Insensato Coração, Novelas, Televisão
Gente, dizem que nada, absolutamente nada, abala o amor que uma mãe sente por um filho. Que ela sempre vai arrumar uma desculpa para todos os erros cometidos, quaisquer que sejam eles, mesmo os mais graves. Exemplo desse comportamento nos é mostrado por Wanda (Natália do Vale), na novela Insensato Coração. Mas (sempre há um “mas” no meio do caminho) eu tenho para mim que não é bem assim.
Colocar as mães em um pedestal de santidade me irrita muito. Pior: é uma atitude hipócrita, que impossibilita a mulher de viver a plenitude de sua vida. Endeusá-la a impede de sentir-se pessoa, com virtudes, defeitos, bondades, maldades, desejos, enfim, um ser intenso.
Parece que existe um pacto silencioso, porém atuante, para que, em nome da maternidade, se anule a mulher. De corpo e alma. E filhos também são humanos, podendo magoar profundamente (não necessariamente sendo delinquentes). No cotidiano, nós às vezes somos tão destratadas que o coração até aperta!
Um olhar de descaso quando você está tão necessitada de carinho, o egoísmo do “venha a nós o vosso reino”, a palavra dura, uma cobrança injusta, a desvalorização do seu trabalho. O não perceber que você faz tudo com amor para eles, cuidando da casa, preparando uma comida gostosa, deixando a cama cheirosa. Eles detonam tudo, sem o mínimo afeto ou agradecimento.
Você, que trabalha fora, faz um sacrifício danado para parcelar o computador para um filho ou pagar a faculdade do outro. E, de repente, percebe que está agindo por obrigação. De tanto dar sem receber, ficou vazia de afeto. E descobre-se gostando menos.
Insensato Coração, Variedades
Gente, um dia eu estava descendo a ladeira da rua onde moro e parei, encantada com uma cena. Subindo a tal ladeira, vinha o zelador do meu prédio de mãos dadas com o filho, um menininho de 7 anos.
Os dois, pai e filho, conversavam de forma tão fraterna e, nas mãos juntas, havia uma ternura sem fim. O olhar do pequeno para o adulto brilhava como se ele fosse um herói, aquele em quem se confia plenamente. Ficava evidente a integração amorosa entre pai e filho e o quanto ambos estavam extremamente felizes juntos!
Eu sou muito próxima do meu zelador. Ele é meu amigo por 20 anos, quase um filho. Se o coloco neste espaço como exemplo de pai é porque ele efetivamente o é. Motivada também pela participação, mais uma vez, cruel de Gregório (Milton Gonçalves), pai de André (Lázaro Ramos), em Insensato Coração, resolvi tocar o coração dos homens para que nunca abandonem seus filhos.
Se a presença materna mostra-se fundamental durante a criação de uma criança, não menos importante é a presença paterna. A gente precisa saber que pode contar com o pai, mesmo que ele não seja o cara mais corajoso ou inteligente do mundo. Basta que seja honrado.
Eu fui criada só pela mãe e sei quanta falta faz um pai. Sempre tem um momento na vida em que é para ele que a gente quer correr, pedir socorro. E, quando ele não está, fica um vazio enorme. Eu usei como exemplo de pai um homem simples, meu amigo, zelador do prédio onde eu moro. E aquele menininho lá no começo hoje faz faculdade. E continua olhando o pai como um herói.
Insensato Coração
Gente, entrei na sala comendo um iogurte batido toda satisfeita. Ia pôr a colher na boca quando surgiu Pedro (Eriberto Leão) com aquela cara assustada, dizendo para o pai: “O Léo pegava as camisinhas que eu usava com a Marina e dava para a Irene colocar com os dedos, com uma seringa, sei lá”.
A colher com iogurte ficou parada no ar. E, o que estava na boca, corri para cuspir, dada a semelhança do iogurte com o determinado fluido masculino. Eca!!! Que nojo!!!
Será que preciso entrar em detalhes? Todas as pessoas com quem conversei sentiram-se agredidas. Sei que agora é moda expor as intimidades. Quanto mais íntimo, mais moderno. Tudo é escancarado, por isso que a vida ficou sem graça.
Uma voltinha no passado: antigamente, quando um homem precisava comprar camisinha era um perrengue! O pobre infeliz ficava rondando a farmácia por horas até criar coragem e entrar. E, depois, bem escondidinho, pedir ao farmacêutico a camisinha. Não era para usar com a namorada (tá louca se você pensou isso!). Era para usar com as prostitutas. Havia uma separação bem marcada: mulher santa e prostituta.
