Como ter uma empresa lucrativa
7 empresárias revelam suas estratégias para montar um negócio próspero. Inspire-se nas práticas vencedoras para turbinar sua empresa
Publicado em 14/09/2010
Tamara Foresti e Fernanda Allegretti

A receita de sucesso da empresária Renata Nunes: acompanhar as tendências do mercado e ficar atenta às necessidades dos clientes
Foto: Getty Images
1. Tenha funcionários felizes
A dica é: cuide dos seus funcionários. O conselho é de Taís Abreu, 29 anos, diretora da rádio Kiss FM, em São Paulo. ''Procurei motivar os meus oferecendo bônus e criando um mural de ideias onde todos podiam deixar sugestões sem se identificar. Avaliei todas.'' O resultado foi visto na audiência, que aumentou mais de 30%.
2. Faça parcerias estratégicas
Em vez de competir pela clientela, sócias de oito lojas paulistanas de moda infantil e gestante resolveram unir forças e melhoraram ainda mais o negócio. ''Criamos um circuito de vendas, divulgando juntas nossas marcas. Agora, os clientes veem o bairro em que estamos, a Vila Madalena, como um polo de roupas para grávidas e crianças. Quando precisam desses artigos, já sabem onde encontrar'', explica Lúcia Müller, 44 anos, sócia da Santa Paciência.
3. Conheça bem a clientela
Depois que Renata Nunes, 37 anos, começou a mostrar as fantasias eróticas que comprava às colegas, virou revendedora. Com o tempo, Renata aprendeu o gosto de cada uma, trazendo peças que eram sucesso garantido. Há quatro anos, montou no Rio de Janeiro a Rota Sexy, uma loja erótica especializada em mulheres. ''Para fazer o negócio dar certo, foi essencial acompanhar as tendências e observar o que as clientes querem, adequando meu estoque.''
4. Saiba cobrar pelo trabalho
Quando Fernanda Lancellotti e Marcelle Comi abriram a Dreams, empresa paulistana que produz brindes corporativos, ficaram conhecidas como duas meninas criativas... e caras. ''Fazíamos um preço fechado, incluindo ideia e fabricação do produto'', explica Fernanda, publicitária de 29 anos. Como os clientes achavam o pacote salgado, elas resolveram separar os dois serviços. ''Entendemos que temos duas expertises: gestão e criação. E a relação ficou mais transparente ao cobrar por cada uma delas.''
5. Corte os desperdícios
A artesã Renata Lis Bellinello aprendeu a fazer patchwork na infância e hoje, com 39 anos, é dona do ateliê Orallegra, em São Paulo. Antes de produzir bolsas e almofadas, Renata calcula exatamente o material que vai utilizar. Se sobra retalho, guarda para outra peça. ''Assim, economizo no custo da empresa e ainda lucro respeitando o meio ambiente.''
6. Vista a camisa do seu negócio
Depois de ter bebê, a nutricionista Taís Brunherotto, de 29 anos, decidiu largar o emprego para se dedicar à filha. Começou, então, outra carreira do zero, como consultora da empresa de cosméticos Mary Kay. Sua função era vender os produtos da marca e atrair clientes. Para isso, não teve dúvida: deixou a vergonha de lado e passou a oferecer as maquiagens a vizinhas, amigas, amigas das amigas... Também saía de casa sempre produzida com batom, sombra e blush da marca. Assim, virava minha própria garota-propaganda, conta. Essa exposição rendeu ótimos frutos. E Taís tem sido reconhecida por seus resultados. Já ganhou viagem para resort, jóias e um carro cor-de-rosa, exclusivo das diretoras da empresa - cargo que ocupa hoje.
7. Não desista dos sonhos
A publicitária Rosa Douer, de 39 anos, deixou o projeto de abrir uma loja para crianças congelado por 15 anos. Ele só virou realidade quando ela perdeu o encanto pela publicidade. Com a irmã, a advogada Deborah Haegler, de 38 anos, criou a Balangandã. A idéia era oferecer roupas, brinquedos, acessórios, livros, fantasias..., conta Rosa. Para montar as coleções, marcamos um encontro com os pequenos e perguntamos o que gostariam de usar. Hoje, ganham 50% a mais do que com suas antigas atividades.



































