Quer emagrecer? 4 dietas que fazem você chegar lá sem sofrer

Alterações em exames e sintomas que afetam a qualidade de vida são alguns dos motivos pelos quais uma mulher pode precisar perder alguns quilinhos

Procurar fazer uma dieta não é pecado, especialmente quando perder um pouco de peso e gordura é uma questão de necessidade, de saúde mesmo. Toda mulher é linda com qualquer formato de corpo, mas a saúde vem sempre em primeiro lugar. E, de mais a mais, fazer dieta não é sinônimo de precisar ficar magra como as modelos tradicionais, mas sim de, quando for o caso, chegar a um ponto satisfatório para viver melhor. Simples assim e não mais que isso. 

Leia mais: Calendário de exames: saiba quais são os principais e quando você deve fazer

Camila Rodrigues, nutricionista funcional da Clínica Patricia Davidson Haiat, explica que não é nem um pouco raro as mulheres procurarem ajuda para emagrecer por motivos não estéticos. “A preocupação é com a saúde. Alterações em exames de sangue e de imagem – por exemplo, a esteatose hepática, que é a gordura no fígado – e o aparecimento de sintomas que influenciam negativamente na qualidade de vida, como cansaço intenso, falta de energia, dores articulares e musculares e sono ruim, são as razões mais comuns.”

E sabe quando na família há mais de um caso de doenças endócrinas, como aquelas relacionadas à tireoide? Isso também leva mulheres ao consultório para emagrecer e procurar resguardar a saúde, de acordo com a experiência de Mariane Savassi Tamaio, nutricionista do Instituto Horas de Vida. “O histórico familiar de obesidade ou de doenças endócrinas manifesta essa busca, assim como os casos das mulheres que desejam engravidar e querem o organismo em ordem para uma boa concepção”, observa.

 

É possível perder peso sem sofrer, sim!

O que assusta muita gente que quer ou precisa perder peso são aquelas dietas severas de restrição ou de horas a fio sem comer. Nem dê atenção a elas!

“O emagrecimento deve acontecer de forma gradual, sem a necessidade de restrição alimentar. Ele deve ser inserido na rotina da mulher, com opções fáceis de serem seguidas e mantidas”, afirma Mariane. Camila orienta que se procure um nutricionista e complementa: “Para obter sucesso no processo, é preciso entender suas necessidades, limitações, metas, intolerâncias e organizar um plano alimentar de acordo com isso tudo e sua rotina”.

Com isso em mente, as nutricionistas indicaram ao MdeMulher as quatro melhores dietas para emagrecer numa boa. Mas lembre-se: o ideal é consultar um nutricionista para definir as quantidades necessárias de cada alimento em cada refeição, para o seu corpo continuar funcionando legal enquanto a dieta estiver sendo seguida.

 

1. Dieta detox

(giovanni1232/Thinkstock)

Seu objetivo é fazer uma limpeza no organismo e iniciar uma mudança de hábitos alimentares que vão melhorar o funcionamento do intestino, dos rins e do fígado. “É ideal para as mulheres que estão cansadas de sofrer com o efeito sanfona das dietas restritivas”, diz Mariane. E prepare-se para beber muito chá!

Bebidas alcoólicas, gordura trans, cafeína, sal em excesso, margarina, manteiga, refrigerantes, adoçantes, produtos industrializados e farinhas refinadas ficam de fora desta dieta.

O dia começa com um café da manhã com iogurte natural (com o mínimo de ingredientes possível ou de fermentação natural) ou leite sem açúcar, cereais integrais (granola, flocos de arroz sem açúcar, aveia, farinha de linhaça ou chia) e frutas.

No lanche da manhã toma-se um belo chá digestivo (de alecrim, boldo, hortelã ou gengibre) acompanhado de castanhas e nozes.

Salada de folhas à vontade, legumes refogados ou cozidos, arroz ou purê (de mandioca ou de batata) ou macarrão, feijões ou lentilha e carne magra formam o cardápio do almoço e do jantar.

Entre eles, no lanche da tarde, o recomendado é tomar um chá e comer frutas com canela (abacate é uma ótima ideia) ou tapioca.

Antes de dormir, um chá tranquilizante (de camomila, capim-limão, maracujá ou mulungu) encerra o dia da dieta detox.

 

2. Dieta mediterrânea

(autumnhoverter/Thinkstock)

É rica em gorduras boas (azeite, castanhas, azeitonas e abacates), frutas, verduras, peixes, feijões, cereais integrais e ovos. Sua grande vantagem é que possibilita a inclusão de muitos sabores e grupos alimentares a cada refeição.

Nela devem ser cortados açúcar, doces, refrigerantes e farinhas refinadas.

O café da manhã pode ter pão com sementes ou integral, café com leite sem açúcar e frutas.

Almoço e jantar são à base de saladas de folhas, verduras e legumes, arroz ou purê de mandioca ou batata-doce ou macarrão integral, feijões ou lentilhas e carne grelhada (bovina, suína, de peixe ou de aves).

Já os lanches da manhã, da tarde e da noite devem ser de frutas com iogurte, um tubérculo (mandioquinha, mandioca, batata-doce, inhame) assado com queijo, torradas integrais com geleias de frutas naturais, chá sem açúcar, frutas e castanhas.

 

3. Dieta paleolítica

(lolostock/Thinkstock)

A ideia é comer o que as pessoas eram capazes de caçar ou coletar no período paleolítico: muitas verduras, legumes, grãos, raízes, carnes, frutos do mar e nozes. É ideal para mulheres que conseguem fazer suas refeições em casa ou levar comida e lanches para o trabalho.

São cortados açúcar, doces, refrigerantes, farinhas refinadas, pães, massas, óleos, fritura, leite animal e derivados, alimentos processados ou industrializados e bebidas alcoólicas.

Um bom cardápio para o café da manhã é mandioca ou batata-doce cozida ou tapioca recheada com frutas acompanhada por chá, café ou leite vegetal e frutas.

Para o almoço e jantar, saladas de folhas, legumes e verduras (cozidos, refogados ou assados à vontade), tubérculos e carnes magras grelhadas, assadas, cozidas ou ensopadas são as melhores pedidas.

Quando bater aquela fome na hora dos lanches intermediários, tenha à mão frutas, castanhas, legumes e verduras, além de leite vegetal batido com frutas.

 

4. Dieta lowcarb

(foxys_forest_manufacture/Thinkstock)

Algumas pessoas podem considerá-la um pouco puxada, porque os carboidratos são praticamente eliminados (ficam só massas, arroz e batata), mas isso é necessário para quem está com alteração na glicemia e na insulina. “Conseguimos melhorar bem o perfil metabólico e a inflamação por meio dessa conduta”, justifica a nutricionista Camila.

Cortam-se bebidas alcoólicas, gordura trans, sal em excesso, refrigerantes, farinhas refinadas, açúcar e doces, além da maior parte dos carboidratos, como mencionado antes.

No café da manhã vem uma primeira adaptação: esqueça o pãozinho e coloque em seu lugar ovos mexidos com tomate e queijo branco. (Ah, nada mal, vá!?) Um chá acompanha a comida. Quem estiver com pressa pode fazer um shake caseiro de frutas, leite magro, aveia ou farinha de linhaça, nozes, leite de coco e canela.

No almoço podem ir ao prato salada de folhas à vontade, legumes refogados ou cozidos, meia porção de carboidrato, feijões e carne magra grelhada, assada, cozinha ou ensopada. O jantar segue a mesma linha, mas sem a meia porção de carboidratos.

Os lanches são leves, com chás e sucos, castanhas, frutas e iogurtes.

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