Agora a televisão berra na minha sala que alguém pegou camisinha usada (eca!) e deu pra não sei mais quem fazer filho com dedos ou seringas! Vou bancar o profeta louco: é o fim dos tempos. Ai, meu Jesus Cristinho!!!
Uma coisa eu garanto: não como mais iogurte batido. Quando moça, nunca fui chegada a agradar o parceiro com o que me desagradava. Sempre passei longe do tal fluido. Eca milhões de vezes!!!
Você também poderá gostar de:
Insensato Coração, Novelas, Televisão
Gente, assim como as 30 moedas que Judas recebeu para trair Jesus, Caim e Abel continuam soltos mundo afora. Somos mais descendentes de Caim, pois Abel morreu cedo pela inveja do irmão – a inveja mais perigosa! E por essa descendência, o mal é mais forte entre nós.
Dizem as pessoas que acreditam em reencarnação que os maiores inimigos em vidas passadas reencarnarão na mesma família. Dizem mais: ninguém nasce em pátrias ou famílias erradas. Sim, cara leitora, o lugar onde nascemos faz parte do carma.
Voltando a Caim e Abel, Léo (Gabriel Braga Nunes) é o Caim da novela Insensato Coração e Pedro (Eriberto Leão) é Abel. Na vida já tive a oportunidade de acompanhar irmãos na mesma situação. Normalmente é o mais velho que destila todo o seu rancor contra o mais novo. Chama-se processo de destronamento. Ou seja, ele era o grande rei, chegou um intruso e roubou-lhe o trono.
É preciso muita psicologia por parte dos pais para que esse sentimento não se transforme em ódio para toda a vida. Raul (Antonio Fagundes) não soube lidar com o fato de ter um “filho-problema” e sempre mostrou mais afinidade com Pedro. Léo, que já demonstrava um grave distúrbio de comportamento só fez piorar e acreditar que o dinheiro e o poder substituiriam o vazio de sentimentos que ele vive.
Uma amiga que era ferozmente perseguida pela irmã, por um ódio não resolvido na fase de destronamento, perguntou desesperada para a mãe: “quando isso vai terminar?”. E a mãe, angustiada, respondeu: “infelizmente, acho que só quando você morrer que ela vai ficar em paz”.
Insensato Coração
Gente, eu gostaria de saber quem escalou Eriberto Leão (Pedro) para ser galã de Insensato Coração. Deus do céu! O moço faz parte da turma Carisma Zero! Tadinho…
É preciso ter uma certa sofisticação para ser ator da novela do horário nobre. Ele não tem. Habituada a ver o ator interpretando um peão de boiadeiro, tenho sempre a impressão de que ele vai laçar Marina (Paola Oliveira). Essa é outra que só pode fazer mocinha adocicada e linda. Foi escalada há algum tempo para fazer a vilã da novela das seis. Colega, isso foi de doer.
Rita Lee, que não deixa passar nada, postou em seu twitter: “não estou gostando do casal principal da novela Insensato Coração, ela parece vendedora de cosméticos e ele, um Sérgio Malandro melhorado”. Bingo!!!
Mestra, Rita Lee acertou na mosca. E, quer saber? Eta casalzinho chato!!! Nada do que fazem ou dizem a gente acredita. Nada passa como verdade (e isso é obrigação de um ator de talento).
Você por um acaso acredita que aquela mocinha “nhê-nhê-nhê”, enjoada que só ela, pode comandar uma empresa e ser uma executiva de sucesso? E quando ela diz com aquela voz de menina mimada: “ele é o homem da minha vida”, e corta a cena para o Pedro. Você acredita mesmo nisso?
Se a Globo vai continuar bancando o pequeno talento de Paola, melhor mandá-la com urgência a uma fonoaudióloga para encorpar um pouco a voz, ferramenta fundamental para uma atriz – que ela ainda não é, mas poderá ser se estudar bastante. Quanto a Eriberto Leão, é um ator burocrático. Em segundo plano não compromete, mas como galã, charmoso e carismático? Esquece…
Você também poderá gostar de:
Insensato Coração
Gente, por favor alguém venha a meu socorro porque não estou entendendo mais nada!!! Para o mundo que eu quero descer!!!
