. A gente precisa saber que pode contar com o pai, mesmo que ele não seja o cara mais corajoso ou inteligente do mundo. Basta que seja honrado.
Eu fui criada só pela mãe e sei quanta falta faz um pai. Sempre tem um momento na vida em que é para ele que a gente quer correr, pedir socorro. E, quando ele não está, fica um vazio enorme. Eu usei como exemplo de pai um homem simples, meu amigo, zelador do prédio onde eu moro. E aquele menininho lá no começo hoje faz faculdade. E continua olhando o pai como um herói.
Insensato Coração
Gente, entrei na sala comendo um iogurte batido toda satisfeita. Ia pôr a colher na boca quando surgiu Pedro (Eriberto Leão) com aquela cara assustada, dizendo para o pai: “O Léo pegava as camisinhas que eu usava com a Marina e dava para a Irene colocar com os dedos, com uma seringa, sei lá”.
A colher com iogurte ficou parada no ar. E, o que estava na boca, corri para cuspir, dada a semelhança do iogurte com o determinado fluido masculino. Eca!!! Que nojo!!!
Será que preciso entrar em detalhes? Todas as pessoas com quem conversei sentiram-se agredidas. Sei que agora é moda expor as intimidades. Quanto mais íntimo, mais moderno. Tudo é escancarado, por isso que a vida ficou sem graça.
Uma voltinha no passado: antigamente, quando um homem precisava comprar camisinha era um perrengue! O pobre infeliz ficava rondando a farmácia por horas até criar coragem e entrar. E, depois, bem escondidinho, pedir ao farmacêutico a camisinha. Não era para usar com a namorada (tá louca se você pensou isso!). Era para usar com as prostitutas. Havia uma separação bem marcada: mulher santa e prostituta.
Agora a televisão berra na minha sala que alguém pegou camisinha usada (eca!) e deu pra não sei mais quem fazer filho com dedos ou seringas! Vou bancar o profeta louco: é o fim dos tempos. Ai, meu Jesus Cristinho!!!
Uma coisa eu garanto: não como mais iogurte batido. Quando moça, nunca fui chegada a agradar o parceiro com o que me desagradava. Sempre passei longe do tal fluido. Eca milhões de vezes!!!
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Insensato Coração, Novelas, Televisão
Gente, assim como as 30 moedas que Judas recebeu para trair Jesus, Caim e Abel continuam soltos mundo afora. Somos mais descendentes de Caim, pois Abel morreu cedo pela inveja do irmão – a inveja mais perigosa! E por essa descendência, o mal é mais forte entre nós.
Dizem as pessoas que acreditam em reencarnação que os maiores inimigos em vidas passadas reencarnarão na mesma família. Dizem mais: ninguém nasce em pátrias ou famílias erradas. Sim, cara leitora, o lugar onde nascemos faz parte do carma.
Voltando a Caim e Abel, Léo (Gabriel Braga Nunes) é o Caim da novela Insensato Coração e Pedro (Eriberto Leão) é Abel. Na vida já tive a oportunidade de acompanhar irmãos na mesma situação. Normalmente é o mais velho que destila todo o seu rancor contra o mais novo. Chama-se processo de destronamento. Ou seja, ele era o grande rei, chegou um intruso e roubou-lhe o trono.
É preciso muita psicologia por parte dos pais para que esse sentimento não se transforme em ódio para toda a vida. Raul (Antonio Fagundes) não soube lidar com o fato de ter um “filho-problema” e sempre mostrou mais afinidade com Pedro. Léo, que já demonstrava um grave distúrbio de comportamento só fez piorar e acreditar que o dinheiro e o poder substituiriam o vazio de sentimentos que ele vive.
Uma amiga que era ferozmente perseguida pela irmã, por um ódio não resolvido na fase de destronamento, perguntou desesperada para a mãe: “quando isso vai terminar?”. E a mãe, angustiada, respondeu: “infelizmente, acho que só quando você morrer que ela vai ficar em paz”.
Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
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