Avenida Brasil
Gente, quando eu tinha meu programa na Band, um professor de comunicação, meu convidado, falou sobre programas violentos na TV. Ele disse: “Um dia você discute com seu convidado diante das câmeras, arma barraco, bate boca, e o público gosta. Mas, no dia seguinte, fica entediado e quer mais. Então, você estapeia o sujeito, e o público aplaude. Até chegar a um ponto em que nada entusiasma o público. Então, você terá que matar seu desafeto ao vivo para todo o Brasil”. Pergunto: e depois de matar vem o quê?
Sou velha, mas não saudosista. Todos os tempos têm seus encantos e transtornos, mas uma coisa é verdade: éramos brasileiros lindamente ingênuos e, apesar da pobreza, muito mais felizes! A solidariedade era genuína. Não havia interesse nas relações, sabíamos que a honra desapareceria quando nascesse o interesse.
Quando começamos a nos encanalhar? Será que a enxurrada de informação nos fez mal? E as novelas, quanto de entretenimento nos trazem e quão mal nos fazem? Seus vilões nos ensinaram a não temer a justiça de Deus e a romper todos os limites? Quanto de responsabilidade que a TV tem com relação ao comportamento do povo brasileiro?
Carminha (Adriana Esteves) e Max (Marcello Novaes) tramaram um falso sequestro para tirar dinheiro de Tufão (Murilo Benício), que, na trama, é marido dela. Que desânimo isso me dá! Que tipo de diversão é essa? Que bem nos faz ao espírito, à cultura, à alma? Raramente eu vejo alguma coisa na TV que me encanta, que alegra a minha vida e que acrescenta exemplos que engrandeçam. Desculpe, cara leitora, hoje estou desolada.
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Avenida Brasil
Gente, a vingança é um prato que se come frio. É preciso esfriar a cabeça para traçar um plano, armar para pegar no pulo quem te feriu com a mesma moeda!
Já o compositor das antigas Lupicínio Rodrigues, dizia em uma de suas canções: “mas enquanto houver força em meu peito, eu não quero mais nada, só vingança, vingança, vingança aos santos clamar. Você há de rolar como as pedras que rolam no asfalto. Sem ter nunca um cantinho de seu para poder descansar!”. Na novela Avenida Brasil, Nina (Débora Falabella), como uma raposa, está preparando o momento certo para dar o bote, destruir a presa, mas será que vale a pena? Carregar por tantos anos um sentimento tão negativo, carregar chumbo no lugar do coração? Carminha (Adriana Esteves) é a encarnação do mal, e Nina tem todos os motivos do mundo contra ela. Mas não lhe parece, cara leitora, que o desprezo é uma arma inteligente e limpa? Sei não…
Sou preguiçosa para fazer maldade! Verdade. Dá muito trabalho armar uma vingança, viver em função disso. Acho mais fácil esperar que a vida se encarregue de punir a culpada. E não se engane: quando Deus tarda é porque está a caminho! Não sou santa e já coloquei no rosto um sorriso satisfeito quando soube que alguém que me fez mal quebrou a cara. E, cá entre nós, nessa longa vida, não me faltaram inimigos.
Nina está gastando a vida em busca de justiça com as próprias mãos e não percebe que, agindo assim, se iguala a Carminha. Não se trata de pagar o mal com o bem, mas de não gastar energia com quem não vale a pena!
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Avenida Brasil, Fina Estampa
Gente, como diz o ditado, não há mal que nunca acabe. E, graças a Deus, terminou a novela Fina Estampa, tão mal quanto começou! Foi a pior novela que eu vi. Nem Lília Cabral conseguiu acertar o passo com a personagem.
Agora vamos ver a trama de João Emanuel Carneiro, Avenida Brasil – que já começou com um show de horrores.
Adriana Esteves (Carminha) é uma psicopata de pai e mãe encenando uma madrasta maldita pra cima da pobre Rita. E aqui pergunto: quem é essa menina que atende pelo nome de Mel Maia? De onde surgiu essa talentosíssima menina? Só pode ser do mundo das fadas ou dos povos pequenos.
