Amor Eterno Amor, Escrito nas Estrelas
Gente, quando Elizabeth Jhin escreveu a novela das seis da Globo, Escrito nas Estrelas, acertou em cheio no conteúdo, misturando religião, comédia, vilania e, o grande lance de uma novela, amor impossível! Até eu, barata cascuda, me desmanchei em louvores!
Agora, no ar de novo com Amor Eterno Amor, a novelista não está acertando a receita, e digo aqui o que me incomoda. Vamos lá: de quem foi a ideia de escalar Othon Bastos (Lexor) para ser o mensageiro de luz? Pois foi uma péssima ideia! Cada vez que ele aparece, vejo um coronel ranzinza e mau brigando com alguém. Acho que ele fez todas as novelas da Globo. Mais manjado impossível! Para esse personagem deveriam ter escalado um ator menos arroz de festa.
Klara Castanho (Clara), a menina vidente, também não convence. Falta a ela uma certa aura de ingenuidade. Verbena (Ana Lucia Torre) já morreu, mas vai continuar aparecendo. E, nos longos capítulos em que atuou, foi de uma bondade chatíssima. Bondade demais cheira a hipocrisia. Não era o caso, mas aquele “mel” escorrendo espantou o público a ponto de cair a audiência. Sem falar no cabelo que a produção arrumou, a coitada ficou parecida com uma calopsita.
Sou simpática à filosofia espírita, não adepta, mas a autora está forçando a barra com relação à reencarnação, visita de espíritos, vidência. Veja bem, se, pra mim, que vejo como uma possibilidade, está cansando, ficando piegas e até um tantinho ridículo, o que dizer de Reginaldo Faria (Augusto) ser outro “ser de luz”? É preciso dar uma mexida nessa novela, assim não dá!
Você também poderá gostar de:
Passione
Gente, há tempos estou ruminando uma raiva – contra a novela Passione, porque ela me faz de idiota! Detesto novela que subestima a minha inteligência. Assisto novela, sim, gosto, compreendo que, como num conto de fadas, coisas impossíveis acontecem, situações fogem da realidade… Tudo bem, faz parte e é o encanto da novela! Mas tudo tem limite, e se passar, coloca o telespectador na condição de idiota.
É o que ocorre com essa pretensiosa novela. E, quer saber, quando não acontece a empatia com o público nos primeiros capítulos, pode desistir: a audiência pode até ser satisfatória, mas é um espetáculo morto.
Na linguagem televisiva, as pontas estão soltas, desamarradas. Um exemplo: a novela das 18h, Escrito nas Estrelas, tem todos os núcleos perfeitos, todos têm a ver uns com os outros, formando uma história encantadora. Em Passione o texto é fraco, a trama sem interesse, a direção morna. Mesmo com o excelente elenco, ninguém caiu nas graças do público. É a típica novela que assistimos por força do hábito.
Fernanda Montenegro, Bete Gouveia, parece estar se perguntando: o que é que eu estou fazendo aqui? É uma novela rojão que dá chabu: sobe, mas não estoura.
O autor não acertou a mão dessa vez. É a segunda novela “desamarrada” de Silvio de Abreu. Teve outra, As Filhas da Mãe (2001), que foi de doer. Também teve Fernanda Montenegro perdida naquele pacote desamarrado.
Silvio de Abreu está escrevendo mesmo essa novela? Amigo de Aguinaldo Silva, costumam trocar figurinhas. Essas novelas com personagens largados, um embrolho danado, é muito de Aguinaldo Silva. Assisto sim, mas com muita raiva. Punto e basta!
Você também poderá gostar de:
Escrito nas Estrelas, Variedades
Gente, acho que deixei clara minha opinião a respeito de espancamento de crianças, mas repito: tenho horror a qualquer atitude que possa ferir um ser humano, criança ou adulto. Mas… Sou favorável ao chamado chá de chinelo com amor.
Explico: a palmada não deve ser tão leve que deixe a criança com receio de não ser punida, o que é péssimo, nem tão forte que deixe marcas vermelhas. Como isso é possível? Se você, cara leitora, tem senso de justiça, sabe que é possível.
Crianças tiram a gente do sério. Parece que vieram ao mundo programadas para nos ensinar a virtude da paciência. Tenho uma neta que está com 8 anos de idade, mas tem cabeça de 14. Veja você a confusão: às vezes menininha, às vezes adolescente. E eu, que já estou com o meu prazo de validade vencendo, subo às vezes nas tamancas. Quando todos os argumentos não resolvem, não entra em cena a Supernanny, mas sim a superpalmada! Bem dosada, é um santo remédio!
Para pais de bom-senso, é desnecessária a lei proibindo palmadas. Eles sabem como conduzir a educação de seus filhos. E até adolescentes devem levar umas palmadas para aceitar limites. Aquela menina, Vanessa (Marina Rui Barbosa), de Escrito nas Estrelas (êta novela boa!): já passou da hora de a mãe tomar as rédeas da situação! É inadmissível a falta de respeito dela. Um péssimo exemplo.