O que é errado tá certo e o certo é careta, conservador e velho. Alguém me diga, por favor, que não estou fossilizada, jurássica, mas sim, sou alguém que acredita em valores. Costumes mudam; valores são eternos. Então uma menina de 19 anos primeiro resolve romper a virgindade com qualquer um, porque lhe incomodava ser virgem! Alguém aí já sentiu a virgindade gritar: “quero sair daqui!”?
Então, a virgindade de Leila (Bruna Linzmeyer) a incomodava. Não satisfeita, sai à procura de alguém que a faça sentir um orgasmo. Não quer ter o trabalho de trabalhar a sua sensualidade. Ela quer orgasmo e pronto! Como uma taça de sorvete! Todo mundo tem orgasmo (mentira). É campeonato, quem tem mais.
Leila tem um pai, Júlio (Marcelo Valle), amoroso, conservador, bom, mas assustado com as mudanças do mundo. Despreza André (Lázaro Ramos) que, convenhamos, tem o péssimo hábito, aliás, bem cafajeste, de contar suas transas – e de um modo bem grosseiro.
Eu pergunto: qual o pai amoroso, ouvindo aquelas grossuras, depois de descobrir que era de sua filha que estavam falando, que não reagiria de forma até violenta? Qual o pai que não perderia a compostura diante de uma situação tão grave? Qual o pai que ama a sua filha não se desespera e perde o controle diante de um comportamento tão permissivo? Qual o pai que não haveria de querer morrer ao receber da filha uma bofetada no rosto? Alguém me socorre!!! Para o mundo que eu quero descer!!!
Insensato Coração
Gente, estou escrevendo esta coluna aqui no meu cantinho da cozinha. Adoro esse aconchego. Minha cozinha é o coração da casa em todos os sentidos.
Da cozinha, minha mãe comandava tudo. Temperando, mexendo as panelas, dando bronca entre frituras e fumaças, ela comandava seu mundo particular, a família.
Uma mulher sábia a minha mãe. Lutadora e vencedora. Criou sozinha três filhas com a cabeça erguida. Claro que não era perfeita. Na preocupação de não me ver sofrer, às vezes foi injusta, invasiva. Eu brigava toda vez que isso acontecia… Hoje vejo que, quando ela interferiu, me salvou de coisas muito desagradáveis! Se a tivesse ouvido mais, teria sofrido menos.
Sempre que tive a tentação de agir menos corretamente, me lembrava dos joelhos dela, que não dobravam mais de tanto ajoelhar para encerar a casa do patrão. Eu tinha obrigação de ser decente tendo essa mãe.
Acabei de assistir Eunice (Deborah Evelyn) justificando para as filhas porque é tão ambiciosa. Ela disse que foi muito pobre, que sentia-se humilhada na escola por seu lanche e suas roupas simples. Não queria para as filhas uma situação igual à dela. Ela tem horror de ver uma filha sofrendo, e acho que todas nós, mães, temos esse medo. Inútil. São nossos filhos, mas o destino é deles.
Curioso como uma mãe segura e ambiciosa joga nos filhos a frustração por aquilo que ela queria ter tido e não conseguiu. Escolhi duas mães, uma de verdade e outra da ficção, mas ambas, certas ou erradas, agarradas ao desejo de fazer os filhos felizes.
Insensato Coração
Gente, quando começou a novela “Insensato Coração” um personagem se destacou, talvez pelo inusitado da situação. Uma mulher caçando homens, no estilo “homem caça mulher”.
No início foi engraçado. Bibi, a devoradora de garotos, vivida por Maria Clara Gueiros, sinônimo de sucesso, pois talento não falta a essa atriz. Mas o personagem extrapolou, e de engraçado passou a ser vulgar.
Se a intenção do autor era dar à mulher o mesmo direito de galinhagem do homem, errou na medida, passou do ponto. Bibi, de libertária passou a permissiva, deixando uma péssima imagem das mulheres. Até quando autores de novela irão colocar mulheres subindo nas paredes por causa de sexo? A sexualidade feminina não tem nada a ver com a masculina. É cada um na sua e juntos se completam. E na maioria das vezes não é fácil o entrosamento, é preciso amor, respeito e entendimento para a explosão de um orgasmo real.
A psicologia masculina é voltada para o visual. O corpo da mulher excita o homem em primeiro lugar, daí a preferência pelas jovenzinhas. A mulher é mais profunda, pode até achar o homem bonito, mas ela exige mais.
Quer delicadeza, caráter, companheirismo. E, atenção, homens: mãos delicadas e beijo forte, mas delicado também, e não se esqueçam que os seios não são bolas de futebol (apesar do silicone) e os lábios macios de uma mulher não podem ser sugados como desentupidor de pias.
