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Como educar um filho pré-adolescente

Criar filhos com idades entre 8 e 12 anos tem seus mistérios, mas, com amor e compreensão, você pode tirar essa fase de letra! Veja algumas dicas...

Publicado em 03/05/2010

Roberta Cerasoli

Conteúdo ANAMARIA
Destaque da Matéria

Fátima Bernardes tem aprendido com
os trigêmeos, de 12 anos, as delícias
de ser mãe de pré-adolescentes
Foto: Ernani D'Almeida

De uma hora pra outra, sua filha, que brincava de boneca, começa a passar batom. Você mal consegue pensar como será comprar para ela o primeiro sutiã. Mas está chegando a hora. Seu menino, que até ontem a idolatrava, hoje já pede que você não o beije na porta da escola. "Será que ele não gosta mais de mim?", pensa. Nada disso. É a pré-adolescência que está chegando. Hoje, essa fase vai de 8 a 12 anos. "As crianças estão mais precoces", afirma a psicóloga Daniela Zanuncini.

Essa fase é de descobertas, curiosidade e muito medo do que vem pela frente. Os pais precisam ter paciência. Fátima Bernardes vem descobrindo com os trigêmeos Vinícius, Laura e Beatriz, de 12 anos, as delícias de ser mãe de pré-adolescentes. "Eles já dão sinais de que estão crescendo, estão mais vaidosos e as brincadeiras mudaram. Mas a pré-adolescência é uma questão hormonal, e isso ainda não aconteceu. É só olhar e ver que ainda têm corpo de criança. Aliás, a gente tem de ter cuidado com essa palavra, eles não gostam", disse a apresentadora do Jornal Nacional em uma recente entrevista à revista Contigo!.

Pois é... Eles não gostam de ser chamados de crianças, mas ainda não são adolescentes. Estão no meio do caminho. Como lhes dar responsabilidades na medida certa? O que conversar, como se aproximar deles? Enfim, como desvendar essa "nova" pessoa que surge na sua casa? Algumas regras podem ajudar e, com amor, paciência e compreensão, você tira de letra.

Manual da mãe inteligente

"Eles cresceram, estão mais vaidosos. Mas é só olhar e ver que ainda têm corpo de criança. Aliás, tem que tomar cuidado com essa palavra (criança), eles não gostam", diz Fátima
Foto: AGNews

- Respeito o espaço do filho
Conheça o que ele gosta e o que não gosta agora. Antigamente, ele adorava que você o buscasse na escola com um pirulito na mão, o abraçasse na frente dos amigos. Hoje, ele odeia. Então respeite a mudança. É natural.

- Converse olho no olho
Isso nunca é demais. Ele chegou em casa e se trancou no quarto? Então, espere o momento certo para depois chegar pertinho dele. Não acredite que ele vá querer sentar com você e ficar horas falando do que sente. Essas conversas são mais indicadas durante um programa que vocês façam juntos (indo ao shopping, andando de bicicleta, tomando um sorvete...). Invente algo que aproxime vocês e que faça com que ele se abra sem nem perceber que está fazendo isso.

- Mude a forma de tratamento
Se antes ele era seu bebezinho, "o amor da mamãe", agora ele não vai querer que você fale assim. Então, fale de uma forma mais adulta com ele.

- Entenda o pré-adolescente
O humor dele muda de uma hora para outra, né? Ele pede carinho, beijinho, colo e, no momento seguinte, se tranca no quarto. "Essas oscilações são perfeitamente normais, tenha tranquilidade para respeitar cada um desses momentos", diz Daniela.

- Fale de sexo sem medo, mas fale também de amor!
O ideal é entrar no assunto "sexo" de acordo com a curiosidade do seu filho. Procure falar de sexo sempre como algo ligado à vida afetiva de um casal e à existência do amor. "A maioria dos pais se preocupa apenas em dar as respostas sexuais mais 'técnicas', mas é preciso sempre falar sobre a qualidade de um relacionamento entre um homem e uma mulher, ou seja, falar de amor, respeito e lealdade também é algo muito valioso", ensina Daniela.

