Perdi 35 kg e deixei de ser a redonda
Isabel Baeta
Destaque da Matéria

Monique era a gordinha engraçada da turma
Foto: Arquivo pessoal

Comecei a engordar aos 12 anos. Vira e mexe tinha reunião na casa de alguma amiga regada a hambúrguer e brigadeiro. Almoçar, que é bom, nada. Nem quando estava em casa eu comia direito. Com meus pais e irmão no trabalho, eu ficava a tarde inteira vendo TV e devorando tudo quanto é bobagem que via pela frente.

Aos 14 anos eu pesava 86 kg. Pra compensar meu peso, virei a gordinha engraçada da turma. Mesmo assim não tinha ânimo para ir a festas porque não podia usar as roupas que queria. Estava sempre de jeans e camisa preta com elastano - gorda de blusa larga parece botijão de capa.

Como se os meus complexos não bastassem, um colega de turma me apelidou de Skol. Ele ainda explicou que a cerveja e eu éramos redondas.

Continuei engordando até atingir 95 kg, aos 15 anos. Como nada combinava com o meu manequim 48, desisti de fazer festa de debutante. A gota d'água para eu começar a dieta foi o comentário de um amigo da minha mãe. Ele nos encontrou por acaso e disse: "Quem é a mãe e quem é a filha?" Na época minha mãe pesava 53 kg.