Emagreci 20 kg e voltei a me amar
Isabel Baeta
Flavia

Flávia passou a comer a cada três 
horas para acelerar o metabolismo
Foto: Divulgação

A vida inteira fui do tipo mignon, com 1,63 metro de altura e 50 kg. Em 2005, no entanto, meu irmão adoeceu gravemente e eu ainda fiquei sobrecarregada no trabalho, isso sem falar na minha crise com a proximidade dos 30 anos. Ansiosa, passei a comer besteiras demais, já que tenho paladar de criança: pão, hambúrguer, biscoito e salgadinho é comigo mesmo.

Durante seis meses minha rotina foi almoçar dois sanduíches e me entupir de biscoito recheado, refrigerante e batatinha à tarde. Mal acabava de comer uma besteira e já pensava na próxima. Eu nem sentia fome, era só vontade de comer mesmo. O resultado desse exagero? 20 kg a mais, ou um manequim 46 apertado.

Empurrada pela minha mãe, até tentei fazer a dieta da proteína, mas me deprimi muito já na primeira semana. A morte do meu irmão, no início de 2006, foi outro baque. Como se não bastasse o sofrimento, ainda tive que ouvir no enterro que estava gorda. Minha reação foi me isolar do mundo: parei de sair com os amigos e abandonei o curso de teatro, uma das coisas que eu mais amo na vida.

Cheguei a chorar por guloseimas

A gota d'água para eu procurar ajuda foi o fato do meu melhor amigo não me reconhecer num encontro no teatro. "Cadê a Flávia? Tá aí dentro?", foi o que ele me disse. No dia seguinte marquei um endocrinologista.

Os exames só acusaram o colesterol um pouco alto. Determinada, comecei uma reeducação alimentar em abril de 2006. Cortei frituras, doces, refrigerantes e diminuí o carboidrato. Para acelerar meu metabolismo e a conseqüente perda de gordura, passei a comer a cada três horas e a tomar pelo menos quatro xícaras de chá verde diariamente. Além disso, adquiri o hábito de beber 2 litros de água por dia e de não comer depois das 18h.

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