Insensato Coração
Gente, entrei na sala comendo um iogurte batido toda satisfeita. Ia pôr a colher na boca quando surgiu Pedro (Eriberto Leão) com aquela cara assustada, dizendo para o pai: “O Léo pegava as camisinhas que eu usava com a Marina e dava para a Irene colocar com os dedos, com uma seringa, sei lá”.
A colher com iogurte ficou parada no ar. E, o que estava na boca, corri para cuspir, dada a semelhança do iogurte com o determinado fluido masculino. Eca!!! Que nojo!!!
Será que preciso entrar em detalhes? Todas as pessoas com quem conversei sentiram-se agredidas. Sei que agora é moda expor as intimidades. Quanto mais íntimo, mais moderno. Tudo é escancarado, por isso que a vida ficou sem graça.
Uma voltinha no passado: antigamente, quando um homem precisava comprar camisinha era um perrengue! O pobre infeliz ficava rondando a farmácia por horas até criar coragem e entrar. E, depois, bem escondidinho, pedir ao farmacêutico a camisinha. Não era para usar com a namorada (tá louca se você pensou isso!). Era para usar com as prostitutas. Havia uma separação bem marcada: mulher santa e prostituta.
Agora a televisão berra na minha sala que alguém pegou camisinha usada (eca!) e deu pra não sei mais quem fazer filho com dedos ou seringas! Vou bancar o profeta louco: é o fim dos tempos. Ai, meu Jesus Cristinho!!!
Uma coisa eu garanto: não como mais iogurte batido. Quando moça, nunca fui chegada a agradar o parceiro com o que me desagradava. Sempre passei longe do tal fluido. Eca milhões de vezes!!!
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Gente, assim como as 30 moedas que Judas recebeu para trair Jesus, Caim e Abel continuam soltos mundo afora. Somos mais descendentes de Caim, pois Abel morreu cedo pela inveja do irmão – a inveja mais perigosa! E por essa descendência, o mal é mais forte entre nós.
Dizem as pessoas que acreditam em reencarnação que os maiores inimigos em vidas passadas reencarnarão na mesma família. Dizem mais: ninguém nasce em pátrias ou famílias erradas. Sim, cara leitora, o lugar onde nascemos faz parte do carma.
Voltando a Caim e Abel, Léo (Gabriel Braga Nunes) é o Caim da novela Insensato Coração e Pedro (Eriberto Leão) é Abel. Na vida já tive a oportunidade de acompanhar irmãos na mesma situação. Normalmente é o mais velho que destila todo o seu rancor contra o mais novo. Chama-se processo de destronamento. Ou seja, ele era o grande rei, chegou um intruso e roubou-lhe o trono.
É preciso muita psicologia por parte dos pais para que esse sentimento não se transforme em ódio para toda a vida. Raul (Antonio Fagundes) não soube lidar com o fato de ter um “filho-problema” e sempre mostrou mais afinidade com Pedro. Léo, que já demonstrava um grave distúrbio de comportamento só fez piorar e acreditar que o dinheiro e o poder substituiriam o vazio de sentimentos que ele vive.
Uma amiga que era ferozmente perseguida pela irmã, por um ódio não resolvido na fase de destronamento, perguntou desesperada para a mãe: “quando isso vai terminar?”. E a mãe, angustiada, respondeu: “infelizmente, acho que só quando você morrer que ela vai ficar em paz”.
Insensato Coração
Gente, eu gostaria de saber quem escalou Eriberto Leão (Pedro) para ser galã de Insensato Coração. Deus do céu! O moço faz parte da turma Carisma Zero! Tadinho…
É preciso ter uma certa sofisticação para ser ator da novela do horário nobre. Ele não tem. Habituada a ver o ator interpretando um peão de boiadeiro, tenho sempre a impressão de que ele vai laçar Marina (Paola Oliveira). Essa é outra que só pode fazer mocinha adocicada e linda. Foi escalada há algum tempo para fazer a vilã da novela das seis. Colega, isso foi de doer.
Rita Lee, que não deixa passar nada, postou em seu twitter: “não estou gostando do casal principal da novela Insensato Coração, ela parece vendedora de cosméticos e ele, um Sérgio Malandro melhorado”. Bingo!!!
