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Atividade física deve combinar com a personalidade
Psicólogos especializados em esportes enumeram quatro tipos básicos de características
Publicado em 18/08/2009
Com edição do MdeMulher
É fundamental que o exercício traga satisfação
Foto: Getty Images
A escolha da atividade física deve estar vinculada com algum tipo de prazer. "Quando uma pessoa resolve se enquadrar em um exercício no qual não sente satisfação, dificilmente conseguirá aderir e a chance de parar é altíssima", diz a psicóloga esportiva Carla di Pierro. "Outra questão é relacionar esse momento ao ambiente da academia, que pode ser desestimulante. Existem outras possibilidades de se exercitar, em escolas específicas de dança, natação e Pilates ou em parques", diz.
A questão é que muitos dos prazeres do exercício não acontecem de maneira imediata. É preciso um primeiro passo, um deslocamento, demonstrar aquele esforcinho extra. Como somos imediatistas, queremos o prazer na hora. O que nem sempre acontece na atividade física. O prazer pode vir instantaneamente ou ser uma consequência da atividade. Daí a importância de conseguir visualizar a recompensa lá na frente para nos sacolejar da inércia.
O corpo precisa de movimento. Muito difícil saber qual a sua atividade física? Veja alguns exemplos. Uma pessoa tem um trabalho bastante estressante e quer extravasar energia. Nesse caso, não é recomendado fazer musculação, que é o caminho contrário - acaba tencionando a musculatura. Se sua rotina é nervosa, experimente alguma atividade aeróbica, como correr, caminhar, nadar e pedalar, que estimulam a melhora do desempenho cardiovascular e diminuem a pressão sanguínea, o que ajuda a aliviar a tensão.
"Não tem uma regra", diz João Ricardo Cozac. "A escolha é mesmo subjetiva." Um psicólogo do esporte cuida de casos específicos de atletas, mas também de pessoas que estão em conflito com a própria prática esportiva, por faltar motivação ou não se sentir realizadas. A ideia é pensar em conjunto e rever o que está acontecendo na vida, se a atividade não está descolada de quem você é.
As estatísticas mostram que nos seis primeiros meses de atividade física, 50% das pessoas que se inscreveram vão acabar desistindo. Há até algumas estratégias que ajudam a manter a regularidade: que o exercício seja feito próximo da casa ou do trabalho, ter um amigo que faça o esporte, o que é um baita estímulo, mas o principal é exatamente o assunto tratado aqui: que ele seja coerente com a sua personalidade.
Alguns psicólogos acreditam que, se você conhecer a fundo suas características, saberá com mais acertividade que atividade físíca se encaixa melhor no seu perfil. E existem classificações de personalidade. Segundo a psicóloga do esporte Marisa Agresta, uma delas explica que há quatro tipos básicos: os executivos, os ativos, os pensativos e os interativos.
Pessoas com características dos executivos gostam de ordem e resultados. Portanto, preferem musculação com planilhas de treino, Pilates - que é um exercício programado -, tênis e golfe. São os que gostam de atividades que apontam como melhorar e querem ver o resultado aparecer logo.
Os ativos são os que gostam de desafio, de atividades energéticas. Ação é a palavra de ordem. Como power-ioga, trekking, luta, basquete e futebol. Já os pensativos são pessoas tranquilas, que buscam competência, perfeição. Preferem aulas mais intelectuais, em que são ensinados os movimentos nos mínimos detalhes. Ou atividades introspectivas, como dança moderna, alongamento, mergulho e maratona.
Por fim, os interativos, como a palavra diz, buscam a interação humana. Eles se realizam com movimentos mais expressivos, de baixo impacto e tempos mais lentos. Preferem um ambiente acolhedor. Exemplos: ioga, hidroginásica, caminhada e tai chi chuan.
Se nessa altura do campeonato você já sacou o que pode ser legal para a sua personalidade, mas ficou travado só de pensar na lista de possibilidades, o que fazer? "Experimente bastante. Eu confio no tatear", diz Carla di Pierro. "Aconselho sempre que a pessoa faça algumas aulas para ver como ela se sente." É o tal jogo do acerto e do erro. Só que, nesse caso, você só tem a ganhar.




































