Fina Estampa
Gente, uma chuva cai lá fora e, no prédio vizinho, crianças brincam com aquela alegria própria da idade. Que pena! Não são mais tão inocentes as crianças. Pelas vozes, nota-se que não são mais tão delicadas e doces, elas já têm voz de comando!
Penso nos pais. Acho que educar é a tarefa mais difícil do ser humano. A eles cabe a responsabilidade de melhorar o mundo por meio de uma educação acertada. E como saber se estamos certos? Todos nós temos essa dúvida, somos inseguros diante de toda essa responsabilidade. Tenho para mim que não é necessário muita conversa, acho que a melhor maneira de formar um bom cidadão é o exemplo!
Não basta dizer, o mais importante é o que o seu filho vê você fazendo, confessar a ele que aquela atitude sua é errada e que você está fazendo o possível para se corrigir. A honestidade das atitudes me parece a melhor forma de educar. É por esse motivo que Griselda (Lília Cabral) não vacilou ao colocar o filho Antenor (Caio Castro) no olho da rua, em Fina Estampa.
Atitude extremada, causando sofrimento para ela. Mesmo se tratando de um filho amado como Antenor, é ter absoluta certeza do exemplo de mãe que ela sempre foi. Mais do que exemplo de mãe, ela é um ser humano da maior qualidade. É assim que se educa, cobrando com justiça, pois é assim também que o nosso Pai nos exempla.
Quando estamos dentro de situações que nos causam dor, pedimos socorro, que não vem, porque temos que passar por aquilo para crescer. Mas eu sou espinho por fora e doce por dentro… Não sei se teria coragem.
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Gente, acho que deixei clara minha opinião a respeito de espancamento de crianças, mas repito: tenho horror a qualquer atitude que possa ferir um ser humano, criança ou adulto. Mas… Sou favorável ao chamado chá de chinelo com amor.
Explico: a palmada não deve ser tão leve que deixe a criança com receio de não ser punida, o que é péssimo, nem tão forte que deixe marcas vermelhas. Como isso é possível? Se você, cara leitora, tem senso de justiça, sabe que é possível.
Crianças tiram a gente do sério. Parece que vieram ao mundo programadas para nos ensinar a virtude da paciência. Tenho uma neta que está com 8 anos de idade, mas tem cabeça de 14. Veja você a confusão: às vezes menininha, às vezes adolescente. E eu, que já estou com o meu prazo de validade vencendo, subo às vezes nas tamancas. Quando todos os argumentos não resolvem, não entra em cena a Supernanny, mas sim a superpalmada! Bem dosada, é um santo remédio!
Para pais de bom-senso, é desnecessária a lei proibindo palmadas. Eles sabem como conduzir a educação de seus filhos. E até adolescentes devem levar umas palmadas para aceitar limites. Aquela menina, Vanessa (Marina Rui Barbosa), de Escrito nas Estrelas (êta novela boa!): já passou da hora de a mãe tomar as rédeas da situação! É inadmissível a falta de respeito dela. Um péssimo exemplo.
Mas, voltando à lei, esses políticos não têm mais o que fazer? Tanta coisa sem rumo nesse país e eles se metem no que diz respeito aos pais? E a criançada já está ameaçando denunciar! Eu apanhei muito, de menina e de adulta. Tinha 48 anos quando levei o último sacode da minha mãe. E todos eles eu mereci…
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Gente, dificilmente uma separação entre marido e mulher acontece de comum acordo. Sempre uma das partes não aceita e faz da vida do outro um inferno. Quando há filhos pequenos, as crianças são usadas de maneira vergonhosa por ambos os cônjuges (êta palavrinha!). Uso aqui como exemplo a personagem ma-ra-vi-lho-sa-mente defendida por Carolina Kasting, a Judite da novela da Globo Escrito nas Estrelas.
Tenho cá pra mim que esse tipo de mulher não é tão apaixonada pelo marido como quer convencer as pessoas. Pra mim, são mulheres que não sabem perder. Imaturas, continuam alimentando o egoísmo próprio das crianças, o que num adulto é ridículo.
Crianças não têm noção de valores, do bem e do mal; criança não sabe dividir e nem perder. E agora muita gente vai ficar horrorizada: não sei de onde saiu a ideia generalizada de que toda criança é boa. Não é não, elas às vezes são até cruéis. É mais fácil negociar com terrorista do que com elas!
A cara leitora deve estar se perguntando por que desandei a falar de criança. Ora, porque é exatamente assim o comportamento de Judite. Com uma diferença: ela é adulta, só no corpo. Uma mulher adulta e centrada, se ainda ama o marido, vai sofrer e muito com a separação. Mas saberá sair de cena com dignidade, também para resguardar a saúde emocional dos filhos, se os tiver.
A postura egoísta de Judite só afasta mais ainda o marido, que sai dessa relação sem a menor possibilidade de ser amigo da mãe de seus filhos. O que é uma pena, porque não existem ex-filhos, eles são para sempre. Vão precisar de pai e mãe, e é ótimo que se respeitem mesmo separados. Já para Carolina Kasting, o nosso aplauso: ela tá bombando!
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Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
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