Insensato Coração
Gente, quando começou a novela “Insensato Coração” um personagem se destacou, talvez pelo inusitado da situação. Uma mulher caçando homens, no estilo “homem caça mulher”.
No início foi engraçado. Bibi, a devoradora de garotos, vivida por Maria Clara Gueiros, sinônimo de sucesso, pois talento não falta a essa atriz. Mas o personagem extrapolou, e de engraçado passou a ser vulgar.
Se a intenção do autor era dar à mulher o mesmo direito de galinhagem do homem, errou na medida, passou do ponto. Bibi, de libertária passou a permissiva, deixando uma péssima imagem das mulheres. Até quando autores de novela irão colocar mulheres subindo nas paredes por causa de sexo? A sexualidade feminina não tem nada a ver com a masculina. É cada um na sua e juntos se completam. E na maioria das vezes não é fácil o entrosamento, é preciso amor, respeito e entendimento para a explosão de um orgasmo real.
A psicologia masculina é voltada para o visual. O corpo da mulher excita o homem em primeiro lugar, daí a preferência pelas jovenzinhas. A mulher é mais profunda, pode até achar o homem bonito, mas ela exige mais.
Quer delicadeza, caráter, companheirismo. E, atenção, homens: mãos delicadas e beijo forte, mas delicado também, e não se esqueçam que os seios não são bolas de futebol (apesar do silicone) e os lábios macios de uma mulher não podem ser sugados como desentupidor de pias.
Com tantas diferenças e mais, que o espaço aqui não comporta escrever, Bibi não é uma mulher liberada, é uma caricatura masculina que já deu. Fui…
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Variedades
Gente, afinal temos uma mulher presidente da República. Isso é um fato extraordinário quando se sabe o quanto a mulher brasileira foi oprimida e, ainda hoje, em muitos rincões do país, ainda é. A verdade é que este não é um problema do nosso país, é mundial e, em alguns países, muito pior.
Mas, voltando à presidência, me incomodam opiniões que vejo na televisão ou ouço no dia a dia. Como se o fato de ser mulher a tornasse mais capacitada que o homem no sentido humanitário, e também garantisse um governo honesto e sem corrupção. Acho tudo isso uma imaturidade social. O fato de ser mulher não dá passaporte de santa para ninguém. O que estão pensando? Só por que trazemos a fotografia da vida na barriga nos habilitam para a perfeição?
Dignidade, caráter e honradez são independentes do sexo. Conheci homens nobres e também canalhas. E isso vale também para as mulheres.
Os homens na política meteram os pés pelas mãos. Estragaram tudo com seus egos inflados, competição… Agora endeusam as mulheres, jogando o abacaxi estragado nas nossas costas, embrulhado em “conquista feminina”. Não vejo o poder como conquista feminina. Pra mim, a maior conquista seria mudar o mundo pelo amor. Já dizia João Batista, o profeta, “não adianta mudar o reino se não mudar os homens”.
Veja, cara leitora, as duas candidatas à presidência tinham um homem como vice. Além disso, Dilma Rouseff tem a seu lado o próprio presidente Lula. Não é uma mulher com todo o potencial feminino que toma posse, mas uma mulher que se ajustou ao pensamento masculino.
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Novelas, Passione
Ao atender o telefone, uma voz bonita de mulher me disse que se tratava de uma pesquisa a respeito de um conceituado jornal do qual sou assinante. Atendi prontamente. Quantos dias eu lia o jornal? Todos. Há quanto tempo eu era assinante? Vinte anos. E aí a pergunta fatal: quantos anos eu tinha? Quando disse minha idade, a conversa mudou de rumo. A pesquisadora me disse que a grade de perguntas solicitava a opinião de outro leitor que não fosse assinante. Mas, que diabos, eu sou leitora e assinante!
Então entendi: não sou mais o público-alvo! Para o jornal, eu não existo, mas o meu dinheiro no fim do mês eles aceitam. Minha opinião e dos que têm acima de 60 anos não vale mais. Um preconceito que enterra as pessoas vivas.
O jornal que se diz tão moderno é mal informado. Afinal, a população idosa, que também dá as cartas financeiramente, aumentou.
Pergunto: Cleyde Yáconis, a dona Brígida de Passione, 85 anos, ainda dirige, mora sozinha e comanda a própria vida. Está dando um baile de talento na TV. Ela também não será ouvida pela pesquisa? Fernanda Montenegro, 80 anos de capacidade, talento e classe. Também terá de emudecer? E Hebe Camargo, 81 anos, saindo de uma doença gravíssima e já de volta ao trabalho, comandando seu programa e a própria vida? E tantas mulheres que trabalham fora já em idade avançada? E outras que assumem as tarefas da casa, criando netos porque os filhos trabalham – eu incluída?
Cá entre nós, é um trabalho pesado, e nós aguentamos! Mas, para dar uma opinião, o mercado diz que não existimos! Armo o meu braço e dou uma solene banana para o tal mercado. Avante mulherada! Basta de hipocrisia! E punto!
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Xênia Bier
A ex-apresentadora comenta toda semana na AnaMaria o que acontece na TV, sob um ponto de vista bem pessoal e muito polêmico.
@revistaanamariaCategorias
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