Creche, babá ou avó: os prós e os contras de cada uma dessas opções

Antes de tudo, saiba que não existe um modelo certo. A opção de quem vai cuidar do bebê enquanto os pais trabalham deve ser decidida em conjunto e de acordo com a realidade de cada família.

Escrito por

Maria Dolores (colaboradora)

Atualizado em 30/06/2015 em

Bebê
Avó, mãe e filha
Goodshoot/Thinkstock/Getty Images

Vencida a licença-maternidade, as mães precisam voltar ao trabalho, e a grande questão vem à tona: quem vai cuidar do pequeno? Vale contratar uma babá? É melhor deixar a criança numa creche? Ou o mais seguro é recorrer à ajuda da avó?

O ideal é que os pais tomem a decisão durante a gravidez para que o assunto não deixe a mamãe ansiosa. De qualquer forma, não existe resposta definitiva para o dilema. Cada família vai encontrar a solução que mais se adapte à sua realidade. Veja os prós e os contras das três opções:

Avó

Solicitar o auxílio da mãe ou da sogra é sem dúvida a alternativa que vai deixar os pais mais tranqüilos. Isso porque, além da experiência, a avó nutre um imenso carinho pela criança e seria incapaz de maltratá-la. Mas há também desvantagens. Primeiro, ela pode querer educar o bebê a seu modo, usando, inclusive, alguns conceitos já ultrapassados. Além disso, nem o pai e muito menos a mãe vão se sentir à vontade em lhe chamar a atenção quando ela fizer algo errado. Por fim, avó que é avó muitas vezes mima os netos – libera o doce antes do jantar, por exemplo.

Babá

É uma profissional e você poderá orientá-la sobre como quer que seu filho seja educado. Se o serviço não agradar, vale dispensá-la e contratar outra pessoa. Mas é preciso fiscalizar para ter certeza de que ela esteja cuidando bem da criança. Uma dica para averiguar seu trabalho é chegar de surpresa em casa e ver como ela se comporta. Outra desvantagem é que a babá pode faltar e deixar todos na mão.

Creche ou berçário

Esses estabelecimentos contam com profissionais treinados para dar o estímulo correto à cada faixa etária. Além disso, a criança não sofrerá maus-tratos porque todos os empregados estão sob a constante fiscalização dos órgãos públicos. "Mas o aconselhável é que a entrada na escolinha seja adiada até que o pequeno tenha cerca de 3 anos", opina a psicopedagoga Celina Pires do Rio, de Belo Horizonte. "Isso porque o ambiente é passível de contaminação.Em outras palavras, os bebês que passam a frequentar o berçário cedo ficam mais sujeitos a viroses e outras doenças contagiosas.