‘Umbrella’, hit que tornou Rihanna diva, faz 10 anos

Sabia que a música originalmente foi feita para Britney Spears?

Dez anos atrás, Rihanna olhou para seus discos de ouro e platina por Music of the Sun (2005) e A Girl Like Me (2006), reviu sua participação no filme As Apimentadas: Tudo ou Nada (2006) e pensou: “Cansei de fazer a santa, o mundo precisa conhecer a verdadeira Riri”. Era 2007, o Orkut era mais popular que o Facebook, nem existiam Whatsapp e Instagram ainda e ela, aos 19 anos, lançou Umbrella, o hit que a catapultou ao posto de diva pop.

Sua intenção era deixar bem claro que estava rolando uma mudança brusca de imagem. Escolheu Good Girl Gone Bad (“a boa garota ficou má”, em tradução livre) como título do álbum que trouxe a música, passou a tesoura nos cabelos e adotou um figurino decotadão e ousado. Antes, ela fazia mais a linha romântica, com cabelões compridos e roupas comportadas – até podia ter um brilho aqui e uma fenda ali, mas tudo super dentro do que se esperaria de uma moça discreta e quase tímida.

(Evan Agostini/Getty Images)

E por pouco a parceria com Jay-Z não escapou de Rihanna: originalmente, o rapper havia composto Umbrella para Britney Spears, que estava saindo daquela fase caótica que teve cabeça raspada e ataque a carros de fotógrafos. A princesinha do pop recusou a faixa porque seu novo álbum, Blackout, já estava completinho. Ufa, hein, Riri?

Enfim, Umbrella rendeu a Rihanna seu primeiro Grammy, em 2008, e Good Girl Gone Bad ganhou um monte de discos de ouro e de platina. Também foi graças à música que a artista de Barbados radicada nos EUA conseguiu mostrar seus outros talentos, Hoje, além de cantora, ela é filantropa, estilista e atriz.

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Violência e a volta por cima

O brilho daquele momento feliz foi ofuscado em 2009 pela agressão covarde de seu então namorado, o rapper Chris Brown. Dentro do carro, ele bateu a cabeça de Rihanna no vidro diversas vezes, deu-lhe socos e mordidas e tentou sufocá-la. Quando conseguiu escapar, ela tinha cortes, sangramento e inchaço no rosto. Ele ficou em liberdade condicional por cinco anos e prestou serviços comunitários.

Para surpresa geral, o casal reatou o namoro depois de um tempo, por ela achar que poderia “consertá-lo” –  muitas mulheres têm essa recaída protetora em relação a seus agressores. Foram várias idas e vindas até 2013, quando ela finalmente caiu em si e rompeu de vez com ele. Ela é bacana e diz que não o odeia, mas não se conforma por ter tolerado aquela situação.

what u came for…

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Atualmente, Riri está solteira e muito bem, obrigada, depois do fim do namoro com Drake. Boatos dão conta de que, antes desse relacionamento, ela teve seus rolos com Leonardo DiCaprio e o piloto de F1 Lewis Hamilton. Nada mau, nada mau!

Além da música

Depois de Good Girl Gone Bad, Rihanna lançou cinco álbuns de estúdio: Rated R (2009), Loud (2010), Talk That Talk (2011), Unapologetic (2012) e Anti (2016).

Mas o grande lance daquele sucesso todo de Umbrella foi ter dado a ela condições (leia-se: o dinheiro necessário) para tomar a frente de diversas causas humanitárias, motivo pelo qual foi condecorada pela Universidade de Harvard em fevereiro deste ano e será homenageada pela Parsons School of Design no final deste mês.

(Reprodução/Reprodução)

Também foi a partir dali que Riri teve segurança para liberar seus lados estilista e atriz. Superligada em moda e sempre na primeira fila de desfiles como os da Dior, ela desenha as coleções Fenty, para a Puma, e já as exibiu nas semanas de moda de Nova York e de Paris.

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Nas artes dramáticas, estamos diante de uma artista multifacetada. Na TV, interpretou Marion Crane (sim, aquela de Psicose) em um episódio da série Bates Motel que foi ao ar no mês passado.

Já no cinema, está com Cara Delevingne no elenco da ficção científica Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, de Luc Besson (que estreia ainda em 2017), e é uma das protagonistas de Ocean’s Eight, o spin-off feminino da franquia Onze Homens e um Segredo, ao lado de Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Sarah Paulson, Mindy Kaling e Awkwafina. O filme estreará em 2018.

 

(Reprodução/Reprodução)

Aaah, se não fosse aquele guarda-chuva em 2007…

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