Namoro na adolescência: como orientar os filhos

Seu filho está namorando? Saiba como falar de sexo e relacionamento com ele, sem invadir sua privacidade

Escrito por

Redação M de Mulher

Atualizado em 30/08/2010 em

AnaMaria

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Namoro na adolescência: como orientar os filhos

Coloque na cabeça que todo adolescente tem uma vida sexual, seja com outra pessoa ou por meio de fantasias
Foto: Getty Images

Quando os filhos adolescentes chegam em casa com a namorada (ou o namorado) a tiracolo, muitos pais se assustam. Primeiro, porque descobrem, na prática, que eles não são mais crianças. Depois, porque começam a surgir mil pensamentos na cabeça sobre o que o jovem casal deve fazer a sós. 

Muita calma nesse momento. É hora de deixar claro para seu filho que ele pode contar com você para tirar dúvidas e dividir emoções.

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Paixão e sexo na adolescência

Hoje em dia é bem mais fácil falar sobre determinados assuntos, alguns dos quais fariam nossas avós corar de vergonha. Ainda assim, quando se trata de orientar os filhos sobre namoros e, mais precisamente, sexo, a coisa muda de figura. 

Enquanto o filho é criança, contenta-se com respostas simples e didáticas. Mas quando cresce e se torna mocinho ou mocinha, que dificuldade! A educadora sexual Ana Cristina Canosa Gonçalves, de São Paulo, explica que o problema surge quando a sexualidade se torna mais concreta, deixando pais e filhos pouco à vontade para tocar em questões como excitação, desejo e prazer. 

Para entender o tamanho da confusão que o tema tem provocado em muitos lares, basta acrescentar ao quadro dois dados importantes: os jovens estão iniciando a vida sexual precocemente (em média, 15 anos para as meninas, 17 para os meninos) e, cada vez mais, encaram isso com uma naturalidade espantosa. 

Uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana mostrou que, hoje, a primeira vez para 33% dos meninos e 25% das meninas acontece no próprio quarto dos jovens. Por essas e outras, novamente, o diálogo e o carinho são o recurso mais importante que os pais têm para orientar seus filhos. 

Como conversar com os adolescentes

Para estreitar a relação entre pais e filhos é preciso conversar sobre tudo com eles. Em vez de entrar de sola no assunto namoro/sexo, fale sobre outros temas interessantes para o jovem, como música, TV, passeios e amigos da escola, por exemplo. 

Entenda o que é ''ficar''

Os adolescentes, de uns tempos para cá, inventaram a moda de ficar. Significa estar com um parceiro sem compromisso. A psicóloga Arlete Gavranic esclarece que ''ficar'' não envolve necessariamente relações sexuais e, em geral, é marcado por troca de beijos e carícias, como forma de conhecer as sensações. 

Ela alerta que esse tipo de relacionamento só deve chamar a atenção se o jovem demonstrar aversão a outros mais duradouros, o que pode indicar inabilidade para estabelecer vínculos. 

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A afinidade e a intimidade entre vocês deve ser trabalhada desde cedo. Não adianta correr atrás do adolescente pedindo que ele se abra de uma hora para outra. O ideal é que essa amizade comece antes da adolescência. 

Até dá para ser mãe e amiga do seu filho. Mas vá com calma. Há coisas que ele não vai querer contar para você – nem como mãe nem como amiga. Provavelmente preferirá dividir as intimidades mais secretas com outro tipo de amigo. O melhor a fazer é respeitar isso. 

Em relação ao namoro, mais uma vez, o ideal é encontrar o equilíbrio entre a liberdade e o limite. O adolescente tem o direito de namorar e é besteira tentar proibir. Mas ele precisa saber até aonde deve ir. 

Coloque na cabeça que todo adolescente tem uma vida sexual, seja com outra pessoa ou por meio de fantasias. Essa é uma fase importante do desenvolvimento, na qual ele está descobrindo e formando a própria identidade.

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