10 motivos para amar o Rio Grande do Sul

Das paisagens à literatura feminina, passando pela comilança e pelo “dialeto” local, há muitas razões para se apaixonar pela terra dos gaúchos

Que o Brasil é um país privilegiado pela natureza e com motivos para ser admirado de Norte a Sul, ninguém duvida. Cada um à sua maneira, todos os Estados têm belezas e eventos que atraem e encantam gente das mais diversas regiões do país e do mundo.

Como destacar tudo de uma vez, do Oiapoque ao Chuí, é impossível – quer dizer, possível é, mas fica looongo e chato –, o melhor é falar de um lugar por vez. E que tal começar pelo Rio Grande do Sul? Terra de Gisele Bündchen, a maior modelo do planeta, e de Deise Nunes, a primeira Miss Brasil negra (1986), ele tem muitos motivos para ser amado.

Vem com a gente, tchê!

1. As quatro estações bem definidas

Se em São Paulo uma galera reclama das “quatro estações do dia” e nos estados mais ao norte do país o problema, para muitos, é a falta de frio de verdade no inverno, no Rio Grande do Sul não há do que se queixar.

O inverno, como se sabe, é bem gelado (chegando a temperaturas negativas) e o verão, ao contrário do que muitos pensam, é muito quente (acredite: os termômetros chegam a marcar 42°C em Porto Alegre e no Vale dos Sinos, onde fica Novo Hamburgo). Já o outono e a primavera são estações amenas, com temperaturas entre 10°C e 20°C; a diferença entre elas são os ventos, mais gelados na primeira e mais quentinhos na segunda.

Leia mais: Tudo sobre o Rio Grande do Sul

2. O churrasco do fim de semana

(E de dias de semana também, se for o caso)

Gaúcho pode abrir mão de muitas coisas, mas do churrasco é difícil. Este é um dos maiores orgulhos locais.

Quem visita amigos ou familiares já sabe que em algum momento o cardápio será um belo churrasco feito pelo dono ou pela dona da casa – mulher gaúcha também é assadora, saibam!

E quem vai a passeio pode ter a certeza de que, em qualquer cidade que esteja, encontrará um ótimo rodízio de espeto corrido (é assim que se fala em “gauchês”).

Churrasco em família. Tradição e alegria!!!!!! #churrascogaucho #picanhaespecial #emfamiliaebomdemais

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3. O “dialeto” local

E por falar em “gauchês”, não é nada difícil se encantar com o jeito como os gaúchos falam. Não é só uma questão de sotaque: existe todo um vocabulário próprio. Alguns exemplos:

– Bem capaz = de jeito nenhum

– Mumu = doce de leite

– Cacetinho = pão francês

– Negrinho = brigadeiro

– Branquinho = beijinho de coco

– Chimia = geleia

– Bergamota = tangerina

– Cusco = cachorro

– Sinaleira = semáforo

– Tri = muito, demais

– Tchê = amigo

– Me caiu os butiá do bolso = Fiquei realmente surpresa com algo

4. As escritoras gaúchas

O Rio Grande do Sul tem uma tradição de escritores incríveis de ambos os sexos (Érico Verissimo, Luis Fernando Verissimo, Moacyr Scliar, Lya Luft e tantos outros), mas quem está dando o que falar ultimamente são as mulheres.

Tem Martha Medeiros com suas crônicas sobre a vida feminina, Letícia Wierzchowski e suas histórias sobre mulheres fortes (seu maior sucesso é A Casa das Sete Mulheres, que virou série da Globo) e o novo xodó literário local, Carol Teixeira, que gosta de debater o empoderamento de um jeito apimentado e lançou, no ano passado, o elogiado Bitch (Editora Record).

Vale a pena ler o que as gaúchas têm a escrever.

(Reprodução/Reprodução)

5. O pôr do sol

Em qualquer lugar do Rio Grande do Sul, o pôr do sol é lindíssimo. Por causa do posicionamento do Estado e dos gases atmosféricos, o céu tem um azul bem característico, e em algumas épocas do ano o pôr do sol é uma mistura de azul, vermelho e amarelo.

O destaque neste quesito é o pôr do sol do Guaíba, em Porto Alegre. Todos os dias, centenas (ou milhares, se for fim de semana ou feriado) de pessoas param à beira do lago (que é comumente chamado de rio, mas isso é outro assunto) para admirar o sol baixando. Só não aplaudem, mas bem que o cenário mereceria algumas palmas.

6. As festas do interior

Todas as cidades do interior do Rio Grande do Sul têm festas relacionadas ao que de melhor existe no local. E todas as festas têm soberanas – rainha, primeira princesa e segunda princesa – que representam o evento e a cidade no período antes, durante e depois da festa, até passarem as faixas e coroas para a corte seguinte.

A maior é a Festa da Uva (Caxias do Sul), mas também há a Festa do Folclore (Nova Petrópolis), a Festa da Cuca (Rolante), a Festa da Colônia (Gramado), a Fenadoce (Pelotas – tecnicamente, é uma Feira, mas também tem sua corte e funciona como festa), a Festa da Batata (Santa Maria do Herval) e muitas, muitas outras.

(Luiz Chaves/Divulgação)

7. O “Gre-Nal” e sua torcida mista

Grêmio e Internacional protagonizam uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro e o grande clássico Gre-Nal, que é numerado, inclusive (o mais recente, em março, foi o 412). Mas a rivalidade deixou de ser sinônimo de agressividade e violência há algum tempo. Atualmente, todos os jogos contam com a torcida mista, onde amigos e famílias assistem às partidas numa boa, seja a camisa azul ou vermelha. Um exemplo a ser seguido!

8. As paisagens

O Rio Grande do Sul é muito diversificado no que diz respeito às vistas.

As paisagens mais famosas são as da serra (Gramado, Canela, Bento Gonçalves, entre outras), mas merecem bastante atenção os cânions (em São Francisco de Paula e Cambará do Sul, por exemplo) e a Região das Missões (são 46 municípios, entre eles São Borja e São Nicolau), com ruínas das missões dos jesuítas.

9. Os CTGs e o tradicionalismo em geral

Toda cidade gaúcha, por menor que seja, tem seu CTG, o Centro de Tradições Gaúchas, onde são mantidos e passados para as novas gerações os hábitos gauchescos, como fazer um bom chimarrão e churrasco de fogo de chão, a chula (uma dança típica), o cavalgar e mesmo a forma de usar corretamente a pilcha (o traje típico gaúcho, que tem versões masculina e feminina).

São os CTGs que mantêm viva a comemoração da Semana Farroupilha, cujo dia máximo é 20 de setembro. É nesta semana que as crianças vão à escola pilchadas ou com vestidos de prenda. Uma fofura!

10. O inverno na serra gaúcha

O inverno é a época do ano que mais atrai turistas para Gramado e região. As temperaturas são baixas, a neblina é abundante e é a chance de muitas pessoas vivenciarem frio de verdade. Com sorte, dá até para pegar um pouco de neve. Aquele conjunto de gorro, cachecol e luvas encostado no fundo do armário certamente tem uso por lá entre junho e setembro.

Agradecimentos: Augusto Drehmer, Carla de Andrade, Cristiane Ostermann, Fernanda Coiro e Laura Fraga

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