Com tantas diferenças e mais, que o espaço aqui não comporta escrever, Bibi não é uma mulher liberada, é uma caricatura masculina que já deu. Fui…
Você também poderá gostar de:
Insensato Coração
Gente, eu estava assistindo à novela “Insensato Coração” e minha neta foi chegando e ficando. Nesse exato momento, Gregório (Milton Gonçalves) se revolta de forma injusta e cruel contra o filho André (Lázaro Ramos).
Aqui, um parêntese: que maravilhoso ator é Milton Gonçalves. Que show de interpretação. Faltam-me palavras para louvar esse magnífico profissional. Então, eu digo: “Milton Gonçalves, beijo as suas mãos, mestre da arte de representar!”.
Minha neta ficou siderada olhando para a TV, catatônica. E me disse: “Vó, que pai é esse? Por que o autor inventa um pai tão mau? Você já viu um pai assim?”. Então olhou para mim.
Não sei o que viu no meu rosto, porque voltou a perguntar. Olhei firme e disse: “Sim, já vi, querida. Esse tipo de pai não é invenção, há muitos por aí. Eu tive um bem perto de mim. Meu pai”. Ela me olhou, como que duvidando, então reafirmei: “Meu pai era alcoólatra e violento, espancava minha mãe até de chicote, assim como minhas irmãs mais velhas. Dormíamos vestidas, porque, quando ele chegava, tínhamos que fugir e dormir no mato. Eu vivia escondida nos cantos, com meus únicos amigos, meus cachorros. Numa das sessões de espancamento, de tão traumatizada, fiquei meses sem poder andar”.
A violência que Milton Gonçalves deu a seu personagem é tão real que custei a pegar no sono. As imagens se embaralharam, ora meu pai, ora o personagem. Essa não é uma história bonita, nem original. Se repete muito, por todo esse país e pelo mundo. Infelizmente.
Você também poderá gostar de:
Insensato Coração
Não sei quanto a você, cara leitora, mas eu tenho uma certa reserva com quem tem mania de grandeza – que atualmente mudou de nome, agora é “pensar grande”. Sei não… Pra mim, é gente metida a besta mesmo!
Incomoda-me a ambição desmedida. Tenho medo do ambicioso patológico, que acha que o mundo deve muito a ele e não sente o mínimo remorso de subir nos outros para sentir-se mais alto. Uma certa ambição é boa para progredir na vida, pois ajuda a construir os objetivos. Mas me sinto mal com pessoas que se acham superiores às outras. O tal nariz em pé, que olha o mundo como se fizesse o favor de existir e, aliado à presunção, ambiciona ter tudo o que sua mania de grandeza acha que lhe é devido.
Na novela “Insensato Coração”, Léo (Gabriel Braga Nunes) é a encarnação perfeita do “mania de grandeza” e do ambicioso sociopata. Aplica seus golpes e sempre se dá mal, porque pra ser vigarista precisa ter o pé no chão, viver a realidade. Mas Leonardo vive num mundo que ele criou.
Léo acha que é superior e está à procura de uma “cidade do tamanho dele”, onde as pessoas não pensem pequeno. Despreza o pai, que venceu na vida batalhando e que, infelizmente, a fatalidade destruiu seu patrimônio, mas ele recomeça com a mesma garra, lutando honestamente.
Para Léo e sua mania de grandeza, isso é mentalidade de medíocre, que se satisfaz com merreca. Uma vez um desses narizes em pé, pensando que me ofendia, disse que eu tinha alma de pobre, eu revidei imediatamente: “posso ter alma de pobre, mas você tem a alma pobre”.
Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
@revistaanamariaCategorias
Tags
Adriana Esteves ambição Amor Antonio Fagundes ator Avenida Brasil BBB casamento Christiane Torloni Cleyde Yáconis comportamento crianças deborah secco Dilma Débora Falabella emoção Eriberto Leão Escrito nas Estrelas família Faustão Fernanda Montenegro filho filhos fina estampa Gabriel Braga Nunes gay Globo gravidez Hebe Camargo Insensato Coração Jornal Nacional Lula Lázaro Ramos Lília Cabral mulher mulheres mãe novela Novelas Passione relacionamento Roberto Carlos sexo tragédia tv




































