Por que Harry Styles é *o* artista para ficar de olho em 2017

Ao escolher passar do pop do One Direction para o rock retrô da carreira solo, ele vem ganhando respeito e elogios. E ainda é estiloso e engraçado!

Quando o One Direction acabou de vez, o que todo mundo queria saber era que rumo Harry Styles daria à sua carreira. Por ser o galã cabeludo do quinteto que havia virado quarteto, parecia natural que ele optasse pelo caminho do pop sensual – algo que Zayn Malik já vinha fazendo desde quando saiu do grupo, em 2015.

Mas Harry fugiu do óbvio: fã de rock dos anos 70, procurou um ex-produtor dos Rolling Stones para montar sua banda e construiu um álbum todinho de rock retrô, que ganhou seu próprio nome e esta capa conceitual aí de baixo. Também deu uma repaginada no visual e, dizem, ficou a cara do jovem Mick Jagger (talvez um pouco mais bonito, mas isso depende do gosto de cada um, claro ).

(Divulgação/Divulgação)

O resultado tem sido um mar de elogios vindos de críticos que não botavam muita fé que, aos 23 anos e egresso de boy band, o britânico seria capaz de fazer música que não fosse descartável. E também uma turnê com ingressos esgotados e primeiro single, “Sign of Times”, estourando nas rádios do mundo todo, porque ninguém vive só de elogios.

Sim, Harry está hoje muito mais próximo de ser um artista respeitado por sua música que qualquer um dos seus ex-parceiros de 1D. Algo como o que Justin Timberlake conseguiu depois do fim do N’Sync.

É meio cedo para saber se ele conseguirá consolidar a carreira de rock star, mas, por enquanto, tudo indica que sim. Então abre o clipe de “Sign of Times” e vem com a gente entender por que Harry é *o* artista a ficar de olho neste ano.

 

 

Sua voz apareceu agora que ele está fazendo a música de que realmente gosta

Harry canta bem. Quanto a isso não há mais discussão. Sua voz é grave e ele gosta de arriscar uns falsetes (quando surge aquele tom mais agudo) aqui e ali, para variar um pouco, e faz isso muito bem, com naturalidade.

Também é legal notar que ele está curtindo fazer esse rock mais retrô, com carinha de anos 70 e um toque de anos 80 – tudo “música antiga” para ele, que nasceu em 1994. As músicas de seu primeiro álbum solo têm influência de Rolling Stones (a escolha do produtor não foi à toa), de Beatles, de Eagles, de um monte de gente legal. Passam longe, muito longe do pop descartável.

 

Ele respeita o público jovem e as fãs que grita(va)m por ele

Em entrevista à Rolling Stone americana, revista de que foi capa em abril, Harry defendeu as fãs do 1D e as fãs adolescentes em geral.

“Quem disse que elas não vão entender minha música porque ela agora é mais ‘madura’?”, rebateu quando Cameron Crowe – sim, a entrevista foi conduzida pelo cultuado jornalista e diretor de filmes como “Jerry Maguire” e “Quase Famosos” – perguntou se ele não tinha medo de não conquistar os fãs mais velhos, que em teoria curtem esse tipo de rock, e perder as fãs mais jovens, que em teoria poderiam não entender essa sua nova faceta. “Elas gostam dos Beatles. Elas são nosso futuro. Nossas futuras médicas, advogadas, mães, presidentes, líderes, elas mantêm o mundo em atividade”.

Ele também contou que curte bastante encontrar as fãs de 1D nas apresentações que vem fazendo. “As fãs adolescentes não mentem. Se elas gostam de você, vão lá e dizem, sem ficar se fazendo de ‘cool’”.

 

Gente MUITO bacana está curtindo o trabalho dele

Em um show de Harry na última sexta-feira no Troubadour, em Los Angeles, ninguém menos que Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, estava na plateia. Caso você não saiba quem é Stevie Nicks ou Fleetwood Mac, aqui está seu maior hit (que foi regravado pelas Dixie Chicks):

Além de estar na plateia, Stevie topou subir ao palco e cantar com Harry “Landslide” (exatamente esta música aí de cima). Tem registro feito por fã. A qualidade do vídeo não é lá essas coisas, mas dá para ter uma ideia de como foi incrível:

Se Stevie Nicks curte, gente, é porque não é pouca coisa, não.

 

Ele é super estiloso

Harry é trend setter e sabe disso. Ele também é bonito e estiloso sabe disso. Então, não tem o mínimo medo de ousar nas escolhas de figurinos. Ele já arrasou de terno millenial pink, de salto alto  e de camisa de laço:

 

Além de tudo, ele é engraçado

Não bastassem o talento e a beleza, Harry é um cara engraçado. Para lançar seu disco nos EUA, ele fez apresentações musicais em vários programas de TV e uma semana de “residência” no “Late Late Show”, comandado pelo também britânico James Corden. Teve cantoria e teve também um quadro de humor em que ele interpreta um cara que simplesmente não consegue deixar de cantar (o que é um problema em três ocasiões bem delicadas):

E, é claro, participou do clássico quadro “Carpool Karaoke”:

Pelo talento, pela ousadia (de fazer o que gosta) e pela “star quality” (aquele lance natural que algumas pessoas têm para serem estrelas), Harry merece crédito. Vamos ver quais serão os próximos passos desta carreira solo promissora.

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