Mestra, Rita Lee acertou na mosca. E, quer saber? Eta casalzinho chato!!! Nada do que fazem ou dizem a gente acredita. Nada passa como verdade (e isso é obrigação de um ator de talento).
Você por um acaso acredita que aquela mocinha “nhê-nhê-nhê”, enjoada que só ela, pode comandar uma empresa e ser uma executiva de sucesso? E quando ela diz com aquela voz de menina mimada: “ele é o homem da minha vida”, e corta a cena para o Pedro. Você acredita mesmo nisso?
Se a Globo vai continuar bancando o pequeno talento de Paola, melhor mandá-la com urgência a uma fonoaudióloga para encorpar um pouco a voz, ferramenta fundamental para uma atriz – que ela ainda não é, mas poderá ser se estudar bastante. Quanto a Eriberto Leão, é um ator burocrático. Em segundo plano não compromete, mas como galã, charmoso e carismático? Esquece…
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Gente, não é verdade que os pais sintam amor por seus filhos com a mesma intensidade. Também não procede que homens amem seus filhos como as mulheres. Que ambos amem seus filhos, ninguém duvida. Mas fazem isso de maneira diferente.
E aí estão Raul (Antonio Fagundes) e Wanda (Natália do Vale) para provar que, mesmo em novelas, quem disser que isso não procede, mente. Raul tem clara preferência pelo filho Pedro (Eriberto Leão) que, até então, era o vencedor.
Isso é bem cabeça masculina: adora mostrar o filho bemsucedido, como se ele, pai, estivesse recebendo um atestado de “bom comportamento genético”. E os homens não têm vocação para carregar filho problemático.
Homem não sofre de complexo de culpa, esse departamento é feminino. Veja como Wanda leva seu amor para o filho mau-caráter, com traços de psicopata. Léo (Gabriel Braga Nunes) é tudo de ruim, mas a mãe não vê, ou não quer enxergar. Ela vive pronta para justificar as faltas dele e, mesmo quando ele revelar a ela as maldades de que é capaz, ela achará uma justificativa.
As mães sempre estão ao lado do filho problemático, sensível, fraco. São elas que, de uma forma ou de outra, impulsionam o filho necessitado pra frente na vida.
E também carregam o fardo do filho mau-caráter nas costas como um troféu que as alivia da culpa que nós, mulheres, ainda carregamos. Cada filho é um indivíduo e, de acordo com as suas necessidades, será amado. Temos cinco dedos em cada mão, nenhum é igual ao outro. E assim são nossos filhos.
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Estou gostando da novela Insensato Coração, com exceção de Eriberto Leão (Pedro) como protagonista. Digo o mesmo de Paola Oliveira (Marina). Ele tem aquele jeito “bom moço”, mas seu carisma é zero. Não fala nem ao coração nem à sensualidade feminina.
Quanto à Paola Oliveira, me disse uma amiga: “Parece atriz norte-americana de filme branco e preto”. Era moda naquele tempo o olhar sempre úmido. Nossa Sandra Dee tupiniquim segue à risca o modelo.
Agora, faço uma sugestão que a esta altura talvez seja corrigida: é com relação à excelente atriz Deborah Evelyn (Eunice). Ela está meio over [exagerada]. A morte de uma irmã querida gera dor. E, numa pessoa com desajuste emocional, gera muito mais! Eunice está descarregando todo ódio, rancor e ressentimento que viviam presos nela, se justificando através da morte da irmã. A dor que chora e grita é por ela, pelos problemas dela! Mesmo assim, o tom está exagerado.
Um personagem que merece crescer é a tia Neném (Ana Lúcia Torre). Queremos saber por que ela bebe; por que foi esquecida pela vida? Tão solitária, e com uma língua peçonhenta… E Ana Lúcia Torre merece!
E temos também Lázaro Ramos (André), num personagem que está incomodando muita gente.
Foi uma ousadia colocar um ator negro que leva todas as brancas para a cama. O ator está mexendo com muitos preconceitos e despertando fantasias secretas de muitas mulheres. É ótimo ver um ator negro de igual pra igual com atores brancos. Afinal, já cantava Elis Regina: “Black is beautiful”.
Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
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