Mas, voltando à lei, esses políticos não têm mais o que fazer? Tanta coisa sem rumo nesse país e eles se metem no que diz respeito aos pais? E a criançada já está ameaçando denunciar! Eu apanhei muito, de menina e de adulta. Tinha 48 anos quando levei o último sacode da minha mãe. E todos eles eu mereci…
Você também poderá gostar de:
Escrito nas Estrelas
Gente, dificilmente uma separação entre marido e mulher acontece de comum acordo. Sempre uma das partes não aceita e faz da vida do outro um inferno. Quando há filhos pequenos, as crianças são usadas de maneira vergonhosa por ambos os cônjuges (êta palavrinha!). Uso aqui como exemplo a personagem ma-ra-vi-lho-sa-mente defendida por Carolina Kasting, a Judite da novela da Globo Escrito nas Estrelas.
Tenho cá pra mim que esse tipo de mulher não é tão apaixonada pelo marido como quer convencer as pessoas. Pra mim, são mulheres que não sabem perder. Imaturas, continuam alimentando o egoísmo próprio das crianças, o que num adulto é ridículo.
Crianças não têm noção de valores, do bem e do mal; criança não sabe dividir e nem perder. E agora muita gente vai ficar horrorizada: não sei de onde saiu a ideia generalizada de que toda criança é boa. Não é não, elas às vezes são até cruéis. É mais fácil negociar com terrorista do que com elas!
A cara leitora deve estar se perguntando por que desandei a falar de criança. Ora, porque é exatamente assim o comportamento de Judite. Com uma diferença: ela é adulta, só no corpo. Uma mulher adulta e centrada, se ainda ama o marido, vai sofrer e muito com a separação. Mas saberá sair de cena com dignidade, também para resguardar a saúde emocional dos filhos, se os tiver.
A postura egoísta de Judite só afasta mais ainda o marido, que sai dessa relação sem a menor possibilidade de ser amigo da mãe de seus filhos. O que é uma pena, porque não existem ex-filhos, eles são para sempre. Vão precisar de pai e mãe, e é ótimo que se respeitem mesmo separados. Já para Carolina Kasting, o nosso aplauso: ela tá bombando!
Você também poderá gostar de:
Escrito nas Estrelas, Novelas
Gente, me assusta quando a ciência brinca de Deus. Não que eu seja contra a evolução científica, mas, para nós, leigos, que ainda estamos ligados ao que aprendemos e sentimos como divino, às vezes o avanço da ciência é tanto que, mal comparando, parece uma atitude de invasão à privacidade divina. Pois Deus é senhor da vida!
Será mesmo? Você, cara leitora, mulher lutadora e atualizada, sabe o que é inseminação artificial. Grande conquista da ciência para mulheres com dificuldade para engravidar. Tudo bem, mas a pergunta é: e quando o marido morreu, mas deixou o sêmen congelado, é certo uma mulher ficar grávida dele?
Recentemente, uma mulher ganhou a causa na justiça e vai poder engravidar do marido morto. Na novela das 18h, Escrito nas Estrelas, é diferente. Médico famoso, dono de uma clínica de reprodução humana (olha o nome!), doutor Ricardo (Humberto Martins) perde o único filho em um acidente. Inconsolável, descobre que ele havia deixado sêmen congelado. E, a partir dessa descoberta, procura uma barriga de aluguel para gerar o neto e dar alivio à sua dor.
Não é brincar de Deus? Como, no futuro, essa criança vai se situar na vida? Que pai é esse, morto antes de ela nascer? E a mãe, tão fundamental na vida de um ser humano, como vai se comportar? A escolha, até o momento em que escrevo, recaiu sobre Beatriz (Débora Falabella). A aprendiz de mau-caráter, aluna da própria mãe, Sofia (Zezé Polessa).
Não te assustam essas modernidades? E tem mais: percebo que as crianças geradas por inseminação artificial têm falta de um certo brilho. Não sei o quê, mas… A ciência ajuda, mas será que o jeito de Deus não é melhor?
Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
@revistaanamariaCategorias
Tags
Adriana Esteves ambição Amor Antonio Fagundes ator Avenida Brasil BBB casamento Christiane Torloni Cleyde Yáconis comportamento crianças deborah secco Dilma Débora Falabella emoção Eriberto Leão Escrito nas Estrelas família Faustão Fernanda Montenegro filho filhos fina estampa Gabriel Braga Nunes gay Globo gravidez Hebe Camargo Insensato Coração Jornal Nacional Lula Lázaro Ramos Lília Cabral mulher mulheres mãe novela Novelas Passione relacionamento Roberto Carlos sexo tragédia tv




