- Ensine-o a perder o medo de dizer não
A vontade de ser aceito pelo grupo faz com que muitos pré-adolescentes não consigam dizer não. Aceitar drogas só por medo de dizer não é grave! Não querer desagradar o outro pode comprometer a vida de seu filho para sempre. Ensine-o que é melhor dizer não e ser firme em suas decisões do que aceitar tudo e ser visto como "maria-vai-com-as-outras".

- Não fala cobranças logo pela manhã
Durante a noite, o pré-adolescente tem várias alterações hormonais. Por isso, ele pode ter muitos pesadelos e é normal que acorde com um certo mau humor. Respeite esse momento e evite puxar papo ou cobrar muitas tarefas logo nas primeiras horas do dia.

 

 

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Comentários

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I truly appreciate this post. I¿ve been looking everywhere for this! Thank goodness I found it on Bing. You have made my day! Thank you again! Louis Vuitton Outlet Shop on line http://www.sendmoneyhome.it/ - 18/05/2014 23:22:16

<b>neuza martins costa</b> - tenho um filho de 14 anos e uma filha de 11 anos,estava indo tudo bem,ate que descobri que estava com cancer de ma ma e graças adeus agora estou bem ,mas passamos por momentos muito dificéis, as vezes sinto que eles estão meio deprimidos me sinto culpada por ter ficado doente e não sei o que fazer pois eles não se abrem falam que tá tudo bem mais eu sei que não esta ,pode ser uma face por causa da idade foi muita coisa ao mesmo tempo eles não conversam sobre seus sentimentos e eu não sei o que fazer estou me sentindo perdida o que faço? - 10/02/2014 13:58:05

<b>LUZIANE</b> - NOOOOOOOOOOOOOOOSA,A ADOLESCENCIA É UMA FASE MUITO DIFISIL PRINCIPALMENTE PARA O ADOLESCENTE,É UMA EXPLOSÃO DE SENTIMENTOS E CENSAÇOES NOVAS, NOS É QUE TEMOS Q SER FIRMES EM ENSINAR O QUE É SERTO(ORIENTA-LOS - 05/02/2014 15:32:43

<b>cleo</b> - tenho uma filha de 14 anos que já me deu muito trabalho,apesar de eu te-la criado.ela sempre teve mais apego pela avó paterna que sempre e a mesma sempre teve cumplicidade com minha filha eté mesmo nos erros .durante toda a infancia dela eu fui mãe solteira e trabalhava muito pois era só eu pra dar conta do sustento de uma cs com três crianças mas ate ai tudo bem so q tudo piorou depois que voltei com o pai delas o respeito delas por min si acabou e minha paciencia também eu ja ete mudei de cidade pra tentar mudar as coisas e deu certo por parte, mais a distancia entre nós continua e mesmo depois de tudo ela me disse que sempre gostou mais da avó e o pior e que meu marido nunca mim ajudou na educação e usa minhas filhas como se fossem um brinquedinho pra mãe eu já não sei si vale a batalhar por melhoras ou si simplismente deixo de dar tanta importancia pra eles inclusive pra esse pai que nunca teve autonomia de pai. estou pedindo socorro ,eu já não sei o que fazer. - 03/02/2014 21:14:49

<b>Fernando Pires</b> - Oi, tenho uma filfa de 14 anos do primeiro casamento, agora estou casado novamente e ela mora comigo munha esposa mais dois filhos, mas est¿ dificil manter uma rela¿¿o amigavel entre minha filha e minha esposa, fico em um barco sem saida, o que eu posso fazer estou de cora¿¿o partido, n¿o posso apoiar nenhuma da duas. me ajude por favor n¿o sei mais o que fazer. - 17/10/2013 19:29:01

<b>Ana Maria Fernandes</b> - Minha filha tem 11 anos e não sei qndo vai ser a hora certa de termos uma conversa sobre sexo, sei q na escola ja devem tem comentado so q qndo eu penso em conversar eu desisto por medo.... - 25/07/2013 16:08:41

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