Seguindo com a novela, estou achando um pouco desbotada. Explico: ninguém me pegou pelo coração, com exceção de Adriana Esteves. Ninguém me sacudiu, pegou pra valer. Bela produção, o lixão é magnífico, elenco bom, só não entendi Heloísa Périssé (Monalisa) num personagem de destaque. Desculpe, mas a moça é muito Zorra Total! Ela não perde aquele ritmo e gritaria de comédia. Fico sempre esperando o fim da piada. Só o poder da nova classe média justifica Heloísa Périssé ser “mocinha” na trama das 9.
E, como perguntar não ofende, está todo mundo tão natural, o que que aconteceu? Os maquiadores entraram em greve? Carminha carece de um reforço de maquiagem. Vejo Avenida Brasil entediada. Murilo Benício está mais para Fofão do que para Tufão. Um ator não pode se dar ao direito de ter aquela barriga. Tá vendo, cara leitora? Tô rodeando, não chego a lugar algum, assim como Avenida Brasil! Hum, sei não… Não me pegou!
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Morde & Assopra
Gente, venho assistindo com dificuldade a novela das 19h, da Globo, “Morde & Assopra”. O horário, para nós, mulheres, é ingrato. Quem trabalha está no trânsito infernal. E quem é dona de casa, tá na hora de preparar o jantar dos que chegam até comendo pé de mesa.
Voltando à novela, gosto do autor Walcyr Carrasco. Ele tem um texto ágil e procura fugir da mesmice até onde é possível. O elenco é ótimo. Adriana Esteves (Júlia) é uma das minhas atrizes preferidas da sua geração, mas havia alguém com quem o meu santo não cruzava e por anos foi dono da minha antipatia, quase uma repulsa, por seu comportamento exibicionista, forçando a barra para aparecer, e passando uma imagem amoral! Esse era o meu olhar, de muita gente e inclusive da crítica, sobre Paulinho Vilhena (Cristiano).
Os anos foram passando, a vida ensinando e comecei a ver bons trabalhos desse, hoje, ator! Saiu da vitrine, das baladas, das lentes dos fotógrafos e virou adulto. Que belo trabalho ele nos apresenta na novela “Morde & Assopra”. Tenho vontade de colocar Cristiano no colo e cantar Nana Neném! Que criação encantadora Paulinho Vilhena construiu. Cristiano é gago, tímido e virgem!!!
Ama Júlia e torço para que fiquem juntos, uma vez que não deu química entre ela e Abner (Marcos Pasquim). E mais: Marcos Pasquim, com o tempo, só piora. Se é que é possível. Enquanto isso, Paulinho Vilhena deita e rola.
Fico feliz quando um profissional cresce. Um garoto abusado, metido e meio perdido encontra seu caminho por mérito próprio. Palmas pra ele, ele merece!
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Passione, Televisão
Gente, Carolina Dieckmann, a Diana de Passione, não está bem na foto. A moça anda mais falada que político em tempo de eleição. Caiu na desgraça do povo!
De tempos em tempos surge uma onda contra uma atriz; não se sabe como começa, mas termina mal pra ela. Há algum tempo a vítima foi Adriana Esteves. Ela encabeçava o elenco de Renascer (1993) com Antonio Fagundes, que estava no auge da fama e do charme. As mulheres se rasgavam por ele!
Era demais para elas aquela jovem ter o privilégio de beijá-lo. Não deu outra: massacraram Adriana. Ela ficou afastada, teve síndrome do pânico, mas com a graça de Deus e o talento que Ele lhe deu conseguiu dar a volta por cima.
Depois Gabriela Duarte teve sua cota de martírio. Aí já havia a internet, um canal mais forte para o exercício da crueldade. Ela também sofreu muito, ficou afastada um tempo e agora dá a volta por cima com Jéssica, a louca por sexo.
Agora é Carolina Dieckmann. Deixo claro que não morro de amores por essa atriz: é arrogante e tem complexo de princesa mimada. Foi uma jovem linda, irresistível para os homens. Continua bonita, mas não linda: madura, e, claro, magééérrima.
O que deu nessas meninas? Parecem todas a personagem principal do filme A Noiva Cadáver! E, cá entre nós, a personagem Diana é tão insossa que ninguém acredita que dois homens deslumbrantes estejam brigando por causa dela!
O lindo Marcello Antony, o Gerson, fica de joelhos para beijar a nanica da Diana. O povo pede a morte de Diana. É bom não confundir personagem com atriz… Apesar de Carolina Dieckmann ser um porre!
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Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
@revistaanamariaCategorias
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