Brincadeira de criança: as atividades mais indicadas para cada faixa etária

Conheça os 5 tipos de brincadeiras mais comuns e seus benefícios para a criança. Aproveite o verão e divirta-se com a garotada

Publicado em 27/01/2011

Lívia Lopes

Conteúdo ANAMARIA
Bebê na banheira

Bebês brincam explorando o próprio corpo e gostam de brinquedos coloridos na hora do banho
Foto: Dreamstime

Pega-pega, duro ou mole, esconde-esconde, casinha... Com os jogos e as situações de faz de conta, os pequenos compreendem regras sociais, desenvolvem habilidades físicas e aprendem a lidar com as próprias emoções. Além desses benefícios, a diversão pura e simples também é muito importante. Ouvimos dois especialistas no assunto: a psicóloga Cisele Ortiz, do Instituto Avisa Lá, e o pedagogo Luca Rischbieter, do grupo Positivo. Além de explicar as características de cada atividade, eles sugerem as mais indicadas para cada faixa etária. Confira as dicas  e divirta-se com a molecadada nestas férias de verão:

Até 2 anos: O bebê costuma se divertir sozinho, explorando o corpo.  Ofereça brinquedos que tenham cores, formas e tamanhos diferentes, para estimular o bom desenvolvimento dos cinco sentidos (tato, olfato, visão, paladar e audição).

2 a 3 anos: Boa fase para introduzir o jogo simbólico e o faz de conta. Ofereça a oportunidade de seu filho sentir a textura da água, da areia, da grama e de outros materiais. Nessa fase, as crianças adoram dançar, cantar e pular.

3 a 4 anos: Desenho, pintura, colagem e modelagem ganham força nessa idade. Ofereça jogos de montar, lápis, tintas, papel, argila e giz de cera. Mas forre bem a mesa em que seu filho vai "trabalhar", para que ele não pinte a casa inteira...

4 a 5 anos: Surgem os heróis e as brincadeiras que imitam o mundo adulto. Ofereça lousa, bonecas, casinhas, carrinhos, fazendinhas e imitações de objetos cotidianos, como telefone, caixa registradora e apetrechos de cozinha.

6 a 7 anos: Época dos jogos com regras, que estimulam o raciocínio lógico. Ofereça jogos em geral (eletrônicos, de cartas ou tabuleiro), para lidar com vitórias e derrotas.

 

Menino vestido de super-herói

Brincadeiras de faz de conta ajudam as crianças a viverem problemas ainda desconhecidos
Foto: Dreamstime

Os 5 tipos de brincadeiras mais comuns e seus benefícios para a criança


ARTESANAIS: Alguns brinquedos simples são confeccionados pelas próprias crianças. Qualquer menino ou menina que brinque na rua já fez uma pipa para empinar ou uma bola de meia para jogar queimada.
Benefícios: Além de construir algo sozinha, a criança exercita a capacidade de resolver os problemas que possam aparecer durante o processo. Ela aprende a criar cores e formas diferentes ou mesmo escolher os materiais mais adequados para a atividade proposta

ELETRÔNICOS: Engana-se quem pensa que a criança não aprende nada quando passa horas na frente do computador ou fica com o dedo quase adormecido de tanto jogar videogame.
Benefícios: Os jogos eletrônicos são ótimas oportunidades para os pequenos expressarem a agressividade ou para aliviar uma situação traumática de tristeza ou medo. Só mantenha o controle do tempo de uso e da qualidade dos programas a que seu filho tem acesso. Afinal, há muita violência nesse tipo de diversão

FAZ DE CONTA: Bolas, bonecas, carrinhos e outros objetos estimulam histórias reais ou imaginadas.
Benefícios: Essas brincadeiras fazem a molecada viver problemas ainda desconhecidos.

TRAVA-LÍNGUAS: “O rato roeu a roupa do rei de Roma.” “Três pratos de trigo para três tigres tristes.” Esses são exemplos de como as palavras geram desafios.
Benefícios: Esses jogos ajudam a treinar a fala. Duvida? Tente repetir: “Se o príncipe de Constantinopla quisesse se desconstantinopolizar, qual seria então o desconstantinopolizador que iria a Constantinopla para desconstantinopolizá-lo?”. (Nós tentamos aqui na redação, mas ninguém conseguiu sem gaguejar...)

JOGOS DE LOCOMOÇÃO: Amarelinha e pega-pega fazem parte da lista de brincadeiras tradicionais que exigem o uso do corpo.
Benefícios: Essas atividades estimulam a flexibilidade e o equilíbrio. À medida que os pequenos crescem, os desafios de ritmo, força e coordenação motora ficam cada vez mais complexos.

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